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Irreverências No Feminino

By Marta Leal

Irreverências No Feminino

By Marta Leal

Um céu de sonho

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Mullah Nasrudin sonhou que estava no céu e que tudo a sua volta era muito bonito e fácil. Só encontrava beleza e não precisava de fazer esforço para nada, bastava desejar uma coisa - qualquer coisa - e ela aparecia.

Nasrudin tinha tudo o que queria e estava super satisfeito. Os milagres aconteciam sempre que desejava. Foi bom demais por algum tempo, até que ele começou-se a entediar, deixou de achar graça áquela vida. Foi quando resolveu resolveu procurar algum problema, qualquer situação que lo aborrecesse ou até que o  fizesse ficar deprimido, porque já não suportava mais tanta maravilha.

Não encontrou nada que o perturbasse. Passou a procurar um trabalho para fazer, uma responsabilidade qualquer e não havia nada, porque tudo era perfeito.

No seu sonho Mullah Nasrudin gritou: - Não aguento mais! Estou farto de não fazer nada e de ter tudo! Preferiria estar no inferno!

E uma voz respondeu-lhe:

- E onde é que você pensa que está?

Autor desconhecido

Um dia na Praia por Sónia Pessoa

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O livro "Um dia na praia", que me proponho a editar através do crowdfunding que foi lançado ontem, será o primeiro livro infantil a nível nacional a abordar o tema da homossexualidade de forma direta. Debruçando-me sobre este assunto, ainda fraturante na sociedade portuguesa, pretendo dar um contributo para educar as crianças com base no respeito à diferença, no direito a que cada um de nós tem de escolher o que quer para si, com todo o direito de considerar essa escolha a melhor. A vivência de uma relação amorosa e de partilha da parentalidade com uma pessoa do mesmo sexo é ainda um tema tabu nos dias de hoje, e este livro serve para desfazer o preconceito que conduz à homofobia em desprimor do direito a uma família para cada criança.

“Ser Diferente é bom”, foi o meu primeiro projeto literário, cuja edição esgotou em 2008. Este primeiro livro tratou temas como a inclusão social, a imigração, a amizade, a adopção de crianças por parte de casais homossexuais, ainda que apenas através das imagens, ainda nem o casamento entre pessoas do mesmo sexo estava legalizado. Uma significativa parte dos livros foi vendida para o Brasil, muitos através da internet, e grande parte em escolas, na fnac ou na Bertrand. O livro foi mesmo objeto de uma tese de doutoramento da Universidade de Sourbonne. Esta foi, na verdade, a primeira de várias histórias que escrevi, e que pretendem ser uma chamada de atenção para temas que abordam a diferença, a tolerância, a amizade, entre outros. Pareceu-me que essa poderia ser uma resposta á necessidade de muitos educadores em abordar determinados temas com as crianças, assim como uma ferramenta muito útil para muitos pais. 

O novo livro, "Um dia na praia", é um contributo na educação infantil para a realidade de um mundo composto de diversidade. Como a psicóloga Gabriela Moita escreveu na altura, e continua a fazer todo o sentido, "é efetivamente uma história sobre a amizade pois é de amizade que se trata quando precisamos de saber conviver com as diferenças, mesmo se ainda não as conseguimos entender".

Para que isso se concretize, preciso do vosso apoio através do crowfunding criado para o efeito, através do PPL, e tenho a certeza que, em nome da cidadania, haverá quem queira ajudar-me nesta abordagem inclusiva da diversidade familiar. Na procura de um mundo melhor.

 

Para conheceres melhor o projecto

 

Sónia Pessoa

 

 

Eu cá gosto de líderes que choram

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Homem que é homem não chora e parece que líder que é líder também não. Mais … parece que líder que é líder não chora e não se vulnerabiliza perante os outros. Pelo menos é o que consta mas acreditem ou não,  eu não concordo nada com isso.

Eu cá gosto de líderes que choram e mesmo assim conseguem ter sucesso, atingir objectivos, levar multidões atrás deles e serem admirados tanto pelo que são como pelo que fazem. Confundem-me os Super heróis onde tudo é fácil, onde não se revela fraqueza, onde não se revela emoções, onde não se revelam falhanços porque é mau revelar que também têm medos, indecisões e fraquezas. Parece-me sempre que estou perante um autómato ausente de emoções e sentimentos.

Prefiro, prefiro muito mais um líder que falhe e que se levante depois de falhar, que chore e que também saiba sorrir, que hesite mas que avance com a certeza de saber para onde ir, que tenha medos mas que saboreie o momento em que os enfrenta. Prefiro um líder á minha imagem do que um líder que me faça sentir diferente.

