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Irreverências No Feminino

By Marta Leal

Irreverências No Feminino

By Marta Leal

Feliz Natal

 

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De repente pensei que se a minha vida fosse um livro não poderia ter um estilo muito definido. Penso que oscilaria ente o romance e o humor, entre o mistério e um qualquer diário de viagens, entre o coaching,a motivação, a inspiração e a psicologia entre o absurdo e  o considerado racional. Agora que penso nisso nunca poderia ser um livro de receitas culinárias, a não ser que me decidisse por algo como “o que nunca tentar na cozinha” ou mesmo “tentativas frustradas de um jantar perfeito”.

 

A capa seria branca teria de ser branca. Gosto do preto das palavras numa página em branco. Gosto de sentir que tenho espaço de manobra que posso ocupar este ou aquele espaço sem me sentir sufocada. Nem sei porque me estou a justificar. Gosto de branco e pronto.

 

Por entre palavras poderíamos ler histórias de sucesso e de derrota, ilusões que se transformaram em desilusões e amores que se transformaram em desamores. Entre lágrimas iriam surgir risos que, mais tarde seriam transformados em gargalhadas. Lições mais ou menos aprendidas e acções mais ou menos reflectidas. Certezas de vida opondo-se a incertezas momentâneas. Escolhas erradas e escolhas acertadas. Vida sentida porque só assim faria sentido.

 

Personagens mais ou menos periódicas e outras apenas de momento. Agitações constantes e recuperações de fôlego inconscientes. Palavras como Filhos, mãe, pai, mulher, letras, família, amigos, amores, comida, gatos seriam usadas frequentemente em frases onde existisse preocupação, amor, carinho, vontade e cuidado.

 

Páginas soltas e páginas que ninguém conseguiria arrancar. Páginas lidas e umas que nunca ninguém se atreveu a ler. Páginas em branco e páginas com excesso de letras.  Páginas onde o orgulho é evidente e outras onde não nos orgulhamos mas assumimos que estivemos e fizemos. Paginas amarelecidas pelo tempo onde as letras mal se lêem e páginas onde os acontecimentos se encontram tão vincados que serão possíveis de apagar. Erratas aqui e ali. Páginas inacabadas e frases soltas. Frases esborratadas por lágrimas e outras onde foram desenhados sorrisos.

 

Se a minha vida fosse um livro gostava que todos nós e em especial eu e tu  no final pudessemos escrever que tornamos o mundo muito melhor!

  Este Natal desejo-te partilha,amor, confiança e segurança. 

E se pudesses fazer diferente o que farias?

 

Feliz Natal!

O amor sempre o amor

Leonor saiu do táxi confiante. Tinha marcado aquela viagem há uns meses. Inicialmente iam dois mas as coisas entre ela e João tinham terminado há pouco mais de um mês. Respirou fundo tinha decidido fazer aquela viagem nem que fosse sozinha. E, ali estava ela cheia de vontade mas também cheia de receios. Nunca se tinha aventurado tanto. Olhou o relógio e depois de verificar que tinha tempo decidiu fumar um último cigarro.

- Desculpe podia-me dar lume ? – disse-lhe ele de forma educada.

- Claro .- sorriu Leonor

Fumou com toda a calma enquanto observava as pessoas que chegavam. Quem seriam, para onde iriam, será que iriam para o mesmo destino que ela? Entrou e dirigiu-se ao check-in. A fila estava longa e o serviço lento .

- Se não se despacham acho que ficamos em terra.

Leonor sorriu-lhe era ele novamente. Afinal iam para o mesmo destino.

- Sim, também me parece

- Jorge Simões – apresentou-se ele

- Leonor Almeida – acrescentou ela.

Jorge de repente ficou assustado. Olhou-a e pediu-lhe se ela não se importava de lhe fazer um favor. Que depois lhe explicava. Que lhe ia parecer que ele era maluco mas que depois explicava. Jorge deu-lhe um abraço, beijou-a na testa e deu-lhe a mão. Leonor corou não estava a perceber nada e estava a começar a sentir-se incomodada.

- Ah então foi por causa dela que acabaste comigo

- Teresa a nossa relação já acabou há 6 meses.

