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Irreverências No Feminino

By Marta Leal

Irreverências No Feminino

By Marta Leal

A solução esta na realidade

 

Era uma vez um grande quintal onde reinava soberano e poderoso galo. Orgulhoso de sua função, nada acontecia no quintal sem que ele soubesse e participasse. Com sua força descomunal e coragem heróica, enfrentava qualquer perigo. Era especialmente orgulhoso de si mesmo, de suas armas poderosas, da beleza colorida de sua penas, de seu canto mavioso.

Toda manhã acordava pelo clarão do horizonte e bastava que cantasse duas ou três vezes para que o sol se elevasse no céu. "O sol nasce pela força do meu canto", dizia ele. "Eu pertenço à linhagem dos levantadores do sol. Antes de mim era meu pai; antes de meu pai era meu avô" ...

Um dia uma jovem galinha de beleza esplendorosa veio morar em seu reinado e por ela o galo se apaixonou. A paixão correspondida culminou numa noite de amor para galo nenhum botar defeito. E foi aquele amor louco, noite adentro. Depois do amor, já de madrugada veio o sono. Amou profundamente e dormiu profundamente. As primeiras luzes do horizonte não o acordaram como de costume. Nem as segundas...Para lá do meio dia, abriu os olhos sonolentos para um dia azul, de céu azul brilhantee levou um susto de quase cair. Tentou inutilmente cantar, apenas para verificar que o canto não lhe passava pelo nó da garganta. -"Então não sou eu quem levanta o sol?", Comentou desolado para si mesmo. E caiu em profunda depressão. O reconhecimento de que nada havia mudado no galinheiro enquanto dormia trouxe-lhe um forte sentimento de inutilidade e um questionamento incontrolável de sua própria competência. E veio aquele aperto na garganta. A pressão no peito virou dor. A angústia se instalou definitivamente e fez com que ele pensasse que só a morte poderia solucionar tamanha miséria. "O que vão pensar de mim?", murmurou para si mesmo, e lembrou daquele galinho impertinente que por duas ou três vezes ousou de longe arrastar-lhe a asa. O medo lhe gelou nos ossos. Medo. Angústia. Andou se esgueirando pelo cantos do galinheiro, desolado e sem saida. Do fundo de seu sentimento de impotência, humilhado, pensou em pedir ajuda aos céus e rezou baixinho, chorando. Talvez tenha sido este momento de humildade, único em sua vida, que o tenha ajudado a se lembrar que, em uma árvore, lá no fundo do galinheiro, ficava o dia inteiro empoleirado um velho galo filósofo que pensava e repensava a vida do galinheiro e que costumava com seus sábios conselhos dar orientações úteis a quem o procurasse com seus problemas existenciais.

O velho sábio o olhou de cima de seu filosófico poleiro, quando ele vinha se esgueirando, tropeçando nos próprio pés, como que se escondendo de si mesmo. E disse: "Olá! Você nem precisa dizer nada, do jeito que você está. Aposto que você descobriu que não é você quem levanta o sol. Como foi que você se distraiu assim? Por acaso andou se apaixonando?" Sua voz tinha um tom divertido, mas ao mesmo tempo compreensivo, como se tudo fosse natural para ele. A seu convite, o galo angustiado, empoleirou-se a seu lado e contou-lhe a sua história. O filósofo ouviu cada detalhe com a paciência dos pensadores. Quando o consulente já se sentia compreendido, o velho sábio fez-lhe uma longa preleção:

"Antes, quando você ainda achava que até o sol se levantava pelo poder do seu canto, digamos que você estava enganado. Para definir seu problema com precisão, você tinha o que pode ser chamado de "Ilusão de Onipotência". Então, pela mágica do amor, você descobriu o seu próprio engano, e até ai estaria ótimo, porque nenhuma vantagem existe em estar tão iludido. Saiba você que ninguém acredita realmente nessa história de canto de galo levantar o sol. Para a maioria, isto é apenas simbólico: só os tolos tomam isto ao pé da letra. "Entretanto, agora", continuou o sábio pensador, "Você está pensando que não tem mais nenhum valor, o que é de certa forma compreensível em quem baseou a vida em tão grande ilusão. Contudo, examinando a situação com maior profundidade, você está apenas trocando uma ilusão por outra ilusão. O que era uma "Ilusão de Onipotência" pode ser agora chamado de "Ilusão de incompetência". Aos meus olhos, continuou o sábio, nada realmente mudou. Você era, é e vai continuar sendo, um galo normal, cumpridor de sua função de gerenciar o galinheiro, de acordo com a tradição dos galináceos." Seu maior risco, continuou o pensador, é o de ficar alternando ilusões. Ontem era a Ilusão de Onipotência, hoje, Ilusão de Incompetência. Amanhã você poderá voltar à Ilusão de Onipotência novamente, e depois ter outra desilusão... Pense bem nisto: uma ilusão não pode ser solucionada por outra ilusão. A solução não está nem nas nuvens nem no fundo do poço. A solução esta na realidade. Após um longo período de silêncio, o velho galo filósofo voltou-se para os seus pensamentos. Nosso herói desceu da árvore para a vida comum do galinheiro. No dia seguinte, aos primeiros raios da manhã, cantou para anunciar o sol nascente. E tudo continuou como era antes.

