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Irreverências No Feminino

By Marta Leal

Irreverências No Feminino

By Marta Leal

Ele

 

 

 

Permitam-me os que me conhecem e não se espantem os que me desconhecem. Da minha parte esperar-se-ia uma história de amor mas hoje lamento desiludi-los. Também não se trata de desamores, trata-se apenas de decisões. Não se trata de não amar trata-se apenas de preservar. Decido num tom difícil com um sabor amargo. Não. Também não se trata de fora de tempo. Trata-se apenas de deixar o futuro em aberto.

 

Apaixonei-me em modo distraído. Avancei num sorriso abraçado e cresci num beijo sentido. Falam-se de emoções e o meu coração aperta-se. Não consigo descrever se de dor se de hesitação. Reconheço-me numa lamechice de vontades, de gestos e de palavras. Reconheço-me numa lamechice de queres não concretizáveis neste momento. Reconheço-me numa vontade de te ter, do teu toque, dos teus sussurros. Reconheço-me na vontade de nos tornarmos um enquanto nos sentimos aos dois.

 

 

Combinem-se as variáveis e recuso-me a despir o teu abraço, largar o teu sorriso e soltar-me do teu beijo. Combinem-se as variáveis e abraço-me ao teu sorriso enquanto te beijo de forma sentida. Combine-se o que se quiser num dia em que se decidir combinar.

 

 

(*) "Automat" de Edward Hopper

 

 

 

Desafio da Fábrica de Historias