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Irreverências No Feminino

By Marta Leal

Irreverências No Feminino

By Marta Leal

Mais um desafio que valeu uma grande dose de perseverança, confiança e determinação

 

 

"Muitas vezes pensamos que sabemos bem qual o rumo que queremos dar à nossa vida, mas nem sempre sabemos o suficiente para gerar a mudança em nós que faz acontecer. Pois, mas esse bocadinho assim, é tão importante. “Mental de gema” sempre com o cérebro a encaixar puzzles de pensamentos e ideias, encontrei nas sessões de Coaching com a Marta a parceria que necessitava numa fase de grandes mudanças na minha vida pessoal e profissional.  A Marta ajudou-me a questionar, a direcionar-me para quem realmente sou e a agir de acordo com isso. Mais um desafio que valeu uma grande dose de perseverança, confiança e determinação. Podia não ter abraçado este desafio, claro, mas a minha vida não era agora a mesma coisa."

 

 

 

Obrigada Célia!!!

Vestidos para Agradar

 

Mudam-se os tempos e mudam-se as filosofias de vida. Descobrem-se novas formas de estar, recuperam-se aprendizagens e procuramos tudo o que nos faça sentido ou então procuramos tudo o que seja moda. Corremos de aprendizagem em aprendizagem e experienciamos. Corremos, contudo, o risco de nos perdermos. Proliferam novos mundos de contacto com o nosso eu interior, com o nosso eu superior, com os nossos guias ou mesmo com aquele deus que escolhemos adorar.

Proliferam novos mundos por descobrir. Proliferam novos conhecimentos que podem ter a fórmula mágica do sucesso. Porque é isso que todos queremos ter, sucesso. E que fazemos nós? Avançamos numa busca constante daquilo que nos faça feliz, daquilo que nos faça sentir bem. Buscamos a felicidade, perseguimos “sentires” e revemo-nos em mestres que insistimos em moldar.

 

Até aqui parece-me bem, parece-me sempre muito bem a procura de algo melhor, a procura do conhecimento ou mesmo a procura de novas vidas e de novos caminhos. Queremos tanto, que, tal como fizemos no passado, insistimos em vestir apenas para agradar quando devíamos vestir apenas aquilo que nos serve. Martelamos aprendizagens, seguimos rituais que não nos fazem sentido, apenas por obrigação. Forçamos discursos, movemo-nos pelas palavras e esquecemo-nos que o que nos deve mover é o exemplo. Vestimos para agradar quando devíamos vestir apenas o que nos serve.

 

Na maioria dos casos corremos o risco da não integração ou, melhor dizendo, da não consolidação da aprendizagem. Esquecemo-nos constantemente que tudo tem um tempo próprio para crescer, que tudo tem um tempo para amadurecer. Rápido. Queremos tudo demasiado rápido. Não nos sentimos melhor ao primeiro minuto, então vamos continuar à procura. Procuramos satisfação exterior quando devíamos procurar conhecimento interior. Perguntas como: Quem sou eu na realidade? O que é que quero da vida? O que tenho feito para tornar a minha vida melhor? O que me falta para chegar onde quero chegar? – são muito raras de ser feitas, até porque lidar com a realidade é duro,  lidar com a realidade causa dor.

 

Aprendemos sem sentir. Queremos à viva força ser pessoas diferentes e pessoas mais felizes. Procuramos incessantemente uma felicidade fabricada e esquecemo-nos que a felicidade não se procura, a felicidade vive-se na forma como lidamos com quem somos, com o que nos acontece e com as circunstâncias que temos ao nosso redor. Corremos de aprendizagem em aprendizagem, saltamos de filosofia em filosofia e na maioria dos casos esquecemo-nos dos valores e dos princípios que as regem. Debitamos saberes mas agimos de forma contrária. É esse o efeito de quem veste para agradar.

 

Quantas vezes adaptamos filosofias de vida e temos comportamentos contrários ao que profetizamos? Incongruentes, tornamo-nos muitas vezes incongruentes entre o ser e o estar. Queremos ser e depois comportamo-nos de forma completamente diferente. Julga-se, compete-se, aponta-se e acusa-se. Somos humanos, é claro que somos humanos.

