Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Irreverências No Feminino

By Marta Leal

Irreverências No Feminino

By Marta Leal

Aprendam-se novas perspectivas de vida

Hoje invertam-se, novamente, os papéis e vamos aprender com os filhos. Invertam-se os papéis e saiamos do papel de educadores e passemos a educandos. Difícil para alguns muito mais fácil para outros. Mas façamos a experiencia. Acredito que é na vulnerabilidade que está o segredo, acredito que é na autenticidade de sentimentos que conseguimos chegar a eles, aos filhos.

 

Avance-se e permitamo-nos ser crianças ou adolescentes. Aprenda-se novas perspectivas de vida. Recordem-se momentos onde nos divertíamos, onde o tempo era apenas o nosso tempo, onde o mundo era cor-de-rosa,  onde a vida era tudo menos difícil. Recordem-se aqueles momentos onde o coração batia forte e transformávamos pequenos nadas em muitos.

 

Invertam-se os papéis e permitamo-nos sentir que um dia, em algum momento, também fomos assim.

 

Eu? Continuo assim muito mãe, muito mulher mas sobretudo eu mesma

Proíbes ou Permites?

 

Nos últimos tempos é frequente dar comigo a meter-me com todos os bebés que encontro na rua ou mesmo a sorrir para uma qualquer mulher grávida. Saudades. Muitas saudades de uma barriga a mexer e de todas as sensações que isso me provocava. Muitas saudades da preparação dos enxovais, das duvidas de ultima hora, das incertezas onde a única certeza era a de que não podia recuar.

 

Os filhos, sempre os filhos. Saudades dos cheiros a bebé, das horas passadas a amamentar, dos primeiros sorrisos, das primeiras palavras, dos primeiros passos. Saudades das primeiras perguntas, mesmo aquelas que me  deixavam embaraçada. Ao pensar nisso não deixo de sorrir perante algumas birras que ficaram para sempre na memória de mãe.

 

Perdoem-me o lugar comum mas passa depressa, demasiado depressa. Um dia estamos grávidas e no outro temos os genros e as noras a entrarem-nos pela casa dentro sem que tenhamos tido consciência do tempo que realmente se passou. Passa tão depressa que continuamos a olhar para eles como sendo os nossos meninos e meninas. Passa tão depressa que por vezes temos vontade de voltar atrás para aproveitar mais, muito mais.

 

Muitas saudades daquelas pessoas pequenas que numa autenticidade única nos fazem sentir tão preenchidos. Acontece que um dia crescem. Crescem numa procura de uma identidade tão própria, tão única, tão deles. Acredito que a nós pais cabe-nos o papel de apoiar e  desafiar, permitir e proibir, ser, estar e ensinar. Ensinar a fazer, a escolher e a assumir escolhas tão próprias de uma idade onde a irreverência assume o papel principal e onde o desafio é a palavra de ordem.

 

Tão fácil proibir, impedir, escolher e fazer por eles. Tão difícil permitir que façam, que errem, que escolham e que sejam.  E tu? de que lado da barreira é que estás? Dos que proíbem ou dos que permitem?

 

Eu? Continuo assim muito mãe, muito  mulher mas sobretudo eu mesma. Consciente de que uns dias proíbo e outros dias permito.

Mais sobre mim

foto do autor

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Mais visitados

    Arquivo

    1. 2015
    2. J
    3. F
    4. M
    5. A
    6. M
    7. J
    8. J
    9. A
    10. S
    11. O
    12. N
    13. D
    14. 2014
    15. J
    16. F
    17. M
    18. A
    19. M
    20. J
    21. J
    22. A
    23. S
    24. O
    25. N
    26. D
    27. 2013
    28. J
    29. F
    30. M
    31. A
    32. M
    33. J
    34. J
    35. A
    36. S
    37. O
    38. N
    39. D
    40. 2012
    41. J
    42. F
    43. M
    44. A
    45. M
    46. J
    47. J
    48. A
    49. S
    50. O
    51. N
    52. D
    53. 2011
    54. J
    55. F
    56. M
    57. A
    58. M
    59. J
    60. J
    61. A
    62. S
    63. O
    64. N
    65. D
    66. 2010
    67. J
    68. F
    69. M
    70. A
    71. M
    72. J
    73. J
    74. A
    75. S
    76. O
    77. N
    78. D