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Irreverências No Feminino

By Marta Leal

Irreverências No Feminino

By Marta Leal

Noticias em forma de Post

Hoje dia 22 de Outubro o mundo gira e lá por fora o papa continua a encantar, nos Estados Unidos os republicanos cedem no limite da divida, o governo Angolano corta parceria estratégica com Portugal, na China um casal vende uma filha para comprar um iphone e Berlusconi prefere serviço comunitário.

 

Cá por dentro  Diogo Infante casa-se com o seu agente, o governo obriga desempregados a devolver dinheiro de subsídios, Sócrates explica a sua fortuna com herança da mãe e como se isso não bastasse ameaça regressar á vida política, o meu Sporting goleou e a Selecção Nacional vai discutir a participação no Brasil no play-off. Sete cidadãos do movimento "Obrigado Troika!", organizam, em Lisboa, uma manifestação de apoio ao FMI. Já estou como o outro, ele há cada maluco!

 

Cá por casa cheguei á conclusão que somos uma família constituída por um núcleo duro e pelos restantes elementos. O núcleo duro são as mulheres os restantes elementos são os homens. Sem se pretender qualquer guerra de sexos cá por casa percebemos que revertemos as tarefas e invertemos as regras. As filhas receberam o diploma de mérito e a mãe babou. O filho decidiu-se por um fim-de-semana na capital e a mãe por um fim-de-semana de trabalho. Cá por casa as próximas novidades já foram contadas ao núcleo duro e aos restantes elementos da família. Ficam por contar aos que me lêem até porque o segredo é alma do negócio. Baralha-se o tempo e baralha-se-me o guarda-roupa, saio de casa com botas com dias de sol e com sapatos abertos em dias de chuva vale-me a descontracção e o encolher de ombros que em caracteriza me situações mais ou menos embaraçosas.

Eu? Continuo assim muito mãe, muito mulher mas sobretudo eu mesma.

Todas as decisões têm uma consequência

 

Oscilo muitas vezes entre o ausente e o presente no que diz respeito aqueles que fazem parte da minha vida. Não posso afirmar que seja por falta de tempo ou de vontade. Digamos que, por vezes, me perco entre esses dois caminhos. Outras vezes sinto saudades e aproximo-me, numa presença mais efectiva. Sou das que defende que só devemos estar se nos fizer sentido estar, que só devemos ser quando nos faz sentido ser.

 

Todas as decisões têm uma consequência. A partir do momento em que decidimos sim ou não desencadeámos uma reacção em cadeia. Pena não sermos adivinhos e não conseguirmos prever as coisas boas que nos podem acontecer e evitar as más. Pena não conseguirmos antecipar risadas e evitar choros. Interrompo-me por momentos e reflicto sobre aquilo que acabei de escrever. Sorrio ao som das letras e permitam-me que volte atrás no que escrevi. Perco-me da pena e aproximo-me da aprendizagem em que as experiencias se traduzem. Digamos que, com todo esse conhecimento, perderíamos toda a magia da vida, aprenderíamos menos e estagnaríamos emocionalmente. Fossem derrotas ou vitórias, ilusões ou desilusões, nunca poderíamos vivê-las com sentimento se as pudéssemos prever e evitar.

 

No meu caso gosto do mistério que a vida me permite, da procura e do crescimento constante. Gosto da aprendizagem e do desafio. Gosto e reconheço que também nela oscilo muitas vezes entre o presente e o ausente, não por falta de tempo nem de vontade. Apenas porque, por vezes, me encontro no caminho entre as duas.

 

Eu? Continuo assim, muito mãe, muito mulher mas sobretudo eu mesma.

Porque por vezes sentimos que precisamos de um manual

 

Para os que sentem que precisam de um manual para se relacionarem com os filhos, para os que se sentem perdidos numa relação que não tem de ser difícil, para os que não sabem quem são e especialmente para os que se recusam a desistir.

