Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Irreverências No Feminino

By Marta Leal

Irreverências No Feminino

By Marta Leal

A crónica de quem pergunta

 

 

“a minha relação acabou porque me apaixonei por outra pessoa…depois não tive coragem e voltei para casa”

 

 

Gostava na realidade de conseguir perceber um pouquinho mais sobre relações. As minhas e as dois outros. Por vezes sinto-me confusa quando observo esta coisa que se designa de  sentimentos. Sentimos uma coisa fazemos outra ou então temos determinadas atitudes que vão contra ao que realmente sentimos. Confusos? Calma caros leitores que eu passo a explicar.

 

Olho para o lado e vejo a maioria das pessoas a viverem relações sem nexo. Onde os sentimentos que iniciaram a relação se misturam com interesses materiais e sociais. Vejo pessoas que traem porque não são felizes mas que são incapazes de mudar de vida só porque isso dá muito trabalho. Vejo pessoas que são traídas mas que não tomam nenhuma atitude porque isso implicaria abdicar da vida social, de bens materiais, de rotinas vividas.. Vejo engano, traição, jogos de cintura mascarados de "famílias felizes" em prole das tradições e dos bons costumes. Confundem-se os quereres com os poderes.

 

Olho para o lado e vejo mulheres/homens  que abdicaram de ser quem são um pelo outro. Observo casais que não trocam uma palavra enquanto tomam uma refeição juntos. Oiço pessoas a dizerem "o meu marido nem pode sonhar" ou então "se ela sabe mata-ma" . Escondem-se  atrás de mentirinhas sem importância para manterem a paz podre e fingir que são muito felizes. Porque se fingirem com muita força até são capazes de se convencerem de que são realmente muito felizes.

 

Mas o que eu gosto mesmo é de olhar para o lado e ver casais felizes. Sentir-se a sintonia  quando estão juntos. Olharmos e vermos alegria, felicidade e vontade de estar.  Vermos o quanto se amam quando se olham, ver o quanto se adoram quando conversam. Gosto de um bom olhar aparvalhado e de uma cumplicidade sentida.

 

Acredito que numa relação não se tem de lutar, não se tem de provar, não se tem de abdicar, vive-se simplesmente na sintonia do amor que une duas pessoas.  Acertam-se coordenadas sempre que se sente que há um desvio de rota e respira-se com vontade de respirar.

 

A Maria fala-nos de sentimentos forçados e vontades proibidas a pergunta que eu lhe faço é:

 

“O que é que farias se soubesses que nada iria falhar?”

 

Quanto a ti caro leitor, lembra-te que o teu desafio e o teu exemplo podem ser o tema da próxima crónica, até porque as tuas experiências podem ser a motivação de outros.

Os amores que simplesmente não têm de ser vividos

 

Voltei à praia eu sabia que ia sentir essa necessidade Lembraste da nossa praia? Voltei ontem não para ficar mas para recordar. Mal cheguei o vento veio ter comigo, perguntou-me como estava e o que tinha feito nos últimos tempos. O mar aproximou-se e deu-me as boas vindas, os raios solares acenaram-me e o sol sorriu-me da forma que só ele sabe fazer.

 

Caminhei descalça pela areia molhada e por fim encostei-me à nossa rocha. Fechei os olhos e revivi  tudo o que um dia tivemos.  Vi o teu olhar, senti o teu toque e ouvi a tua voz. Sorri pelo que vivemos e suspirei pelo que poderíamos ter tido. Abri os olhos e deixei-me ficar ali em silêncio como tantas vezes fizemos juntos lembras-te? Desta vez não chorei por teres partido, desta vez não te condenei nem tão pouco te julguei. Desta vez simplesmente recordei aquilo que vivemos, fechei os olhos e abracei-te da forma como sempre me senti abraçada.

 

O vento contou-me que tinhas lá voltado que nunca te viu mas que estiveste lá quase todos os dias. Não duvidei um segundo do que ele me disse tal como nunca duvidei do que sentias por mim. Hoje já não meço o amor nem comparo o que ambos sentimos. Hoje sei que cada um de nós viveu e sentiu com a intensidade que conseguiu. Hoje sei que o poder das recordações é mais forte do que o poder da razão. Revivemos, voltamos a sentir e o nosso corpo vibra da forma como vibrou.

