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Irreverências No Feminino

By Marta Leal

Irreverências No Feminino

By Marta Leal

DOR – PRAZER – ZONA DE CONFORTO

A nossa mente desenvolve qualquer estratégia/acção para nos afastar da dor e nos aproximar do prazer. Embora a intenção seja positiva, é frequente desenvolvermos comportamentos, hábitos e convicções que nos limitam e impossibilitam de alcançar melhores resultados. O exemplo mais evidente é a permanente procura pela zona de conforto.

 

O QUE NOS IMPEDE DE AGIR?

 

MEDO de não ser suficientemente Bom!

MEDO de não ser correspondido!

 

Transforme o medo em força. À semelhanças das restantes emoções o medo é um sinal que tem como intenção transmitir uma mensagem: prepare-se melhor para um futuro acontecimento. É, contudo, frequente esta emoção ser mal interpretada e gerar um pânico que resulta na imobilização e essa imobilização vai gerar regras internas que nos limitam.

 

Saltos Altos, Vestidos e Lençois

Hoje escreve-se por aqui,

 

Permitam-me que me dê a conhecer mais um pouco e que vos diga que gosto de histórias. Por aqui é o que pretendo fazer. Ser uma contadora de histórias, que são minhas mas, também, podem ser vossas. Não se esperem histórias lineares. Esperem-se apenas histórias sentidas, que nada mais são do que experiências vividas. Não se espere uma escrita obediente a regras, porque a irreverência está-me no sangue. Vamos viajar no tempo, vezes sem conta, e voltar ao presente sem que se dê por isso. Sou de letras, sou de vida e sou sobretudo de emoções. Peço-vos apenas para se deixarem navegar ao sabor das palavras e sentirem no que vos fizer sentido.

 

Em tempos escondia o rosto atrás das palavras. Costumava dizer que não gostava que me lessem. Acredito que não gostava de me ler. Apenas porque não gostava do que lia. Apenas porque não gostava do que era. Hoje sinto um prazer enorme ao faze-lo. A ler e a que me leiam. Acredito que gosto de quem sou e gosto da imagem que tenho.

 

Um dia alguém me disse que agora que tinha entrado nestas “coisas” do desenvolvimento pessoal tinha de mudar a minha maneira de vestir, talvez, quem sabe, deixar os saltos altos e os vestidos e passar a usar umas longas e largas túnicas compridas mais ajustadas ao meio onde estava a entrar. De uma forma irreverente afirmo que se devem acabar com estereótipos e afirmarmo-nos num gosto muito próprio. Lençóis? Claro que gosto de lençóis mas nunca para usar como vestidos. O que eu gosto mesmo é deles numa cama acabada de fazer e, de preferência,  com uma boa companhia.

 

http://www.laredoute.pt/magazinedetendencias/index.php/saltos-altos-vestidos-e-lencois/

 

 

Páginas Novas

- Acorde! - disse uma vozinha fina.

Tommy acordou e sentou-se. Ao pé da cama viu um menino da sua idade, todo de branco, como neve fresca. Tinha os olhos muito brilhantes e olhava direto para Tommy.

- Quem é você? - perguntou Tommy.

- Eu sou o Ano Novo! - disse o menino. - Hoje é o meu dia, e trouxe para você páginas novas.

- Que páginas? - perguntou Tommy.

- Páginas bem novinhas, pode Ter certeza! - disse o Ano Novo. - Tenho ouvido más notícias de você pelo meu pai…

- Quem é o seu pai? - perguntou Tommy.

- O Ano Velho, é claro! - disse o menino. - Ele falou que você fazia perguntas demais, e estou vendo que ele tinha razão. Ele também me disse que você guarda rancor, que às vezes belisca sua irmã mais nova e que, um dia, você jogou seu livro da escola no fogo. Agora, tudo isso tem que acabar!

- Ah, é mesmo? - disse Tommy. Ele ficou tão espantado que nem sabia o que dizer.

O menino fez que sim com a cabeça.

- Se não parar - disse ele - , você só vai piorar a cada ano, até virar o Homem Horrível. Você quer ser o Homem Horrível?