 

Um consultório prático onde se fala de assuntos comuns, pessoas comuns e vidas comuns. Partilha, pergunta e dá o mote para a crónica seguinte ( martaleal_lifecoach@sapo.pt). A tua partilha nunca será divulgada, a não ser que assim o desejes,  mas o teu desafio e o teu exemplo podem ser o tema da próxima crónica, até porque as tuas experiencias podem ser a motivação de outros.

 

Por aqui continuo muito mãe, muito mulher e muito eu mesma.

Procura-se compromisso sério

Procura-se compromisso sério. Procura-se compromisso com o próprio significado de compromisso. Confusos? Eu passo a explicar. Vivemos um dia-a- dia apressado. Não sei se por vontade própria ou apenas porque não queremos parar. Parar implica reflectir, analisar e pensar. E pensar, caros leitores, pode ser demasiado trabalhoso. Mas perdoem-me os mais atentos porque já me estou a dispersar. Dizia eu que o nosso dia-a-dia é apressado. Habituamo-nos a correr de um lado para o outro. Habituamo-nos a aceitar convites, a confirmar presenças sem sequer percebermos se queremos ou podemos fazê-lo. Habituamo-nos a querer tudo e a não querer nada. Saltitamos de solução em solução sem nunca esperar que as ideias amadureçam, que as ideias consolidem sem mesmo esperar que as soluções tenham oportunidade de crescer. Apressamo-nos nas escolhas e apressamo-nos nos sim. Sim claro que vou! Sim claro que faço! Sim claro que estou!

 

Depois esquecemo-nos. Esquecemo-nos do compromisso e ficamos num descompromisso sentido. Desculpamo-nos. Estamos demasiado ocupados para conseguirmos chegar a todo o lado. Estamos demasiado ocupados para respeitarmos o compromisso com o outro. Não percebemos, contudo, que ao falhar o compromisso com o outro falhamos o compromisso connosco. Saltitamos de relação em relação, de terapia em terapia, de vontade em vontade. Sem nunca parar. O que é que eu vos dizia no parágrafo anterior? Sim. É verdade que parar implica pensar e pensar por nós mesmos é trabalhoso. Assumimos compromissos, olhamos sem ver, ouvimos sem prestar atenção porque é tudo rápido e nos recusamos a parar. Apenas porque parar implica pensar sobre quem somos e o que estamos a fazer.

 

Procura-se compromisso sério nos sim que se dão e que não se cumprem. Nos compromissos assumidos que não são cumpridos apenas porque nem nos lembramos que os assumimos. Levianos. Tornámo-nos demasiado levianos no que diz respeito à palavra. A palavra vale muito pouco nos nossos dias apenas e somente porque nem nos lembramos de a ter pronunciado. Falta-nos a atenção ao outro e falta-nos a atenção ao nós.

Apressados, vivemos demasiado apressados. Preocupados na busca constante sem nunca querermos parar. Queremos mais, queremos sempre mais sem perceber que por vezes necessitamos de tão pouco.

 

Eu? Continuo assim muito mãe, muito mulher e sobretudo eu mesma.

Pedido de Demissão

 

"Venho por meio desta, apresentar oficialmente meu pedido de demissão da categoria dos adultos.

Resolvi que quero voltar a ter as responsabilidades e as ideias de uma criança de oito anos no máximo.

Quero acreditar que o mundo é justo e que todas as pessoas são honestas e boas.

Quero acreditar que tudo é possível. Quero que as complexidades da vida passem despercebidas por mim e quero ficar encantado com as pequenas maravilhas deste mundo.

Quero de volta uma vida simples e sem complicações.

Cansei dos dias cheios de computadores que falham, montanha de papeladas, notícias deprimentes, contas a pagar, fofocas, doenças, necessidade de atribuir um valor monetário a tudo o que existe.

Não quero mais ter que inventar jeitos para fazer o dinheiro chegar até o dia do próximo pagamento.

Não quero mais ser obrigado a dizer adeus a pessoas queridas e, com elas, a uma parte da minha vida.

Quero ter a certeza de que Deus está no céu, e de que por isso, tudo está direitinho nesse mundo.

Quero viajar ao redor do mundo no barquinho de papel que vai navegar numa poça deixada pela chuva.