 

Levanto-me e decido voltar aquele que agora é o meu caminho. Olho e sinto-te também ali não sei se acabaste de chegar ou se já lá estavas quando cheguei. A única coisa que sei é que te sinto mesmo que não te veja. Viro-me mais uma vez e aceno-te sussurro-te o que aquilo para mim hoje é uma certeza existem  amores que simplesmente não tem de ser vividos.

 

 

E tu como estás de amores vividos e amores perdidos?

Estás pronto para alcançar o sucesso na tua vida?

1) Sentes-te desmotivado?
2) Sentes-te oprimido no que diz respeito a sonhos e a objectivos pessoais?
3) Não te sentes valorizado no teu potencial profissional e pessoal?
4) Tens a sensação de trabalhares muito e não teres os resultados que esperas?
5) Tens a sensação de que quanto mais trabalhas menos tempo tens para as coisas importantes da tua vida?
Sabes que mudar isso só depende de ti?

A Gota

 " Era uma vez uma gota numa nascente de rio. Era uma simples gota, nada mais que isso. Mas na sua insignificância tinha um sonho. Sonhava que um dia, após vencer a corrente e chegar ao encontro das águas, ia ser mar. Quanta pretensão! Uma gota, uma simples gota, a querer ser mar...

Era difícil, sabia ela, porém não impossível. E agarrando-se a esse fio de esperança seguiu o seu curso natural de rio, sempre pensando no dia em que certamente encontraria o oceano. Desafios foram surgindo: pedras, evaporação, ramos, entre outros obstáculos, mas ela nunca desistia.

Outras gotas que partiram com ela não chegaram ao fim, ficaram pelo caminho. Esta porém, talvez pela sua persistência, pela fé que tinha, de uma forma ou de outra sabia que um dia chegaria lá, e de facto, chegou.

Venceu todos os obstáculos, chegou ao encontro das águas e finalmente realizou seu grande sonho. Hoje aquela gota, aquela ínfima gota, é mar."

Autor anónimo

Por os sonhos em prática

"Com as sessões de coaching da Marta leal consegui pôr em prática os meus sonhos, consegui defini-los objectivamente. Ajudou-me a perceber melhor quem sou e a acrditar em mim. Ajudou-me a agir e a passar à prática sem medo. Considero estas sessões um serviço essencial para qualquer pessoa que quer ir mais álem e acredita que a avida é muito mais do que podemos imaginar. Obrigada minha querida Marta!"  Cristiana Silva

 

Porque muitas vezes queremos avançar e não sabemos por onde começar. Porque muitas vezes sentimo-nos demasiado sozinhos para seguirmos em frente.

Como podemos funcionar os dois?  Conta-me o que queres e definimos um plano. Seduz-te? Manda-me um  email a perguntar mais pormenores e não te esqueças de teres um dia fora de série. E, se a tua mente já te está a dizer que pode ser muito caro porque não te atreves e confirmas?

Partilha, pergunta e dá o mote para a crónica seguinte

 

Um consultório prático onde se fala de assuntos comuns, pessoas comuns e vidas comuns. Partilha, pergunta e dá o mote para a crónica seguinte ( martaleal_lifecoach@sapo.pt). A tua partilha nunca será divulgada, a não ser que assim o desejes,  mas o teu desafio e o teu exemplo podem ser o tema da próxima crónica, até porque as tuas experiencias podem ser a motivação de outros.

 

Desde já o meu agradecimento aos que tem escrito e aos que me inspiram diariamente.

A Crónica de quem pergunta

 

“Divorciei-me há perto de 4 anos, ainda assim a  "presença" do meu ex-marido tem sido muito forte, julgo que por terem  sido 20 anos de união e de termos vivido um grande, grande amor, do  qual nasceram dois filhos. Aprendi que nada dura para sempre e que mesmo os grandes amores terminam… sinto-me impedida de sonhar. Não sonho, não tenho projectos e os meus objectivos são os de pagar as contas.”

 

Começa hoje a crónica de quem pergunta. Semanalmente vou escolher um assunto dos que me chegam para podermos falar sobre eles. Hoje fala a Isabel. Chamemos-lhe Isabel como poderíamos chamar Teresa ou Maria. A Isabel fala-nos, na primeira pessoa, de uma realidade muito presente nos nossos dias: o divórcio, a aprendizagem e os laços que se teimam em manter.

 

Os tempos de mudança não são fáceis. Mudança de vida, mudança de estatuto, mudança, muitas vezes, de condições financeiras. Muda tudo num abrir e fechar de olhos. Durante uns tempos, quase que nos sentimos impotentes perante tanta resolução a tomar. Mas o que é um facto é que nos sentimos mais impotentes perante tanta dificuldade criada não pelas situações mas por pessoas. Os outros. Aqueles que acreditávamos que nos apoiariam mas que nos surpreendem. Aqui depende de nós escolhemos lamentarmo-nos ou seguirmos em frente. Cientes de que os outros são apenas os outros.