 

Autor:   Maurício de Souza Lima  O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo. – Psicólogo

Mentoring de Vida

 

Mentoring e coaching são duas actividades que estão relacionadas. A diferença está em que no Mentoring o profissional já pode dar conselhos ou soluções para resolução dos problemas específicos do teu dia-a-dia.

 

mentoring é um processo que não tem um tempo estabelecido para o seu fim enquanto o coaching é um processo com princípio, meio e fim.

Porque muitas vezes queremos avançar e não sabemos por onde começar. Porque muitas vezes sentimo-nos demasiado sozinhos para seguirmos em frente.

 

Então, o que é mentoring ?

 

Mentoring é uma relação baseada na confiança. Ele oferece-te suporte e ferramentas objetivas e conselhos para facilitar o teu desenvolvimento pessoal. Ter um mentor pode ser um dos relacionamentos mais poderosos do desenvolvimento de uma pessoa podendo ser uma das razões para que te sintas bem e encontres o teu caminho.

 

O valor do mentoring?

 

Ajuda a que aprendas a liderar a tua vida.

 

 

Como podemos funcionar os dois?  Conta-me o que queres e definimos um plano. Seduz-te? Manda-me um  email ( martaleal@outlook.pt) a perguntar mais pormenores e não te esqueças de teres um dia fora de série. E, se a tua mente já te está a dizer que pode ser muito caro porque não te atreves e confirmas?

E porque mudar faz bem

 

Gosto de mudanças. Gosto especialmente de experimentar coisas novas e gosto de resultados novos. Isto acontece principalmente porque não tenho especial dificuldade em largar o velho para agarrar o novo. Manias. Manias de quem já não se importa de as ter. Não sei se por estar na década dos 40 ou apenas porque a irreverência me está no sangue.

 

E embora o inverno insista em prolongar a despedida eu sinto a vontade das mudanças de primavera. Sinto a vontade de arejar, de sacudir o pó e sentir o toque do sol. Sinto a vontade de mudar, não importa se muito se pouco. Apenas mudar. Mudei as roupas de sitio e mudei as letras de direcção. Alterou-se a imagem e alterou-se o menu do blog. Pudesse eu e fazia mudanças por esse mundo fora. Trocava lágrimas por sorrisos, armas por mais amor, fome por abundância e medo por serenidade.

 

Não podendo mudar o mundo no geral mudo o mundo ajudo a mudar o mundo à minha volta. Motiva-se, inspira-se, capacita-se e sorri-se sempre e muito. Mesmo que no meio dos sorrisos por vezes surjam palavras de indignação.

 

Queres mudar? Sabias que a tua mudança começa apenas numa decisão?

Cá Por Casa


Cá por casa o mundo gira e as novidades também. É cada vez mais necessário resolver questões, fechar assuntos e avançar para novos projectos que se aproximam. Cá por casa consta que grandes novidades se avizinham.

 

Continuam-me a surpreender resultados eleitorais como os que tivemos pela abstenção, pela vitória da extrema-direita e pelo retrocesso que isso pode significar no que respeita a direitos humanos. Preocupa-me a indiferença de uns face ao avanço de outros. Preocupa-me a sociedade que vamos deixar aos nossos netos.  Preocupa-me viver num mundo onde uns querem erradicar outros. 

 

Cá por casa temos o hábito de não usar sacos de plástico do supermercado o que devo confessar já provocou as mais variadas reacções mas esta semana conseguiram-me  espantar quando ouvi qualquer coisa como: "Ó minha senhora tem a certeza? Olhe que as pessoas vão ficar a pensar que foi ás compras ao minipreço". No dia em que me preocupar com o que as pessoas pensam, por favor mandem-me internar.

