Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Irreverências No Feminino

By Marta Leal

Irreverências No Feminino

By Marta Leal

A vida é fascinante. O que é preciso é vê-la com os óculos certos

 
"A vida é fascinante. O que é preciso é vê-la com os óculos certos."
Na verdade, usando como recurso a frase de Alexandre Dumas, o coaching e a Marta foram as minhas "lentes"! Quando eu não sabia mais como lidar com uma série de situações, as mesmas iam-se arrastando na minha vida e a forma como eu as via ia-se reduzindo à impossibilidade e inabilidade de as resolver.
Quando me falavam na palavra "mudança", eu anexava-a a processos longos e demorados... Mas com a Marta, tratou-se de um processo de curto prazo, em que à medida que as semanas foram passando, eu fui olhando para trás e pude notar as diferenças! Eram mais do que óbvias... O coaching foi para mim a resposta que procurava, e representa o alcance das minhas metas pessoais, ganhando a força, a capacidade e o domínio de mim mesma para a partir daí ganhar asas e alcançar qualquer meta ou resolver qualquer obstáculo que a vida me apresente."  Ana Rita do Mar
 
Encare-se os desafios  de frente e entenda-se que apenas servem para encontrarmos soluções e crescermos numa vida que nada mais é do que um caminho para a aprendizagem e para o cumprir de uma missão nossa, só nossa.

 

Quando aceitarmos os desafios como degraus para atingirmos aquilo que tanto ansiamos vamos sorrir-lhes em vez de nos lamentarmos.

 

Os meus fizeram que hoje continue assim muito mãe, muito mulher mas sobretudo eu mesma. E tu o que é que vais fazer com os teus?

Onde para o teu tempo?

Se me importo de contar? É evidente que não. Lembro como se fosse hoje. Acordei ao som da voz do locutor da rádio. Na altura gostava de acordar com as notícias e saber o que se passava no país e no mundo, tal qual dizia o outro. Agradava-me sair de casa com a sensação de controlar o trânsito, o tempo e as novidades. Eu e esta minha mania obsessiva por controlar tudo e mais alguma coisa. Pelo menos isso manteve-se na mesma. Mas desculpe-me não foi isso que me perguntou, lá estou eu a desviar-me do que realmente queria contar.

 

Naquela manhã estranhei a voz do locutor que, numa voz esganiçada, debitava inúmeros disparates numa desconexão que fez com que o meu espreguiçar fosse interrompido a meio. “Coitado. Esta vida de jornalista dá cabo de qualquer um“ lembro-me de ter pensado. Sim. Foi isso exactamente que pensei, tal era a angústia e a ansiedade que a voz dele me estava a transmitir. “Roubaram-nos o tempo. Roubaram-nos o tempo” repetia ele num histerismo só comparável à minha ex-mulher, sempre que o penteado não estava de acordo com o que desejava.

 

Sentei-me na cama ainda estonteado e entrei em estado de escuta activa, que é como quem diz, ouvi com ouvidos de ouvir. Faltava-nos o tempo!!!! Mas que raio!!!  O homem está doido. Como é que é possível? Parecia que assim do nada o dia tinha amanhecido sem tempo. Nem sol nem chuva, nem calor, nem frio. Sol e Lua encontravam-se pela primeira vez. Vento, chuva, raios de sol e flocos de neve olhavam-se desconfiados. Afinal sempre tinham trabalhado sozinhos, não sabiam trabalhar em equipa. Perderam-se semânticas e conceitos. Do dia e da noite já poucos se lembram. Agora sem tempo, deixavam de ser necessários. Se quer que lhe diga, também estava cansado de tantas histórias de mau tempo ou bom tempo. A expectativa de como estaria o dia seguinte e ansiedade que isso nos provocava. Se quer que lhe diga, era uma perda de tempo. Perdeu-se o tempo e a nossa classificação sobre ele.

 

Mas não pense que ficou por aqui. Também os ponteiros tinham desaparecido dos relógios e os números tinham-se evaporado dos calendários. Os números agora perdidos sem ponteiros entreolhavam-se prestes a terem crises de identidade. As agendas nada mais eram que páginas em branco onde as acções se perdiam sem tempo. Reuniões, consultas, aulas, saídas e entradas, ali perdidas sem rumo apenas por falta de tempo. Desorientavam-se as sincronizações. Procuravam-se os anos, os meses, as semanas os dias e as horas, e nem os segundos escaparam a esta busca quase que desesperada. Procurou-se sem nunca se encontrar. Suspendiam-se cimeiras, reuniões e guerras e, até, os jogos olímpicos foram cancelados. Desorientam-se pessoas, plantas e animais.