- N-não! - disse Tommy.

- Então você tem que parar de ser um menino horrível! - disse o Ano Novo. - Pegue as suas páginas!

E estendeu um maço do que parecia serem folhas de caderno, todas completamente brancas, como suas roupas.

- Todo dia, vire uma dessas páginas - disse - e logo você será um menino bom em vez de horrível.

Tommy pegou as folhas de papel e ficou olhando. Em cada uma, estavam escritas algumas palavras:

"Ajude sua mãe e seu pai!"

"Cate seus brinquedos!"

"Pare de sujar o chão de lama!"

"Seja bom para sua irmãzinha!"

"Não brigue com o Billy Jenkins!"

- Ah, não! - gritou Tommy. - Eu tenho que brigar com Billy Jenkins! Ele falou que…

- Adeus! - disse o Ano Novo. - Vou voltar quando estiver velho, para ver se você foi um bom menino ou um menino horrível. Lembre-se:

Se bom ou horrível vai ser,

Só você pode resolver.

Ele virou-se e abriu a janela. Um vento frio soprou, varrendo as folhas das mãos de Tommy.

- Pare! Pare! - gritou ele. - Diga-me…

Mas o Ano Novo tinha ido embora, e Tommy viu sua mãe entrando no quarto.

- Meu filho! - disse ela. - O vento está desarrumando tudo!

- Minhas páginas! Minhas folhas! - gritou Tommy.

Pulando da cama, procurou pelo quarto todo, mas não achou nenhuma.

- Não tem importância - disse Tommy. - Consigo ir virando-as do mesmo jeito, e juro que vou. Não vou virar o Homem Horrível.

E não virou mesmo.

Do livro: O Livro das Virtudes II - O compasso moral William J. Bennett - Ed. Nova Fronteira

Por favor não insistas!

 

Não insistas por favor.  Sabes que não sou uma contador de histórias sou um contador de sentimentos. Não te posso contar a minha história se eu mesmo não percebo. Não tem nexo, não faz sentido e para mim tudo tem de fazer sentido. Perdoa-me não te posso contar a histórias porque não sou um contador de histórias. Mas se quiseres conto-te sentimentos porque isso eu sei fazer. Queres? Mas atenção que podes não perceber eu próprio não percebo e auto-intitulo-me como um contador de sentimentos Eu mesmo não percebo e senti, eu mesmo não percebo e estive lá. Ás vezes penso que foi tudo um sonho. Um sonho que nos transporta para uma realidade que gostariamos que existisse, um sonho bom que depois se transformou em mau. Sabes quando acordas com aquela sensação confusa em que te recordas de apenas algumas coisas que sonhaste? Por isso não sei se te consigo contar porque não sei se consigo contar emoções sentidas e vividas.

 

Vivia cada dia de forma frenética, corria de um lado para o outro, queria estar com todos e não queria estar com ninguém. Queria ser eu próprio mas ao mesmo tempo tinha de ser um deles. Tinha tudo mas ao mesmo tempo não tinha nada. Sentia o vazio tipico de quem não sabe viver porque só corria em busca de algo que ainda hoje não sei o que era. 

 

Nasci numa familia com todo o sentido. Tive pai, mãe, avós, tios e irmãos. Tinha tudo para ser feliz mas no entanto lutava contra essa felicidade. Segui os passos que todos queriam que eu seguisse ou que fosse normal todos seguirem. Namorei, casei, tive filhos e vivi o que queria viver ou o que os outros queriam que eu vivesse, se queres que te diga não sei bem. Ri, chorei, amei ou talvez não. Fiz o que sempre quis fazer ou talvez tenha feito o que os outros queriam que eu fizesse.

 

Sonhei com tudo e com mais alguma coisa. Os sonhos confundiram-se com a realidade. Hoje não sei quem sou, não sei quem fui, não sei para onde vou porque na realidade não sei de onde venho.

