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Irreverências No Feminino

By Marta Leal

Irreverências No Feminino

By Marta Leal

Serenidade

 

(imagem retirada da net)
 

Gosto tanto de estar comigo que sinto a minha falta quando não consigo estar. E é nessa altura que me afasto e me recolho. Depois tenho aqueles momentos de prazer seja a caminhar, seja a ouvir o mar, seja a correr na praia. Sozinha eu e os meus guias, as minhas vivencias, os meus sonhos. E é aí que reside aquilo que eu considero ser a minha fonte de energia os momentos comigo que me permitem que esteja tão bem com os outros.

um dia com sabor a serenidade, muita serenidade.

Tempo sem Tempo

 


Acredito que o tempo não é nada mais do que um conceito que os humanos inventaram para nos chatear. Acredito que se os relógios não existissem não nos daríamos conta do quanto corremos de um lado para o outro. Acredito que era mais fácil deixarmo-nos levar por vontades, ventos e estações. Perdiam-se tensões e aflições. Ganhavam-se encontros e desencontros. Interessante viver-se num tempo sem tempo.

 

Tudo isto porque verifiquei que não venho aqui existe algum tempo.

 

Um dia com sabor a tempo, muito pouco tempo.


 

Fale-se de amor

 

Hoje fale-se de amor. Fale-se daquele amor que nos faz sorrir e flutuar. fale-se daquele amor que nos coloca as mãos transpiradas e o coração a palpitar. Fale-se daquele amor que nos faz sentir no topo do mundo. Fale-se do amor onde o um é o complemento do outro. Fale-se do amor que nasce de duas almas que decidiram unir corpos. Hoje sorria-se na vontade e na fome do outro. Hoje sorria-se na fusão de dois que momentaneamente se tornam um. Hoje fale-se de um amor natural que mais do que pensado é sentido sem lógica apenas numa sincronicidade de quereres.

 

Um dia com sabor a amor, muito amor.

 

Marta Leal

Caminhos

 (imagem retirada da net)

 

Não deixa de ser  interessante a forma como a vida nos vai ensinando ou,  melhor dizendo,  a forma como as experiências de vida nos vão fazendo mudar de opinião. Mudamos de opinião não só em relação à forma como encaramos a vida mas acima de tudo aos caminhos a seguir.

 

Tempos houve em que acreditei que o destino estava traçado, isto é, por muitas voltas que pudesse dar as coisas acabariam sempre por acontecer naquele sentido. Hoje acredito no oposto somos nós que traçamos o próprio destino pelos caminhos que decidimos percorrer, pelas pessoas que decidimos acolher, pelos que decidimos abraçar. Cada vez que chegamos a uma encruzilhada só a nós cabe a decisão de escolher o caminho para onde queremos ir. Se errarmos só nós resta voltar atrás e percorrer outro caminho. A isto chama-se aprendizagem. Acredito que só crescemos como pessoas se aprendermos não só nas derrotas mas também na forma como celebramos as vitórias.

 

Um dia com sabor a vitória, muita vitória

 

Marta Leal

Medos

 (imagem retirada da net)

É, de facto, o medo que nos impede a maioria das vezes de seguir em frente. Temos medo de sofrer, temos medo de nos desiludir, temos medo até de errar. Com o tempo somos incapazes de nos entregar da mesma forma como nos entregámos da primeira vez que nos apaixonamos. Estamos sempre na duvida, questionamos o que não devíamos questionar, desconfiamos ao menor indicio e nunca estamos lá como devíamos estar de forma natural e pura.

 

Equilibre-se  o medo e saia-se da zona de conforto. Equilibre-se o medo e ame-se, sonhe-se e concretize-se.

 

Um dia com sabor a amor, muito amor.

 

Marta Leal

Fantástico

(imagem retirada da net)
 

Fantásticas aquelas pessoas que nos conseguem colorir os dias. Fantásticas aquelas pessoas que brilham de uma forma tão intensa que nos fazem sorrir naquela visão.  Sinto-me feliz por ter muitos coloridos á minha volta. Sinto-me feliz por serem  cada vez mais aqueles que me ajudam a colorir a tela da minha vida.

 

Pinte-se. Pinte-se com as cores do arco íris tudo onde tocamos. Suje-se as mãos de tinta, crie-se ambientes e estilos muito próprios. Viva-se a vida como se de um quadro se tratasse. No final, assine-se a vida e faça-se dela uma obra de arte, a nossa obra de arte.

 

Um dia com sabor a cor, muita cor.

 

Marta Leal

Fale-se de Preguiça

 (Imagem retirada da net)

 

Devo confessar que gosto de preguiça. Gosto de preguiça momentânea daquela que nos faz ficar momentaneamente no estado semi acordado. Gosto da preguiça que me permite estar, pensar e  planear. Depois abandono a preguiça e agarro a a acção. Fantástica a sensação de tarefa cumprida e tarefa concretizada.  Tal e qual quando nos entregamos ao amor num frenesim total e, finalmente, descansamos preguiçando na ausencia a existencia do momento.