 

Gostava de perceber porque é que no exacto momento em que fui comprar roupa e sandálias de verão o tempo resolveu voltar atrás. Não se faz claro que não se faz. Por falar em não se faz a filha do meio afogou o telemóvel na sanita o que me dá vontade de rir apenas porque me vejo a fazer o mesmo.

 

Por aqui continuamos assim, muito mãe, muito mulher mas sobretudo muito eu mesma.

Percebi que não são tristezas são apenas lições de vida que se podem tornar em grandes aprendizagens

 

Conhecer as pessoas é como ler um livro. Vê-se a capa e tiram-se conclusões. Aproximamo-nos daquilo com que nos identificamos e temos tendência a repelir o que à primeira vista não faz parte de nós. Estranhamos o diferente e sentimo-nos seduzidos por aquilo que mais se identifica connosco. Muitas vezes ficamo-nos pela capa enquanto franzimos o nariz num acto mais ou menos de desdém. Outras vezes olhamos com curiosidade e atrevemo-nos a ir muito mais além de um título. Difícil, nos dias de hoje, chegar ao fim de um livro.

 

De uma forma resumida podemos dizer que nascemos e morremos. O que fica pelo meio caracteriza-se por uma busca de quem somos e do que somos. Antes de nascer iniciamos a procura do momento do ideal para nascermos, dos cheiros, das fisionomias e dos braços que nos embalam. Vamos crescendo numa busca constante de brincadeira e de um quando for grande quero ser. A adolescência caracteriza-se por uma procura do ser fixe, da identificação com o grupo e do desafio constante. Casam alguns, separam-se outros tantos. Perdemo-nos de quem somos e em certo momento questionamos.

 

Na maioria dos casos a vida nunca é aquilo que definimos, aquilo que sonhamos ou mesmo aquilo que entendemos que seja. As pessoas nem sempre são aquilo que pensamos que eram, aquilo que sonhamos que sejam ou aquilo que entendemos que devem ser. Porque, afinal, não se trata de nós, trata-se apenas deles, os outros. Pelo caminho temos ilusões e desilusões, sonhos desfeitos e sonhos alcançados, vitórias e derrotas, amores e desamores, riso e choro e muitas, mas mesmo muitas, certezas e dúvidas. Pelo caminho misturamos ingredientes, alteramos rotas, questionamos vontades e avançamos sempre com certezas absolutas ou apenas incertezas sentidas.

Normalmente é quando nos sentimos pior ou em situações limite que procuramos ajuda ou soluções. De uma forma ou de outra devoramos a informação como se de fast food se tratasse. Esquecemo-nos. Esquecemo-nos demasiadas vezes de saborear aquilo que insistimos em devorar: as aprendizagens e os conhecimentos. Acontece-me frequentemente. Acredito que seja fruto de uma vida apressada onde não fomos ensinados a parar e a saborear o que conquistámos. Já repararam que saltamos de objectivo para objectivo a querer mais e mais naquilo que se poderá designar de uma busca constante de uma satisfação inconstante? Já repararam que raramente paramos, apenas, para pensar? Por vezes também acontece que misturamos a realidade com a ficção. Sonha-se sobre o que se vive e vive-se sobre o que se sonha. Criam-se personagens que se cruzam connosco e a partir de determinado momento torna-se impossível saber o que é nosso e o que não é. Sonha-se muito e age-se muito pouco.

 

Perdoem-se mas será apenas impressão minha ou todos temos a mania de culpar a vida pelas decisões que tomamos? Acredito que os caminhos que tomamos são apenas fruto de escolhas nossas que nos aproximam de uns e de outros consoante os caminhos que decidimos trilhar. Acredito que todos os quadros que pintamos na vida são fruto de escolhas nossas, apenas nossas. E que a vida é apenas isso, um quadro com o cenário e as cores que lhe decidimos dar.

 

Tenho estado aqui a tentar mas não consigo ficar calada. Não sei se será defeito de género ou mesmo de personalidade. O que é um facto é que lá vou eu meter o bedelho novamente. Penso que existe um momento na vida em que todos temos saudades da nossa infância. Falta-nos o colo, falta-nos, sobretudo o colo daqueles que amamos. Falta-nos a desresponsabilização e as brincadeiras inocentes. Falta-nos o riso, a honestidade de opiniões e a sinceridade nos gestos. Irónico se pensarmos que em crianças queremos tanto crescer, e quando crescemos dávamos tudo para voltar a ser crianças. Esquecemo-nos de quem fomos e procuramo-nos constantemente nos outros

 