Eu cá gosto de líderes que choram fazem-me sentir mais humana, muito mais humana.

 

Marta Leal

Coaching Afectivo

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Coaching é um processo que tem como objectivo o desenvolvimento humano. Através do auto conhecimento e do desenvolvimento de todo o seu potencial e reflectindo sobre as  crenças e valores, o cliente é convidado a traçar as suas metas e objectivos.

 

Com o Coach, o coachee (cliente), experimenta novos caminhos e soluções para alcança-los.

 

O Coaching Afectivo é um Coaching de Relacionamentos direccionado para as nossas relações interpessoais e para a forma como interagimos com as pessoas que fazem parte do nosso mundo

 

Para atendimento de pessoas que desejam a separação, ajuda  no encerramento do ciclo da separação visando a consciência de que o seu melhor foi dado antes do relação terminar. Possibilita o auto conhecimento para pessoas separadas, a fim de evitar que padrões de comportamentos indesejáveis se repitam numa futura relação.

 

Quanto é que te  dedicas nos teus relacionamentos ?

Gostarias  de ter uma relação mais sólida com o teu (tua) parceiro (a) ou então estar aberto (a)a encontrá-lo (a) ?

Estás infeliz no teu casamento mas ainda amas a pessoa que tens ao teu lado?

Gostavas de encerrar  o teu ciclo de separação com a certeza de que deste o teu melhor ?

 

Sabias que - independentemente da tua situação - podes ser muito feliz? Basta ter vontade e perseverança.

 

O atendimento é feito em sessões semanais com a duração aproximada de 1 hora.

Para  maior comodidade, atendimentos via Skype para onde estiveres.

 

Mais informações através do e-mail: martaleal@outlook.pt

                                                                                                                             

 

Primeiro estranha-se depois entranha-se

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"A frase «primeiro estranha-se depois entranha-se» é de facto a que melhor define a minha experiência com a Marta Leal. Ainda me lembro que na minha primeira sessão fiz questão de dizer «Oh Marta olha que eu não tenho qualquer problema psicológico, nem estou em depressão….»… agora sorrio quando me lembro disso e do quanto estava longe de imaginar que o coaching me fez abrir uma porta de comunicação para comigo mesma e para com a vida, no geral. Agora sei que o facto de eu ser diferente não é um obstáculo mas sim uma mais-valia, e que antes demais devo procurar em mim mesma a sabedoria, o saber (sophia) e só assim posso avançar para a verdadeira amizade e respeito entre os iguais e respeito pelo conhecimento (philia – philos) – ou seja coaching é uma Filosofia de Vida!"
Camila Jardim

 

Sorrio sempre ao ler este testemunho, obrigada Camila!

Alguns Mitos Sobre Coaching

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Como em todas as áreas existem á volta do coaching alguns mitos que convém desconstruir para que as ideias possam ser consolidadas da melhor forma.

 

O processo de coaching é um processo de aconselhamento

O Processo de Coaching não se baseia no aconselhamento ou estaríamos a falar de Counseling.

 

O Processo de Coaching serve para corrigir comportamentos designados como problemáticos

O processo de Coaching  visa desenvolver novas capacidades que possam ajudar o cliente a evoluir como pessoa e/ou profissional ou potenciar os pontos fortes já existentes na sua maneira de ser e/ou de  trabalhar.

 

O Processo de Coaching é cobrança

O papel do coach não deve ser o de cobrar resultados, mas sim o de incentivar o cliente a continuar o processo que lhe vai permitir desenvolver. No entanto, isso não significa que o coach não possa chamar a atenção do coachee caso perceba que ele não está a dar o seu melhor.

 

O Processo de Coaching leva muito tempo

O processo de coaching tem início, meio e fim que devem ser definidos inicialmente. De uma forma geral o processo de coaching dura entre 3 a 6 meses. No entanto, disto dependem factores como periodicidade das sessões e disponibilidade do coachee.

 

Um bom coach vai ajudar a conseguir um aumento no emprego e outros benefícios na vida pessoal

O processo de coaching vai trabalhar as competências e passar ferramentas. A forma como coachee as vais utilizar para seu proveito não depende do coach.

 

Coaching é intuitivo e não é baseado em estudos.

Coaching é um processo estruturado com base em estudos de psicologia aplicada no ambiente corporativo. Estes estudos foram iniciados por Timothy Gallwey entre 1970 e 1980 nos Estados Unidos.

 

Coaching é uma moda

 O Processo de coaching já existe há cerca de 40 anos mas a sua massificação só teve inicio em 1990.

 

O Coach é o responsável pelo processo enquanto o coachee é responsável apenas por iniciar o processo

Embora o Coach defina o método se o coachee não quiser trabalhar o Coach não vai conseguir fazer nada. O sucesso de todo o processo é da responsabilidade do coachee e do empenho que ele vai ter em todo o processo.