Quero jogar pedrinhas na água e ter tempo para olhar as ondas que elas formam.

Quero achar que as moedas de chocolate são melhores do que as de verdade, porque podemos comê-las e ficar com a cara toda lambuzada.

Quero ficar feliz quando amadurecer o primeiro caju, a primeira manga ou quando a jabuticabeira ficar pretinha de frutas.

Quero poder passar as tardes de verão à sombra de uma árvore, construindo castelos no ar e dividindo-os com meus amigos.

Quero voltar a achar que chicletes e picolés são as melhores coisas da vida.

Quero que as maiores competições em que eu tenha de entrar sejam um jogo de bola de gude ou uma pelada.

Quero voltar ao tempo em que tudo o que eu sabia era o nome das cores, a tabuada, as cantigas de roda, a "batatinha quando nasce..." e que isso não me incomodava nadinha, porque eu não tinha a menor ideia de quantas coisas eu ainda não sabia.

Quero voltar ao tempo em que se é feliz, simplesmente porque se vive na bendita ignorância da existência de coisas que podem nos preocupar ou aborrecer.

Quero acreditar no poder dos sorrisos, dos abraços, dos agrados, das palavras gentis, da verdade, da justiça, da paz, dos sonhos, da imaginação, dos castelos no ar e na areia.

Quero estar convencido de que tudo isso... vale muito mais do que o dinheiro!

A partir de hoje, isso é com vocês, porque eu estou me demitindo da vida de adulto.

Agora, se você quiser discutir a questão, vai ter de me pegar...

PORQUE O PEGADOR ESTÁ COM VOCÊ!"

 

Autor: Desconhecido

 

E tu quando foi a ultima vez que insististe em ser apenas adulto?

Eu? Continuo assim muito mãe, muito mulher mas sobretudo eu mesma.

Fale-se de amor

Fale-se de amor e questione-se o porquê de movermos montanhas pelos outros e nos esquecermos de nós. Fale-se de amor e questione-se o porquê de lutarmos com unhas e dentes pelos filhos, pelos que nos são tão próximos e nos esquecermos de nós mesmos. Fale-se do amor aos outros e das vezes que nos esquecemos do amor a nós.

 

Coloque-se, por momentos, valores e crenças de lado e pense-se sobre aquilo que deve ser pensado. Hoje pensa num "eu" que muitas vezes tem tendência a confundir-se e mesmo fundir-se  num "nós" e nos "outros".  Hoje fala-se de amor e pergunta-se: Quando foi a ultima vez que pensaste em ti?

 

EU? Continuo assim muito mãe, muito mulher mas sobretudo eu mesma.

 

A Vera fala-nos de manusearmos a nossa própria vida

"Sem dúvida que a sintonia emergiu no momento e aceitei o desafio, entreguei-me ao processo e à voz da minha consciência! Permiti-me!
Foram inúmeros os ensinamentos que recebi durante o meu processo de coaching, um dos mais preciosos foi reconhecer o quanto é poderoso o autoconhecimento quando alinhado com o nosso foco/objectivos.
As sessões foram a alavanca que precisava para desbloquear e me adaptar a um novo ciclo de vida.
Eu, "a menina que já não sabia Sonhar", aprendi a reconhecer os meus medos e a enfrentá-los, identifiquei os meus talentos e qualidades e aprendi a valoriza-los. Redescobri-me e reconheci que para ser eu Mesma basta Querer e Agir e assim aceitei-me a mim mesma, na minha perfeita imperfeição. Tudo isto e muito mais, num processo repleto de instrumentos e aprendizagens para todas as áreas da nossa Vida.
A Martinha  brilha pelo seu estilo de Ser, captou a minha atenção e criou uma onda de motivação e entusiasmo ao longo do processo, direccionando-me para o melhor de mim. O Olhar atento, a dedicação, o trabalho sério e profissional encantam a par com a sua Delicadeza, serenidade, meiguice, Sorriso Feliz e energia fulminante. Dá tudo de si, ensina tudo o que sabe e eu fiquei abonada com tamanhos ensinamentos...
Reaprendi a permitir-me Sonhar e acreditei e, de rompante a auto confiança, a auto estima e a valorização pessoal assaltaram o meu EU. Identifiquei as ferramentas que tenho, reconheci outras tantas e reiniciei no manuseamento das mesmas na minha Vida. A Martinha sempre conectada, pronta a desafiar constantemente, a apoiar e a capacitar no trilhar do caminho da procura do meu Eu, produzindo em mim empenho, foco e muita acção.
Hoje, sou o melhor de Mim! Sou "a menina que voltou a sonhar" e a Magia Acontece...todos os dias!
Obrigada Martinha pela sua partilha e por me ter permitido poder partilhar e escutar os seus ensinamentos que fazem parte dos meus dias e da minha Vida, Continuam a fazer-me pensar e valorizar mais um pequeno grande pormenor em Mim a todo o instante.  Foi um privilégio ter experienciado e partilhado este inicio de processo de desenvolvimento e auto conhecimento consigo! Admiro-a muito, será sempre uma referência, é a Mentora mais dedicada, focada, determinada, que além de deter a competência técnica, usa a sua extrema sensibilidade para ajudar a atingir os nossos objectivos com toda a sua simplicidade e genuinidade tão sua e verdadeira.
 
