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Irreverências No Feminino

By Marta Leal

Irreverências No Feminino

By Marta Leal

Paixão

 
(Imagem retirada da net)
 
Hoje fale-se de paixão. Hoje fale-se de frenesim de emoções, de desassossego de vontades e do que nos provoca uma reacção fisica. Hoje fala-se de beijos , toques, abraços e vontades explicitas. Retire-se o véu e assumam-se desejos carnais e desejos sentidos. Hoje fale-se do que nos faz sorrir, do que nos faz ver a vida com outros olhos. Fale-se de sensualidades, fale-se daquilo que muitos ainda acham ser tabu falar.
 
Viva-se a vida como se vive o corpo daquele que desejmos. Explore-se cada pedaço de vida como se exploram pedaços de corpo. Sinta-se o sentir da vida como se sente o sentir do outro. Beije-se resultados, abracem-se desafios, sorria-se às vitorias e dê-se a mão ao que consideramos derrotas. Avance-se na vida como se avança no corpo de alguem que amamos: com vontade, desejo, sofreguidão até. Porque na vida, tal como no amor, as coisas devem ser vividas com intensidade sem nunca esquecermos a sensualidade.
 
Um dia com sabor a paixão.
 
Marta Leal
 
 
 

Tendencialmente

 

 

(Imagem retirada da net)

 

Quando algo acaba temos tendência a olhar para a porta que fechou. Eu, nos dias que correm tenho tendência a olhar para a janela que se abre. Fale-se de relações laborais ou de relações pessoais. Acorrentamo-nos a factos e pessoas e esquecemo-nos que a vida deve ser vivida com leveza e vontade. Vontade nossa, não dos outros. Acorrentamo-nos ao que conhecemos e tememos o que desconhecemos.

 

Tendencialmente  foco-me na janela que abre, no pássaro que voa, na pessoa que passa. Tendencialmente foco no azul do ceu, na chuva que cai, no brilho do sol. Tendencialmente acredito que só largando é que seguimos em frente.

 

Um dia com sabor a liberdade

 

Marta Leal

Nostalgica

 

(imagem retirada da net)

 

Acordo nostalgica, não triste mas nostalgica. Prende-me a nostalgia de momentos vividos e momentos sentidos. Prendem-me sorrisos e momentos unicos, partilhados e cumplices. Hoje acordei nostalgica sedenta de um ontem que será vivido amanhã. Hoje acordei saudosa daquilo que me faz sorrir.

 

Tenha-se saudades mas sorria-se. Sintamo-nos saudosas mas abracemos o dia como se não houvesse amanhã. Porque afinal a vida merece que a vivamos a cada segundo

 

Um dia com sabor a saudade,

 

Marta Leal

Pesos

(imagem retirada da net)

 

Vivemos demasiado presos ao que nos incomoda. Vivemos demasiado preocupados com os que acreditamos nos querem mal. Vivemos demasiado ansiosos pelo que vai acontecer. Crescem iras, raivas, odios até de estimação. Crescem medos, dores, desamores e convencemo-nos de que somos infelizes. Convencemo-nos até de que a vida é dura, de que o mundo se vira contra nós e que a vida é dificil.

 

Focamo-nos muito pouco no que temos, no que conquistámos. No que somos, nas batalhas que travamos, no que crescemos como pessoas, no que avançámos enquanto seres humanos. Focamo-nos muito pouco no presente, no sol, na cor, nos sorrisos, no que conquistamos diariamente. Focamo-nos muito pouco em aceitarmo-nos como somos, em gostar de nós como somos.

 

Aproveite-se os sorrisos, as palavras, o sol, a chuva, os que se cruzam connosco e que tenham um dia com sabor a gostar,  a aceitar e a felicidade apenas por sermos quem decidimos ser.

 

 

Marta Leal

Vento

 
Sempre que ouço o vento questiono-me dos segredos que já ouviu, das conversas de que já foi cumplice, das inconfidencias que já testemunhou. Sempre que ouço o vento acredito que me sussurre palavras sentidas e palavras vividas. Sempre que ouço o vento relembro momentos, historias e memorias.
 
Gosto. Gosto do sussurar do vento. Gosto do som e da forma como nos afaga enquanto passa por nós.
 
Um dia com sabor a sussuros
 
Marta Leal

Resumos

 (imagem retirada da net)
 
 
Acredito eu que por vezes para certas pessoas seja mais fácil prenderem-se a resumos em vez de avançarem para leitura completa. Por vezes torna-se mais fácil ler na vertical do que nos disponibilizarmos a ler na horizontal. Por vezes, na vida tal como na leitura perdemos passagens importantes, pessoas especiais e aprendizagem necessária ao crescimento e ao preenchimento pessoal.
Por vezes atrevemo-nos a ir mais longe e a atrevermo-nos a conhecer e a perceber. Depois na vida, tal como na leitura  ficamos a pensar que existem pessoas que nos surpreendem, que nos iluminam e que fazem todo o sentido. Por vezes, prendemo-nos aos resumos dos outros sem nos preocuparmos em fazermos a nossa leitura. Depois, a vida ensina-nos que aqueles que um dia nos atrevemos a julgar são aqueles que nos colocam um sorriso no rosto.
Um dia com sabor a silencio, daquele silencio onde as palavras não fazem sentido
Marta Leal

Fome

 (Imagem retirada da net)

 

Hoje fale-se de Fome. Não da fome que continua a matar por todo o mundo apenas porque vivemos num planeta onde a riqueza está desequilibrada. Não falemos de fome que faz com que cada vez mais se tomem atitudes desesperadas. Não se fale da fome que deixa uns sem dormir e outros completamente indiferentes. Não se fale da fome que faz com que tantas vezes nos sintamos impotentes.

