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Irreverências No Feminino

By Marta Leal

Irreverências No Feminino

By Marta Leal

O teu desafio pode ajudar outros

Um consultório prático onde se fala de assuntos comuns, pessoas comuns e vidas comuns. Partilha, pergunta e dá o mote para a crónica seguinte ( martaleal_lifecoach@sapo.pt). A tua partilha nunca será divulgada, a não ser que assim o desejes,  mas o teu desafio e o teu exemplo podem ser o tema da próxima crónica, até porque as tuas experiencias podem ser a motivação de outros.

 

Desde já o meu agradecimento aos que tem escrito e aos que me inspiram diariamente.

 

 

Mentes Brilhantes

 

Saio da conferência com a noção de que existem mentes brilhantes. Penso como deverá ser fascinante desenvolver esta ou aquela investigação e conseguir que a espécie humana evolua mais um pouco apenas por um trabalho que é meu. Penso em todos que ao longo deste processo de evolução da nossa espécie se dedicaram a estudos, combateram dogmas e provaram factos. Penso em todos que ano após ano se esforçaram, para que um dia o conhecimento e a compreensão sobre quem somos chegasse a um hoje com menos dúvidas.

 

A pergunta sobre a personalidade portuguesa que mais admiro ficou-me na cabeça. Entro no táxi e quase automaticamente vou vendo rostos e feitos enquanto tendo definir uma ordem de importância. Classifico-os um a um. Faço-o não apenas pela área em que se destacaram mas também pela forma de estar, ser e mesmo visibilidade pública. Penso na dificuldade que será atribuir prémios para este ou aquele feito. Imagino-me entre o júri dos prémios Nobel. Não deixo de sorrir perante uma mente fértil e uma criatividade sem limites que possuo e sem a qual não sei viver.

 

O trânsito está caótico e as pessoas correm apressadas debaixo de uma chuva que insiste em cair. Reparo na diversidade de fisionomias, nos passos mais ou menos apressados. Na generalidade dos casos são rostos tristes alheados do que os rodeia. Uns caminham sozinhos outros caminham com eles próprios. Cruzam-se sem se ver, contornam-se como se fossem objectos e seguem simplesmente em frente. Rostos !!! Apenas rostos.

 

Pergunto-me de onde virão e para onde caminham. Tento adivinhar vontades e escrutinar sonhos se é que existem sonhos. Tento mas não consigo. Impossível entrar na cabeça de todos, imaginar vidas cujas realidades eu desconheço. Impossível imaginar meios envolventes de rostos sem expressão. Impossível imaginar vidas de rostos que parecem apenas querer sobreviver quando era suposto viver.

 

Porque eu continuo assim muito mãe, muito mulher e, sem sombra de qualquer dúvida, muito eu mesma.