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Irreverências No Feminino

By Marta Leal

Irreverências No Feminino

By Marta Leal

Atitude

Cá por casa vê-se pouca televisão. Não por preconceito mas tão e somente por falta de tempo. Para ser honesta nos últimos tempos recuso-me a ouvir falar de desgraças e de previsões que colocam o mais optimista a tomar” xanax”, e o mais pessimista a escrever o testamento com uma caligrafia ilegível tal é o medo sentido. Quando existem mensagens positivas passam a ser enganadoras porque acreditamos apenas no que queremos acreditar.  Aflige-me o culto do coitadinho e da desgraça. Aflige-me o não há salvação possível.

 

Não se trata de colocar a cabeça na areia e não querer ver. Trata-se apenas de atitude perante a situação. Também tenho contas para pagar, filhos para sustentar e emprego por conta de outro. Também sinto o aumento dos preços e também estico ao fim do mês. Trata-se de me adaptar aos tempos e redefinir estratégias. Recuso-me a viver no medo, sem sorrir e a barafustar. Prefiro viver a sorrir e sem me preocupar muito num amanhã que não sei se vai chegar.

 

Quanto finalmente me consigo sentar no sofá, dedico-me a autenticas “overdoses” de series onde existem heróis de abdominais fantásticos e heroínas que acordam sempre com um ar de colocar inveja a qualquer uma. Normalmente estas sessões são acompanhadas de pipocas, gelados e coca-cola. Já que se intoxica a mente intoxique-se o corpo que uma mulher não é perfeita.

 

Marta leal