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Irreverências No Feminino

By Marta Leal

Irreverências No Feminino

By Marta Leal

Por aqui

 



 

Por aqui saltita-se entre a mãe, a mulher e a profissional. Por entre as escolhas diárias é fácil gerirem-se as prioridades e as vontades. Passa-se do todo para o particular e vamos olhando e vivendo de forma serena e calma. Por aqui avizinham-se tempos trabalhosos e bastante ocupados onde a única forma que tenho de olhar é para o particular para não ter receio de não atingir o todo.

E entre risos e formações, abraços e palestras, diversão e coaching vivo de forma mais ou menos tranquila a profissão e a família. Porque afinal de contas é tudo apenas uma questão de estratégia, vontade e equilíbrio.

Dream

 

Estou seduzida cada vez mais seduzida por um mundo onde é tão fácil fazer sorrir. Mantenho-me atenta aos outros e mantenho-me por perto. Partilho com quem se disponibiliza. Por vezes espanto-me com a facilidade de estar, ser e agir. Gosto de observar os outros, gosto de aprender com os outros e gosto daquilo que os outros me tem para dar. Encontro-me cada vez mais. Espantosa a forma como me decidi procurar, espantosa a forma como comecei a encontar.

Se a mnha vida fosse um livro

 

De repente pensei que se a minha vida fosse um livro não poderia ter um estilo muito definido. Penso que oscilaria ente o romance e o humor, entre o mistério e um qualquer diário de viagens, entre a bricolage e a psicologia, entre o absurdo e  o considerado racional. Agora que penso nisso nunca poderia ser um livro de receitas culinárias, a não ser que me decidisse por algo como “o que nunca tentar na cozinha” ou mesmo “tentativas frustradas de um jantar perfeito”.

 

A capa seria branca teria de ser branca. Gosto do preto das palavras numa página em branco. Gosto de sentir que tenho espaço de manobra que posso ocupar este ou aquele espaço sem me sentir sufocada. Nem sei porque me estou a justificar. Gosto de branco e pronto.

 

Por entre palavras poderíamos ler histórias de sucesso e de derrota, ilusões que se transformaram em desilusões e amores que se transformaram em desamores. Entre lágrimas iriam surgir risos que, mais tarde seriam transformados em gargalhadas. Lições mais ou menos aprendidas e acções mais ou menos reflectidas. Certezas de vida opondo-se a incertezas momentâneas. Escolhas erradas e escolhas acertadas. Vida sentida porque só assim faria sentido.

 

Personagens mais ou menos periódicas e outras apenas de momento. Agitações constantes e recuperações de fôlego inconscientes. Palavras como Filhos, mãe, pai, mulher, letras, família, amigos, amores, comida, gatos seriam usadas frequentemente em frases onde existisse preocupação, amor, carinho, vontade e cuidado.

 

Páginas soltas e páginas que ninguém conseguiria arrancar. Páginas lidas e umas que nunca ninguém se atreveu a ler. Páginas em branco e páginas com excesso de letras.  Páginas onde o orgulho é evidente e outras onde não nos orgulhamos mas assumimos que estivemos e fizemos. Paginas amarelecidas pelo tempo onde as letras mal se lêem e páginas onde os acontecimentos se encontram tão vincados que serão possíveis de apagar. Erratas aqui e ali. Páginas inacabadas e frases soltas. Frases esborratadas por lágrimas e outras onde foram desenhados sorrisos.

 

Na dedicatória seriam nomeados os que me apoiaram, os que estiveram e que ficaram os que passaram e os que ainda hão-de vir. Seriam igualmente nomeados os que, sobretudo, me ouviram quando eu precisei de falar, os que me ofereceram bilhetes de incentivo para onde eu queria ir e os que nunca duvidaram de que conseguiria chegar.

 

No final gostava de poder escrever que gosto de ser quem sou, de ir para onde vou e de estar onde estou. No final gostava de poder escrever que sim valeu a pena estar, sentir e ser. Apenas ser.

 

(recuperado de um dos meus  blogs há muito esquecido)

Fantásticos

 

Somos todos fantásticos, somos mesmo os melhores no que toca á critica e ao juízo de valor. Apontamos, contestamos e, algumas das vezes, acusamos.  Ele é o que vestem,  o que fazem, com quem andam e o que tem. Apontamos sem reflectir, acusamos sem sequer pensar. Não gostamos porque e ponto final.

 

Acusa-se de mais. Pensa-se pouco no que dizemos e mima-se ainda menos. Olhe-se o outro como um aliado e esqueça-se as adversidades. Se não nos serve afastemo-nos sem necessidade de critica, sem necessidade de denegrir, sem necessidade de comparar o que não pode ser comparado. Escolha-se com quem se quer estar mas sempre com a consciência de que somos um entre muitos, apenas isso.

Amizades

 

 

Por vezes lembro-me daquelas amizades  onde os interesses comuns se transformaram em cumplicidades misturadas com partilhas de roupas, vontades, desejos e planos de vida. Sempre as admirei pelo respeito mútuo e pela forma como nos apoiam. Sempre admirei a dependência de presença mas a individualidade nas escolhas. Nessas amizades somos uns para os outros sem que nos transformemos uns nos outros e a prova esta na vida que cada um de nós escolhe, na forma como cada um de nós se relaciona e naquilo que cada um de nós deseja.

 

Para vos ser sincera eu gosto de ter  amizades destas até porque como é bem sabido as amizades não se forçam, acontecem.