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Irreverências No Feminino

By Marta Leal

Irreverências No Feminino

By Marta Leal

Retiros de Envolvimento Pessoal - Des"envolve-te"

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 Este retiro tem como objectivo principal o envolvimento connosco e com os outros. Perceber quem somos e quem queremos ser é uma oportunidade para desenvolvermos mais calma, serenidade, sensibilidade e clareza de forma a viver um dia a dia de sonho.

 

A próxima edição será em Setembro.

 

Programa:

 

11 de Setembro de 2015

20.00-23.00

Acolhimento e Envolvimento

 

12 de Setembro de 2015

10.00-18.00

Quem sou e Quem Quero ser

 

13 de Setembro de 2015

10.00-16.00

O que vou fazer para lá chegar

 

Valores:

50€ inscrição

350€ Para inscrições feitas até 1 de Agosto;

400€ para inscrições fetas até 6 de Setembro

 

Local:

A confirmar - zona de Leiria, Fátima

 

O programa detalhado será enviado durante o mês de Agosto aos inscritos e as actividades decorrerão em sala fechada e ar libre.

Existe a possibilidade do pagamento ser feito de forma parcelada eos preços incluem estadia e alimentação.

 

Mais informações: martaleal@outlook.pt

 

Quando o que semeias demora a crescer

 

É muito usual as pessoas com quem trabalho quererem resultados rápidos. Trabalhamos uma solução e deseja-se que seja milagrosa. Lançamos á terra e queremos resultados, muitos resultados. Quando esses resultados não aparecem há uma tendência para desistirem, esquecerem, abandonarem e desacreditarem. Esquecemos sonhos, esquecemos vontades apenas porque não tivemos resultado rápido.

 

Tempos houve que também já fui assim. Já quis resultados rápidos e soluções milagrosas. Com o tempo aprendi a semear e a saber esperar. Com o tempo aprendi que existem sementes que vão crescer e outras que não vão dar fruto algum. Com o tempo aprendi que toda a semente precisa de vontade, de cuidados e da certeza de que queremos mesmo  que nasça.

 

Hoje aprendi que saber esperar é uma forma de nos preparamos para o que aí vem e que toda a semente tem o seu tempo para a colheita ser feita.

 

E tu como lidas com o que semeias? Esperas ou desesperas?

Pessoas Comuns - Histórias Inspiradoras

Jill Inman

 

Jill Inman – Antes: Alguém a viver uma vida comum. Agora: Uma pessoa que se encontrou

 

Um navio é muito seguro no porto. Mas ele não foi construído para ficar no porto. Essa frase serve como inspiração para a legenda do blog (e para a vida!) de Jill Inman. Ela resolveu pôr o sonho de dar uma volta ao mundo em prática e nunca mais voltou.

 

Já são 64 países e muitas aventuras contadas no blog http://iquitmyjobtotravel.com/

Acção para encontrares novos amigos

 

 

Depois de saberes o que queres,  que é que vais fazer para começar?

 

Isto pode ser qualquer coisa desde um telefonema, começar um novo hobby ou atividade, presentear um evento ou perguntar a alguém se quer ir beber um café. E se é uma ideia pela qual já tenhas procrastinado antes, agora é a altura de o fazer… Simplesmente escreve o que vais fazer e sê o mais específico possível!

 

1ªAcção - Algo que possas fazer agora! (Deve estar feita até ao fim do dia)
……………………………………………………………………………………………

2ª Acção
…………………………………………………………………………………………… Quando: ………………………………….

3ªAcção
…………………………………………………………………………………………… Quando: ………………………………….

 

Toda a mudança começa com um pequeno passo. Apenas um pequeno passo!

