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Irreverências No Feminino

By Marta Leal

Irreverências No Feminino

By Marta Leal

A felicidade treina-se, sabias?

APRENDE A SER FELIZ.png

 

Queres saber uma coisa? sinto vontade de voltar a ser criança. Vontade de regressar à idade onde os sonhos não eram condicionados e onde o mundo era tudo o que quiséssemos que fosse. Tenho vontade de ser a super mulher e salvar todos os que estão em apuros, tenho vontade de ser uma heroína e ter a certeza de que nada nem ninguém me pode destruir. Tenho vontade de correr descalça pela rua, molhar-me nas poças de água e, sentir que posso ser quem sou.

 

Queres saber uma coisa? Tenho vontade de voltar a ser inocente, vontade de voltar a acreditar, vontade de voltar a viver sem medos, receios ou fantasmas. Tenho vontade de poder abraçar, vontade de poder chorar, vontade de poder fazer birra. Tenho até vontade de ser exigente, de ser o centro das atenções, vontade de ser aquela que todos mimam,  vontade de ser aquela de quem todos cuidam.

 

Queres saber uma coisa? Tenho saudades de brincadeiras inocentes, de promessas para toda uma vida, de pactos de amizade. Existem aqueles dias em que começo a lembrar-me de rostos, de aventuras, de nomes e de peripécias. Relembro, riu-me e sorrio por brincadeiras de crianças, pelas vontades de “sermos grandes”, pelos planos do que iríamos fazer e do que queríamos ser. Lembro-me exactamente de todos aqueles que me foram mais chegados, lembro-me de braços partidos, de joelhos esfolados, de desesperos de mães, de castigos e tabefes. Lembro-me de promessas de amor onde éramos príncipes e princesas e íamos viver felizes para sempre, lembro de primeiros namoros cheios de seriedade e de certezas. Lembro-me de clubes onde éramos poderosos e cheios de importância, lembro-me de sabermos quem éramos mas sobretudo de sabermos quem queríamos ser. 

 

Queres saber uma coisa? Sei que nunca me importei com cores, raças ou religiões. Sei, também,  que nunca me importei com riqueza ou pobreza, estatuto ou posição social. Agora que penso no assunto sei que tive sorte em viver o que vivi e crescer como cresci. Agora que penso no assunto sei que tive sorte em viver como todas as crianças deviam viver, fui amada e mimada, tive amigos, corri pelos campos e tive direito a sonhar. Acredito que viver na serenidade e na segurança faz com que sejamos serenos e seguros mais tarde. Penso nas vezes que também  á chuva e das vezes que alguém me protegeu da mesma. 

 

Penso que de vez enquanto todos nós adultos devíamos poder recuar no tempo. Reviver momentos com emoção mas sem pressão, reviver momentos com vontades mas sem proibições, reviver momentos com entusiasmo sem medos, fantasmas ou castrações.

 

Queres saber uma coisa? Aposto que se insistisses em ser feliz o teu mundo seria muito mais interessante! A felicidade treina-se, sabias?

 

 

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