Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Irreverências No Feminino

By Marta Leal

Irreverências No Feminino

By Marta Leal

A 31 de Dezembro

A 31 de Dezembro é usual fazermos balanços e definirmos estratégias para o ano seguinte Tomamos decisões. Os “nunca mais” misturam-se com o “ a partir de agora””. Os “tenho de”  e os “agora é que é” fazem parte da lista elaborada que alguns fazem mentalmente, e os que se atrevem a ir mais longe, escrevem.

 

 Esquecemo-nos, frequentemente, da estratégia, da vontade e da perseverança que devemos ter para que tudo o que definimos seja alcançado. Ficamo-nos pelos desejos. Ficamo-nos pela preguiça. Ficamos pela desculpa e adiamos. Adiamos tanto que nos esquecemos que um dia desejámos aquilo que acreditámos que tornaria a nossa vida melhor.

 

Avançamos no sonho e esquecemo-nos de concretizar.

 

Os meus objectivos? Continuar a  sorrir com vontade, abraçar cada vez mais e continuar assim, de coração cheio.

 

 

Marta Leal

Jogos de palavras

 

Gosto do jogo de palavras. Gosto de trocas de mensagens onde o subliminar se ultrapassa e nos deixa na dúvida. Seduz-se muito pouco nos nossos dias. Ou então seduz-se muito mal. Gosto do jogo que nos envolve num olhar especial, num abrir de porta e numa conversa onde as palavras fluem sem qualquer tipo de intenção ou com todas as intenções. Quem sabe?

 

Avança-se muito e seduz-se pouco. A rapidez com que se vive faz-me pensar na falta de cuidado que se tem connosco. Com os outros. Depressa. Demasiado depressa. Faltam a envolvência e a magia. Vive-se demasiado numa isenção de entrega. Temos medo, temos muito medo. Temos medo que nos conheçam. Temos medo de conhecer. Temos, especialmente, medo de uma entrega total onde o striptease emocional seja uma constante.

 

Perdem-se oportunidades, contrariam-se vontades.

 

Gosto do jogo em que as palavras me fazem sorrir.

 

Marta Leal

Cartão de Embarque

Existem momentos em que nos esquecemos do que nos dá verdadeiro prazer. Existem momentos em que nos perdemos algures em tarefas e nos esquecemos das letras. Depois, existem aqueles momentos em que a vontade aperta e nos decidimos voltar. Voltamos à escrita. Voltamos ao mundo dos Blogs mas voltamos de outra forma, noutro contexto, com outros conteúdos e com um gostar de nós diferente.

 

Volto,  consciente que ao mudar como pessoa mudei, também, a forma como escrevo, como ajo, como me exprimo e como  olho o mundo.  Volto, consciente, que gosto de me mover pelas letras da mesma forma forma como me gosto de me mover pela vida. Com um sorriso nos lábios e com um coração cheio.

 

Avancei na explicação e atrasei-me na apresentação. Sou mãe, sou mulher e sou eu mesma. Irreverente nos gostos e nas vontades. Feminina nos papéis, nos sorrisos e no ser.  

 

Sou assim,  como gosto de ser.

 

Marta Leal