- Mas tu vais voltar eu sei que vais voltar.

- Teresa acabou.

Leonor não queria acreditar. De repente estava metida numa cena de ciúmes que nem sequer era dela. Quanto mais olhava para Jorge mais simpatizava com ele. A conversa estava  a ser monopolizada por Teresa que agora descrevia um rol de queixas sobre o facto de Jorge a ter deixado.  Jorge limitava-se a apertar-lhe a mão e a deixar Teresa falar. Leonor resolveu intervir.

- Teresa, eu e o Jorge estamos juntos e esta vai ser a nossa lua-de-mel.

- Quero ver quanto tempo ele vai demorar a voltar para mim 

- Isso é uma questão que nem se põe porque nós amamo-nos mesmo – dito isto beijou Jorge com sofreguidão deixando-o sem fôlego e sem palavras.

Quando o acabou de beijar Teresa já se tinha afastado. Jorge olhava-a de forma estranha e Leonor que começava a cair em si e a perceber o que tinha feito disse-lhe:

- Para grandes males grandes remédios.

- Achas que ela já se foi?

- Penso que sim mas o melhor é não facilitar não vá estar ela aí escondida atrás de algum poste. A vigiar-te.

Jorge riu á gargalhada e Leonor também. Agradeceu-lhe ela ter entrado no jogo. E disse-lhe que se ela tivesse um tempinho lhe contava a história. Leonor disse que não era necessário, que tinha dado para perceber e que já estava tudo esclarecido.

 

Seguiram juntos na viagem. Sentados lado a lado Jorge contou-lhe a sua história. Leonor ouvia-o mas os olhos teimavam em fechar-se. Ainda deu por ele lhe dar um beijo na cara ao de leve e de a ter tapado. Sonhou muito. Um sonho sem qualquer nexo. Sentia-se feliz e a flutuar mas não sabia onde estava ou com quem estava.

- Calma bela adormecida é só turbulência.

Leonor olhou-a estremunhada teve dificuldade em localizar espaço e envolvente. Sorriu-lhe perguntou-lhe se tinha dormido muito. Disse-lhe que não que fora o tempo suficiente para ele sonhar acordado. Jorge continuou a falar de forma imparável. Leonor de início ouvia-o mas depois começou a observá-lo, olhava-lhe os gestos, os olhos, a boca, o cabelo, a postura e sentia que ele mexia com ela. Pensava que há umas horas atrás saíra de casa rumo ao desconhecido e agora ali estava ela com um desconhecido. 

- E já conheces a cidade?

- Não nunca cá estive.

- Precisas de um guia? Conheço um charmoso, bem falante e sabes até pelo que consta bom beijador

- Preço?

- Para ti tenho uma tabela especial. Por cada rua que conheceres contas-me um desejo teu para que eu o possa realizar. Por cada museu que visitarmos contas-me um segredo teu para que eu o possa guardar. Por cada espectáculo que assistirmos peço-te que me dês a mão para que eu te segure e não te deixe fugir. O que é que foi ? Porque é que estás a olhar para mim assim?

- Apetecia-me beijar-te

- Normal, esqueci-me de te avisar que sou viciante.

- E quanto isso me vai custar

- Tempo para me deixares conquistar-te

Risque-se o amor das letras

 

Risque-se o amor das letras. Apague-se príncipes e princesas. Palavras de romance estão proibidas mas a história vai continuar. Pedem-nos palavras novas, ideias novas e vontades novas. Equacionam-se temas possíveis e sorrimos na primeira reflexão. Oxalá fosse tão fácil definir tudo o resto. Fale-se então de tudo menos de amor.

 

Sobe a rua do Carmo. Vê o reflexo numa montra e distrai-se com os artistas de rua. Sorri enquanto actuam. Uns cêntimos só uns cêntimos ouve pedir-lhe. Abana a cabeça num não impensado e desarma-se com um “muito obrigada que só esse sorriso já valeu a pena”. Recorda-se de Portobello Market em especial de um artista que adorava ouvir tocar. Promete-se lá voltar. Ajeita o cabelo que teima em soltar-se e sente o cheiro de castanhas a assar.