 

Não quero com isto dizer que não devamos procurar, não quero com isto dizer que não devemos aprender. Claro que sim. Procura e aprendizagem são passos importantes no caminho da mudança e do crescimento individual. Acredito apenas que essa procura deve ser feita com consciência de que se procura, com consciência de quem somos e para onde queremos ir. Acredito também que toda a aprendizagem tem pontos comuns e pontos divergentes. Confusos? Passo a explicar. Toda a aprendizagem deve ser aplicada e adaptada a quem somos. Que é como quem diz, deve-nos fazer sentido e deve-nos fazer bem. Tal como quando compramos uma roupa, se não nos servir mandamos modificar, deveríamos fazer o mesmo com a aprendizagem que recebemos. Ajustar a quem somos, adaptar o que nos faz sentido e deixar de martelar o que não nos faz. Tornaria tudo mais simples, tornaria tudo muito mais coerente. Não sei mesmo se não facilitaria na relação com o eu e com o outro, até porque, ao sentirmo-nos confortáveis, sentimo-nos muito mais felizes. Lembram-se? A tal felicidade que insistimos em procurar e nos esquecemos de sentir?

 

Descobre-te. Conhece-te e aceita-te. Aprende "de cor" todas as tuas mais-valias e todas as tuas limitações. Enumera de trás para a frente tudo aquilo que és e decide-te por quem queres ser. Veste apenas aquilo que te serve!

Mais um pouco de PNL

A PNL (Programação neurolinguistica) são um conjunto de técnicas para mudança do comportamento. Ter o controlo, estar ao volante da própria vida e programar o futuro são desafios que a PNL propõe. APNL é também a comunicação consigo próprio e com os outros, alargar a flexibilidade e compreender os processos mentais e cognitivos que estão por detrás de um comportamento, das emoções e do estado de espírito.

 

Está relacionada com auto-descoberta, exploração de identidade e missão. É não só uma ciência como uma arte multifacetada que oferece uma visão de estrutura de pensamento e ferramentas aplicáveis a todas as áreas de vida pessoal, familiar, profissional e social.

 

Todo o conhecimento veiculado pela PNL tem uma aplicação prática. Daí o desenvolvimento de modelos, técnicas e métodos que, aplicados sistematicamente e correctamente levam a superar as limitações que bloqueiam a conquista da felicidade pessoal e do progresso profissional.

 

A prática da PNL desencadeia um processo  terapêutico evolutivo e transformador, gerando novos valores, capacidades e comportamentos.

 

Cá por casa

Cá por casa devo confessar que  me  continua a fazer uma certa confusão os supra-sumos da inteligência. Aqueles que tudo sabem e tudo acertam. Os que nunca erram, os que têm certezas absolutas e que nunca mudam de opinião. Aqueles que julgam e impõe como se a continuidade do planeta dependesse disso. Sempre que me cruzo com alguém assim questiono-me sempre se estou a lidar com pessoas ou com autómatos.

 

Gosto. Gosto daquela ar "nojentinho" a olhar para mim quando do alto dos meus saltos e do meu metro e meio digo toda orgulhosa : Eu choro, eu irrito-me, eu falho, eu mudo de opinião e sabes que mais? É por isso que gosto tanto de mim, sou autêntica numa aprendizagem continua e num crescimento diário.

 

Até porque cá por casa continuo assim muito mãe, muito mulher e cada vez mais eu mesma.

 

 

 

 

 

Senhor Palha

Era uma vez, há muitos e muitos anos atrás, é claro, porque as melhores histórias sempre se passam há muitos e muitos anos, um homem chamado Senhor Palha. Ele não tinha casa, nem mulher, nem filhos. para dizer a verdade, só tinha a roupa do corpo. Pois o Senhor Palha não tinha sorte. Era tão pobre que mal tinha o que comer e era magrinho como um fiapo de palha. Por isso é que as pessoas o chamavam de Senhor Palha.

