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Irreverências No Feminino

By Marta Leal

Irreverências No Feminino

By Marta Leal

Todas as decisões têm uma consequência

 

Oscilo muitas vezes entre o ausente e o presente no que diz respeito aqueles que fazem parte da minha vida. Não posso afirmar que seja por falta de tempo ou de vontade. Digamos que, por vezes, me perco entre esses dois caminhos. Outras vezes sinto saudades e aproximo-me, numa presença mais efectiva. Sou das que defende que só devemos estar se nos fizer sentido estar, que só devemos ser quando nos faz sentido ser.

 

Todas as decisões têm uma consequência. A partir do momento em que decidimos sim ou não desencadeámos uma reacção em cadeia. Pena não sermos adivinhos e não conseguirmos prever as coisas boas que nos podem acontecer e evitar as más. Pena não conseguirmos antecipar risadas e evitar choros. Interrompo-me por momentos e reflicto sobre aquilo que acabei de escrever. Sorrio ao som das letras e permitam-me que volte atrás no que escrevi. Perco-me da pena e aproximo-me da aprendizagem em que as experiencias se traduzem. Digamos que, com todo esse conhecimento, perderíamos toda a magia da vida, aprenderíamos menos e estagnaríamos emocionalmente. Fossem derrotas ou vitórias, ilusões ou desilusões, nunca poderíamos vivê-las com sentimento se as pudéssemos prever e evitar.

 

No meu caso gosto do mistério que a vida me permite, da procura e do crescimento constante. Gosto da aprendizagem e do desafio. Gosto e reconheço que também nela oscilo muitas vezes entre o presente e o ausente, não por falta de tempo nem de vontade. Apenas porque, por vezes, me encontro no caminho entre as duas.

 

Eu? Continuo assim, muito mãe, muito mulher mas sobretudo eu mesma.