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Irreverências No Feminino

By Marta Leal

Irreverências No Feminino

By Marta Leal

De coração cheio

 

"De coração cheio e aberto, agradeço-te mais uma vez pelas sessões de coaching, foram preciosas, reveladoras, decisivas e catárticas. Permitiste que eu questionasse a minha vida, que eu redefinisse prioridades, que analisa-se o aqui e o agora, que traçasse metas e objectivos, que olhasse para o amanhã com fé e determinação, que trabalhasse  profundamente a minha identidade, que desenhasse os meus sonhos, que em abrisse sem pudor, que identificasse bloqueios, que superasse medos, que libertasse o meu verdadeiro EU. Confesso que todo esse trabalho foi longo e penoso mas foste incansável ao apoiar-me e contagiar-me  mostraste sempre extrema paciência e disponibilidade. As tuas perguntas pertinentes e intuitivas, as ferramentas que usavas e adequavas ao meu humor, a minha reflexão interior, ao meu cansaço inverteram tudo. Fizeram com que eu deixasse de pensar nos obstáculos e focasse toda a minha atenção, toda a minha energia, todo o meu amor nas soluções e na busca da minha felicidade"  Paula Ventura

 

 

Os desafios servem para encontrarmos soluções e crescermos numa vida que nada mais é do que um caminho para a aprendizagem e para o cumprir de uma missão nossa, só nossa.

 

Quando aceitarmos os desafios como degraus para atingirmos aquilo que tanto ansiamos vamos sorrir-lhes em vez de nos lamentarmos.

 

E tu qual é o degrau que estás disposto a subir?

Um dia vou ser feliz

 

- E, já agora vê de desta vez acertas e não te esqueces do que te pedi. Santa paciência todos os dias a mesma coisa e tu pareces que não me ouves. Não ouves ou não queres ouvir.

 

António fechou a porta atrás de si mas ainda se apercebeu que a sua mulher continuara a falar. Sentia-se cansado de tanta lamúria, tanta cobrança e tanta humilhação. Sentia saudades de uma palavra de incentivo, de uma palavra de carinho ou mesmo de uma simples conversa onde não existissem acusações ou desconfianças.

 

Apaixonara-se por ela ao primeiro olhar. E, o engraçado que o que o atraiu nela foi o que anos mais tarde destruiu o amor. O ar seguro, a auto-confiança e a capacidade de decisão. O casamento aconteceu rapidamente fora ela que lho propo-ra  e ele aceitou sem sequer pensar. Nunca soubera se ela o amara como ele um dia a amou. Ela nunca lho dissera ele nunca lhe pedira para dizer.

 

Os anos sucederam-se em nascimentos de filhos, trocas de fraldas, escolas, trabalhos de casa e outro sem numero de actividades. O diálogo desapareceu com os anos. As discussões aumentavam ou melhor os monólogos porque António já nem sequer respondia.

 

Lembrava-se agora da primeira vez em que tentara apimentar o seu casamento. Fora aconselhado pelo seu melhor amigo. Amizade que mantinha em segredo porque Maria não podia sequer ouvir falar nela. Marcou um fim de semana fora e comprou-lhe um ramo de flores. Quando chegou a casa feliz e contente o seu mundo desmoronou-se. Maria não só recusou o fim de semana como também o acusou de ter outra e por isso mesmo a estar a querer mimar. "Deixa-te dessas parvoices homem que já não tens idade para isso" dissera-lhe ela.

 

Hoje viva encurralado numa vida que o fazia cada vez mais infeliz. Os filhos mal paravam em casa. Maria preocupava-se com tudo menos com o que ele sentia ou mesmo o que ele queria. Por vezes sentia que ela o desprezava. Por vezes sentia que a odiava. Outras vezes pensava que todos deviam viver assim e que tanta duvida era fruto da sua cabeça.

 

Por vezes olhava-a e procurava a mulher por quem o dia se tinha apaixonado. Hoje olhava-a e procurava aquela por quem se anulou. Ela parecia alheia a ele. Vivia demasiado preocupada com a vida dos outros, a vida de casa e tudo o que lhe interessava. Agora que pensava nisso tinha a certeza de que nunca tinha tido uma palavra de incentivo. Uma palavra de ânimo ou mesmo um gesto de carinho.

 

António era um romântico que criou um mundo dele. A sua imaginação voava para fora de si rumo a outra vida e a outras situações. Sonhava com a partilha, o companheirismo e com a ilusão de um dia poder ser amado. Sonhava cada vez mais com aquilo que sempre lhe fizera falta. Vivia uma vida que não era a sua porque deixara que um dia alguém tomasse conta dela.