 

Pediste que te contasse a história da minha vida. É isto que recordo de tudo o que vivi ou penso que vivi. O sonho misturou-se com a realidade e a realidade misturou-se com o sonho. Guardo na memória rostos, acontecimentos, gestos e palavras que penso que vivi. Guardo na memória locais, paisagens, vidas e passagens que penso que vi. Guardo na memória sons, musicas e conversas que penso que ouvi. Guardo na memória toques e  sensações que penso que senti. Hoje não sei quem sou porque como te disse a realidade misturou-se com o sonho.

 

A minha história é igual ao de tantos outros que comigo se cruzaram só que a deles é real a minha não sei. Vivo a incerteza do presente porque não sei qual é o meu passado. Vivo a incerteza de quem sou do que fui e do que quero ser. Se queres saber a verdade não sei se vivo ou se simplesmente sonho que um dia vivi.

 

Esta é a minha história aquela que tu pediste que te contasse. Mas eu avisei que não sou um contador de histórias. Posso não saber quem sou mas sei quem não sou e, não sou um contador de histórias. Não tem nexo pois não? Não faz sentido? Para mim também não porque como te disse a minha história misturou-se com o meu sonho. Para mim só vale o hoje porque amanhã já não sei se fui mesmo ou se sonhei que era.

 

E tu sabes quem não és?

Partilha e Motiva

 

Um consultório prático onde se fala de assuntos comuns, pessoas comuns e vidas comuns. Partilha, pergunta e dá o mote para a crónica seguinte ( martaleal_lifecoach@sapo.pt). A tua partilha nunca será divulgada, a não ser que assim o desejes,  mas o teu desafio e o teu exemplo podem ser o tema da próxima crónica, até porque as tuas experiencias podem ser a motivação de outros.

 

Desde já o meu agradecimento aos que tem escrito e aos que me inspiram diariamente.

 

Necessidades básicas humanas

Nós,  os Humanos agimos em duas direcções: ou para fugir da dor/sofrimento ou para nos aproximarmos do prazer. Consequentemente movemo-nos com o objectivo de suprirmos algumas necessidades básicas que tem como objectivo aproximarmo-nos do que nos é agradável e afastar-nos daquilo que consideramos desagradáveis. Assim, tudo o que fazemos visa satisfazer uma ou mais necessidades. Descobrir essas necessidades e perceber como funcionam é percebermo-nos melhor a nós e áqueles que nos rodeiam.

 

Anthony Robbins, comunicador, escritor e palestrante motivacional americano, define como 6 as necessidades humanas básicas:

 

Certeza e Conforto: Esta necessidade está relacionada com a segurança e a estabilidade. Esta necessidade abrange todas as áreas da nossa vida podendo tanto significar um emprego ou uma relação estáveis como o facto de nos sentirmos confortáveis com quem somos.

   

Incerteza e Diversidade: Está relacionada com a mudança, o factor surpresa, o desafio, a diferença e a novidade que a vida pode trazer. Quando encaramos esta diversidade temos tendencia a expandir as nossas vidas e a sair da nossa zona de conforto.

 

Significância: Está relacionada com a necessidade de se ser importante para alguém, de se ser reconhecido por uma pessoa ou um grupo. Pode também estar relacionada com o status, com a necessidade de se destacar, ser original ou pertencer a determinado grupo.

 

 Amor ou Conexão: Esta necessidade está relacionada com o amor entre as pessoas, familia e amigos bem como connosco.

 

Crescimento: é a necessidade de estar constantemente a aprender coisas novas, conhecer locais novos e avançar rumo ao desconhecido.

 

Contribuição: Esta é a necessidade de dar, ajudar, servir e fazer a diferença na vida dos outros. Também está relacionada com a necessidade de deixarmos algo  para além da nossa existência seja ele um livro, um ensaio, uma pesquisa cientifica ou um legado.

 

 

Mais que perceber o porquê dos outros agirem de determinada forma é importante percebermos o que nos move.

 

 

 

Não sabes por onde começar?

A pedido de vários e depois de amadurecer a ideia resolvi aceder e criar um serviço de mentoring para a vida. Este  Programa de Mentoring assenta num relacionamento pessoal e de confiança estabelecido entre mim e aqueles que se atreverem.

