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Irreverências No Feminino

By Marta Leal

Irreverências No Feminino

By Marta Leal

Workshop de Organização Pessoal e Gestão de Tempo

Sabias que a desorganização em que vives pode afectar a tua saúde? A ansiedade que te provoca o facto de teres coisas para fazer e/ou arrumar pode impedir-te de atingires os teus objectivos? Sabias que uma pessoa organizada tem mais hipóteses de atingir os seus sonhos do que uma pessoa desorganizada? Tens demasiadas tarefas e não sabes por onde começar? Sentes que estás a perder o controlo e a vontade?
 
Queres ajuda para te organizares pessolmente e profissionalmente? Muda o padrão, muda o comportamento e muda a atitude. Organiza as tuas tarefas, a tua casa, a tua carreira e as tuas relações.
 Objectivos:

- identificação das prioridades pessoais;
- avaliação do equilibrio entre as diferentes áreas da vida: profissional, saude, espritualidade, sonhos, familia e lazer;
- avaliação da coerencia entre prioridades e investimento de tempo, energia e dinheiro;
- definição de objectivos e planeamento de estratégias para mudança;
Pedir uma ajuda não é sinal de fraqueza é sinal que estás pronto para seguir em frente!
Agora tens oportunidade de o fazer a um preço muito mais acessivel.  Em parceria com a letsbonus .

Pessoas Comuns - Histórias Inspiradoras

Katie Aune 

Katie Aune – Antes : Esgotada e insatisfeita com o trabalho.  Agora: Mais forte, confiante e dando valor à pequenas coisas

 

Um dia Katie respirou fundo e percebeu que estava descontente com o trabalho que desenvolvia  e que andava há muito tempo sem  descanso. Então com muita coragem largou o emprego e iniciou-se numa aventura.

 

Foram 13 meses a viajar sozinha por todos os 15 países da antiga União Soviética. Apesar de ter voltado à sua rotina normal, voltou com uma perspectiva totalmente diferente da vida.

 

Queres saber o que aconteceu? http://katieaune.com/

A cobiça

Conta-se que há muito muito tempo existia uma mulher que possuía uma galinha que lhe dava um ovo todos os dias. Muito ambiciosa começou a pensar como é que poderia ter dois ovos por dia em vez de um. Então, para atingir o seu objectivo resolveu aumentar, para o dobro, a ração que dava á galinha. Acontece que a galinha começou a engordar e tornou-se tão preguiçosa que nunca mais pôs ovo nenhum.

 

autor desconhecido

A Leonor foca-se na excelência

"Marta, um reconhecimento fica sempre bem…. E sinto ser esta também uma forma de ajudar outros profissionais, pelo que aqui deixo algumas letrinhas sobre a minha experiência relativamente ao seu extraordinário desempenho. Tive a oportunidade de conhecer a Marta Leal através de uma acção de Coaching, via Skype, uma vez que vivemos em cidades diferentes. Se eu pudesse resumir todos os benefícios das nossas sessões numa só palavra, essa palavra seria Excelência. Ao longo de várias semanas, através do seu profundo conhecimento em comportamento humano e motivação, a Marta conseguiu manter-me altamente motivada e organizada, ajudando-me a criar novas perspectivas, encorajando-me, desenvolvendo a minha auto confiança e principalmente ajudando-me a reconhecer os pontos fracos e fortes, concentrando-me nos fortes e melhorando os fracos. É uma experiência que recomendo vivamente a todas as pessoas, quer estejam empregadas ou não. Confesso que já tenho saudade das nossas extraordinárias horas de agradável conversa e contínua descoberta. Deixo à Marta um grande e especial agradecimento pelos resultados obtidos, que me deram muita mais coragem e motivação, acreditando que estou no caminho certo. Não deixem de experimentar a sua acção nas vossas vidas."

 

Leonor Marante

 

Pronto para seres motvad@?

Cá Por Casa

 


Os vestidos e as camisas de verão voltaram a encolher. Acredito que seja do mau tempo que se tem vido a sentir na zona oeste até porque a neblina matinal tem sido uma constante. Existe quem insista a colocar a culpa sobre as bolas de berlim com leite condensado que eu gosto de comer. Eu, continuo a pensar que a responsabilidade é do tempo, sempre do tempo.
 Já repararam como anda inconstante?

