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Irreverências No Feminino

By Marta Leal

Irreverências No Feminino

By Marta Leal

Frases feitas

As frases feitas têm uma tendência a fazer-me logo questionar. Não me refiro só a citações escritas mas a frases ditas sem sentido ou mais propriamente frases ditas sem serem sentidas.  Principalmente quando o discurso parece todo ele fabricado á volta de uma teoria pouco vivenciada. Acredito que não existem verdades absolutas e que o que serve para mim pode não servir aos outros. Pode não ser politicamente correcto mas é nisto que acredito. Acredito que o que existe são diferentes caminhos que todos temos a liberdade de escolher.

 

A Mediação Familiar

 


 

 

O que é a Mediação Familiar?  

A Mediação é definida como a intervenção, numa negociação ou num conflito, de uma terceira parte aceite pelas outras duas. É assim, um processo de natureza cooperativa, voluntário e confidencial, conduzido por um mediador familiar com imparcialidade e respeito, com o objectivo de ajudar os intervenientes a colaborarem  na construção dos acordos que melhor satisfaçam os interesses das pessoas envolvidas no conflito.

  

O que é o Mediador Familiar?

É um profissional licenciado na área das Ciências Sociais e Humanas habilitado com um curso de Mediação Familiar reconhecido pelo Ministério da Justiça.  

  

O Âmbito da Mediação Familiar é:

• Mediação Conjugal

• Divórcio/separação

• Regulação ou alteração do exercício das Responsabilidades Parentais

• Mediação de quaisquer conflitos emergentes das relações familiares

 

Os principios da Mediação Familiar, são:

•Voluntariedade

•Imparcialidade
•Confidencialidade
•Respeito
•Cooperação
 
 

Utilidade da Mediação familiar:

A mediação revela-se particularmente útil quando:

•as partes se conhecem e/ou pretendem manter o relacionamento entre elas;

•a comunicação entre as partes é escassa e/ou de fraca qualidade;
•o conflito é atravessado por questões emocionais fortes;
•estereótipos e preconceitos estão a impedir um acordo;
•existem obstáculos a trocas produtivas.

Funções de um mediador:

•acolher as partes;

•facilitar o processo, fornecendo um quadro geral e algumas regras para o desenvolvimento das negociações;
•abrir canais de comunicação entre elas;
•conquistar a sua confiança;
•obter a sua cooperação;
•identificar e investigar os problemas trazido pelas partes;
•promover a criatividade;
•promover a responsabilidade.
 

 

Os Objectivos da mediação são:

• Respeitar as características e as necessidades específicas da cada família;

• Melhorar a comunicação entre as pessoas que se encontram em conflito;

• Potenciar o cuidado parental;

• Abordar o divórcio/separação e a regulação do exercício da responsabilidade parental considerando a dimensão jurídica e a emocional;

• Proporcionar a reflexão entre os participantes na mediação.

 

 

Finalidade

Potenciar a auto-determinação da família e a responsabilidade parental através da participação directa e activa na tomada das decisões que dizem respeito à família quando esta passa por uma situação de crise ou conflito como é o caso da separação e do divórcio.

A Elaboração dos acordos relativos aos descendentes com vista à sua homologação judicial ou administrativa.

 

Ausências

Por vezes paramos de um lado para avançarmos no outro. Tenho estado pouco por aqui apenas porque tenho estado mais por ali. Um questão de escolhas, de prioridades e de projectos iniciados que precisam de ser acabados.

 

Tenho estado por ali mas tenho tido saudades de estar por aqui. Tenho tido saudades de escrever ou melhor tenho tido saudades de estar comigo num ambiente mais "cosy". Gosto. Gosto deste mundo onde as letras me embalam e as ideias me despertam.

 

Primeiro estranha-se depois entranha-se ...

Gosto de rir. Gosto de sorrir e gosto de ser. Simplesmente ser. Sendo sem pretensões. Sempre que me pedem para escrever uma história inspiradora recordo todas as histórias que li em criança. Perdoem-me os mais apressados mas gosto de deixar fluir o pensamento. Recordo aventuras, corridas, saltos, escaladas, disparares … muitos disparates. Fecho os olhos e volto a sentir tudo outra vez. Gosto da liberdade que sinto. Gosto dos animais de estimação que tive. Gosto dos pais, dos avós, dos tios e dos primos. Gosto. Gosto de ser um pouquinho deles todos.

 

Tal como na escrita, na vida não sou uma pessoa linear. A rotina tem tendência a prender-me e a diversidade a atrair-me. Talvez por isso me digam que sou uma pessoa que primeiro se estranha e depois se entranha. É verdade. Acreditem no que vos digo. Sou diferente numa igualdade aparente.