 

Era cada vez mais frequente dar consigo a fazer planos de acabar com aquilo. De como iria fazer, o que diria aos filhos, onde iria viver e o que lhe iria dizer a ela. Visualizava as situações, ensaiava diálogos e enchia-se de coragem. Uma vez ainda tentara mas ela nem sequer o deixara terminar "olha o velho gaiteiro andas com alguma debaixo de olho" fora a resposta que obtivera. Nesse dia odiara-a como nunca a tinha odiado. Mas mais uma vez deixara-se ficar.

 

E, todos os dias sempre que saía de casa pensava que nunca mais ia voltar mas todos os dias faltava-lhe a coragem e a força necessárias.

 

- Um dia vou ser feliz - murmurou ele enquanto descia as escadas do prédio rumo ao carro - um dia vou conseguir.

 

 
E tu quando te decides a ser feliz?

Ditadura da paixão

Vivemos  numa especie de ditadura da paixão. Não acreditam? Esperem. Antes de desistirem de continuar a ler permitam-me que continue. Dizia eu que vivemos na ditadura da paixão apenas e somente porque nos sentimos na obrigação de estarmos permanentemente apaixonados. Sempre com as emoções ao rubro sempre com as sensações do primeiro momento. Fala-se de paixão e lembro-me das saudades do tempo em que também eu acreditava na sua permanência, na longevidade da sua emoção e na perpetuidade da acção de gestos imaturos tão próprios da sua existência.

 

Saudades de momentos tão únicos que nos fazem querer viajar no tempo para voltarmos a ter o que tivemos. Para voltarmos a ser quem fomos. Saudades de um tempo onde o coração palpita, as mãos humedecem e a ansiedade cresce. Ama-se muito intensamente quando estamos apaixonados. Por vezes invejo a imaturidade dos que saltam de paixão em paixão, dos que acreditam na sua eternidade e que na sua inocência procuram que o pico nunca se perca. Perde-se. Perde-se fruto de uma evolução natural da paixão para o amor. Perde-se na vivencia do dia-a-dia. Perde-se no amadurecimento daquilo que obrigatoriamente tem de crescer. Porque o que não cresce na maioria das vezes morre.

 

Salta-se da paixão para o amor e do acreditar para o desconfiar. Mudam-se os olhos com que vimos o outro, alteram-se disposições e emoções. Criticam-se hábitos e questiona-se. Questiona-se a permanência apenas porque sentimos a ausência do que nos fez lá chegar. Uns ficam e outros partem em busca daquilo que um dia tiveram. Busca-se a permanência da paixão em detrimento da solidez do amor. 

 

E tu? Como é que vives as tuas paixões?

 

Planeias os teus sonhos?

Já perdeste oportunidades por falta de tempo? Tens dificuldade em atingir aquilo que pretendes? Os teus sonhos não se realizam? Falta-te motivação? Não és feliz?

Define aquilo que queres. Faz um plano pessoal de vida. Ao criares um plano vais possibilitar a mudança de hábitos e de atitudes, a organização pessoal, vais também potencializar o teu tempo e os recursos pessoais o desenvolvimento de competências bem como a eliminação de hábitos negativos.

 

Esta mudança vai envolver tudo o que és, tudo o que foi feito e tudo o que ainda falta fazer. E lembra-te que para o fazeres precisas de vontade, método, disciplina e  muita flexibilidade.

A caverna mágica

 

"Era uma vez uma mulher que morava numa casinha modesta ao pé de uma montanha onde havia uma grande floresta. Tinha um filho a quem amava muito.

No solstício de verão, a mulher levou o filho para colher os morangos maravilhosos que havia na floresta. Subiram a montanha e chegaram a um lugar coberto dos morangos maiores, mais vermelhos e mais saborosos que já tinham visto.

Colheram quantos puderam. Mas logo que a mulher encheu a cesta, viu abrir a porta de uma gande caverna diante dela. Enormes pilhas de ouro brilhavam no chão, e três virgens brancas guardavam o tesouro.

- Entre, boa mulher - disseram as virgens brancas. - Leve todo o ouro que conseguir levar de uma só vez.

A mulher entrou na caverna e, segurando o filho pela mão, pegou em algumas moedas de ouro e coloco-as no avental. Mas o toque do ouro despertou uma enorme cobiça e, esquecendo-se do filho, pegou em mais algumas moedas e saiu a correr da caverna.

No mesmo instante ouviu um estrondo atrás dela e uma voz trovejou:

- Mulher infeliz! Perdes-te o teu filho até o próximo solstício de verão!

A porta da caverna fechou-se e a criança ficou presa lá dentro.

A pobre mulher torceu as mãos desesperada, chorou e implorou, mas não adiantou, e ela voltou para casa sem o filho. Voltou todos os dias ao lugar, mas a porta nunca mais se abriu e ela não conseguia encontrar a caverna.

