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Irreverências No Feminino

By Marta Leal

Irreverências No Feminino

By Marta Leal

E-mail coaching


 

É com as necessidades dos outros que eu crio os meus novos programas de forma a adaptar-me aquilo que me pedem. A adaptação ao que o outro precisa faz-me todo o sentido até porque é assim que gosto de me mover pela vida

 

O e-mail coaching é uma forma flexível, fácil de usar e muito acessivel para todos os clientes. Este serviço está disponível como um apoio adicional ao coaching telefone / Skype  ou como um serviço autónomo.   Vantagens do E-mail Coaching :

 

  • Ideal para aqueles que preferem escrever do que falar e como a escrita é uma forma de terapia adaptamos aqui o util ao agradável;
  • Um e-mail pode ser enviado a qualquer hora e eu comprometo-me a responder no máximo até 48 horas depois;
  • Ideal para quem gosta de ver e rever o que escreve e o que pensa;
  • Os e-mails ficam guardados e sempre acessiveis. Optimo para quem gosta de relembrar de modo a perceber a evolução que teve e tem.
  • Muito fácil de usar e assim acabam-se as desculpas.

Atenção:

  • Cada resposta minha é personalizada e adaptada ao contexto e ás necessidades do cliente;
  • Todas as respostas vão incluir exercicios e/ou sugestões de leitura/visionamento;
  • Todas as perguntas têm uma resposta.

Interessado?

Contacta-me para falarmos dos pormenores.

 

E agora qual é a desculpa que vais usar?

"Quero saber quais são seus sonhos."

 

Há alguns anos, aceitei uma atribuição numa cidade do sul para trabalhar numa obra assistencial do governo. O que eu queria era mostrar que todo mundo tem capacidade de ser auto-suficiente, basta que essa capacidade seja ativada. Pedi à cidade que selecionasse um grupo de pessoas da obra assistencial, pessoas de diferente grupos raciais e famílias. Assim, eu veria essas pessoas, em grupo, durante três horas, todas as sextas-feiras. Pedi também uma pequena quantia em dinheiro para o trabalho, conforme minha necessidade.

A primeira coisa que eu disse depois de apertar as mãos de todos foi: "Quero saber quais são seus sonhos." Todos me olharam como se eu fosse alguma desequilibrada.

¾Sonhos? Não temos sonhos.

Eu disse:

¾Bem, o que aconteceu quando você era criança? Não tinha algo que queria fazer?

Uma mulher me disse:

¾Não sei para que servem os sonhos. Os ratos estão comendo meus garotos.

¾Oh ¾eu disse. ¾Isso é terrível. Não, é claro, você esta muito envolvida com os ratos e seus garotos. Como pode se resolver isto?

¾Bem, eu poderia utilizar uma nova porta de tela porque há buracos na minha.

Perguntei:

¾Há alguém aqui que saiba consertar uma porta de tela?

Havia um homem no grupo, que disse:

¾Eu costumava fazer coisas assim há muito tempo, mas agora tenho uma terrível dor nas costas. No entanto, vou tentar.

Eu disse a ele que tinha algum dinheiro, se ele iria até a loja comprar um pouco de tela para consertar a porta da senhora.

¾Acha que pode fazer isso?

¾Sim, vou tentar.

Na semana seguinte, quando o grupo se sentou, eu disse:

¾Bem, sua porta de tela está consertada?

¾Oh, sim - ela disse.

¾Podemos então começar a sonhar, não podemos?

Ela deu um meio sorriso.

Eu disse ao homem que havia feito o trabalho:

¾Como se sente?

Ele disse:

¾Bem, sabe, é muito engraçado. Estou começando a me sentir muito melhor.

Aquilo ajudou o grupo a começar a sonhar. Estes aparentemente pequenos sucessos permitiram que o grupo visse que os sonhos nao eram insanos. Estes pequenos passos começaram a fazer as pessoas sentirem que algo podia realmente acontecer.

Comecei a perguntar a outras pessoas sobre seus sonhos. Uma mulher contou que sempre quisera ser secretária. Eu disse:

¾Bem, o que a impede? (Esta é sempre minha próxima pergunta.)

Ela disse:

¾Tenho seis filhos e ninguém que tome conta deles enquanto estou fora.

¾Vamos ver - eu disse - Há alguém aqui que tome conta de seis crianças por um dia ou dois na semana enquanto esta mulher faz um treinamento na faculdade da comunidade?

Uma mulher disse:

¾Também tenho filhos, mas poderia fazer isso.

¾Mãos à obra - eu disse. Então criou-se um plano e a mulher foi para a escola.

Todos encontraram algo. O homem que instalou a porta de tela tornou-se faz-tudo. A mulher que tomou conta das crianças transformou essa atividade em profissão. Em doze semanas, todas aquelas pessoas estavam fora da obra assistencial. E eu não fiz isso uma única vez, tenho feito muitas vezes.

Virginia Satir                 

Do livro: "Canja de galinha para a alma" Jack Canfield e Mark Victor Hansen - Ediouro