Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Irreverências No Feminino

By Marta Leal

Irreverências No Feminino

By Marta Leal

A felicidade treina-se, sabias?

APRENDE A SER FELIZ.png

 

Queres saber uma coisa? sinto vontade de voltar a ser criança. Vontade de regressar à idade onde os sonhos não eram condicionados e onde o mundo era tudo o que quiséssemos que fosse. Tenho vontade de ser a super mulher e salvar todos os que estão em apuros, tenho vontade de ser uma heroína e ter a certeza de que nada nem ninguém me pode destruir. Tenho vontade de correr descalça pela rua, molhar-me nas poças de água e, sentir que posso ser quem sou.

 

Queres saber uma coisa? Tenho vontade de voltar a ser inocente, vontade de voltar a acreditar, vontade de voltar a viver sem medos, receios ou fantasmas. Tenho vontade de poder abraçar, vontade de poder chorar, vontade de poder fazer birra. Tenho até vontade de ser exigente, de ser o centro das atenções, vontade de ser aquela que todos mimam,  vontade de ser aquela de quem todos cuidam.

 

Queres saber uma coisa? Tenho saudades de brincadeiras inocentes, de promessas para toda uma vida, de pactos de amizade. Existem aqueles dias em que começo a lembrar-me de rostos, de aventuras, de nomes e de peripécias. Relembro, riu-me e sorrio por brincadeiras de crianças, pelas vontades de “sermos grandes”, pelos planos do que iríamos fazer e do que queríamos ser. Lembro-me exactamente de todos aqueles que me foram mais chegados, lembro-me de braços partidos, de joelhos esfolados, de desesperos de mães, de castigos e tabefes. Lembro-me de promessas de amor onde éramos príncipes e princesas e íamos viver felizes para sempre, lembro de primeiros namoros cheios de seriedade e de certezas. Lembro-me de clubes onde éramos poderosos e cheios de importância, lembro-me de sabermos quem éramos mas sobretudo de sabermos quem queríamos ser. 

 

Queres saber uma coisa? Sei que nunca me importei com cores, raças ou religiões. Sei, também,  que nunca me importei com riqueza ou pobreza, estatuto ou posição social. Agora que penso no assunto sei que tive sorte em viver o que vivi e crescer como cresci. Agora que penso no assunto sei que tive sorte em viver como todas as crianças deviam viver, fui amada e mimada, tive amigos, corri pelos campos e tive direito a sonhar. Acredito que viver na serenidade e na segurança faz com que sejamos serenos e seguros mais tarde. Penso nas vezes que também  á chuva e das vezes que alguém me protegeu da mesma. 

 

Penso que de vez enquanto todos nós adultos devíamos poder recuar no tempo. Reviver momentos com emoção mas sem pressão, reviver momentos com vontades mas sem proibições, reviver momentos com entusiasmo sem medos, fantasmas ou castrações.

 

Queres saber uma coisa? Aposto que se insistisses em ser feliz o teu mundo seria muito mais interessante! A felicidade treina-se, sabias?

 

 

O dia em que a felicidade desapareceu

jk2oo_large.jpg

 

Não me apercebi logo do que se estava a passar. Acordei normalmente preparado para o que eu pensava ser um dia normal. Reparei numa agitação fora do comum em todos os que se cruzavam comigo, pareciam mais ansiosos do que era costume, quase ia jurar que os notava mais perdidos. Olhavam uns para os outros como que a saberem de novidades. Os que eram olhados limitavam-se a encolher os ombros e a abanar a cabeça.

 

Foi então que percebi o que se passava. A felicidade tinha desaparecido. Pelo que entendi não se sabia há quanto tempo mas hoje alguém noticiara o seu desaparecimento. Durante semanas o caso foi notícia de abertura em todos os telejornais, manchete de todos os jornais e até capa de revistas. Todos perguntavam onde estaria, para onde teria ido e o que de facto tinha acontecido.

 

O mundo parou em torno de debates com os mais diversos especialistas, contrataram-se os mais prestigiados investigadores, seguiram-se até pistas dadas por médiuns e videntes. As teorias eram mais que muitas, uns que tinha sido raptada por conhecidos gangs liderados pela tristeza ou angústia, outros defendiam que tinha sido assassinada pelos lobies da cobiça e da inveja, outros que se tinha deixado levar na cantiga do desespero e do desânimo e se tinha suicidado.