 

Se se falasse de amor estava na hora de um ele entrar. Certamente cruzariam olhares e fixar-se-iam num flirt mais ou menos velado. Mas não. Aqui fala-se de uma ela que passeia pelas ruas de Lisboa. Ela e os seus pensamentos.

 

Pensa na quantidade de pessoas à sua volta. Recorda-se dos tempos em que fazia aquele caminho todos os dias. Interessante. Veio-lhe à memória o incêndio do Chiado. Olha à volta e apercebe-se do que foi feito. Aprecia as floreiras nas janelas. Gosta do Chiado. Pensando bem sempre gostou do Chiado. Senta-se na esplanada da Brasileira lado a lado com Fernando Pessoa. Pensa nos seus heterónimos e pergunta-se o porquê de não lhes terem erguido, também a eles, uma estátua.

 

Pede o café da praxe. Pousa o livro na cadeira do lado. Não percebe porque continua a trazer um livro se o que lhe interessa verdadeiramente são as pessoas. Gosta de observar as pessoas. Viaja novamente. Desta feita estamos na Praça da Cidade Velha em Praga. Perde-se em imagens soltas. Denunciam-na as risadas e regressa aos olhares dos que estão sentados por perto.

 

Encanta-se com os que tocam á sua frente. Abana o corpo ao ritmo dos instrumentos. Sorri mais uma vez e perde-se no gesto ao lado. Estranham-se gestos diferentes. Pensa-se em sexos e em géneros e recua até ao Paraíso. Como seria o dia-a-dia de Eva e de Adão? Pergunta-se.

 

Faça-se um parêntese e acalmem-se os leitores. Não se fala de romance mas a história honra a moral e os bons costumes. Adão e Eva estão cobertos por uma parra. A única orgia que poderá existir é a de letras. Orgasmos e clímax apenas nas ideias. Avancemos então para a nossa protagonista que se bem se lembram estava entre o Chiado e o Paraíso. Reconhece a importância das lutas pela igualdade das mulheres. Mas derrete-se num gesto cavalheiro. Revolta-se contra as desigualdades de oportunidades. No entanto, não abdica de um deixar passar na frente. Indigna-se com diferenças salariais. Não resiste a um puxar de cadeira. Sente-se tonta com tais pensamentos alternados. Chama o empregado e pede-lhe uma água.

 

Observa os que caminham. Apressam-se uns e detêm-se outros. Falam-se línguas diferentes. Sobem e descem num vai e vem constante. Vê casais diferentes. Sorri na coragem aplaudindo a vontade. Esconde-se nos Prada. Mais fácil assim. Não gosta que a olhem porque não gosta que a leiam. Sempre foi assim mas não sabe se sempre assim será.

Cai a noite em Lisboa. Solta-se o vento de Janeiro. Perdeu-se no tempo de um dia sem tempo. Preocupam-na as diferenças de género mas resolve-se a esquecer a Anatomia, Biologia, Psicologia e afins. Caminha em direcção ao miradouro. Gosta da vista de cidade iluminada. Perde-se no postal vivo. Recua-se a outros tempos e suspiram-se todas as promessas que ficaram por cumprir.

 

Desce no passeio contrário ao que subiu. Abriga-se da chuva que teima em cair. Choca nos que se preparam para a noite de Lisboa e sente-se novamente adolescente. Pergunta-se, as vezes que terá caminhado por ali. Procura caras e situações. Fácil perder pessoas no nosso tempo mas mais fácil ainda manter amizades. Apressa-se na vontade de uns braços que a esperam para a abraçar. Perde-se na multidão que circula e ruma aquilo que prometemos não falar.

 

Gosto de desalinho mas quando é para seguir regras seguem-se regras. Pensando bem gosto do equilíbrio que os opostos me trazem. Satisfaz-me que já possa falar de amor.  De caminho juntemos ao amor a acção e vamos ver o que isto vai dar.

 

Perde-se na multidão que circula e ruma aquilo que prometemos não falar. Desce a Rua do Carmo apressada. Sente-se rejuvenescida numa tarde bem passada. Gosta de Lisboa mas para ser mais objectiva do que gosta mais é do cheiro a Lisboa. Enquanto caminha tem consciência que ao perder-se nos rostos dos outros se perdeu no tempo. Liga. Diz-se atrasada e diz que o quer. Derrete-se na resposta e sorri com aquele sorriso idiota de quem se sente apaixonado.

