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Irreverências No Feminino

By Marta Leal

Irreverências No Feminino

By Marta Leal

Um dia

Existem aqueles momentos em que tomamos decisões pelas circunstâncias. Analisamos, sentimos e depois rendemo-nos num sentir pouco sentido. Aos poucos deixamos de resistir e começamos a sentirmo-nos em casa num sentir já sentido.

 

Ontem regressei ao mundo rural depois de um jantar na capital. Sempre gostei do anonimato que me era conferido pela capital. Sempre gostei do movimento, da acção de estar onde tudo se passa.  Sempre gostei e continuo a gostar. Num gostar diferente, num gostar de quem saboreia até ao fim.

 

Um dia mudo-me para a beira-mar quero acordar com o bom dia das ondas e aconselhar-me no sussurar do vento.

 

Marta Leal

Pensamentos Soltos

Ao olhar á minha volta parece-me pertinente parar e reflectir. Um dia já me senti assim. Também a mim, me apeteceu ficar apenas por ficar. Parar de lutar e entregar-me aos desânimos e às tristezas. Um dia também já me apeteceu desistir e ficar apenas por ficar. Depois, bem, depois percebi que não são tristezas são apenas lições de vida que se podem tornar em grandes aprendizagens. Depois, percebi que era eu que decidia. Era eu que decidia entre cair e levantar, chorar e sorrir, parar e avançar. 

 

Marta Leal

Coragem Para sermos Imperfeitos

Um dia alguem me disse que era importante termos coragem para sermos imperfeitos. Agarrei o lema e fiz dele parte integrante de mim. Mais que coragem para sermos perfeitos é necessária a coragem para sermos imperfeitos. Mais que passarmos a vida à espera da situação ideal, da circunstancia ideal, do dia ideal, do homem ideal ou mesmo da vida ideal, o importante é avançarmos seja em que circunstancias for, darmos um passo a seguir ao outro.

 

Mais facil assumirmos uma perfeição aceite do que uma imperfeição olhada de lado. Mais facil esperarmos do que arriscarmos a avançar. Mais facil, mas acredito que menos divertido.  

 

Marta leal

Brincadeiras

Hoje brincamos às contas. Vamos apanhar o maximo numero de abraços de que se recordem. Multipliquem pelos sorrisos dados e dividam-nos pelas lágrimas que, por vezes, teimavam em cair. Agora diminuam os medos e somem-lhe as vontades. Equacionem o caminho que fizeram e aposto que no fim o resultado é um sorriso feliz.

 

Marta Leal

 

Leituras

 

Conhecer as pessoas é como ler um livro. Vê-se a capa e tiram-se conclusões. Aproximamo-nos daquilo com que nos identificamos e temos tendência a repelir o que à primeira vista não faz parte de nós. Estranhamos o diferente e sentimo-nos seduzidos por aquilo que mais se identifica connosco. Temos  surpresas positivas e negativas. No caso dos livros lamentamos o dinheiro investido e passamos à frente. No caso das pessoas arrastamo-nos em dores, desamores e muitas vezes ficamos presos na desilusão. Tão presos que deixamos de nos permitir sonhar.

 

Um dia alguém me disse que não gosta de ler prólogos. Um dia alguém me disse que ler prólogos é ler os livros pelos olhos de outra pessoa. Um dia alguém me disse que ler um prologo é como ter-me conhecido pelas vivencias de um outro.

 

Marta leal

Fala-se

Fala-se diariamente de tudo e mais alguma coisa. Uns falam mais outros menos. Sempre assim foi e acredito que sempre assim será. Fala-se muito mas acredito que se partilhe pouco. Fala-se de medos, de desgraças, de terrores e de desamores. Fala-se de um mundo em desgraça, criticam-se escolhas políticas, teme-se muito e teme-se cada vez mais.

 

Acredito que se fale sem se partilhar. Partilham-se muito poucos sentimentos, sonhos e vontades. Partilha-se muito pouco aquilo que sabemos ser. Falha-se na partilha e automaticamente falha-se na cumplicidade.

 

Pessoalmente gosto de uma partilha que se torna cúmplice nos sonhos e nas vontades. Pessoalmente gosto de cumplicidades que nos fazem sorrir e sonhar.

 

Marta Leal

 

Por vezes

Por vezes
fecho os olhos e respiro fundo. Gosto de o fazer principalmente quando sinto o
sol a bater-me na cara. Gosto quando ao sol se junta o mar. Soltam-se os
sorrisos e o bem-estar. Solto-me cada vez mais de compromissos sem sentido e
comprometo-me apenas comigo.

