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Irreverências No Feminino

By Marta Leal

Irreverências No Feminino

By Marta Leal

Conta a Lenda

A vontade de regressar era enorme. As ideias sobrepunham-se e o compromisso impunha-se. Saudades das letras. Saudades das personagens, e saudades de se permitir voar num céu onde sempre se sentiu bem. Faltava-lhe algo que fizesse sentido. Regressa sem perceber que renasce. Renasce com a consciência que regressa.

 

Descobre-se numa infinidade de sentires. Avança em quereres que nunca pensou ter. Cresce num ser que afinal é seu. E assume-se num estar que não poderia ser de mais ninguém.  Permitam-me que fale da ironia da vida. Permitam-me que afirme que só quando sentimos que não temos mais saída é que avançamos. Perdido por 100 perdido por 1000 assim diz o povo e assim reforço eu.

 

Olha para trás e pensa como é fácil. Por vezes pára sem perceber porque demorou tanto tempo. Lembra-se, então,   que o tempo  humano é diferente do tempo universal. Recorda-se da aprendizagem e sorri para um aceitar estar onde se sente que se escolheu estar. Porque é fácil é de facto muito fácil.

 

Volta tal e qual Fenix. Diferente num estar mas igual num ser. Conta a lenda que entre os humanos existem alguns que foram prendados com esse dom. O dom de renascer das cinzas, uma e outra vez. Conta a Lenda que sempre que cada ser humano renasce o mundo fica mais forte e a esperança cresce. Conta a lenda que sempre que se renasce, renasce-se com um brilho diferente e uma vontade maior. Conta a lenda que esse brilho alimenta almas. É a lenda que conta, não eu.

 

Marta Leal

 

Um regresso à fábrica de histórias

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