 

Como é que eu me senti? Perdido como todos os outros. Incrédulo até. Afinal também eu era um ”tempodependente”. Se quer que lhe diga, até tenho uma teoria em relação ao assunto. O tempo não foi roubado. Até porque se assim fosse, ou tinham pedido resgate ou, depois de tanta investigação, tinham descoberto os delinquentes. Não. Ouça o que eu lhe digo. O tempo fugiu. Acredito que esteja numa qualquer ilha paradisíaca rodeado de sol e tequilas. Cansou-se, fartou-se e escafedeu-se. Ninguém me tira da cabeça que foi isso que aconteceu.

 

 

E tu o que fazes com o teu tempo?

Coisas que deveriam ser eternas

Hoje contrariamente ao que é normal demoro a escolher o tema. Desconfio sempre dos pensamentos saltitantes. Parece que me roubam a concentração. Mas, também, não se poderia esperar outra coisa. Fale-se de memórias e lembro-me das minhas histórias. Paro em alguns acontecimentos. Sinto sabores e recordo cheiros. Saltito entre tios, avós, brincadeiras, animais de estimação, professores, escolas, primeiros namoros e afins. Sonhos, muito sonhos.

 

Falemos de culinária. Decido-me. Contra-senso para quem não gosta de cozinhar. Mas falemos de bacalhau cru e peixe frito. Permitam-me que recue á sala dos avós. Permitam-me que recue no tempo e me sente á mesa com o avô onde passávamos tardes de histórias e de hábitos alimentares diferentes. Agora que penso nisso foram tantas vezes que me queixei de ouvir aquelas histórias e agora dava tudo para as voltar a ouvir. Gosto de bacalhau cru com pão da mesma forma que gosto de peixe frito no pão. Reportam-me me sempre ao avô. Reportam-me à forma como ele ia cortando as fatias de pão e íamos partilhando histórias e sabores.

 

Gostava de partilhar com o avô. Os momentos e a comida, as histórias e os passeios. Gostava de passear de mão dada com ele. Gostava de como me ensinava a pescar enguias. Arrepiava-me a forma como as preparava mas aguentava-me firme. Sem manifestar a pena que tinha dos pobres bichos. Pena, que diga-se em abono da verdade, se extinguia no momento em que as começava a comer.

 

Inocente a forma como admiro aquele homem. Inocente a forma como pensamos os nossos como imortais. Inocente a forma como admiramos sem o manifestar. Inocente a forma como queremos que certas coisas sejam eternas.

 

O teu desafio e o teu exemplo podem ser o tema da próxima crónica

Um consultório prático onde se fala de assuntos comuns, pessoas comuns e vidas comuns. Partilha, pergunta e dá o mote para a crónica seguinte ( martaleal_lifecoach@sapo.pt). A tua partilha nunca será divulgada, a não ser que assim o desejes,  mas o teu desafio e o teu exemplo podem ser o tema da próxima crónica, até porque as tuas experiencias podem ser a motivação de outros.

 

O meu obrigada aos que me inspiram diariamente.

Cá por casa

 

 

Cá por casa já consegui comprar a maioria dos presentes e colocar o trabalho em dia. O aspirador avariou outra vez  e estou certa de que se avizinha uma conversa de surdos entre mim e o senhor de uma conhecida loja de electrodomésticos que insiste em dizer que a culpa é dos pêlos dos gatos. É desta que lhe pergunto como faço para fazer uma "aspiradela" seleccionada.

 

Cá por casa  gosto de desalinho mas quando é para seguir regras seguem-se regras.  Pensando bem gosto do equilíbrio que os opostos me trazem. Satisfaz-me que me permita ser assim.

 

Muitas vezes sentimo-nos demasiado sozinhos para seguirmos em frente.

A pedido de vários e depois de amadurecer a ideia resolvi aceder e criar um serviço de mentoring para a vida. Este  Programa de Mentoring assenta num relacionamento pessoal e de confiança estabelecido entre mim e aqueles que se atreverem.

 

Mentoring e coaching são duas actividades que estão relacionadas. A diferença está em que no Mentoring o profissional já pode dar conselhos ou soluções para resolução dos problemas específicos do teu dia-a-dia.

O mentoring é um processo que não tem um tempo estabelecido para o seu fim enquanto o coaching é um processo com princípio, meio e fim.

Porque muitas vezes queremos avançar e não sabemos por onde começar. Porque muitas vezes sentimo-nos demasiado sozinhos para seguirmos em frente.

 

Como podemos funcionar os dois?  Conta-me o que queres e definimos um plano. Seduz-te? Manda-me um  email a perguntar mais pormenores e não te esqueças de teres um dia fora de série. E, se a tua mente já te está a dizer que pode ser muito caro porque não te atreves e confirmas?

 

 

Eu? Continuo assim, muito mãe, muito mulher mas sobretudo eu mesma

Cá por casa

Cá por casa a filha do meio regressou feliz e contente de uma viagem que acredito não esqueça. Muito próximos do Natal percebo que ainda não fiz compras nenhumas e que a correria vai ser intensa. Desconfio que faço de propósito pela adrenalina que me causa. Uns fazem desportos radicais e eu faço compras nos últimos dias.