No ano seguinte, no solstício de verão, ela acordou muito cedo e correu para o local onde tudo tinha acontecidor. Ao chegar encontrou a porta aberta. As pilhas de ouro brilhavam no chão e as três virgens guardavam o tesouro. Ao lado delas estava o menino com uma maçã vermelha na mão.

- Entre, boa mulher - as três virgens convidaram. - Leve quanto ouro puder pegar de uma só vez.

A mulher entrou na caverna e, sem sequer olhar para o ouro, agarrou no filho e abraçou-o nos braços.

- Boa mulher - disseram as três virgens, - leve o menino para casa. Devolvemos-to porque agora seu amor é maior que a cobiça.

A mulher voltou para casa com o menino e o amou mais que a tudo até ao resto da vida."

 

Do livro: O Livro das Virtudes II - O compasso moral - Editora Nova Fronteira

 

As horas passam a correr

"Quando estava em sessão sentia-me tão bem que aquela hora passava muito depressa.. É sempre bom ter alguém com quem se possa falar dos meus desconsolos, que me ouve e que me fez pensar em  muita coisa que existe na vida e em que eu já não acreditava. "Rosário Franca.

 

Os desafios servem para encontrarmos soluções e crescermos numa vida que nada mais é do que um caminho para a aprendizagem e para o cumprir de uma missão nossa, só nossa.

 

Quando aceitarmos os desafios como degraus para atingirmos aquilo que tanto ansiamos vamos sorrir-lhes em vez de nos lamentarmos.

 

E tu qual é o degrau que estás disposto a subir?

A importância do que partilhas

 

Caminho perdido não sei que fazer. Sinto-me sem rumo, sem vontade e sem objectivos de vida. Ela tomou conta de mim mas eu não consigo tomar conta dela. Preciso de falar com alguém que me entenda. Mas como quero que alguém me entenda se eu próprio não o consigo fazer.  Sinto-me mal sem ter razões para o sentir.

 

Hoje reservei o dia só para mim. O dia está lindo e apetece-me ser egoísta. Para falar a verdade eu sou egoísta. Não tenho muita paciência para os outros e isso nem me incomoda. Não gosto de me preocupar com o que não me diz respeito. Enquanto observo o mar vejo-o a caminhar na minha direcção. Dou comigo a pensar o porquê de alguém tão novo caminhar com uma postura tão derrotista.

 

Vou-me sentar um pouco. Falta-me o fôlego, sinto-me a desesperar. Preciso tanto de falar com alguém. Alguém que não diga nada que só me ouça sem me julgar. Preciso de alguém que não me conheça e que não saiba quem sou. Vejo-a ali sossegada com um ar tão tranquilo. Pergunto se me posso sentar um bocadinho. Afasto a cadeira para não incomodar e deixo-me ficar.

 

Era o que me faltava. Logo hoje que me apetece estar aqui a falar comigo mesma é que alguém se resolve sentar na minha mesa. Sim, na minha mesa e não tive sequer hipótese de recusar. O ar angustiado dele também não me permitia. Só espero que não comece para ali a falar porque eu sou tudo menos boa ouvinte dos problemas alheios. E este pelo ar está carregado deles.

 

Começo a falar timidamente. Falo mais para mim do que para ela. Faço as perguntas e dou as respostas. De início acho que não me ouvia agora olha para mim com um ar encorajador. Falo sem parar sobre a minha vida, os meus desejos e os meus fantasmas. Conto-lhe até episódios que me marcaram. Falo sem parar até que ela decide interromper-me e questionar.

 

Começou a falar era o que eu temia. Também via-se logo pelo ar de desgraçadinho que trazia. Vou fazer de conta que não estou a ouvir assim pode ser que se cale. Quero lá saber se sente bem ou mal. Quero lá saber se se sente perdido. Se se sente perdido que se encontre que eu não tenho nada a ver com isso. Eu quando tinha a idade dele não tive tempo para me perder. Bolas, não se cala. Começo a ouvi-lo com mais atenção. Coitado está de facto desesperado e, para falar a verdade não me custa nada ouvi-lo.

 

Não sei há quanto tempo aqui estou. Desabafei e sinto-me muito melhor. Só espero que ela não pense que sou maluquinho. Contei-lhe coisas que nem aos meus melhores amigos contei. Levantei-me, finalmente, peço desculpa por ter incomodado e retiro-me  aliviado.