 

O tempo vai passando, as novas rotinas instalam-se e a vida começa a ser vivida. De forma diferente mas vivida. Entre um mundo e o outro existem sonhos quereres e vontades que ficam para trás. Falta-nos a vontade, falta-nos preenchimento falta-nos qualquer coisa. Existem laços que não se cortam totalmente porque algo ainda nos liga ao mundo anterior, aquele que sonhámos que ia ser diferente.

 

A Isabel fala-nos  de uma vida sem sonhos e sem objectivos. Acredito que esse vazio esteja relacionado com uma grande falta de preenchimento. Quando fazemos por fazer e nos falta algo que nos faça sentir realizados, aquilo que nos faz acordar de manhã e que nos faz sentir borboletas no estomago.

 

 Lembraste-te de quando foi a última vez que sentiste isso? Lembraste daquilo que realmente gostas de fazer? Sabes aquilo que te poderá fazer mover montanhas? E quando leste estas perguntas o que é que te veio á cabeça?


 

Quanto a ti caro leitor, lembra-te que o teu desafio e o teu exemplo podem ser o tema da próxima crónica, até porque as tuas experiências podem ser a motivação de outros.

 

Escreve-me e partilha a tua história que pode ser igual à história de tantos outros

 

A assertividade na primeira pessoa

" A Marta enquanto coach, é assertiva, focada, dedicada, intuitiva perspicaz e muito profissional. Estou-lhe grata, porque ajudou-me numa fase da minha vida em que necessitava de fazer escolhas e mudanças, e tomei consciencia de alguns padrões enraizados que me impossibilitavam de avançar. Ajudou-me a trabalhar muito os desafios comigo própria, a acreditar mais em mim e a pôr-me em acção!!! tudo aliado a muito carinho e dedicação que lhe são caracteristicos, apoiou-me e desafiou-me quando eu mais necessitava. Obrigada, Marta!!!"Cátia Proença

 

Para avançarmos torna-se importante reflectirmos. Reflectirmos sobre quem somos, sobre o que gostamos e o que não gostamos, o que queremos e o que não queremos. Para avançarmos torna-se importante saber quem somos para posteriormente definirmos para onde queremos ir.

 

Gosto da minha família linda, gosto dos meus amigos, gosto de ser como sou. Gosto de praia, gosto de campo, gosto de vinho tinto e também gosto de cerveja, gosto de caracóis e de sardinha, gosto de dançar, gosto de sair, gosto de viajar e gosto mesmo de uma boa conversa, gosto de confiar, gosto da verdade, mas há uma coisa da qual eu não abdico mesmo ... de sonhar.

 

Eu ? continuo assim muito mãe, muito mulher mas sobretudo eu mesma.

 

A camisa de um Homem Feliz


"Um califa que sofria de uma doença mortal, estava deitado sobre almofadas de seda. Os raquins, os médicos de seu país, congregados ao seu redor, concordaram entre si em que apenas uma coisa poderia conceder cura e salvação ao califa: colocar sob sua cabeça a camisa de um homem feliz.

Mensageiros em grande número saíram para procurarem em todas as cidades, todas as vilas e todas as cabanas, por um homem feliz. Mas cada pessoa por eles interrogada nada expressava senão tristeza e preocupações.

Finalmente após ter abandonado toda a esperança, os mensageiros encontram um pastor que ria e cantava enquanto observava o seu rebanho.

Era ele feliz?

" Não posso imaginar alguém mais feliz que eu", disse o pastor rindo-se.

"Então, dá-nos a tua camisa" gritaram os mensageiros.

Mas o pastor respondeu: "Eu não tenho nenhuma camisa!".

Essa notícia patética, de que o único homem feliz encontrado pelos mensageiros não possuía uma camisa, deu o que pensar ao califa.

Por três dias e três noites ele não permitiu que nenhuma pessoa se aproximasse dele.

Finalmente no quarto dia, fez com que suas almofadas de seda e suas pedras preciosas fossem distribuídas entre o povo e, conforme conta a lenda, daquele momento em diante o califa outra vez ficou saudável e feliz."

Do livro: O Mercador e o Papagaio
Nossrat Peseschkian - Papirus Editora