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Irreverências No Feminino

By Marta Leal

Irreverências No Feminino

By Marta Leal

Conta-se por aí

 

Conta-se por aí que a vida começa aos quarenta. Eu prefiro dizer que a vida começa quando nascemos mas com os quarenta aprendemos a saboreá-la de forma diferente. A pressa da adolescência dá lugar a uma calma envolta num saber esperar. A necessidade de realização dos 20 dá lugar a uma escolha mais selectiva do que vale ou não vale a pena e o deve ser dos 30 transforma-se no que se lixe dos 40. É quase como se passássemos de um devorar constante para um degustar permanente.

 

Chegada aos 45 sorrio ao percurso que me trouxe aqui, àqueles com que me cruzei e a todas as decisões que tomei. Assumo-me todos os dias  num ser e num estar muito característicos. Tão característico que muitas vezes não preciso de falar para ser mais ou menos entendida. Foco-me cada vez mais em mim e no que considero ser importante. Deixo-me de certezas absolutas, de “já sei”, de “deves ser”, de nuncas e de “não pode ser”.  Por aqui cresço todos os dias na partilha, no ouvir, no caminhar, no ser e no estar. Chegada aos 45 anos dispo-me cada vez mais daquilo que não me faz sentido e só me permito vestir aquilo que me serve.

 

Por aqui é muito mãe, muito mulher e muito eu mesma que agradeço àqueles que fazem parte de mim e que têm feito parte do meu percurso: Obrigada!!!!