 

Mentoring e coaching são duas actividades que estão relacionadas. A diferença está em que no Mentoring o profissional já pode dar conselhos ou soluções para resolução dos problemas específicos do teu dia-a-dia.

O mentoring é um processo que não tem um tempo estabelecido para o seu fim enquanto o coaching é um processo com princípio, meio e fim.

Porque muitas vezes queremos avançar e não sabemos por onde começar. Porque muitas vezes sentimo-nos demasiado sozinhos para seguirmos em frente.

Como podemos funcionar os dois?  Conta-me o que queres e definimos um plano. Seduz-te? Manda-me um  email a perguntar mais pormenores e não te esqueças de teres um dia fora de série. E, se a tua mente já te está a dizer que pode ser muito caro porque não te atreves e confirmas?

 

 

Eu? Continuo assim, muito mãe, muito mulher mas sobretudo eu mesma.

 

Recomeço

Estou sentado à beira rio não me lembro ultima vez que aqui estive. Sinto-me desorientado como há muito não me sentia. Penso em tudo e não penso em nada. O telemóvel toca insistentemente não atendo nem sequer me apetece ver quem é. Não quero falar com ninguém, não quero contar a ninguém. Não quero porque sinto que falhei. Não quero porque tenho medo que tenham pena de mim. Como eu já senti de tantos outros na mesma situação que eu.

 

Perco a noção do tempo. Choro pelo que perdi no passado choro pelo que acabei de perder. Relembro as festas de escola que perdi dos meus filhos. Relembro o olhar triste quando me viam chegar atrasado sempre atrasado. Relembro as discussões que tive com a minha mulher por não estar mais em casa. Dizia-lhe sempre que estava a construir o nosso futuro e ela respondia-me sempre que queria um presente. Porque sem presente não havia futuro.  Regresso a tantas situações em que magoei os outros pela minha ausência porque tinha de continuar, porque não podia parar.

 

Percebo agora que queria mais sempre muito mais. Primeiro veio a casa, depois veio carro, depois os miudos, as viagens a casa maior. E, nunca parei para pensar as despesas aumentaram e eu queria mais sempre mais. Fui-me afastando da familia por falta de tempo. Achava que estava no bom caminho. Cheguei a pensar neles como ingratos afinal eu proporcionava-lhes tudo o que tinham. E, agora como é que vão olhar para mim? Como um fraco que não serve para nada.

 

Não os conheço bem. Os miudos estão a crescer e eu não os conheço bem. Para quê? Tanta dedicação a uma carreira, tanta dedicação a uma empresa. Senhor Doutor gostava-mos de o informar que foi dispensado das suas funções. Sairá desta empresa com todas as contas feitas e garanto-lhe que não vamos ser injustos consigo. Como é que podem sequer pensar que não estão a ser injustos comigo. Construi esta empresa e tornei-a naquilo que é hoje. Enquanto construia a empresa tenho a certeza que ia destruindo a familia. Nunca tinha parado para pensar até hoje.  Estou aqui há horas, perdi a noção do tempo tal como há muito tempo perdi a noção da vida.

 

Não sei que fazer não consigo sequer concentrar-me no que devo fazer. Não consigo pensar no presente porque hoje o passado é que conta. Sinto-me desesperado preciso de ajuda mas não sei a quem recorrer. Ao fim destes anos todos não estabeleci laços de amizade com muita gente porque não tinha tempo nunca tinha tempo. Sinto-me sozinho como sempre me senti. Mas se antes pensei que não precisava de ninguém agora sinto-me sozinho porque não tenho ninguém com quem falar. Acalmo-me tento acalmar-me e sigo em direcção a casa.

 

Tenho medo que não gostem mais de mim. Tenho medo que me julguem  que me critiquem. Mas tenho, sobretudo, medo que tenham pena de mim. Como é que lhes vou dizer que podemos perder tudo? Como é que lhes vou dizer que temos de mudar de vida? Como é que lhes vou dizer que não sei o que fazer? Hoje, não sei o que fazer. Sinto-me impotente perante esta rasteira da vida porque não sei o que fazer.