 

Há muitos anos que não tinha uma cor tão pálida e uma vontade tão grande de fazer praia. O branco está tornar-se mais sujo e os banhos de mar uma realidade. Cá por casa é mais um ano que percebo o quanto os filhos crescem e quão necessário é deixa-los voar.

 

A necessidade e o planeamento fizeram-me estar de férias em part-time e fora da minha zona de conforto. Tranquilo, muito tranquilo até porque há quem diga que o sucesso não tira férias!

 

Eu? Continuo assim muito mãe, muito mulher mas sobretudo eu mesma.

Acção para encontrares novos amigos

 

 

Depois de saberes o que queres,  que é que vais fazer para começar?

 

Isto pode ser qualquer coisa desde um telefonema, começar um novo hobby ou atividade, presentear um evento ou perguntar a alguém se quer ir beber um café. E se é uma ideia pela qual já tenhas procrastinado antes, agora é a altura de o fazer… Simplesmente escreve o que vais fazer e sê o mais específico possível!

 

1ªAcção - Algo que possas fazer agora! (Deve estar feita até ao fim do dia)
……………………………………………………………………………………………

2ª Acção
…………………………………………………………………………………………… Quando: ………………………………….

3ªAcção
…………………………………………………………………………………………… Quando: ………………………………….

 

Toda a mudança começa com um pequeno passo. Apenas um pequeno passo!

Quando o azar se transforma em sorte

 

Madalena sentou-se na cadeira da esplanada onde há vinte anos tinha por hábito ir.  Pousou o livro em cima da mesa verde e olhou em redor. Nada ou quase tinha mudado. Revivera aquela imagem vezes sem conta mas do que mais tinha sentido saudades era do cheiro a maresia. Aquele cheiro que tantas vezes a tinha acalmado mas que com o tempo quase tinha esquecido.

 

Observou as pessoas que começavam a chegar à praia, sorriu ao ver a forma como as crianças brincavam e corriam em direcção ao mar. Também elas tantas vezes tinha estado naquela situação naquele mesmo areal. Recordou os inúmeros castelos de areia que fez, as correrias pela praia atrás dos filhos e a ansiedade que sentia sempre que os via afastarem-se.

 

- Os velhos hábitos nunca se perdem, posso sentar-me?

 

Os anos tinham passado por ele mas era capaz de o reconhecer em qualquer lugar.Ali estava ele o homem que um dia a tinha feito mudar o rumo da sua vida. O homem que a tinha feito afastar de tudo e recomeçar de novo afastada de quase tudo o que gostava.

 

- Mas claro que podes. Como estás?

- Mais velho mas isso já deves ter reparado.

- Estamos os dois meu caro.

- Mas linda como sempre

- E tu não perdeste o charme

- Não me digas que costumas vir aqui muitas vezes. Se o disseres atiro-me a mar.

- Não vinha cá há cerca de vinte anos. Hoje resolvi voltar.

- O que é que te aconteceu? Procurei-te por todo o lado.

- Queres que comece por onde?

- Por onde quiseres.

 

Continuava cuidado e gentil. A cara enrrugada não perdera a expressão e os olhos continuavam expressivos. Ao longo do tempo a imagem que tinha dele foi desaparecendo bem como todos os sentimentos que a acompanhavam. Tinha perdido não só a referência fisica e com ela a referência emocional. Deu consigo a pensar que de facto o tempo cura tudo.

- Então? encomendo já o jantar?

- Desculpa?

- Estás a demorar tanto tempo a começar que acho que vamos ficar aqui o dia todo.

- É assim tão importante para ti?

- Perdi-te há mais de vinte anos e procurei-te por toda a parte é natural que esteja curioso.

- Depois de me teres ligado a dizer que não podias continuar. Falei com a Raquel. lembro-me que chorava tanto que ela largou tudo para vir ter comigo. Falei-lhe do que tinha acontecido e repeti vezes sem conta que só queria desaparecer. A Raquel esteve sempre lá lembraste dela?

- Claro que me lembro vocês eram inseparáveis.

- No dia seguinte a Raquel, que sempre se mexeu bem em todo lado, trouxe-me uma documentação para trabalhar numa embaixada. Estavam a necessitar de uma pessoa e ela lembrou-se de mim. As aulas tinham terminado e era mais fácil tratar de tudo. O unico senão era que me tinha de mudar de armas e bagagens para a Grécia.