Importantes
aqueles momentos em que estamos apenas connosco. Importante quando sorrimos
para nós e nos permitimos apenas a aproveitar o que a vida nos dá. Uma atitude
que se tornou fundamental no meu sentido de vida.

Experimentem,
fechem os olhos e respirem bem fundo. Lembrem-se de alguma coisa que gostem
mesmo. Permitam-se sorrir e sonhar. Agora abram os olhos … já repararam que
estão muito mais bonitos?

 

 

Marta Leal

Dores

Por vezes conhecem-se dores que etiquetamos de insuportáveis. Sofremos, choramos e no momento seguinte percebemos que não são nada comparadas com outro tipos de dores.  Chego à conclusão que por vezes valorizamos pouco o que devíamos valorizar sempre.

 

Chora-se por amor e um dia chora-se de dor perante uma possibilidade de perda. Chora-se, reage-se, avança-se perante as inúmeras possibilidades que nos são colocadas. Somos fortes porque decidimos ser. Somos fortes porque decidimos não deixar a vida em suspenso.

 

Hoje sorrimos e suspiramos não de alívio mas de forma mais aliviada. As nossas dores são minúsculas quando comparadas às dores dos filhos. Grata por mais uma aprendizagem de vida. Grata por mais uma prova de força.

 

 

Marta Leal

Estamos no ano de 3116

Estamos no ano de 3116 e o tempo já não é o que era. Eu sei que esta expressão é muito ano 2000. Mas permitam-me que avance e talvez me faça entender. Tempos houve que nos esquecemos de nós mesmos. Que nos tornamos egoístas e materialistas. Tempos houve que matamos outros na nossa espécie apenas porque sim. Explicam-se as diferenças, a fome e a raiva. Explica-se a violência pela falta de amor. Risos contidos em rostos disformes. Perfeições fabricadas e dores multiplicadas.  Crescem especialistas do tudo e do nada. Proliferam políticos, economistas, banqueiros e guerreiros. Desanima-se e deixa-se de acreditar. Sobrevive-se sem sequer se tentar viver. Sobrevive-se sem se sonhar.

 

 Acredito que nada explica o ponto a que chegámos. Acredito que nada explica aquilo que um dia fomos. O mundo uniu-se numa economia global e desuniu-se numa sobrevivência da espécie. De um lado ostentava-se do outro morria-se de fome. De um lado protegia-se do outro atacava-se como se não existisse amanhã. Perde-se a essência individual perde-se a essência colectiva. Confundem-se as estratégias. Mudam-se os seres. Crescem os quereres e os teres. Ameaças de um lado e temores do outro. Sofre-se e deixa-se sofrer.

 

Um dia a humanidade perdeu a memória tal como os dinossauros tinham outrora sido extintos. Acredito nos que defendem que foi a necessidade da mudança. Recuso as teorias que defendem a utilização de armas químicas. Como vos dizia um dia a humanidade perdeu a memória e recomeçou apenas com sentires. Esqueçam-se as referências, as necessidades de competição, os ciúmes, o poder e a inveja. Cresça-se na essência, na intuição e nos sentires.

 

Cresce-se numa humildade contida com um respeito redobrado. Acredito que a memória não se lembre daquilo que a genética transporta. Sorri-se muito e acredita-se mais. Sonha-se num mundo que nos permite concretizar. Avança-se num mundo que nos permite avançar. Vive-se num mundo que não sabe o que é sobreviver. Vive-se o hoje porque não existe o amanhã. Protege-se o que é nosso e quem é nosso. Estamos no ano de 3116 parados num tempo sem tempo. Estamos no ano de 3116 onde o mundo sorri  e questiona de como seria se tivéssemos tempo ….

 

Testo escrito para a fabrica de historias

 

Marta Leal

 

 

 

 

Dias Magicos

Dias mágicos são aqueles em que o cheiro a terra molhada nos faz recuar no tempo. Gosto do cheiro a terra molhada. Dias mágicos são aqueles em que o som da chuva nos faz sorrir sem nenhuma razão aparente. Decido-me a voltar a ter uma lareira. Gosto do som da madeira a crepitar. Gosto ds pensamentos que surgem enquanto observamos o laranja das chamas. Sabiam que a o laranja é a cor da criatividade?

 

Mas mude-se de assunto e passe-se à magia dos dias que nos fazem bem. Mudemos de assunto e acreditemos que chova ou faça sol a magia está nos sorrisos dos nossos filhos, do romrom dos nossos gatos, num sorriso de um desconhecido, numa palavra de um amigo, nas nossas vontades e no que defendemos como verdades.

 

Gosto do cheiro a terra molhada...

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