 

Hesito em entrar. Sinto-me derrotado e não queria que me vissem assim. Converso com a minha mulher conto-lhe tudo tento desculpar-me. Ela, não me deixa continuar. Diz que é injusto mas que a vida por vezes é assim.  Pergunta-me se já sei o que fazer abano a cabeça como resposta. Olha para mim e diz que juntos vamos conseguir. Que temos umas economias que juntamente com a indmnização dá para nos aguentar, que o ordenado dela também não é assim tão mau. Olho para ela com admiração nunca tinha percebido que podia ser tão forte. Passamos horas de volta das contas e começo a ver uma luz ao fundo do tunel. Combinamos dispensar a empregada, vender um dos carros e ter muito cuidado com os outros gastos.  Entretanto, diz-me ela, tens subsidio de desemprego e vais procurando outra coisa. Vais ver que vamos conseguir. Pergunto-lhe como vai ser com os miudos. Responde-me que falamos com eles e que vão entender. Que não tenho de ter medo de lhes contar. Que eles são miudos equilibrados e que vão entender.

 

Nessa noite lembro-me de dormir muito bem. Os dias que se passaram oscilaram entre a descontração e a preocupação. Passaram quase dois anos. Mudamos de casa para uma mais pequena. Fui fazendo um ou outro trabalho que foi aparecendo. As coisas não foram faceis mas as poupanças e os bens que se foram vendendo facilitaram muito. Hoje começo num novo emprego. O salário é baixo mas foi o que consegui. Hoje tenho consciencia que perdi um emprego mas ganhei uma familia. Se continuasse pelo caminho por onde ia tinha emprego mas se calhar já não tinha familia. Não foi fácil, as angústias, os meus medos, as minhas alterações de estados de espirito,  a minha revolta e a minha dor fizeram com que muitas vezes perdessem a paciência comigo.

 

Estou no mesmo sitio onde estava há 2 anos junto ao rio. A minha vida mudou como nunca pensei que mudasse. Andei triste e desorientado. Senti-me impotente e envergonhado mas já passou tudo passa. Olho e sinto o que não senti naquele dia. Olho e sinto esperança de que as coisas vão melhorar. Hoje não me sinto sozinho porque hoje tenho com quem falar. Hoje sinto-me bem porque hoje vou recomeçar.

 

 

E tu quando é que te atreves a avançar?

Escolhas, sempre as escolhas

Uma mulher regava o jardim de sua casa e viu três velhos à sua frente. Não os conhecia e disse:

- Não creio conhecê-los, mas devem ter fome. Por favor, entrem em minha casa e comam algo.

Eles perguntaram:

- O homem da casa está?

- Não, respondeu ela.

- Então, não podemos entrar.

Ao entardecer, quando o marido chegou, ela contou o sucedido.

- Ora, diga-lhes para que entrem!

A mulher saiu e convidou os três.

- Não podemos entrar os três juntos, explicaram os velhinhos.

- Por quê?

Um dos homens apontou um dos companheiros e explicou:

- Seu nome é Riqueza. Logo indicou o outro: Seu nome é Êxito e eu me chamo Amor. Agora, entre e decida com seu marido qual dos três será convidado.

A mulher entrou e contou ao marido sobre o que ouvira. O homem ficou feliz:

- Que bom! E já que o assunto é assim, convidemos a Riqueza! Que entre e encha nossa casa.

A mulher não concordou:

- Querido, por que não convidamos o Êxito?

A filha que estava escutando veio correndo:

- Não seria melhor convidar o Amor? Nossa casa ficaria, então, feliz...

- Sigamos o conselho de nossa filha, disse o marido à sua mulher. Vá lá fora e convide o Amor a ser nosso hóspede.

A mulher saiu e perguntou:

- Qual de vocês é o Amor? Por favor, venha. Você é nosso convidado.

O amor avançou para dentro da casa e os outros dois o seguiram.

Surpreendida, a mulher perguntou:

- Convidei o Amor, por que o seguem? Também vão entrar?

Os velhos responderam juntos:

- Se tivesse convidado a Riqueza ou o Êxito, os outros dois ficariam de fora. Mas, como o Amor foi convidado, onde ele vai nós o seguimos.

Autor: Desconhecido

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