 

Gosto. Gosto dos dias em que se cumprem tarefas que me fazem avançar.

 

Um dia com sabor a acção, muita acção.

 

Marta Leal

Vento

 
Sempre que ouço o vento questiono-me dos segredos que já ouviu, das conversas de que já foi cumplice, das inconfidencias que já testemunhou. Sempre que ouço o vento acredito que me sussurre palavras sentidas e palavras vividas. Sempre que ouço o vento relembro momentos, historias e memorias.
 
Gosto. Gosto do sussurar do vento. Gosto do som e da forma como nos afaga enquanto passa por nós.
 
Um dia com sabor a sussuros
 
Marta Leal

Fome

 (Imagem retirada da net)

 

Hoje fale-se de Fome. Não da fome que continua a matar por todo o mundo apenas porque vivemos num planeta onde a riqueza está desequilibrada. Não falemos de fome que faz com que cada vez mais se tomem atitudes desesperadas. Não se fale da fome que deixa uns sem dormir e outros completamente indiferentes. Não se fale da fome que faz com que tantas vezes nos sintamos impotentes.

 

Hoje fale-se da fome de sentimentos, da fome de pessoas, da fome de atenção, da fome de abraços, da fome de sorrisos. Enfim, hoje fale-se da fome daquilo que nos alimenta a alma porque, acredito eu, que só com esta alimentada vamos conseguir alimentar muitos outros corpos.

 

Hoje fale-se da fome que temos daqueles que amamos, da fome que temos daqueles que nos colocam um sorriso no coração, da fome daqueles momentos que nos fazem parar no tempo. Hoje fale-se dos abraços que nos fazem sentir em casa, fale-se dos sorrisos que nos fazem crescer e dos momentos que nos fazem efectivamente viver.

 

Um dia onde a única fome que impere seja a da vontade.

 

Marta Leal

D'alma

Hoje lembrei-me deste que escrevi para a Fabrica de Histórias

 

Conta-se que existem dois mundos. Conta-se que um dia se descobrem os segredos de um mundo de sentires. Abrem-se se os cofres das almas. Soltam-se as cúmplices com promessas de reencontros. Abraçam-se numa despedida e assumem-se missões. Só no crescer existe reencontro. Munem-se de vontades e partem para um mundo terrestre. Esqueçam as memórias num mundo de sentires. Nasce-se, cresce-se a aprende-se. Busca-se um olhar e sente-se no tocar.

 

Cresce-se num mundo de fantasia. Balança-se ao som de histórias de encantar. Dança-se ao som de músicas felizes. Queremos ser fadas de um reencontro, princesas de uma vida e felizes para sempre para todo o sempre. Acredita-se no príncipe encantado e constroem-se castelos de areia desfeitos por lágrimas de desilusão. Permite-se sonhar sabendo que se corre o risco de se permitir chorar.

 

Dá-se o meu primeiro beijo na inocência do primeiro amor. Alternam-se sentires como se alternam escolhas. Somos novos no caminhar e corajosos no sentir. Queremos tudo e queremos agora. Incompreendidos nos humores e apaixonados no todo.

 

Beijos ferozes, toques ofegantes e palavras feitas ou mesmo palavras nenhumas. Unem-se os corpos apressados em gestos desajeitados. Seduzem-se os sentidos e saciam-se as vontades. Vontades porque é de vontades que se trata. Segue-se um silêncio incómodo. Incomoda sempre o que não se sente.

 

Nega-se ao incómodo e sente-se ridícula no seu querer. Colam-se etiquetas de desagrado. Soltam-se lágrimas de insucessos. Mas acredita-se. Acredita-se sempre que um dia talvez um dia. Procura-se incessantemente aquilo que se deve encontrar. Forçam-se relações e partilhas, torna-se cúmplice, aquilo que nunca o foi.

 

Sonha. Suspira e cansa-se de procurar. Acredita no sentir e sente no acreditar. Assume a solidão dos outros como a companhia dela própria. Cuida-se de amores, mune-se de carinhos e deixa-se ficar. Um dia talvez um dia.

 

Diz-lhe que a quer enquanto a beija. Olham-se nos olhos e soltam-se as roupas de forma ordenada sem ordem nenhuma. Sussurram repetidamente o que sentem. Tocam-se com vontade e sentem-se com verdade. Fundem-se os corpos na cumplicidade de um querer e na partilha de um desejo. São um do outro num movimento perfeito. Segue-se um silêncio partilhado numa mão entrelaçada que não se quer soltar.

 

Transformam-se quereres, vontades e atribuem-se novos significados. Gosta-se do silêncio do olhar. Gosta-se da timidez de um gesto gosta-se apenas por gostar. Não se explica,  sente-se apenas!!!! Cuida-se, mima-se e protege-se.

 

Caminha firmemente. Pensa que desejos sentidos fazem desejos permitidos. Sorte dos que permitem que se toquem as almas . Sorte dos que se permitem sentir.

 

Marta Leal

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