 

Hoje fale-se da fome de sentimentos, da fome de pessoas, da fome de atenção, da fome de abraços, da fome de sorrisos. Enfim, hoje fale-se da fome daquilo que nos alimenta a alma porque, acredito eu, que só com esta alimentada vamos conseguir alimentar muitos outros corpos.

 

Hoje fale-se da fome que temos daqueles que amamos, da fome que temos daqueles que nos colocam um sorriso no coração, da fome daqueles momentos que nos fazem parar no tempo. Hoje fale-se dos abraços que nos fazem sentir em casa, fale-se dos sorrisos que nos fazem crescer e dos momentos que nos fazem efectivamente viver.

 

Um dia onde a única fome que impere seja a da vontade.

 

Marta Leal

D'alma

Hoje lembrei-me deste que escrevi para a Fabrica de Histórias

 

Conta-se que existem dois mundos. Conta-se que um dia se descobrem os segredos de um mundo de sentires. Abrem-se se os cofres das almas. Soltam-se as cúmplices com promessas de reencontros. Abraçam-se numa despedida e assumem-se missões. Só no crescer existe reencontro. Munem-se de vontades e partem para um mundo terrestre. Esqueçam as memórias num mundo de sentires. Nasce-se, cresce-se a aprende-se. Busca-se um olhar e sente-se no tocar.

 

Cresce-se num mundo de fantasia. Balança-se ao som de histórias de encantar. Dança-se ao som de músicas felizes. Queremos ser fadas de um reencontro, princesas de uma vida e felizes para sempre para todo o sempre. Acredita-se no príncipe encantado e constroem-se castelos de areia desfeitos por lágrimas de desilusão. Permite-se sonhar sabendo que se corre o risco de se permitir chorar.

 

Dá-se o meu primeiro beijo na inocência do primeiro amor. Alternam-se sentires como se alternam escolhas. Somos novos no caminhar e corajosos no sentir. Queremos tudo e queremos agora. Incompreendidos nos humores e apaixonados no todo.

 

Beijos ferozes, toques ofegantes e palavras feitas ou mesmo palavras nenhumas. Unem-se os corpos apressados em gestos desajeitados. Seduzem-se os sentidos e saciam-se as vontades. Vontades porque é de vontades que se trata. Segue-se um silêncio incómodo. Incomoda sempre o que não se sente.

 

Nega-se ao incómodo e sente-se ridícula no seu querer. Colam-se etiquetas de desagrado. Soltam-se lágrimas de insucessos. Mas acredita-se. Acredita-se sempre que um dia talvez um dia. Procura-se incessantemente aquilo que se deve encontrar. Forçam-se relações e partilhas, torna-se cúmplice, aquilo que nunca o foi.

 

Sonha. Suspira e cansa-se de procurar. Acredita no sentir e sente no acreditar. Assume a solidão dos outros como a companhia dela própria. Cuida-se de amores, mune-se de carinhos e deixa-se ficar. Um dia talvez um dia.

 

Diz-lhe que a quer enquanto a beija. Olham-se nos olhos e soltam-se as roupas de forma ordenada sem ordem nenhuma. Sussurram repetidamente o que sentem. Tocam-se com vontade e sentem-se com verdade. Fundem-se os corpos na cumplicidade de um querer e na partilha de um desejo. São um do outro num movimento perfeito. Segue-se um silêncio partilhado numa mão entrelaçada que não se quer soltar.

 

Transformam-se quereres, vontades e atribuem-se novos significados. Gosta-se do silêncio do olhar. Gosta-se da timidez de um gesto gosta-se apenas por gostar. Não se explica,  sente-se apenas!!!! Cuida-se, mima-se e protege-se.

 

Caminha firmemente. Pensa que desejos sentidos fazem desejos permitidos. Sorte dos que permitem que se toquem as almas . Sorte dos que se permitem sentir.

 

Marta Leal

Chuva

 (Imagem retirada da net)
 
Cresci convencida que no final do arco iris existia um pote cheio de ouro e que um dia alguem, não interessava quem, o ia encontrar. Cresci a gostar de dias de chuva, a deliciar-me com o cheiro a terra molhada. Cresci a gostar de caminhar á chuva alheia a qualquer consequencia. Gosto dos dias cinzentos tal como gosto dos dias de sol. Hoje acredito que no final do arco iris está um ponte cheio de sorrisos.
Gosto dos dias cinzentos porque os posso usar como tela. Depois, é só pintá-los da forma que me apetecer. No fundo, não interessa a cor que as coisas possuem, interessa a cor com que eu olho para elas.
Ás pessoas cinzentas gosto de oferecer sorrisos, pintalgar uma cor aqui e ali para que se vão colorindo ao londo do dia.
Um sorriso com sabor a muita cor
 
Marta Leal
 
 

Segredos

 

(imagem retirada da net)
 

Hoje fala-se de segredos. Hoje fala-se de segredos enquanto desejos mais intimos. Fale-se de quem somos na realidade, de quem queremos ser e não daquilo que inconscientemente vestimos. Fale-se do que nos faz sorrir com ar derretido ou com ar mais atrevido. Fale-se daquilo que nos faz sentir paz e tranquilidade. Fale-se do que nos faz perder a noção do tempo e do espaço. Fale-se do que gostamos mesmo. Fale-se do que não é politicamente correcto, daquilo que nos convencemos que a idade não permite, daquilo que nos convencemos que não temos tempo para, ou daquilo que para os outros pode ser inconveniente.

 

Fale-se dos que nos fazem perder a noção do tempo e do espaço. Fale-se de tarefas que nos fazem entrar em outras dimensões e sermos realmente felizes. Fale-se de segredos escondidos que deviam ser segredos vividos.

 

Um sorriso com sabor a segredo vivido

 

Marta Leal