 

Mas fale-se então de moda que é para isso que aqui estou. Em tempos saltava das botas directamente para as sandálias e das sandálias directamente para as botas. Sapatos estavam proibidos. Peço-vos que não me perguntem o porquê, até porque nem vos saberia responder com exactidão. Manias de mulher independente ou mesmo manias de pés pouco elegantes. Nos dias de hoje fiz as pazes com o formato de pés de que sou dotada e tornei-me numa amante de sapatos. Nos dias de hoje calço sapatos mas não pensem que calço uns sapatos quaisquer. Não. Passei do 8 para o 80 e nos dias que correm calço apenas sapatos de Cinderela. Quem sabe, com a esperança de um dia encontrar um príncipe encantado.

 

 

 

 

 

 

 

 http://www.laredoute.pt/magazinedetendencias/index.php/category/o-que-dizem-de-nos/made-in-blogger/irreverencias-no-feminino/

 

O nó Górdio

Conta-se que o rei da Frígia (Ásia Menor) morreu sem deixar herdeiro e que, ao ser consultado, o Oráculo anunciou que o sucessor chegaria à cidade num carro de bois. A profecia foi cumprida por um camponês, de nome Górdio, que foi coroado. Para não esquecer de seu passado humilde ele colocou a carroça, com a qual ganhou a coroa, no templo de Zeus. E a amarrou com um nó a uma coluna, nó este impossível de ser desatado e que por isso ficou famoso.

Górdio reinou por muito tempo e quando morreu, seu filho Midas assumiu o trono. Midas expandiu o império, porém, ao falecer não deixou herdeiros. O Oráculo foi ouvido novamente e declarou que quem desatasse o nó de Górdio dominaria toda a Ásia Menor. O único motivo da fama de Frigia residia nesta carroça especial estacionada em um dos pátios. A carroça estava presa a uma canga pelo nó górdio. Durante mais de 100 anos, o nó górdio desafiara todos os esforços de inteligentes reis e guerreiros.

Até que em 334 a.C. Alexandre, o Grande, ouviu essa lenda ao passar pela Frígia. Intrigado com a questão foi até o templo de Zeus observar o feito de Górdio. No dia designado, o pátio encheu-se de curiosos. Todos haviam falhado, pensavam, e dessa forma, com que novo método poderia Alexandre ter êxito?

Após muito analisar, desembainhou sua espada e cortou o nó facilmente em dois, desatando-o. Lenda ou não o fato é que Alexandre se tornou senhor de toda a Ásia Menor poucos anos depois.

É daí também que deriva a expressão "cortar o nó górdio", que significa resolver um problema complexo de maneira simples e eficaz.

 

Autor desconhecido

Burrices

Caminhavam dois burros, um com uma carga de açúcar, outro com uma carga de esponjas.

Dizia o primeiro: - Caminhemos com cuidado, porque a estrada é perigosa.

O outro argüiu: - Onde está o perigo? Basta andarmos pelo rastro dos que hoje passaram por aqui.

- Nem sempre é assim. Onde passa um, pode não passar outro.

- Que burrice! Eu sei viver, gabo-me disso, e minha ciência toda se resume em só imitar o que os outros fazem.

- Nem sempre é assim, nem sempre é assim... continuou a filosofar o primeiro.

Nisto alcançaram o rio, cuja ponte caíra na véspera.

- E agora?

- Agora é passar a vau.

O burro de açúcar meteu-se na correnteza e, como a carga ia se dissolvendo ao contato da água, conseguiu sem dificuldade pôr pé na margem oposta.

O burro da esponja, fiel às suas idéias, pensou consigo: - Se ele passou, passarei também - e lançou-se ao rio.

Mas sua carga, em vez de esvair-se como a do primeiro, cresceu de peso a tal ponto que o pobre tolo foi ao fundo.

- Bem dizia eu! Não basta querer imitar, é preciso poder imitar - comentou o outro.

Do livro: Fábulas - Monteiro Lobato - Editora Brasiliense

Não

Não. Peço-te desculpa mas não te posso dizer que será fácil, que vais ter sempre sucesso e que tudo depende única e exclusivamente de ti. Também não te posso dizer que só vais sorrir ou mesmo que o teu estado emocional vai estar sempre nos píncaros. Não te posso dizer que vai ser fantástico e que num abrir e fechar de olhos vais concretizar tudo a que te propões. Se o fizesse não estaria a ser honesta contigo nem comigo. Sabes porquê? Porque somos humanos tu e eu.

A Raposa e o Bode

"Dona Raposa ia toda faceira em companhia do seu amigo Bode, aquele dos chifres compridos, Aquele que não via nada além do próprio nariz. Ela era mestra em contar mentiras. A sede os obrigou a descer em um poço. Lá, cada um satisfez sua vontade. Depois de tudo o que beberam, A raposa disse para o Bode: "O que vamos fazer, compadre?" "Beber não é tudo, precisamos sair daqui. Fique sobre as patas e deixe seus chifres assim, Contra o muro. Por suas costas, Poderei sair primeiro, Pois com a força de seu chifres, E a ajuda das minhas pernas Deste lugar eu sairei E depois a você ajudarei." - Pela minhas barbas - diz o outro - que bondade! Eu felicito pessoas bondosas como você. Eu nunca teria descoberto esse segredo, pode apostar. A raposa saiu do poço deixando seu companheiro, E ainda fez o maior discurso do mundo Para exortar a paciência. "Se o céu tivesse dado a você", começou dizendo, "Mais bom senso do que barba no queixo, Você não teria nunca na vida Descido a esse poço. Portanto, adeus, estou fora: Trate de sair daí por conta própria, Porque eu, sem dúvida nenhuma, Tenho mais o que fazer do que ficar aqui parada."