Todo dia o Senhor Palha ia ao templo pedir à Deusa da Fortuna para melhorar sua sorte, e nada acontecia. Até que um dia, ele ouviu uma voz sussurrar: - "A primeira coisa que você tocar quando sair do templo lhe trará grande fortuna." O Senhor Palha levou um susto. Esfregou os olhos, olhou em volta, mas viu que estava bem acordado e o templo estava vazio. Mesmo assim, saiu pensando: "Eu sonhei ou foi a Deusa da Fortuna que falou comigo?" Na dúvida, correu para fora do templo, ao encontro da sorte.

Mas na pressa, o pobre Senhor Palha tropeçou nos degraus e foi rolando aos trambolhões até o final da escada, onde caiu na terra. Ao se pôr de pé, ajeitou as roupas e percebeu que tinha alguma coisa na mão. Era um fiapo de palha.

"Bom", pensou ele, "um fiapo de palha não vale nada, mas, se a Deusa da Fortuna quis que eu pegasse, é melhor guardar."

E lá foi ele, segurando o fiapo de palha.

Pouco depois apareceu uma libélula zumbindo em volta da cabeça dele. Tentou espantá-la, mas não adiantou. A libélula zumbia loucamente ao redor da cabeça dele.

"Muito bem", pensou ele. "Se não quer ir embora, fique comigo."

Apanhou a libélula e amarrou o fiapo de palha no rabinho dela. Ficou parecendo uma pequena pipa, e ele continuou descendo a rua com a libélula no fiapo.

Logo encontrou uma florista com o filhinho, a caminho do mercado, onde iam vender flores. Vinham de muito longe. O menino estava cansado, suado, e a poeira lhe trazia lágrimas aos olhos. Mas quando o menino viu a libélula zumbindo amarrada no fiapo de palha, seu rostinho se animou.

- Mãe, me dá uma libélula? - pediu. - Por favor!

"Bom", pensou o Senhor Palha, "a Deusa da Fortuna me disse que o fiapo de palha traria sorte. mas esse garotinho está tão cansado, tão suado, que pode ficar mais feliz com um presentinho". E deu a libélula no fiapo para o garoto.

- É muita bondade sua - disse a florista. - Não tenho nada para lhe da dar em troca além de uma rosa. Aceita?

O Senhor Palha agradeceu e continuou seu caminho, levando a rosa.

Andou mais um pouco e viu um jovem sentado num toco de árvore, segurando a cabeça entre as mãos. Parecia tão infeliz que o Senhor Palha lhe perguntou o que havia acontecido.

- Vou pedir minha namorada em casamento hoje à noite - queixou-se o rapaz. - Mas sou tão pobre que não tenho nada para dar a ela.

- Bom, também sou pobre - disse o Senhor Palha. - Não tenho nada de valor, mas se quiser dar a ela esta rosa, é sua.

O rosto do rapaz se abriu num sorriso ao ver esplêndida rosa.

- Fique com essas três laranjas, por favor - disse o jovem. - É só o que posso dar em troca.

O Senhor Palha seguiu andando, carregando três suculentas laranjas.

Logo encontrou um mascate, ofegante. - Estou puxando a carrocinha o dia inteiro e estou com tanta sede que acho que vou desmaiar. Preciso de um gole de água.

- Acho que não tem nem um poço por aqui - disse o Senhor Palha - Mas se quiser pode chupar estas três laranjas.

O mascate ficou tão grato que pegou um rolo da mais fina seda que havia na carroça e deu-o ao Senhor Palha, dizendo:

- O senhor é muito bondoso. Por favor, aceite esta seda em troca.

E o Senhor Palha mais uma vez seguiu pela rua, como rolo de seda debaixo do braço.

Não deu dez passos e viu passar uma princesa numa carruagem. Tinha um olhar preocupado, mas sua expressão logo se alegrou ao ver o Senhor Palha.

- Onde arrumou essa seda? - gritou ela. - É justamente o que estou procurando. Hoje é aniversário de meu pai e quero dar um quimono real para ele.