 

Soltam-se gemidos enquanto se sente prazer. Murmuram-se juras de amor sentidas. Entrega-se o corpo como se de sobrevivência se tratasse. Luta-se corpo a corpo e empata-se na vitória. Somos dois, somos um. Alterna-se entre risos e sorrisos. Desarrumam-se leitos e arrumam-se vontades. Fundem-se cheiros que se entranham na pele. Amam-se com desejo e Abraçam-se numa pausa sentida. Partilha-se numa cumplicidade indescritível e pede-se mais. Sempre mais. Despedem-se numa saudade antecipada.

 

Fiquemos por aqui no que respeita a sensualidade. Não queremos censura erótica nem tão pouco impedimentos de escrita. Saboreemos o que foi escrito e esperemos pelos próximos capítulos. Acabe-se por momentos com o romantismo e avance-se com a acção que o número de palavras está-se a esgotar.

 

(escrito por mim algures no tempo e no espaço)

 

Formulas

 

(imagem retirada da net)

 

Fala-se de formulas e tudo tem de bater certo. Queremos resultados exactos quando as componentes são instáveis. Fala-se de formulas e queremos magia. Junte-se á formula o amor e algumas experiencias são instáveis e outras desastrosas. Procuram-se as razões do resultado onde a razão é desconhecida. Procuram-se razões plausíveis onde as emoções estão sempre ao rubro.

 

No fundo, procuram-se fórmulas onde tudo deveria ser apenas o resultado de uma soma equilibrada.

 

Um dia com sabor a somas, muitas somas.

 

Marta Leal

 

Gosto do Amor

 

Gosto do amor. Gosto daquilo que nos faz vibrar num nós e num tu. Num eu comigo mesma e num eu com os outros. Gosto da forma como nos faz sorrir com o fígado e abrir o coração. Brilha-se quando se ama, não só o outro mas principalmente a vida que se vive. Vibra-se noutro tom quando nos permitimos amar e sentir.

 

Hoje e porque estamos de regresso fala-se de amor. Daquele que nos faz borboletas no estômago, tremores nas pernas e suor nas mãos.

 

Um dia com sabor a amor, muito amor.

 

 

Fale-se de amor

 

Hoje fale-se de amor. Fale-se daquele amor que nos faz sorrir e flutuar. fale-se daquele amor que nos coloca as mãos transpiradas e o coração a palpitar. Fale-se daquele amor que nos faz sentir no topo do mundo. Fale-se do amor onde o um é o complemento do outro. Fale-se do amor que nasce de duas almas que decidiram unir corpos. Hoje sorria-se na vontade e na fome do outro. Hoje sorria-se na fusão de dois que momentaneamente se tornam um. Hoje fale-se de um amor natural que mais do que pensado é sentido sem lógica apenas numa sincronicidade de quereres.

 

Um dia com sabor a amor, muito amor.

 

Marta Leal

Amor Fora de Prazo

 

 

Inconstante a forma com o te olhava ultimamente, oscilando entre o amor e o ódio, entre o altruísmo e a cobrança, entre o desejo e a vontade, agora que caí em mim posso até dizer que te olhava com olhos de amor e coração em ódio ou será que era ao contrário? Se fores sincero sabes que é verdade, posso até apostar que sentias o mesmo. Sei que um dia sentia ser tudo para ti e no outro sentia que era menos que nada. Outro acordava apaixonada e noutros não te podia sequer ouvir.

 

Esfumou-se o amor entre decisões precipitadas e indecisões confirmadas, esfumou-se o amor entre promessas quebradas e vontades desiludidas. Quebram-se segredos cobram-se desejos que se misturam entre o meu e o teu quando deveriam ter sido desde inicio nossos. Falhámos ambos num conceito quando deveríamos termos, apenas, vivido momentos.

 

Entre raivas sentidas e sonhos desfeitos questionam-se veracidades de sentimentos quando se deveriam questionar veracidade de vontades. Entre lágrimas que não se sabe provirem de rios de nuvens de sonhos se de raiva ou de vingança colocam-se dúvidas sobre a veracidade dos factos, duvida-se de se ter sentido ou mesmo de se ter vivido.

