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Irreverências No Feminino

By Marta Leal

Irreverências No Feminino

By Marta Leal

A crónica de quem pergunta

 

 

“a minha relação acabou porque me apaixonei por outra pessoa…depois não tive coragem e voltei para casa”

 

 

Gostava na realidade de conseguir perceber um pouquinho mais sobre relações. As minhas e as dois outros. Por vezes sinto-me confusa quando observo esta coisa que se designa de  sentimentos. Sentimos uma coisa fazemos outra ou então temos determinadas atitudes que vão contra ao que realmente sentimos. Confusos? Calma caros leitores que eu passo a explicar.

 

Olho para o lado e vejo a maioria das pessoas a viverem relações sem nexo. Onde os sentimentos que iniciaram a relação se misturam com interesses materiais e sociais. Vejo pessoas que traem porque não são felizes mas que são incapazes de mudar de vida só porque isso dá muito trabalho. Vejo pessoas que são traídas mas que não tomam nenhuma atitude porque isso implicaria abdicar da vida social, de bens materiais, de rotinas vividas.. Vejo engano, traição, jogos de cintura mascarados de "famílias felizes" em prole das tradições e dos bons costumes. Confundem-se os quereres com os poderes.

 

Olho para o lado e vejo mulheres/homens  que abdicaram de ser quem são um pelo outro. Observo casais que não trocam uma palavra enquanto tomam uma refeição juntos. Oiço pessoas a dizerem "o meu marido nem pode sonhar" ou então "se ela sabe mata-ma" . Escondem-se  atrás de mentirinhas sem importância para manterem a paz podre e fingir que são muito felizes. Porque se fingirem com muita força até são capazes de se convencerem de que são realmente muito felizes.

 

Mas o que eu gosto mesmo é de olhar para o lado e ver casais felizes. Sentir-se a sintonia  quando estão juntos. Olharmos e vermos alegria, felicidade e vontade de estar.  Vermos o quanto se amam quando se olham, ver o quanto se adoram quando conversam. Gosto de um bom olhar aparvalhado e de uma cumplicidade sentida.

 

Acredito que numa relação não se tem de lutar, não se tem de provar, não se tem de abdicar, vive-se simplesmente na sintonia do amor que une duas pessoas.  Acertam-se coordenadas sempre que se sente que há um desvio de rota e respira-se com vontade de respirar.

 

A Maria fala-nos de sentimentos forçados e vontades proibidas a pergunta que eu lhe faço é:

 

“O que é que farias se soubesses que nada iria falhar?”

 

Quanto a ti caro leitor, lembra-te que o teu desafio e o teu exemplo podem ser o tema da próxima crónica, até porque as tuas experiências podem ser a motivação de outros.

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