Demasiado violento nascer mulher num mundo que nos trata assim

 

 

O movimento feminista iniciou-se no Séc. XIX e pretendia direitos e deveres iguais para a mulher e para os homens  quer fosse no domínio social, politico, jurídico e mesmo económico. Em 1909 é criada a Liga Republicana das Mulheres Portuguesas dirigida por três grandes mulheres a quem faço uma vénia e agradeço a luta - Maria Veleda, Adelaide Cabete e Ana de Castro Osório.
Em 1910 é promulgada a primeira Lei do Divórcio que diz que seja dado o mesmo tratamento ao marido e à mulher tanto em relação aos motivos da separação como aos direitos sobre os filhos. A mulher deixa de dever obediência ao marido e o crime de adultério tem o mesmo tratamento quando cometido por qualquer dos cônjuges. O dever de submissão das esposas aos maridos é suprimido e o acesso ao trabalho na administração pública é autorizado às mulheres. A escola torna-se obrigatória para crianças, meninas e meninos dos 7 aos 11 anos.
Em 1931 conquistámos o direito de voto em Portugal mas tínhamos de ter o ensino secundário completo ou formação universitária. Nessa altura os homens só precisavam de saber ler e escrever. 
Em 1974 foram abolidas todas as restrições ao género feminino. 40 anos depois continuamos em muitas casos a ter de trabalhar o dobro para provar que somos boas no que fazemos.  Continuamos a ser assediadas nos locais de trabalho e se nos queixamos estávamos mesmo a pedi-las. Somos espancadas e mortas por alguém que ainda se acha nosso dono embora a legislação diga o contrário.  Temos que levar com energúmenos idiotas se nos atrevermos a sair á noite sozinhas. Somos violadas e maltratadas sem que ninguém seja punido e em certos países somos obrigadas a casar em tenra idade apenas porque nascemos mulheres. . Em Portugal existem empresários  que obrigam as mulheres a decidir entre serem mães ou profissionais por um período de 5 anos? Em Portugal? Quer dizer que num país onde a população está envelhecida aqueles que deviam contribuir para a sua evolução estão a travá-la?  Quer dizer que não basta não termos as mesmas oportunidades ainda somos obrigadas a renunciar a um estado que nos é natural? E será que esses senhores também proíbem as mulheres de engravidarem? E será que esses senhores foram concebidos em laboratório? 
Violento. Demasiado violento nascer mulher num mundo que nos trata assim. Violento. Demasiado violento vivermos num mundo que continua a assobiar para o lado e a fazer que não vê. Demasiado violento viver  num mundo que aponta, julga, encolhe os ombros mas continua a permitir. 
Feminista? Se ser feminista  significa defender  a existência de uma sociedade onde a igualdade de oportunidades e de direitos entre géneros seja uma realidade então assumo-me como tal. Se ser feminista significa querer que eu e as minhas filhas tenhamos as mesmas oportunidades e os mesmos direitos na sociedade em que vivemos , então eu sou. Se ser feminista significa eu poder trabalhar e ser mãe sem ter medo de ser despedida não tenham qualquer duvida que sou!
Eu? Continuo assim, muito mãe, muito mulher mas sobretudo muito preocupada com um mundo onde o respeito de uns pelos outros começa a ser escasso. 
 

Percebi que não são tristezas são apenas lições de vida que se podem tornar em grandes aprendizagens

 

Conhecer as pessoas é como ler um livro. Vê-se a capa e tiram-se conclusões. Aproximamo-nos daquilo com que nos identificamos e temos tendência a repelir o que à primeira vista não faz parte de nós. Estranhamos o diferente e sentimo-nos seduzidos por aquilo que mais se identifica connosco. Muitas vezes ficamo-nos pela capa enquanto franzimos o nariz num acto mais ou menos de desdém. Outras vezes olhamos com curiosidade e atrevemo-nos a ir muito mais além de um título. Difícil, nos dias de hoje, chegar ao fim de um livro.

 

De uma forma resumida podemos dizer que nascemos e morremos. O que fica pelo meio caracteriza-se por uma busca de quem somos e do que somos. Antes de nascer iniciamos a procura do momento do ideal para nascermos, dos cheiros, das fisionomias e dos braços que nos embalam. Vamos crescendo numa busca constante de brincadeira e de um quando for grande quero ser. A adolescência caracteriza-se por uma procura do ser fixe, da identificação com o grupo e do desafio constante. Casam alguns, separam-se outros tantos. Perdemo-nos de quem somos e em certo momento questionamos.

