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Irreverências No Feminino

By Marta Leal

Irreverências No Feminino

By Marta Leal

Há quem diga

Sou mulher como tantas outras mulheres. Quarentona, e conhecedora de que a idade é mais do que uma carinha “laroca”, um corpo ideal e horas perdidas em busca de uma perfeição, seja ela interior ou exterior. Sou mãe. Naturalmente mãe. Tão mãe que não me consigo imaginar sem o ser. Gosto dos meus. Gosto dos que fazem parte de mim. Por vezes perco-me nos sentires e perco-me nos decidires.

 

Espanto-me com os desafios. Paro. Hesito, sabendo que a solução é continuar. Por vezes apetece-me fugir. Certa de que a única fuga que existe é enfrentar a realidade. Alio-me à vida e caminho diariamente com um sorriso nos lábios, grata por estar onde estou e líder do que pretendo ser.

 

Há quem diga que a moda está errada, maltrata e nos torna seus escravos. Há quem diga até que quem liga a essas coisas de moda corre certos riscos de perder a intelectualidade e o amor ao próximo. Pois eu aqui afirmo, de uma forma veemente, que é verdade sim senhora. Acreditem que isso quase que me aconteceu. E não foi uma nem duas vezes. A última vez foi quando me tentei enfiar num vestido dois números abaixo daquilo que eu visto. Fui tão maltratada que foi um caso sério para sair de dentro dele, do vestido, entenda-se.

 

 

 

http://www.laredoute.pt/magazinedetendencias/index.php/ha-quem-diga/