- Grécia?

- Sim. E deve ter sido a decisão mais rápida que tomei em toda a minha vida.  Em dois meses tinha a documentação pronta, as trasferências dos miudos efectuadas e a casa posta à venda.

- Eu sei. Passado 3 meses arrependi-me da minha decisão e procurei-te por todo o lado. Cheguei até a falar com a Raquel mas ela foi intransigente. Disse-me sempre que não sabia de nada e para eu a deixar em paz. Tentei faze-la ver que te amava mas de nada valeu.

- Ela contou-me.

- Contou-te?

- O ano passado mas já lá chegamos.

- Mudei-me de armas e bagagens para Atenas. Comigo foram dois grupos um que ia trabalhar para a Embaixada e outro que ia formar uma empresa. Lembro-me que a minha diferença para eles era que eles iam abraçar um projecto novo eu ía na tentativa de fugir de um projecto antigo. Quando chegámos tinhamos uma casa à nossa espera e os miudos já estavam inscritos nas escolas. O inicio foi dificil sentia-me longe de tudo e de todos apesar de ter sido sempre muito apoiada. E, depois os miudos sempre com tanta actividade obrigavam-me a ter de contactar com muita gente.

- Sabes que nunca mais me apaixonei porn ninguém?

- Eu não posso dizer o mesmo. Voltei a apaixonar-me e a casar. Conheci o Manuel no voo. Os miudos adormeceram na sala de embarque e ele ajudou-me a embarcar. Mais tarde contou-me que conhecia a Raquel e que ela lhe tinha pedido para tomar conta de nós. Foi das pessoas que mais me apoiou e ao fim de dois anos descobri quen estava completamente apaixonada por ele.

- E os miudos?

- Os miudos adaptaram-se rapidamente. De inicio chegaram-me a perguntar se ias ter connosco. Nem sabes o que essas palavras me magoavam. Mas com o tempo também eles foram esquecendo. Hoje estão ambos formados e casados. O joão está agora nos Estados Unidos a fazer um doutoramento. A Alice é médica e casou o ano passado.

- Também me esqueceste?

- Os grandes amores não se esquecem. Podem acabar mas não se esquecem e acho que foi isso que me aconteceu. Sabes que no dia do meu casamento dei comigo a agradecer-te por teres tomado a decisão que tomaste?

- Como assim?

- Foi a tua decisão que me fez tomar outro caminho e se assim não fosse não tinha vivido os anos maravilhosos que vivi. Até ao ano passado.

- Então?

- O Manuel sofreu um acidente de viação e acabou por morrer na sala de cirurgia.

- Lamento.

- Também eu. E, foi justamente depois da morte dele que a Raquel foi ter comigo e me contou que tinhas procurado logo depois de ter ido para a Grécia. Pediu-me perdão por não me ter contado mas que não me queria ver a sofrer mais. Nesse dia choramos abraçadas uma à outra eu não sei se por desespero ou se por agradecimento. Afinal, nunca vou saber qual teria sido a minha decisão se ela me tivesse contado há vinte anos.

- Talvez tivessemos ficado juntos.

- Não sei. Eu estava muito magoada e amargurada. A mágoa destrói qualquer tipo de relação.

- E, agora o destino juntou-nos outra vez.

- Sabes que não acredito muito nessas coisas do destino. Quem nos juntou foram as nossas decisões. Tal como foram elas que nos afastaram.

- Eras uma romântica na altura.

- E continuei a ser mas isso não implica que acredite no destino.

- E o que chamas ao facto de nos encontrarmos aqui?

- Hábitos. Eu tinha o hábito de vir aqui e tu também o ganhas-te.

- És feliz?

- Pode-se dizer que sim. Vive muito feliz durante todos estes anos e, agora que o Manuel morreu sinto-me feliz cada vez que o recordo. E tu?

- Eu nunca me perdoei ter-te deixado.

- Acredites ou não. Foi o melhor que me podias ter feito

Tens-te esquecido?

Entre tantas acções do dia-a-dia por vezes esqueço-me de tantas outras coisas que me dão prazer. Caracterizo-me por gostar de coisas diferentes, por ir do 8 ao 80 e por achar que ser constantemente seduzida pela diferença. Depois percebo que me esqueço. Esqueço-me de escrever porque sim, esqueço-me da leitura daquele livro que me faz suspirar, esqueço-me das risadas fruto das conversas com as amigas, esqueço-me das visitas e dos almoços e jantares que tão bem nos fazem.