Eu também acredito que a vida é como eu a quero ver e as coisas são como eu quero que sejam ... e assim tudo faz sentido.
 
Continue assim, a partilhar não só pelas palavras, mas também pelos olhares e pelos sorrisos, um esplêndido canal de luz!
Muito Obrigada! "
 
Para avançarmos torna-se importante reflectirmos. Reflectirmos sobre quem somos, sobre o que gostamos e o que não gostamos, o que queremos e o que não queremos. Para avançarmos torna-se importante saber quem somos para posteriormente definirmos para onde queremos ir.

 

Gosto da minha família linda, gosto dos meus amigos, gosto de ser como sou. Gosto de praia, gosto de campo, gosto de vinho tinto e também gosto de cerveja, gosto de caracóis e de sardinha, gosto de dançar, gosto de sair, gosto de viajar e gosto mesmo de uma boa conversa, gosto de confiar, gosto da verdade, mas há uma coisa da qual eu não abdico mesmo ... de sonhar.

Eu ? continuo assim muito mãe, muito mulher mas sobretudo eu mesma.

Mentoring de Vida

A pedido de vários e depois de amadurecer a ideia resolvi aceder e criar um serviço de mentoring para a vida. Este  Programa de Mentoring assenta num relacionamento pessoal e de confiança estabelecido entre mim e aqueles que se atreverem.

 

Mentoring e coaching são duas actividades que estão relacionadas. A diferença está em que no Mentoring o profissional já pode dar conselhos ou soluções para resolução dos problemas específicos do teu dia-a-dia.


O mentoring é um processo que não tem um tempo estabelecido para o seu fim enquanto o coaching é um processo com princípio, meio e fim.


Porque muitas vezes queremos avançar e não sabemos por onde começar. Porque muitas vezes sentimo-nos demasiado sozinhos para seguirmos em frente.


Como podemos funcionar os dois?  Conta-me o que queres e definimos um plano. Seduz-te? Manda-me um  email a perguntar mais pormenores e não te esqueças de teres um dia fora de série. E, se a tua mente já te está a dizer que pode ser muito caro porque não te atreves e confirmas?

 

 

Eu? Continuo assim, muito mãe, muito mulher mas sobretudo eu mesma

Noticias em forma de Post

Hoje dia 14 de Outubro de 2013 o mundo gira ao som das notícias que informam que o número de mortos na ponte na Índia se estima em 109, o prémio Nobel da economia é hoje dado em Estocolmo e os Estados Unidos continuam num impasse. Lá por fora o papa continua a surpreender e a encantar, Bridget Jones regressa, em livro, com dois filhos, viuva mas com o mesmo drama com os homens, Charlene do Mónaco brilha em evento dedicado á moda e Daniela Mercury e Malu Verçosa casaram-se

 

Cá por dentro os pensionistas vão sofrer mais uns cortes, gasolina e gasóleo devem ficar mais caros durante esta semana, Sócrates continua feliz, contente e muito compenetrado como comentador na estação pública de televisão e segundo consta o nosso primeiro está cada vez mais autista. Cá por dentro Catarina Furtado prepara-se para a moda Lisboa, o campeonato de surf tem estado á espera das ondas e o canal sic caras pretende ser um canal novo e empolgante.