 

Pensam-nos vitimas um do outro quando afinal somos vítimas de nós próprios. Procuramos culpas exteriores quando devíamos procurar perdões interiores. Acusamo-nos mutuamente sem nunca assumirmos a nossa percentagem de amor mal confeccionado, de dúvidas exageradas ou mesmo de certezas que nunca o foram. 

 

De repente percebo que nos esquecemos de olhares cúmplices, toques furtivos, sussurros velados que rapidamente se transformaram em corações em palpitação, em palavras cheias de significados, em beijos únicos e abraços de conforto. Esquecemo-nos de momentos em que nos entrelaçámos e fomos um do outro ou mesmo um e outro. Esquecemos que um dia fomos com a preocupação que temos em pensar no que poderíamos vir a ser.

 

Perguntas-me “O que aconteceu ao nosso amor?” Eu limito-me a responder que “ Acredito que ficou fora de prazo”

 

 

Marta Leal (Texto de ficção - 31/08/2010 - escrito para a fabrica de historias)

Medos

 (imagem retirada da net)

É, de facto, o medo que nos impede a maioria das vezes de seguir em frente. Temos medo de sofrer, temos medo de nos desiludir, temos medo até de errar. Com o tempo somos incapazes de nos entregar da mesma forma como nos entregámos da primeira vez que nos apaixonamos. Estamos sempre na duvida, questionamos o que não devíamos questionar, desconfiamos ao menor indicio e nunca estamos lá como devíamos estar de forma natural e pura.

 

Equilibre-se  o medo e saia-se da zona de conforto. Equilibre-se o medo e ame-se, sonhe-se e concretize-se.

 

Um dia com sabor a amor, muito amor.

 

Marta Leal

Paixão

 
(Imagem retirada da net)
 
Hoje fale-se de paixão. Hoje fale-se de frenesim de emoções, de desassossego de vontades e do que nos provoca uma reacção fisica. Hoje fala-se de beijos , toques, abraços e vontades explicitas. Retire-se o véu e assumam-se desejos carnais e desejos sentidos. Hoje fale-se do que nos faz sorrir, do que nos faz ver a vida com outros olhos. Fale-se de sensualidades, fale-se daquilo que muitos ainda acham ser tabu falar.
 
Viva-se a vida como se vive o corpo daquele que desejmos. Explore-se cada pedaço de vida como se exploram pedaços de corpo. Sinta-se o sentir da vida como se sente o sentir do outro. Beije-se resultados, abracem-se desafios, sorria-se às vitorias e dê-se a mão ao que consideramos derrotas. Avance-se na vida como se avança no corpo de alguem que amamos: com vontade, desejo, sofreguidão até. Porque na vida, tal como no amor, as coisas devem ser vividas com intensidade sem nunca esquecermos a sensualidade.
 
Um dia com sabor a paixão.
 
Marta Leal
 
 
 

Fome

 (Imagem retirada da net)

 

Hoje fale-se de Fome. Não da fome que continua a matar por todo o mundo apenas porque vivemos num planeta onde a riqueza está desequilibrada. Não falemos de fome que faz com que cada vez mais se tomem atitudes desesperadas. Não se fale da fome que deixa uns sem dormir e outros completamente indiferentes. Não se fale da fome que faz com que tantas vezes nos sintamos impotentes.

 

Hoje fale-se da fome de sentimentos, da fome de pessoas, da fome de atenção, da fome de abraços, da fome de sorrisos. Enfim, hoje fale-se da fome daquilo que nos alimenta a alma porque, acredito eu, que só com esta alimentada vamos conseguir alimentar muitos outros corpos.

 

Hoje fale-se da fome que temos daqueles que amamos, da fome que temos daqueles que nos colocam um sorriso no coração, da fome daqueles momentos que nos fazem parar no tempo. Hoje fale-se dos abraços que nos fazem sentir em casa, fale-se dos sorrisos que nos fazem crescer e dos momentos que nos fazem efectivamente viver.

 

Um dia onde a única fome que impere seja a da vontade.

 

Marta Leal

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