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Irreverências No Feminino

By Marta Leal

Irreverências No Feminino

By Marta Leal

Divas

Fala-se de cinema e lembro-me de divas. Das de ontem e das de hoje. Lembro-me de divas ao mesmo tempo que permito que o meu pensamento voe. Ao permitir que isso aconteça recordo uma conversa recente, onde se falava de heranças genéticas e heranças culturais enquanto seres e enquanto espécie. Evoluem as espécies e evoluem as características de género.

 

O homem está mais emocional e a mulher mais racional. Pacifico, compreensível e fruto de uma sociedade em constante mudança. Até aqui aplaudo de pé e com um sorriso de orelha a orelha. Surge-me contudo uma questão. Acredito que uma questão fruto da idade e da vivencia. 

 

Corremos o risco, enquanto mulheres, de perder os pequenos mimos de recebermos um ramo de flores sem razão aparente, de nos deixarem passar á frente, de nos abrirem a porta de um carro e de nos levarem os sacos? Corremos o risco de deixarmos de ser tratadas como divas?

 

Agora que penso nisso gosto de ser tratada como diva ao mesmo tempo que me assumo como mulher. Gosto de ser mimada ao mesmo tempo que me assumo determinada. Gosto daquilo que penso ser o segredo, equilíbrio no estar e no gostar.

 

Marta Leal

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