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Irreverências No Feminino

By Marta Leal

Irreverências No Feminino

By Marta Leal

De mães a filhas

 

Hoje brinquemos ao faz de conta e alterem-se papéis. Passemos de mães a filhas que nunca deixámos de ser. Passemos a filhas com vivências de mães. Um dia a mãe disse-me que eu só iria entender certas coisas quando também eu fosse mãe. Hoje, eu sei que ela tinha razão.

 

Hoje, assumo aquele papel que por vezes descuramos, assumo aquele papel que por vezes esquecemos. Hoje assumo o papel de filha de uma mãe que nunca vai deixar de o ser. E enquanto escrevo sorrio ao lembrar-me das preocupações actuais que são tão parecidas com as preocupações do antigamente. Sorrio perante as preocupações e medos que um dia não foram percebidas, mas que hoje me fazem todo o sentido como filha e como mãe.

 

Hoje, como filha, sinto que por vezes ao sermos mães perdemos a noção de sermos filhas. Embrenhamo-nos no papel de mães e perdemos a atenção naquela que um dia se embrenhou em nós. Atente-se mais às mães que um dia decidiram ter-nos como filhas. Alterne-se entre papéis e valorizem-se as gerações de que um dia faremos parte.