 

Com o passar do tempo os dias tornaram-se cinzentos porque faltava alegria para os colorir. As flores continuavam cheias de cor mas ninguém as queria olhar. O Sol nascia e punha-se mas já ninguém olhava a sua beleza porque ninguém conseguia sentir nada que não fosse tristeza. As crianças continuavam a brincar na sua inocência mas nenhum adulto as acompanhava. Lembro-me de pensar que o mundo tinha parado. As pessoas cabisbaixas arrastavam-se num dia a dia sem sentido porque buscavam a felicidade. 

 

Depressa percebi o risco em que todos caímos já tínhamos perdido a Felicidade mas se continuássemos assim íamos também perder a Esperança. Tentei lutar contra isso tudo, continuei a olhar para o que estava á minha volta e a dar-lhe significado, tentei continuar a viver com uma felicidade que fosse minha mesmo que me visse rodeado de tristeza.

 

Um dia ao passear pela praia ao fim do dia encontrei-a. Hoje penso que só a encontrei porque não a procurava. É sempre assim com tudo se procuramos muito não encontramos se deixamos de procurar acaba por vir ter connosco. Olhei-a e não a reconheci. Estava vestida de tristeza, penteada como angústia e calçada de desânimo. Percebi que queria conversar, não estranhei o mundo estava demasiado preocupado consigo mesmo que deixara de falar com os outros.

Conversámos muito. Sobre tudo o que nos rodeava. Falamos do mar, do sol, da areia, das nuvens e até do vento que já se fazia sentir. Vi que os seus olhos começaram a brilhar, que a sua voz falava com paixão e que as suas mãos gesticulavam quase de forma a quererem agarrar o momento.

 

Olhei-a nos olhos e perguntei-lhe se era quem eu estava a pensar. Disse que sim que era. Perguntei-lhe o que tinha acontecido, quem a tinha feito desaparecer, porque não dizia que estava viva, porque é que vagueava naquela praia. Respondeu-me que ninguém a tinha feito desaparecer simplesmente tinha-se cansado. Tinha-se cansado de ser confundida com o que não era. Peço-lhe para me explicar. Sinto-me confuso não percebo o que sente e porque se sente assim.

 

E, foi então que me disse que era suposto ser simples e estar nas pequenas coisas da vida. Inicialmente as pessoas viam-na em todo o lado, numa flor, num sorriso, numa conversa, numa saída entre amigos, num por do sol, no mar, num afago de um animal. Mas com os tempos isso foi-se alterando as pessoas deixaram-na de a entender na sua essência. Confundiam-na com o ter. Achavam que estava no que tinham e não no que sentiam. Procuravam-na fora deles quando ela devia estar no seu interior. Sentia-se cansada, sentia-se triste porque não a entendiam por isso resolveu desistir. Disse-me que se tinha isolado naquela praia porque já ninguém precisava dela. Que nos últimos tempos se tinha cruzado com tantos e que ninguém a tinha reconhecido. Só eu.

 

Digo-lhe que não. Conto-lhe os acontecimentos dos últimos meses, digo-lhe que o mundo se uniu em torno do seu desaparecimento, conto-lhe que o mundo anseia pelo seu regresso, conto-lhe que o mundo já não é o que era. Ri-se, diz-me que sim que tenho razão de facto o mundo já não é o que era mas só porque a procura onde não existe., só porque a olha e não reconhece, só porque a tem e a negligencia, só porque a vê mas não a sente. Depois levanta-se, olha-me nos olhos e diz-me:

 

“Tu reconheceste-me porque existo em ti. Quanto aos que me contaste que me procuram não adianta terem-me sem me sentirem, não adianta procurarem-me se não souberem o que  procuram, não adianta quererem se não me souberem ver.”

Marta Leal

E existem os que nos falam de felicidade

 


 

"OBRIGADO Marta Leal por teres entrado na minha vida!

OBRIGADO por me teres ouvido, por me teres permitido “dizer disparates” que me iniciaram na busca de algo que estava adormecido, a FELICIDADE!!! E por me teres “acordado” e ajudado a perceber o quanto eu sou Fantástico! Processo este que não foi de todo fácil, os meus medos, os meus objetivos, as minhas metas, tudo andava meio perdido, sentia-me vazio! E tudo começou com perguntas simples: “Quem és Tu?” “Do que tens medo?”, “Porque não te permites ser Feliz?”

Após um processo de orientação, autoconhecimento, de introspeção, de muitas lágrimas e de muitos sorrisos, percebi que eu só precisava da tua mão para “acordar para a vida”, para me reencontrar e perceber que precisava de me focar, não olhar para o “bolo de chocolate” como um todo, mas olhar para cada fatia…..