 

Levantou-se com um ar muito mais confiante do que quando se sentou. A postura alterou-se de derrota para confiança. Agradece-me e eu sinto-me mal de todos os pensamentos que tive quando o vi sentar-se. Sorrio o que consigo sorrir. Digo-lhe que não tem de agradecer. Sorri diz que lhe faço parecer a mãe dele e que é interessante o quanto é mais fácil falar com um estranho do que com um amigo. Sai confiante. Eu, fico ali a questionar-me sobre quantos momentos de partilha este meu egoísmo excessivo me retirou. Ou mesmo no que a minha personalidade austera me fez perder.


E tu quando foi a ultima vez que partilhaste o que precisavas?
 

Mentoring para a Vida

A pedido de vários e depois de amadurecer a ideia resolvi aceder e criar um serviço de mentoring para a vida. Este  Programa de Mentoring assenta num relacionamento pessoal e de confiança estabelecido entre mim e aqueles que se atreverem.

 

Mentoring e coaching são duas actividades que estão relacionadas. A diferença está em que no Mentoring o profissional já pode dar conselhos ou soluções para resolução dos problemas específicos do teu dia-a-dia.

 

O mentoring é um processo que não tem um tempo estabelecido para o seu fim enquanto o coaching é um processo com princípio, meio e fim.

Porque muitas vezes queremos avançar e não sabemos por onde começar. Porque muitas vezes sentimo-nos demasiado sozinhos para seguirmos em frente.

 

Então, o que é mentoring ?

 

Mentoring é uma relação baseada na confiança. Ele oferece-te suporte e ferramentas objetivas e conselhos para facilitar o teu desenvolvimento pessoal. Ter um mentor pode ser um dos relacionamentos mais poderosos do desenvolvimento de uma pessoa podendo ser uma das razões para que te sintas bem e encontres o teu caminho.

 

O valor do mentoring?

 

Ajuda a que aprendas a liderar a tua vida.

 

 

Como podemos funcionar os dois?  Conta-me o que queres e definimos um plano. Seduz-te? Manda-me um  email ( martaleal@outlook.pt) a perguntar mais pormenores e não te esqueças de teres um dia fora de série. E, se a tua mente já te está a dizer que pode ser muito caro porque não te atreves e confirmas?

 

 

Eu? Continuo assim, muito mãe, muito mulher mas sobretudo eu mesma

O que fazes com o teu tempo?

Fala-se de tempo e nasce em mim uma vontade de contestar. Perdoem-me os seres da minha espécie mas tenho de protestar. Aqui afirmo que protesto contra o tempo. E quando falo de tempo não me refiro a condições climatéricas que nos provocam frio ou calor, e nos fazem alternar entre vestes leves ou autênticos bunkers disfarçados de têxteis mais ou menos coloridos.

 

Quando falo de tempo refiro-me ao tempo que nos faz estar dentro ou fora de horas. Refiro-me ao tempo que teima em correr ou então mover-se em câmara lenta sempre a seu belo prazer. Move-se com maldade e rouba-nos aqueles momentos maravilhosos enquanto teima em prolongar momentos dos quais nos apetece fugir. Para ser mais exacta apetece-me protestar contra aqueles que um dia se lembraram de dividir o ano em meses, os meses em semanas, as semanas em dias, os dias em horas e as horas em segundos. Protesto contra os que nos fizeram depender do tempo para tudo e mais alguma coisa. Protesto contra os que nos fizeram escravos de um tempo que nos faz sentir sempre fora de tempo.

 

Arrumem-se portanto os relógios. Viva-se um dia, apenas um dia aquilo que é nosso: o nosso tempo. Viva-se na languidez do sentir em contraste com a avidez de um chegar a horas. Viva-se num aproveitar do dia e da noite em contraste com uma constante corrida para apanhar o tempo … sempre o tempo. Proíbam-se os relógios e confie-se nas vontades que o tempo teima em castrar. Proíbam-se os relógios e confie-se no que somos capazes de fazer.

 

E enquanto isso não acontece viaje-se num mundo onde o tempo não existe e onde a flexibilidade é permitida. E enquanto isso não acontece permita-se á imaginação viver um tempo sem tempo. E enquanto isso não acontece misture-se vontades, verdades, desejos e criação onde o tempo é apenas aquilo que deve ser : o nosso tempo.

 

E tu o que fazes com o teu tempo?

Inspiração e Motivação nos canais internacionais



É com muito prazer e satisfação que vos informo que o consultório de inspiração e motivação foi alargado a Angola, Moçambique e Cabo Verde. O meu agradecimento a todos vós que me inspiram diariamente e que fazem com que o preenchimento e crescimento sejam diários.

 

As boas vindas aos que agora chegam. Este é um consultório prático onde se fala de assuntos comuns, pessoas comuns e vidas comuns. Partilha-se, pergunta -se e daí surge o mote para a crónica seguinte.


Por aqui motiva-se pelo exemplo e inspira-se pela acção.


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