 

Na maioria dos casos a vida nunca é aquilo que definimos, aquilo que sonhamos ou mesmo aquilo que entendemos que seja. As pessoas nem sempre são aquilo que pensamos que eram, aquilo que sonhamos que sejam ou aquilo que entendemos que devem ser. Porque, afinal, não se trata de nós, trata-se apenas deles, os outros. Pelo caminho temos ilusões e desilusões, sonhos desfeitos e sonhos alcançados, vitórias e derrotas, amores e desamores, riso e choro e muitas, mas mesmo muitas, certezas e dúvidas. Pelo caminho misturamos ingredientes, alteramos rotas, questionamos vontades e avançamos sempre com certezas absolutas ou apenas incertezas sentidas.

Normalmente é quando nos sentimos pior ou em situações limite que procuramos ajuda ou soluções. De uma forma ou de outra devoramos a informação como se de fast food se tratasse. Esquecemo-nos. Esquecemo-nos demasiadas vezes de saborear aquilo que insistimos em devorar: as aprendizagens e os conhecimentos. Acontece-me frequentemente. Acredito que seja fruto de uma vida apressada onde não fomos ensinados a parar e a saborear o que conquistámos. Já repararam que saltamos de objectivo para objectivo a querer mais e mais naquilo que se poderá designar de uma busca constante de uma satisfação inconstante? Já repararam que raramente paramos, apenas, para pensar? Por vezes também acontece que misturamos a realidade com a ficção. Sonha-se sobre o que se vive e vive-se sobre o que se sonha. Criam-se personagens que se cruzam connosco e a partir de determinado momento torna-se impossível saber o que é nosso e o que não é. Sonha-se muito e age-se muito pouco.

 

Perdoem-se mas será apenas impressão minha ou todos temos a mania de culpar a vida pelas decisões que tomamos? Acredito que os caminhos que tomamos são apenas fruto de escolhas nossas que nos aproximam de uns e de outros consoante os caminhos que decidimos trilhar. Acredito que todos os quadros que pintamos na vida são fruto de escolhas nossas, apenas nossas. E que a vida é apenas isso, um quadro com o cenário e as cores que lhe decidimos dar.

 

Tenho estado aqui a tentar mas não consigo ficar calada. Não sei se será defeito de género ou mesmo de personalidade. O que é um facto é que lá vou eu meter o bedelho novamente. Penso que existe um momento na vida em que todos temos saudades da nossa infância. Falta-nos o colo, falta-nos, sobretudo o colo daqueles que amamos. Falta-nos a desresponsabilização e as brincadeiras inocentes. Falta-nos o riso, a honestidade de opiniões e a sinceridade nos gestos. Irónico se pensarmos que em crianças queremos tanto crescer, e quando crescemos dávamos tudo para voltar a ser crianças. Esquecemo-nos de quem fomos e procuramo-nos constantemente nos outros

 

Parece-me pertinente parar e reflectir. Fazemos isto constantemente. Amamos de uma forma tão egoísta que se não formos correspondidos, cobramos. Cobramos atenção e cobramos tudo o que demos. Sei do que falo caro(a) leitor(a) porque um dia já me senti assim. Um dia já me apeteceu ficar, apenas, por ficar. Parar de lutar e entregar-me aos desânimos e às tristezas. Depois… bem … depois percebi que não são tristezas são apenas lições de vida que se podem tornar em grandes aprendizagens. Depois, percebi que era eu que decidia. Era eu que decidia entre cair e levantar, chorar e sorrir, parar e avançar. Mas perdoem-me, caros leitores, não é de mim que devia falar, ou talvez seja, quem sabe? Acredito que muitos já se identificaram e já se espelharam naquilo que acabei de escrever. Acredito, até, que muitos de vós sintam que tenham perdido a vontade de viver mas também acredito que perder a alegria de viver é perder a alegria de sentir, de acreditar e de sonhar. Mas voltemos de novo às letras para que o raciocínio não se perca.