 

Percebo que me esqueço porque começo a sentir saudades. Percebo que me esqueço porque o meu eu começa á procura de mais e diferente. Percebo que me esqueço porque o meu mundo começa a ficar desequilibrado.

 

E Tu? Tens-te esquecido de quê?

Pessoas comuns - Vidas Inspiradoras

 

Ying TeyYing Tey – Antes: Uma pessoa triste após a morte da mãe. Agora: Uma pessoa que se reencontrou.

 

Ying Tey tinha apenas 18 anos quando a mãe morreu "A morte é uma grande professora. Ela ensina, de uma forma irónica, que todos têm uma data de validade", diz ela.

 

Com esta aprendizagem não quiz perder tempo em criar relações e três meses depois iniciou a sua jornada.

 

Mais inspiração? Dá uma olhadela por aqui http://tinywanderer.com/

 

E quando alguém fica com a nossa vida

 

Olho à volta sinto que todos andam a uma velocidade superior à minha. Quero fugir quero desaparecer mas não consigo mover-me. Ouço alguém perguntar-me se estou bem. Abano a cabeça em sinal de assentimento. Sinto-me noutra dimensão, os meus pensamentos fogem-me acelerados. Não quero nem posso pensar mais.

 

Paro. Não sei onde estou ou como vim aqui parar. O meu corpo anda sem sentido porque os meus pensamentos se encontram perdidos. Não consigo sequer chorar. Não sei o que sinto porque não sinto nada. Quero um ombro para chorar, quero uns braços que me abracem e me digam simplesmente “vai passar”

 

Olho, reconheço este sítio. Foi onde um dia gritaste para que todos ouvissem que me amavas. Sento-me no mesmo local e não aguento mais. Choro não sei por quanto tempo. Começo lentamente a deixar a dormência em que fiquei. Sinto dor, sinto raiva. Sinto o que nunca tinha sentido. As esperanças desapareceram e com ela a vontade de viver e de rir. Agora sinto tristeza e dor.

Queria fechar os olhos e só acordar quando tudo passasse. Tento mas não consigo, Era tão fácil se assim fosse.

 

Recordo tudo o que tivemos. Revivo emoções, sentimentos, desejos e paixão. Acordo para a realidade. Sinto-me dorida porque agora duvido se o que vivi foi verdadeiro. Não posso e não quero recordar mais. Dói muito dói demais.

 

Tomo uma decisão recuso-me a amar novamente. Não volto a sofrer por ninguém.”

 

Enquanto lia estas linhas Joana revivia tudo o que um dia tinha sofrido. O mau estar, a dor e, até as lágrimas voltaram. Encontrara este pequeno texto por acaso. Já se tinha esquecido que um dia o tinha escrito e mal se recordava do rosto de quem a tinha feito sentir assim. Engraçado as emoções voltarem todas ao de cima e as imagens não.

 

Fora naquela hora, naquele momento que decidira nunca mais voltar a amar. Hoje sabia que tinha sido uma decisão errada mas fora a que sentira há uns anos atrás. Hoje apetecia-lhe voltar a viver de forma menos sarcástica e azeda. Hoje gostava que alguém já sem rosto na sua memória não a tivesse feito alterar o meu modo de ser e de viver.

 

O tempo não se recupera. Os momentos não se recuperam podem-se reviver e recordar mas não se recuperam e hoje Joana hoje tinha vontade de voltar a trás mudar de decisões e, alterar o seu rumo.

 

Tinha consciência de que desde esse dia se tinha afastado de tudo o que a podia magoar. Deixara de viver com medo. Vivia rodeada de fantasmas de vida que a impediram de viver. Deixara de acreditar e ao mesmo tempo deixara de viver. Agora percebia que desde aquele dia que deixou de ser ela própria para ser aquilo em que deixara que a transformassem.

 

Hoje ao encontrar aquele texto seu percebera que já mal se recordava de quem lhe fizera mal. Hoje percebera que caíra na pior armadilha em que alguém pode cair. O permitir que alguém nos mude só porque nos fez perder as esperanças. O permitir que alguém fique com a nossa vida.