- Bom, já que é aniversário dele, tenho prazer em lhe dar essa seda - disse o Senhor Palha. A princesa mal podia acreditar em tamanha sorte.

- O senhor é muito generoso - disse sorrindo. - Por favor, aceite esta jóia em troca.

A carruagem se afastou, deixando o Senhor Palha segurando a jóia de inestimável valor refulgindo à luz do sol.

"Muito bem", pensou ele, "comecei com um fiapo de palha que não valia nada e agora tenho uma jóia. Acho que está bom."

Levou a jóia ao mercado, vendeu-a e, com o dinheiro, comprou uma plantação de arroz. Trabalhou muito, arou, semeou, colheu, e a cada ano a plantação produzia mais arroz. Em pouco tempo, o Senhor Palha ficou rico.

Mas a riqueza não o modificou. Sempre ofereceu arroz aos que tinham fome e ajudava a todos que o procuravam. Diziam que sua sorte tinha começado com um fiapo de palha, mas quem sabe foi com a generosidade?

 

Extraído do "Livro das Virtudes - volume II - O Compasso Moral" de William J. Bennett Colaboração de Castro Lima de Souza / e-mail:   clsouza@netview.com.br

És um bom comunicador?

 

O auto-conhecimento leva á melhoria e á mestria. Ao fazeres pequenas mudanças podes aumentar a tua eficácia e aumentar as tuas competências como comunicador. Responde ás seguintes perguntas:

  1. Costumas olhar as pessoas nos olhos?
  2. Estás atento á  postura do corpo e ás expressões faciais da pessoa com quem comunicas?
  3. Crias empatia e tentas compreender os sentimentos, pensamentos e acções do outro?
  4. Costumas deixar a pessoa terminar o seu pensamento, mesmo que já saibas o que a pessoa quer dizer?
  5. Costumas fazer perguntas para esclareceres as informações?
  6. Costumas sorrir e acenar com a cabeça para mostrares o teu interesse?
  7. Como te costumas comportar quando não gostas da pessoa que está a falar?
  8. Como te costumas comportar quando não concordas com aquilo que a pessoa está a dizer?
  9. Costumas ignorar as distracções á tua volta
  10. Costumas-te lembrar dos pontos importantes das conversas?
  11. Consegues manter-te neutro?

Agora para melhorares a tua comunicação cria um plano de acção. Depois, para cada pergunta cria um acção. Por exemplo: durante uma semana sempre que falares olha a pessoa nos olhos, na segunda semana olha a pessoa nos olhos mas fica atento á expressão corporal.

 

Sabes o outro?

 

 

Sabes, o outro? Aquele que muitas vez te faz perder horas de sono e de concentração? Sabes, o outro? aquele por quem tu ás vezes nutres sentimentos de raiva e de ódio. Sabes,  o outro? aquele a quem tu muitas vezes queres impor condições e formas de viver? Sabes,  o outro? aquele que muitas vezes te impede de seres quem és apenas por que tens medo do que possa pensar? Sabes, o outro? aquele que tu queres perfeito?

 

Sabes que o outro é apenas o outro num ser e num estar que o caracterizam? Sabes que a magia de ser outro é que pode ser unico. Sabes que o outro pode não querer? Sabes que o outro pode ser numa forma e num ser estar muito próprios? Sabes que o outro tem todo o direito de escolha?

 

Sabes que o interessante é que o outro és tu quando outros olham para ti.

Niveis de aprendizagem e mudança

 

A aprendizagem efectiva implica sempre uma mudança pessoal. Sabes quais são os níveis de aprendizagem e mudança?

 

1) Eu sei está relacionado com o conhecimento adquirido;

2) Eu posso está relacionado com as aptidões e competências para implementar o conhecimento adquirido;

3) Eu quero está relacionado com a motivação para usar conhecimento e competências;

4) Eu faço está relacionado com a entrada em acção.

 

A aprendizagem só é garantida quando um individuo aplica o seu conhecimento, competências e motivação ao processo de mudança.