 

E de que é que precisamos todos nós? Numa sociedade em que nos ocupamos cada vez mais, do que precisamos é de quem nos ouça. Apenas de quem nos ouça. Por vezes, ansiamos apenas por um debitar de palavras que nos organizem as ideias. Por vezes necessitamos apenas de uns ouvidos que ouçam e uns olhos que nos sorriam enquanto nos ouvimos a nós mesmos num inevitável debitar de palavras doces ou amargas.

 

Procuramos tanto mas esquecemo-nos de nos procurar num ser e num estar que é nosso, apenas nosso. Procuramos tanto mas esquecemo-nos de ser quem somos, apenas isso: sermos quem somos. Pare-se, por momentos, de procurar e sinta-se. Sinta-se apenas quem somos e para onde queremos ir.

Mentoring

 

A pedido de vários e depois de amadurecer a ideia resolvi aceder e criar um serviço de mentoring para a vida. Este  Programa de Mentoring assenta num relacionamento pessoal e de confiança estabelecido entre mim e aqueles que se atreverem.

 

Mentoring e coaching são duas actividades que estão relacionadas. A diferença está em que no Mentoring o profissional já pode dar conselhos ou soluções para resolução dos problemas específicos do teu dia-a-dia.

O mentoring é um processo que não tem um tempo estabelecido para o seu fim enquanto o coaching é um processo com princípio, meio e fim.

Porque muitas vezes queremos avançar e não sabemos por onde começar. Porque muitas vezes sentimo-nos demasiado sozinhos para seguirmos em frente.

Como podemos funcionar os dois?  Conta-me o que queres e definimos um plano. Seduz-te? Manda-me um  email a perguntar mais pormenores e não te esqueças de teres um dia fora de série. E, se a tua mente já te está a dizer que pode ser muito caro porque não te atreves e confirmas?

 

 

Eu? Continuo assim, muito mãe, muito mulher mas sobretudo eu mesma.

Os dois vendedores

"Os dois vendedores se encontraram em uma happy hour e desandaram a falar sobre suas experiências e seus resultados. Os dois trabalhavam em empresas concorrentes e vendiam produtos similares, mas era evidente a diferença entre eles. Enquanto um tinha o aspecto de um vencedor, o outro era a crise em pessoa. Disse o primeiro:

— Não posso me queixar. As vendas vão de vento em popa. Hoje mesmo já atingi a meta do mês, e ainda nem estamos no dia 20. — Mas, também, com um portfólio desses, até eu. Você tem mais variedade de produtos para oferecer e um prazo de entrega mais acelerado.

O garçom serviu a segunda rodada de chope enquanto eles comparavam a lista de produtos e concluíam que na verdade elas eram muito parecidas. Mesmo assim a diferença das vendas de ambos era gritante.

— O segundo semestre costuma ser excepcional, e o primeiro não fica muito atrás. Eu praticamente consegui manter a regularidade dos resultados nos últimos 12 meses.  — Mas, também, com um território desses, até eu.

Antes mesmo do terceiro chope ficou claro que, apesar de os territórios em que trabalhavam serem diferentes, eles eram equivalentes em potencial de consumo.

— E o melhor é que as perspectivas para o próximo ano são excelentes em função dos novos lançamentos.  — Mas, também, com uma empresa como a sua, até eu.

O quarto chope chegou junto com a perda de paciência do vendedor vencedor:

— Olha, eu não quero ser chato, mas você fica atribuindo meus resultados ao portfólio, ao território, à minha empresa... Será que você não percebe que o que faz a diferença é a maneira como você encara seu trabalho? O negócio é levantar cedo, planejar o dia, bater perna, construir uma boa rede de clientes, entender a necessidade deles, manter o cadastro atualizado. É assim que se conseguem bons resultados: com preparo, trabalho e otimismo. Ficar procurando desculpas não leva a nada, colega. Mude seu comportamento e você mudará seus resultados.

