Saltar para: Post [1], Pesquisa e Arquivos [2]

Irreverências No Feminino

By Marta Leal

Irreverências No Feminino

By Marta Leal

Nós

 

images.png

 

"Numa reunião de pais, numa escola da periferia, a directora de turma referia o apoio que os pais devem dar aos filhos; pedia-lhes também que se fizessem presentes o máximo de tempo possível...

Ela entendia que, embora a maioria dos pais e mães daquela comunidade trabalhassem fora, deveriam encontrar  tempo para se dedicarem e entenderem os filhos.

Nessa reunião a Directora ficou surpreendida quando um pai se levantou e explicou, de uma forma bastante humilde que não tinha tempo de falar com o filho, nem de vê-lo, durante a semana, porque, quando ele saía para trabalhar, era muito cedo, e o filho ainda estava a dormir. Quando voltava , já era muito tarde, e o filho já tinha adormecido novamente.

Explicou, ainda, que tinha de trabalhar assim para sustentar a família, mas também contou que isso o deixava angustiado por não ter tempo para o filho e que tentava redimir-se, indo beijá-lo todas as noites quando chegava a casa. E, para que o filho soubesse da sua presença, ele dava um nó na ponta do lençol que o tapava. Isso acontecia religiosamente todas as noites quando ia beijá-lo. Quando o filho acordava e via o nó, sabia, através dele, que o pai tinha estado ali e o tinha beijado.

O nó era o meio de comunicação entre eles.

A directora emocionou-se com aquela história e ficou surpresa quando constatou que o filho desse pai era um dos melhores alunos da escola.

Esta história faz-nos refletir sobre as muitas maneiras de as pessoas se fazerem presentes, de comunicarem com os outros. Aquele pai encontrou a sua, que era simples, mas eficiente. E o mais importante é que o filho percebia, através do nó afetivo, o que o pai lhe dizia.

Por vezes, importamo-nos  tanto com a forma de dizer as coisas e esquecemos o principal, que é a comunicação através dos sentimentos; simples gestos como um beijo e um nó na ponta do lençol, valiam, para aquele filho, muito mais do que presentes ou desculpas vazias. É válido que nos preocupemos com as pessoas, mas é importante que elas saibam, que elas sintam isso.

Para que a comunicação exista é preciso que as pessoas "ouçam" a linguagem do nosso coração, pois, em matéria de afeto, os sentimentos falam sempre mais alto que as palavras.

É por essa razão que um beijo, revestido do mais puro afeto, cura a dor de cabeça, o arranhão no joelho, o medo do escuro.

As pessoas podem não entender o significado de muitas palavras, mas sabem registrar um gesto de amor. Mesmo que esse gesto seja apenas um nó... Um nó cheio de afeto e carinho."

autor desconhecido

E você, já deu algum nó afetivo hoje?

Mais sobre mim

foto do autor

Arquivo

  1. 2015
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2014
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2013
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2012
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D
  53. 2011
  54. J
  55. F
  56. M
  57. A
  58. M
  59. J
  60. J
  61. A
  62. S
  63. O
  64. N
  65. D
  66. 2010
  67. J
  68. F
  69. M
  70. A
  71. M
  72. J
  73. J
  74. A
  75. S
  76. O
  77. N
  78. D