Mulher minha faz o que eu quero

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Não era bonita nem feia. Contam-me os que se cruzaram com ela que tinha uma graça especial quase imperceptível aos olhos dos mais desatentos. Afinal de contas, todos temos algo especial para quem está atento a nós.

Cresceu num mundo de princesas e finais felizes. Foi princesa, foi guerreira, foi cavaleira e há quem diga que havia dias em que era fada. Foi tudo o que se permitiu sonhar. Sonhou que seria possível ser uma mulher de sucesso, a melhor mãe do mundo e a melhor esposa de sempre. Sonhou que um dia ia mudar o mundo. Sabia que sim, sabia que conseguia porque sabia do que era capaz. Saltitou entre queres e poderes, entre seres e teres, entre ilusões e desilusões fruto de uma adolescência onde crescer é tudo menos fácil.

Cresceu. Cresceu da mesma forma que todos os caros leitores crescem com medos, com dúvidas, com certezas e com vontades. Percebe-se que em certos momentos cresceu com pressa de crescer.

Casa. Casa não com o homem ideal mas com o homem por quem se apaixonou. Afinal de contas é o amor que deve comandar a vida não é verdade? O que seria o homem ideal se não existisse amor. Um dia, algures no tempo percebe que não se reconhece, perdeu-se dos sonhos, das fadas e das princesas e de si, sobretudo de si mesma. Um dia percebe que se enjaulada em frases como “mulher minha não faz, não vai, não veste” como se o seu querer não tivesse qualquer valor, como se o seu ser fosse menos que nada.

Não se reconhece no medo, na vergonha, nas chantagens, nas ameaças, nas humilhações, nas agressões e nas lágrimas. Sobretudo nas lágrimas que quase por magia foram substituindo o seu sorriso. Não se reconhece na propriedade privada de um ser que a trata como dono onde o seu querer e o seu estar são submetidos às decisões do seu amo e senhor.

Não se reconhece naqueles que estando perto de assobiam para o lado, nos que lhe dizem que é mesmo assim e que na vida há que fazer sacrifícios, nos que assistem e não defendem, nos que apontam e julgam, nos que se estivessem no lugar dela fariam diferente.

Eu também não me reconheço nos que falam sem saber e nos que julgam sem actuar. Eu também não me reconheço num encolher de ombros constantes face a uma situação que precisa de ser alterada.

Eu não me reconheço numa passividade que permite a humilhação e a agressão. Deve ser por isso eu tenho um sonho de ajudar outras mulheres a perceberem que ninguém tem o direito das maltratar e das humilhar. Que ninguém tem o direito de as considerar propriedade privada.

Eu tenho o sonho de ajudar cada vez mais mulheres a perceberem que existe vida para além da que têm.

Contos de Encontros e Desencontros

Gosto de cor de vida e cor na vida. Gosto de saber que vivo de acordo com as regras do arco-íris em vez de viver num qualquer canto a preto e branco. Agora que penso nisso começo a pensar que devíamos todos nascer com semáforos incorporados.

 

Este é aquele momento em que alguns de vós começam a questionar até que ponto não terei um parafuso solto. Mas deixem-me desenvolver só mais um bocadinho. Este é o bem da escrita, aqui ninguém nos interrompe, podem não continuar a ler mas pelo menos ninguém nos impede de continuar o nosso raciocínio. Dizia eu, ou melhor, escrevia eu que devíamos nascer com semáforo incorporado não só pela beleza da cor e pela alternância de tons mas também pelo significado das mesmas. Devíamos ter semáforos que nos impedissem de seguir em frente quando é suposto parar. Que nos deviam impelir para um futuro brilhante quando insistimos em hesitar. Que nos alertassem para caminharmos mais ou menos devagar consoante os perigos ou dificuldades.

 

Maria dos Anjos fazia parte daquelas mulheres frequentemente designadas como interessantes. Para mim era uma mulher bonita que se cuidava de uma forma muito própria, para os outros limitava-se a ser apenas uma mulher interessante. Recordo-me do rosto bem definido, pele clara e grandes olhos negros que sempre que nos serviam riam-se sem ser necessário mover um músculo sequer do rosto. Os olhos falavam num silêncio onde muitas vezes me pareceu que imperava a tristeza ou talvez o tédio. Era isso mesmo que me fazia pensar naquela mulher como sendo diferente das com que eu me tinha cruzado.