O vendedor queixoso arregalou os olhos, tentou dizer algo, não conseguiu, então tomou mais um gole de seu chope. Quando finalmente falou, foi como se tivesse feito uma grande descoberta:

— Mas, também, com uma atitude dessas, até eu."

Autor: Desconhecido

Onde para o teu tempo?

Se me importo de contar? É evidente que não. Lembro como se fosse hoje. Acordei ao som da voz do locutor da rádio. Na altura gostava de acordar com as notícias e saber o que se passava no país e no mundo, tal qual dizia o outro. Agradava-me sair de casa com a sensação de controlar o trânsito, o tempo e as novidades. Eu e esta minha mania obsessiva por controlar tudo e mais alguma coisa. Pelo menos isso manteve-se na mesma. Mas desculpe-me não foi isso que me perguntou, lá estou eu a desviar-me do que realmente queria contar.

 

Naquela manhã estranhei a voz do locutor que, numa voz esganiçada, debitava inúmeros disparates numa desconexão que fez com que o meu espreguiçar fosse interrompido a meio. “Coitado. Esta vida de jornalista dá cabo de qualquer um“ lembro-me de ter pensado. Sim. Foi isso exactamente que pensei, tal era a angústia e a ansiedade que a voz dele me estava a transmitir. “Roubaram-nos o tempo. Roubaram-nos o tempo” repetia ele num histerismo só comparável à minha ex-mulher, sempre que o penteado não estava de acordo com o que desejava.

 

Sentei-me na cama ainda estonteado e entrei em estado de escuta activa, que é como quem diz, ouvi com ouvidos de ouvir. Faltava-nos o tempo!!!! Mas que raio!!!  O homem está doido. Como é que é possível? Parecia que assim do nada o dia tinha amanhecido sem tempo. Nem sol nem chuva, nem calor, nem frio. Sol e Lua encontravam-se pela primeira vez. Vento, chuva, raios de sol e flocos de neve olhavam-se desconfiados. Afinal sempre tinham trabalhado sozinhos, não sabiam trabalhar em equipa. Perderam-se semânticas e conceitos. Do dia e da noite já poucos se lembram. Agora sem tempo, deixavam de ser necessários. Se quer que lhe diga, também estava cansado de tantas histórias de mau tempo ou bom tempo. A expectativa de como estaria o dia seguinte e ansiedade que isso nos provocava. Se quer que lhe diga, era uma perda de tempo. Perdeu-se o tempo e a nossa classificação sobre ele.

 

Mas não pense que ficou por aqui. Também os ponteiros tinham desaparecido dos relógios e os números tinham-se evaporado dos calendários. Os números agora perdidos sem ponteiros entreolhavam-se prestes a terem crises de identidade. As agendas nada mais eram que páginas em branco onde as acções se perdiam sem tempo. Reuniões, consultas, aulas, saídas e entradas, ali perdidas sem rumo apenas por falta de tempo. Desorientavam-se as sincronizações. Procuravam-se os anos, os meses, as semanas os dias e as horas, e nem os segundos escaparam a esta busca quase que desesperada. Procurou-se sem nunca se encontrar. Suspendiam-se cimeiras, reuniões e guerras e, até, os jogos olímpicos foram cancelados. Desorientam-se pessoas, plantas e animais.

 

Como é que eu me senti? Perdido como todos os outros. Incrédulo até. Afinal também eu era um ”tempodependente”. Se quer que lhe diga, até tenho uma teoria em relação ao assunto. O tempo não foi roubado. Até porque se assim fosse, ou tinham pedido resgate ou, depois de tanta investigação, tinham descoberto os delinquentes. Não. Ouça o que eu lhe digo. O tempo fugiu. Acredito que esteja numa qualquer ilha paradisíaca rodeado de sol e tequilas. Cansou-se, fartou-se e escafedeu-se. Ninguém me tira da cabeça que foi isso que aconteceu.

 

 

E tu o que fazes com o teu tempo?