 

Depois de um jantar no fim de semana que posso classificar de sui generis cheguei à conclusão de que nada como estarmos seguros do que somos e para onde queremos ir. Muito mais fácil lidarmos com aquilo com que nos deparamos diariamente.

 

Cá por casa acredito cada vez mais que a piada está na diferença, na irreverência e na aceitação do que somos e daquilo que os outros são.

 

Eu? Continuo assim muito mãe, muito mulher, mas sobretudo eu mesma.

É tudo uma questão de foco


"Quando os americanos iniciaram o lançamento de astronautas, se depararam com o seguinte problema: as canetas não funcionavam em gravidade próxima de zero.

Para resolver esse enorme problema, contrataram a empresa de consultoria Andersen Consulting, hoje Accenture.

Empregaram 12 milhões de dólares para sanar o problema.

Conseguiram desenvolver uma caneta que escreve em gravidade zero, de ponta cabeça, debaixo d’água, praticamente em qualquer superfície, incluindo cristal, e em temperaturas desde 30ºC abaixo de zero até 300ºC.

Os russos usaram... lápis."

 

É tudo uma questão de gratidão

- Diz obrigada à Senhora!!!!!

E foi assim que tudo começou. Sempre que, na minha infância, me diziam esta frase os pêlos do meu corpo rechonchudo eriçavam-se e a minha bela cara de criança transformava-se em  tromba quase como por milagre. Os lábios cerravam-se, as sobrancelhas franziam e o rosto ficava com ar desconfiado. Mas porque havia eu de dizer obrigada se não tinha pedido nada? Mas porque havia eu de dizer obrigada se não me apetecia? Mas porque me passavam a vida a dizer para eu agradecer tudo e mais alguma coisa?

 

Na época a educação estava acima de tudo. Não combatia. Sorria num sorriso fingido e dizia um obrigada com sentido mas sem ser sentido. Era tão mais fácil terem-me explicado os benefícios da gratidão. Era tão mais fácil terem-me explicado os efeitos secundários que um simples gesto e/ou uma simples palavra têm na vida dos outros. Era tão mais fácil terem-me explicado que eu podia fazer a diferença na vida de tantos. Mudem-se as mentalidades e explique-se ás crianças os benefícios da gratidão. Mudem-se as mentalidades e faça-se do mundo um mundo mais grato, mais sereno e mais atento ao que somos e ao que os outros são.

 

Cresci e um dia reparei que cresci num mundo onde agradecemos pouco e pedimos muito. Cresci e reparei que queremos sempre mais sem sequer saborearmos o que temos. Cresci e senti a força de um obrigada e os efeitos da revolução que a gratidão provoca. Revoltem-se as letras as letras e as ideias. Abrace-se a criatividade e a palavra e agradeça-se sempre por sermos como somos, termos o que temos e recebermos o que recebemos.

 

Hoje é com uma gratidão enorme que agradeço estar onde estou e ser quem sou e tudo isto sempre, mas sempre, com um sorriso enorme e um coração bem quente.

 

E tu? Como estás de gratidão?

O Nuno fala de desconfiança

"Sendo desconfiado de tudo o que ainda não experimentei, vi o coaching apenas como outro meio de auto-ajuda. Seria apenas mais uma ferramenta, que nos meus olhos de leigo em relação ao assunto, pouco ou nada ia contribuir para o meu crescimento pessoal.
A verdade é que se tornou algo bem maior do que o que eu estava a espera. A determinada altura dei por mim a esperar freneticamente por cada sessão.
A Marta é uma excelente profissional e, com o background que tem, consegue adaptar as sessões a cada um dos "pacientes". Não há duas pessoas iguais e senti que esse ponto foi dos mais valorizados durante as sessões.
Durante as sessões foram-me ensinadas ferramentas subtis que acabei por introduzir na minha vida, por vezes involuntariamente, que me permitem determinar "projectos pessoais" e checkpoints de evolução.
Algo que consigo crucial no coaching é a maneira como somos ensinados a lidar com o insucesso. Somos humanos, estamos longe da perfeição e por vezes as decisões que tomamos podem criar caminhos que nos levam ao insucesso de alguma das metas que criamos. Por sua vez isto pode criar sentimentos de impotência que nos levam a abandonar um projecto e a desperdiçar todo o caminho que fizemos até à data. Esta foi uma das maiores aprendizagens do coaching para mim: aprender a lidar com o insucesso e com a desilusão.
Em geral, foi uma experiência enriquecedora e acho que a única coisa que pode ser complicada é o processo de nos tornarmos independentes do coaching. Algo que é facilitado aplicando o que se aprendeu com a Marta." Nuno Lopes
 

 

 O Nuno atreveu-se e divertiu-se. E tu? estás á espera de quê?