 

Não gosto de cabelos curtos mas a ela este penteado ficava-lhe bem. Não gosto de lábios pintados de vermelho mas não a imagino sem eles assim. O corpo vestia-se sempre de uma forma cuidada alternando entre o sensual e o maternal. Sempre a vi de cores claras e sempre pensei que a cor do exterior contrastava com a tristeza interior. Mulher, sem dúvida, trabalhadora, admirada por uns e invejada por outros. Discreta, atenta onde a agitação interior era abafada por uma serenidade aparente.

 

Engravidara cedo do primeiro namorado que tivera, para trás ficou o sonho de ser médica e rumar a outros destinos. Um dia sonhara andar por terras distantes, mudar o mundo e salvar aqueles que dela precisassem. Todos os sonhos de voluntarismo e altruísmo foram esmagados por uns momentos de prazer vividos atrás da igreja. Seguiu-se a reposição da honra por parte do João dos Camiões rapaz de muitos princípios mas pouca visão no futuro. Depois veio o nascimento do Joãozinho, a morte do seus pais e a necessidade de continuar à frente de um negócio que não a realizava mas que pagava as contas e a deixava numa posição económica confortável.

 

Passaram 10 anos desde a última vez que aqui estive. Tirando o pormenor da cor da parede que passou de laranja para branco e as cadeiras da esplanada que deixaram de ser vermelhas para serem daquele amarelo que fere a vista a qualquer ser humano que ouse olhá-las sem qualquer protecção, está tudo na mesma. O rosto de Maria dos Anjos foi substituído pelo rosto de Joãozinho cujo diminutivo não faz qualquer sentido neste momento. Calculo que tenha uns 20 anos, os olhos são os da mãe mas os dele são mais expressivos de alegria do que os dela alguma vez foram, o nariz e a tez é a do pai. Consigo compará-los porque este está ali sentado a um canto com rosto enrugado e postura de derrota. De facto só damos valor ao que temos quando sentimos que o vamos perder.

 

Acabaram de me contar que Maria dos Anjos fugiu há uns 6 meses. Acabaram-me de me contar que Maria dos Anjos se perdeu de amores por um turista britânico que tinha estado aqui na aldeia uns tempos de férias. Acabaram de me contar que foi uma surpresa para todos apesar da honestidade da mesma. Acabaram de me contar que depois de uma conversa com o marido e outra com o filho seguiu em frente certa do caminho para onde seguia. Acabaram de me contar que esta semana chegaram notícias e que Maria dos Anjos anda por terras de África. O sentimento por ela continua o mesmo, uns admiram-na em silêncio, outros invejam-na nas palavras de censura.

 

Eu, aqui sentado brindo a ela num silêncio de admiração. Recordo-a a passear pelas mesas, recordo o sorriso com vontade de chorar, e a simpatia forçada pela necessidade. Recordo o contentamento descontente de um caminho que foi forçada a escolher. Recordo o brilho no olhar quando conversávamos sobre este ou aquele local. Recordo as perguntas e os suspiros de quem anseia por algo. Eu, aqui sentado brindo a uma mulher que não hesitou em seguir em frente mesmo que no semáforo social brilhasse o vermelho. Eu, aqui sentado brindo a um rosto cujo semáforo emocional a fez seguir em frente num verde cheio de esperança. Eu, aqui sentado só não brindo aos meus medos aos que um dia quando se aperceberam do meu fascínio por ela acenderam o sinal amarelo que me fez ficar ali cheio de cuidados e anseios.

 

Gosto da cor da vida … daquela que nos faz caminhar por caminhos coloridos com ou sem semáforos ligados com ou sem avisos mais ou menos esperados.

 

Marta Leal

Dia Bom

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"Hoje levantei-me cedo a pensar no que tenho de fazer antes que o relógio marque meia-noite.

É minha função escolher que tipo de dia vou ter hoje.

Posso reclamar porque está a chover ou agradecer às águas por lavarem a poluição.

Posso ficar triste por não ter dinheiro ou sentir-me encorajado para tratar das minhas finanças, evitando o desperdício.

Posso reclamar sobre a minha saúde ou agradecer por estar vivo.

Posso queixar-me dos meus pais por não me terem  dado tudo o que eu queria ou posso ser grato por ter nascido.

Posso reclamar por ter que ir trabalhar ou agradecer por ter trabalho.

Posso sentir tédio com as tarefas da casa ou agradecer  por ter um tecto para morar.

Posso lamentar as decepções com amigos ou entusiasmar-me com a possibilidade de fazer novas amizades.

Se as coisas não estão como plaei, posso ficar feliz por ter o dia de hoje para recomeçar.

O dia está à minha frente à espera para ser o que eu quiser.

E aqui estou eu, o escultor que lhe pode dar forma.

Tudo depende só de mim."

Charles Chaplin

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