Parece-me pertinente parar e reflectir. Fazemos isto constantemente. Amamos de uma forma tão egoísta que se não formos correspondidos, cobramos. Cobramos atenção e cobramos tudo o que demos. Sei do que falo caro(a) leitor(a) porque um dia já me senti assim. Um dia já me apeteceu ficar, apenas, por ficar. Parar de lutar e entregar-me aos desânimos e às tristezas. Depois… bem … depois percebi que não são tristezas são apenas lições de vida que se podem tornar em grandes aprendizagens. Depois, percebi que era eu que decidia. Era eu que decidia entre cair e levantar, chorar e sorrir, parar e avançar. Mas perdoem-me, caros leitores, não é de mim que devia falar, ou talvez seja, quem sabe? Acredito que muitos já se identificaram e já se espelharam naquilo que acabei de escrever. Acredito, até, que muitos de vós sintam que tenham perdido a vontade de viver mas também acredito que perder a alegria de viver é perder a alegria de sentir, de acreditar e de sonhar. Mas voltemos de novo às letras para que o raciocínio não se perca.

 

E de que é que precisamos todos nós? Numa sociedade em que nos ocupamos cada vez mais, do que precisamos é de quem nos ouça. Apenas de quem nos ouça. Por vezes, ansiamos apenas por um debitar de palavras que nos organizem as ideias. Por vezes necessitamos apenas de uns ouvidos que ouçam e uns olhos que nos sorriam enquanto nos ouvimos a nós mesmos num inevitável debitar de palavras doces ou amargas.

 

Procuramos tanto mas esquecemo-nos de nos procurar num ser e num estar que é nosso, apenas nosso. Procuramos tanto mas esquecemo-nos de ser quem somos, apenas isso: sermos quem somos. Pare-se, por momentos, de procurar e sinta-se. Sinta-se apenas quem somos e para onde queremos ir.

Na zona de conforto, quase tudo é rotina,


"Na zona de conforto, quase tudo é rotina, acostumei-me aos mesmos horários todos os dias, aos mesmos locais semana após semana, às mesmas pessoas mês após mês e aceitava as coisas como elas eram.
O conforto quase me reduziu a horas de levantar, deitar, horas de comer, horas de ir trabalhar, horas de ir buscar a filha...começou então o desconforto!
Precisava me sentir viva! Eu sentia que precisava de ajuda!
Foi nesta altura que procurei, ou por outro lado, encontrei a Marta!
A Marta foi e é uma amiga profissional a quem podemos confiar o que sentimos e o que somos, sem qualquer tipo de julgamento. Proporcionou-me um aconselhamento descontraído, soluções muito simples mas muito estratégicas e eficazes, levou-me ao encontro de novas perspectivas de vida e principalmente ajudou-me a reconhecer e aceitar o meu eu.
Obrigada Marta pelas curtas dez sessões que tive o privilégio de usufruir!

Perguntas e Respostas

Um dia um imperador decidiu que se ele soubesse as respostas de três questões, ele sempre saberia o que fazer, não importasse o quê. Então, ele mandou anunciar em todo o seu reino que se alguém pudesse responder suas três questões, ele daria uma grande recompensa.

Estas são as três questões:

 

  • Quando é o melhor tempo para se fazer alguma coisa?
  • Quem é a pessoa mais importante?
  • Qual é o objetivo mais importante?

 

O imperador recebeu muitas respostas, mas nenhuma o satisfez. Finalmente ele decidiu viajar para uma montanha para visitar um eremita que lá vivia no topo. Talvez ele soubesse as respostas.

Quando lá chegou ele fez as três perguntas. O eremita, que estava capinando o seu jardim, ouviu atentamente a então retornou ao seu trabalho sem dizer uma palavra. Como o eremita continuava a capinar, o imperador percebeu o quanto ele estava cansado. Assim, ele disse, me de a enxada. Eu vou capinar e você pode descansar um pouco.

Depois de capinar por muitas horas, o imperador estava cansado. Ele pôs a enxada de lado e disse: "se você não pode responder minhas questões, tudo bem. Basta me dizer que eu vou embora."

De repente o eremita pergunta: "Você ouviu alguém correndo?", apontando para as árvores. E, então, aparece um homem cambaleando entre as árvores e segurando o estômago. Quando o eremita e o imperador se aproximaram ele desmaiou. Abrindo sua camisa eles viram que ele tinha um corte profundo. O imperador limpou a ferida, usando sua própria camisa para "estancar" o sangue. Quando recobrou a consciência o homem pediu água. O imperador correu até o riacho e trouxe água para ele.. O homem bebeu e dormiu.

O eremita e o imperador carregaram-no para a cabana e o deitaram na cama do eremita. O imperador, que estava cansado, também dormiu.

