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Irreverências No Feminino

By Marta Leal

Irreverências No Feminino

By Marta Leal

Pintalgadas

 

É impressão minha ou todos temos a mania de culpar a vida pelas decisões que tomamos? Acredito que os caminhos que tomamos são apenas fruto de escolhas nossas que nos aproximam de uns e de outros consoante os caminhos que decidimos trilhar. Acredito que todos os quadros que pintamos na vida são fruto de escolhas nossas, apenas nossas. E que a vida é apenas isso um quadro com o cenário e as cores que lhe decidimos dar.

Necessidades Impostas

 

Uma das coisas que tenho observado nos últimos tempos é a necessidade de nos tornarmos pessoas melhores para termos um mundo melhor. Até aqui não posso deixar de concordar. Pessoas melhores contribuem para um mundo melhor. Para isso procuramos alternativas, novas filosofias, novas formas de viver, de nos relacionarmos e mesmo de nos encontrarmos. O que acontece é que em vez de adaptarmos a nós aquilo que encontramos insistimos em adaptarmo-nos ao que existe. Depois, fugimos de estereótipos que consideramos atrozes e quase sem darmos por isso colamo-nos a outros tão nocivos como os anteriores. Forçamo-nos a ser sem ser, a fazer sem sentir e a impor sem termos esse direito. Procuramos a satisfação plena, sempre a satisfação plena. Por vezes tropeçamos sem perceber o porquê, por vezes caímos e rejeitamos sentimentos pouco “dignos” das pessoas melhores que nos tornamos.

 

Chora, grita, ri, abraça, beija, ri e sorri. Usa as cores que gostas e não apenas as que estão na moda. Lê os livros que te dão gozo. Passa férias onde te faz sentido. Permite-te vestir emcoionalmente apenas o que te serve, permite-te ser apenas o que és, permite-te gostar efectivamente do que gostas, permite-te apenas fazer o que te faz sentido fazer.

 

EU? Continuo assim muito mãe, muito mulher, mas sobretudo eu mesma.

Na escrita

 

Na escrita tal como na vida gosto de me deixar ir  pela curiosidade e pela vontade. Sabem? Gosto de me deixar levar pelas palavras tal  como gosto de me deixo levar pelos sonhos. É nos sonhos tal como nas letras que perco a noção do tempo e do espaço. Surpreendidos? Perdoem-me os mais cépticos mas todos nós temos alguma coisa que gostamos tanto de fazer que nos acaba por dominar. No meu caso são as letras. Deixo que pensem por si. Deixo que se alinhem e criem ideias, histórias, vontades e emoções. Deixo que sejam um prolongamento de mim mesma. Escrevo quase como não fosse eu mesma a escrever.

 

Escreva-se, viva-se e sonhe-se.

 

Eu? continuo assim muito mãe, muito mulher mas sobretudo eu mesma

Leituras

 

 

Conhecer as pessoas é como ler um livro. Vê-se a capa e tiram-se conclusões. Aproximamo-nos daquilo com que nos identificamos e temos tendência a repelir o que à primeira vista não faz parte de nós. Estranhamos o diferente e sentimo-nos seduzidos por aquilo que mais se identifica connosco.

Seduzem-me aqueles que se atrevem para lá do desconhecido. Saem da zona de conforto e decidem ser o que querem ser, amar de coração cheio e viverem … porque é disso que se trata apenas viver.

 

Tranquilamente imperfeita

 

Exige-se muito nos nossos dias. De um lado são as carreiras perfeitas, medidas perfeitas, atitudes e comportamentos expectáveis. Compete-se no parecer, no estar e no ter, esquecemo-nos frequentemente do ser. Por vezes temos até dificuldade em perceber aquilo que é nosso em oposição aquilo que nos foi imposto.  Perdemo-nos de nós sem sabermos que o fazemos.

 

Perfeição,  sempre em busca de uma perfeição que assume as mais diversas formas. Aos olhos de uns somos perfeitos aos olhos de outros somos imperfeitos. Difícil corresponder a expectativas de todos,  fácil perdermo-nos das nossas. Assuma-se quem somos sem pensarmos naquilo que pretendam que sejamos. 

 

Por aqui continuo tranquilamente imperfeita mas sempre muito mãe, muito mulher e muito eu mesma.

A culpa é da filha do meio

 

 (imagem retirada da net)

 

 

Há uns dias a filha do meio disse-me qualquer coisa como "Já não gosto tanto do teu blog. Gostava mais quando escrevias coisas tuas". Egos feridos à parte percebi que ela, a filha do meio, me estava a dar a resposta aquilo que eu me andava a perguntar há já bastante tempo: "mas porque é que não me apetece escrever?"Apenas porque só tenho prazer ao fazer aquilo que é meu, aquilo que vem de dentro, aquilo que me faz sentido.

 

 

Fantástico quando ouvimos os filhos e aceitamos o que eles nos dizem. Não percebo porque a maioria dos pais se recusa a fazê-lo afinal eles são o fruto daquilo que nós lhes passámos. Obrigada filhota do meio por me teres colocado face aquilo que defendo sempre: essência.

 

Eu? Continuo assim muito mãe, muito mulher mas sobretudo eu mesma.

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