 

Cá por casa os convites e as noticias sucedem-se a um ritmo empolgante. Aos olhos dos outros é tudo uma questão de sorte aos meus olhos é tudo uma questão de empenho e de atrevimento. Cá por casa a filha mais nova anda de muletas, a do meio vai á Letónia e o mais velho só descobriu que a mãe está nos especialistas da sapo mulher este fim de semana. Entre mediação familiar e família ainda deu para dar um salto ao campeonato de surf no supertubos, na ausência das ondas valeu-nos o ambiente. Cá por casa continuo a defender o direito á diferença e á mudança até porque cá por casa somos a favor dos que se assumem num ser e num estar muito próprios.

 

Eu? Continuo assim muito mãe, muito mulher mas sobretudo eu mesma.

A cidade dos resmungos

 
"Era uma vez uma cidade que se  chamava Cidade dos Resmungos, onde todos resmungavam, resmungavam, resmungavam. No verão, resmungavam que estava muito quente. No inverno, que estava muito frio. Quando chovia, as crianças choramingavam porque não podiam sair. Quando fazia sol, reclamavam que não tinham o que fazer. Os vizinhos queixavam-se uns dos outros, os pais queixavam-se dos filhos, os irmãos das irmãs. Todos tinham um problema, e todos reclamavam que alguém deveria fazer alguma coisa.

Um dia chegou à cidade um vendedor ambulante que trazia  um enorme cesto às costas. Ao perceber toda aquela inquietação e choradeira, pôs o cesto no chão e gritou:

- Ó cidadãos deste belo lugar! Os campos estão abarrotados de trigo, os pomares carregados de frutas. As cordilheiras são cobertas de florestas espessas, e os vales banhados por rios profundos. Nunca vi um lugar abençoado por tantas conveniências e tamanha abundância. Porqu~e tanta insatisfação? Aproximem-se, e eu lhes mostrarei o caminho para a felicidade.

Ora, a camisa do mascate estava rasgada e puída. Havia remendos nas calças e buracos nos sapatos. As pessoas riram ao pensar que alguém como ele pudesse mostrar-lhes como ser feliz. Mas enquanto riam, ele puxou uma corda comprida do cesto e a esticou entre dois postes na praça da cidade.

Então, segurando o cesto diante de si, gritou:

- Povo desta cidade! Aqueles que estiverem insatisfeitos escrevam os seus problemas num pedaço de papel e ponham dentro deste cesto. Trocarei  os seus problemas por felicidade!

A multidão aglomerou-se  ao seu redor. Ninguém hesitou diante da chance de se livrar dos problemas. Todo homem, mulher e criança da vila rabiscou sua queixa num pedaço de papel e jogou no cesto.

Eles observaram o mascate pegar cada problema e pendurá-lo na corda. Quando ele terminou, havia problemas tremulando em cada polegada da corda, de um extremo a outro. Então ele disse:

- Agora cada um de vocês deve retirar desta linha mágica o menor problema que puder encontrar.

Todos correram para examinar os problemas. Procuraram, manusearam os pedaços de papel e ponderaram, cada qual tentando escolher o menor problema. Depois de algum tempo a corda estava vazia.

Eis que cada um segurava o mesmíssimo problema que havia colocado no cesto. Cada pessoa havia escolhido o seu próprio problema, julgando ser ele o menor da corda.

Daí por diante, o povo daquela cidade deixou de resmungar o tempo todo. E sempre que alguém sentia o desejo de resmungar ou reclamar, pensava no vendedor  e na sua corda mágica."

 

Do livro: O Livro das Virtudes II - O Compasso Moral  William J. Bennett