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Do livro: As mais belas fábulas de La Fontaine - Editora Impala

Suspire-se!!!!

 

 

Gosto de uma bela história de amor. Gosto dos sorrisos brilhantes e das palavras atabalhoadas que teimamos em dizer sempre que nos apaixonamos. Gosto da vontade abraçar e da vontade de estar. Gosto dos momentos de entrega plena que podiam durar para sempre. Gosto quando nos permitimos dar e receber. Não sei porquê mas gosto.

 

Não estou em mim de tão contente. Sinto-me leve, feliz. Tão feliz que me apetece beijar e abraçar toda a gente. Nada fazia prever este desfecho quando acordei hoje de manhã. Vaguei pela casa sem qualquer tipo de planos. Decidi-me por um pequeno-almoço no meu jardim preferido. Saí e fiz o caminho que sempre faço.

 

Distraio-me a olhar para o lado e quando dou por isso bato no carro da frente. Saio do carro cheia de culpas. Ele sai também com um ar calmíssimo. Peço desculpa e viro-me para ir buscar os documentos. Sorri-me, diz que não tem problema. Pergunta-me se me recordo dele. Faço um esforço e não me recordo.  Peço desculpa digo que não me lembro mesmo nada. Insisto que deve estar a fazer confusão com outra pessoa qualquer.

 

Diz-me que não. Recorda-me o último dia de mãe, uma loja, uma criança e a necessidade de comprar um presente. Recordo-me agora recordo-me mas não dele. Recordo-me da situação mas não da cara. Os carros apitam atrás de nós fazendo-nos voltar à realidade. Propõe-me estacionarmos onde não incomodamos e convence-me a tomar um café para tratarmos de tudo.

 

Ainda estou impressionada com o facto de se recordar de tantos pormenores do dia em que n os cruzámos. Eu sou sincera continuo a afirmar que me lembro da cara do filho mas não da dele. Ele sorri diz que me vai levar a mal que já não bastava estragar-lhe o carro como afirmar que não me recordo da sua cara.  A conversa corre sem parar.  Perdemo-nos no tempo e no espaço. Sinto-me sozinha ali com ele como se de repente tudo o resto desaparecesse e deixasse de ter importância.

 

Despedimo-nos depois de horas de conversa que nem um nem outro queriam que terminasse. Liga-me mal entro no carro. Faço o caminho para casa sempre a conversar com ele e aqui estou eu a sonhar com alguém que um dia se cruzou comigo e que não me esqueceu. Aqui estou eu a sorrir por aquele rosto que vi mas não retive da primeira vez que encontrei.  

 

Acabou de me enviar uma mensagem que diz  “como se faz para não sentir saudades?”. Eu derreto-me. Estranho, derreto-me por alguém que acabei de conhecer.

 

Não posso acreditar no que aconteceu. Saio de casa para comprar o jornal. Ando uns 100 metros e eis que me batem por trás. Mal a vi sair do carro reconheci-a logo. Nunca a esqueci não pela beleza ou pela forma como vestia. Mas nunca a esqueci pela disponibilidade, a paciência e o carinho com que tratou o Afonso. Ele desesperava comigo porque queria comprar um presente especial á mãe. Eu já lhe tinha proposto mil e umas ideias. Ela estava perto de nós quando eu o tentava convencer a comprar uma planta. Passou a mão pela cabeça do Afonso e perguntou se podia ajudar. Ele deu-lhe a mão e arrastou-a por várias lojas do Centro Comercial.

 

No final agradeci-lhe ela respondeu-me que não tinha importância. Que o que interessava era o Afonso ter saído dali com o presente ideal. Pareceu-me triste mas amável.  O Afonso adorou-a. Lembro-me de me ter dito qualquer coisa como “uma namorada destas é que tu precisas”. Ri-me mas o que é certo é que nunca mais a esqueci.

 

Hoje conversámos durante horas. De inicio tive medo que voltasse a desaparecer mas depois percebi que estava tão confortável como eu. Enquanto os meus pensamentos correm a minha vontade de estar com ela aumenta. Não resisti a mandar-lhe uma mensagem correndo o risco de me tornar demasiado persistente.

 

Temo que não responda. Esperem, o telefone apitou é ela a resposta chegou “O melhor modo de não sentir saudades é nunca nos separarmos daquilo que gostamos”

 

E tu quando foi a ultima vez que te permitiste amar? Quando foi a ultima vez que te permitiste viver?

 

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