Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Irreverências No Feminino

By Marta Leal

Irreverências No Feminino

By Marta Leal

Eu e o meu mundo

 

Hoje dia 30 de Setembro de 2013 o mundo gira ao som das notícias que informam que inflacção da zona euro abranda para 1,1%, a data da canonização de João Paulo II já está marcada e Xeque saudita defende que conduzir danifica os ovários das mulheres.Rui Costa conquista o mundo em bicicleta, no ténis João Sousa vence em Kuala Lumpur e com tantas vitórias se me falar alguma agradeço que me informem. Acorda-se com a notícia da morte de Cláudio Cavalcanti.

 

Cá por dentro consta que os rosas deram cabo dos laranja e que os que não se dirigiram às urnas rondam os 47%. Entre vitórias e derrotas adormeceu-se ao som de buzinas e de discursos mais ou menos inflamados. Marisa Cruz e João Pinto estão em guerra e para os interessados começou mais uma Casa dos Segredos.

 

Cá por casa o tempo começou a sobrar pela manhã. A correria da preparação de pequenos-almoços, mochilas e transporte de outros tempos deu lugar a um simples até logo mãe. O filho mais velho já votou e eu devo confessar que a nostalgia apareceu sem mais nem menos. Cá por casa somos cada vez mais resistentes aos cozinhados até porque o mais que tudo o faz de forma perfeita. Entre isto e aquilo continuamos dedicadas á inspiração e á motivação, ao ser e ao estar.

 

Eu? Continuo assim muito mãe, muito mulher mas sobretudo eu mesma. E tu? Quais são as tuas noticias?

Mudam-se os tempos e mudam-se as vontades?

Tenho estado aqui a pensar e não consigo ficar calada. Não sei se será defeito de género ou mesmo de personalidade o que é um facto é que lá vou eu falar de infância novamente. Penso que existe um momento na vida em que todos temos saudades da nossa infância. Falta-nos o colo, falta-nos o aconchego e  falta-nos, sobretudo o mimo daqueles que amamos. Faltam-nos a desresponsabilização e as brincadeiras inocentes.

 

Falta-nos o riso, a honestidade de opiniões e a sinceridade nos gestos. Irónico se pensarmos que em crianças queremos tanto crescer, e quando crescemos dávamos tudo para voltarmos a ser crianças.

 

Quantos de vocês enquanto juntam estas letras se lembraram neste preciso momento de amigos de infância, das amigas, dos amigos das noitadas e das promessas de que nunca o iam deixar de ser? Pensando bem este último pensamento será mais da parte das ilustres representantes do sexo feminino porque eles, segundo consta, não são dados a essas promessas lamechas.