Na manhã seguinte, quando o imperador acordou, viu o homem ferido em pé na sua frente murmurando: perdoa-me! Perdoar você? Disse o imperador, sentando imediatamente. O que você fez que necessita o meu perdão?

Vossa Majestade não me conhece, mas eu o tenho considerado como o meu pior inimigo. Durante a última guerra, V.M. matou meu irmão e roubou minhas terras. Então eu jurei vingança dizendo que iria matá-lo. E, de fato, ontem eu estava em uma emboscada, esperando V.M. retornar para casa para matá-lo. Eu esperei muito tempo, mas, por alguma razão, V.M. não retornou. Quando eu deixei meu esconderijo para procurá-lo seus guardas me encontraram e me reconheceram. Então eles me atacaram e me feriram. Eu sangrei muito, se V.M. não tivesse me ajudado eu certamente teria morrido. Eu tinha planejado matá-lo e em vez disso V.M. salvou minha vida. Eu estou envergonhado e muito agradecido. Por favor me perdoe.

O imperador estava atônito. Ele disse: eu sou agradecido por seu ódio ter acabado. Desculpe-me também, agora que ouvi a sua história, pela dor que tenho causado a você. Guerra é terrível. Eu perdôo você e devolvo as suas terras. Vamos ser amigos de agora em diante. Depois de orientar seus guardas para levar o homem para casa, o imperador retornou para o eremita dizendo: Eu devo ir agora. Vou viajar para todo lugar procurando as respostas para as minhas três questões. Eu espero algum dia encontrá-las. Adeus.

O eremita riu e disse: Suas questões já foram respondidas, Majestade!

O que você está dizendo? exclamou surpreso o imperador.

O eremita explicou. Se você não tivesse me ajudado a capinar o meu jardim ontem, atrasando o seu retorno, você teria sido atacado no caminho para casa. Entretanto, o tempo mais importante para você foi o tempo que você capinou o meu jardim. A pessoa mais importante fui eu, a pessoa com quem você estava, e o objetivo mais importante era simplesmente me ajudar.

Depois, quando o homem ferido chegou, o tempo mais importante foi o tempo que você dispendeu cuidando da sua ferida, de outro modo ele teria morrido e você teria perdido para sempre a oportunidade de perdoar e fazer nova amizade. Naquele momento ele era a pessoa mais importante e o objetivo mais importante era tratar sua ferida.

O presente momento é o único momento, disse o eremita. A pessoa mais importante é sempre a pessoa com quem você está. O objetivo mais importante é fazer a pessoa que está ao seu lado feliz. O que podia ser mais simples ou mais importante?

O imperador curvou-se em gratidão para o velho eremita e foi em paz.

autor desconhecido

 

Cá por Casa

 

 

 

 

Cá por casa as solicitações são cada vez maiores e a necessidade de organização idem. Começam-se a fazer escolhas entre coisas que se gostam quando anteriormente se decidia entre o que se gostava e o que não se gostava. Entre família, trabalho e lazer resta um “niquinho” de tempo. Dorme-se pouco, dorme-se muito pouco. Valeram-me os jogos do Benfica que permitiram desmarcações de sessões e de palestras. Ele há males que vêm por bem!!!!

 

Continuo a circular entre o mundo rural e o mundo urbano. Gosto desta diversidade de sentires, de experiencias e de contactos. Tenho o melhor dos dois mundos e por enquanto é assim que vai ser.

 

Cá por casa confundem-me os que assumem compromisso e não cumprem. Sou capaz de dar o que tenho mas não gosto de ter de pedir o que é meu. No entanto, e para que conste se é para pedir, pede-se.

 

O ritmo acelerou tanto que os saltos altos estão a ser substituídos por sapatos mais confortáveis. Os pés revoltaram-se, protestaram e impuseram-se. Chega de horas em bicos de pés, disseram-me eles. E o tom de dor com que me avisaram foi de tal modo eficiente que a entrada em acção foi no dia seguinte. Acreditem, receei que entrassem em qualquer tipo de greve. Negociámos e o acordo está feito embora limitado a um determinado número de acontecimentos. Sim, porque cá por casa a elegância é sempre uma preocupação.

 

Por falar em ritmo acelerado e elegância deixem-me vos dizer que gostei muito da capa da vogue onde o nosso Ronaldo aparece como veio ao mundo. Não fosse o excesso de tratamento facial pelo Photoshop e eu diria delicioso, o atrevimento entenda-se.

 

 

Cá por casa continuo assim muito mãe, muito mulher e sobretudo eu mesma.

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