Consigo olhar para um obstáculo e vêr uma oportunidade, consigo tirar maior proveito de cada momento…. CONSIGO SER FELIZ!!! CONSIGO AMAR E PERMITIR QUE ME AMEM!!!

Obrigado mais uma vez por tudo……. Um grande bem haja a TI!"

 

 

O Nuno fala de desconfiança

"Sendo desconfiado de tudo o que ainda não experimentei, vi o coaching apenas como outro meio de auto-ajuda. Seria apenas mais uma ferramenta, que nos meus olhos de leigo em relação ao assunto, pouco ou nada ia contribuir para o meu crescimento pessoal.
A verdade é que se tornou algo bem maior do que o que eu estava a espera. A determinada altura dei por mim a esperar freneticamente por cada sessão.
A Marta é uma excelente profissional e, com o background que tem, consegue adaptar as sessões a cada um dos "pacientes". Não há duas pessoas iguais e senti que esse ponto foi dos mais valorizados durante as sessões.
Durante as sessões foram-me ensinadas ferramentas subtis que acabei por introduzir na minha vida, por vezes involuntariamente, que me permitem determinar "projectos pessoais" e checkpoints de evolução.
Algo que consigo crucial no coaching é a maneira como somos ensinados a lidar com o insucesso. Somos humanos, estamos longe da perfeição e por vezes as decisões que tomamos podem criar caminhos que nos levam ao insucesso de alguma das metas que criamos. Por sua vez isto pode criar sentimentos de impotência que nos levam a abandonar um projecto e a desperdiçar todo o caminho que fizemos até à data. Esta foi uma das maiores aprendizagens do coaching para mim: aprender a lidar com o insucesso e com a desilusão.
Em geral, foi uma experiência enriquecedora e acho que a única coisa que pode ser complicada é o processo de nos tornarmos independentes do coaching. Algo que é facilitado aplicando o que se aprendeu com a Marta." Nuno Lopes
 

 

 O Nuno atreveu-se e divertiu-se. E tu? estás á espera de quê?

Novas Perspectivas

 

 

"Marta, um reconhecimento fica sempre bem…. E sinto ser esta também uma forma de ajudar outros profissionais, pelo que aqui deixo algumas letrinhas sobre a minha experiência relativamente ao seu extraordinário desempenho. Tive a oportunidade de conhecer a Marta Leal através de uma acção de Coaching, via Skype, uma vez que vivemos em cidades diferentes. Se eu pudesse resumir todos os benefícios das nossas sessões numa só palavra, essa palavra seria Excelência. Ao longo de várias semanas, através do seu profundo conhecimento em comportamento humano e motivação, a Marta conseguiu manter-me altamente motivada e organizada, ajudando-me a criar novas perspectivas, encorajando-me, desenvolvendo a minha auto confiança e principalmente ajudando-me a reconhecer os pontos fracos e fortes, concentrando-me nos fortes e melhorando os fracos. É uma experiência que recomendo vivamente a todas as pessoas, quer estejam empregadas ou não. Confesso que já tenho saudade das nossas extraordinárias horas de agradável conversa e contínua descoberta. Deixo à Marta um grande e especial agradecimento pelos resultados obtidos, que me deram muita mais coragem e motivação, acreditando que estou no caminho certo. Não deixem de experimentar a sua acção nas vossas vidas." Leonor Marante

 

Por vezes sentimo-nos perdidos, sem rumo e sem saber muito bem para onde ir. Outras vezes estamos bem e queremos mais. Outras ainda precisamos de inspiração e motivação.

 

O coaching ajuda-nos a perceber quem somos e que papel é que queremos desempenhar na nossa vida. Enfrenta os teus medos, livra-te de dependências e eleva a tua auto-estima.

 

Revê a tua vida, encontra-te com quem és, e vive uma vida com significado onde impere a felicidade.

 

Permitam-se

(Imagem retirada da net)

 

Permitam-se sair á rua com o vosso melhor sorriso. Ofereçam-no a quem o quiser receber e reparem nas reacções. Ouçam aqueles que necessitam de falar e espantem-se com historias de vida. Aprenda-se com quem nos cruzamos. Partilhe-se conhecimento como se partilha o ar que respiramos e tenha-se a consciencia que nos fundo queremos todos o mesmo: ser felizes.

 

Um dia com sabor a felicidade, muita felicidade.

 

 

Marta Leal