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Irreverências No Feminino

By Marta Leal

Irreverências No Feminino

By Marta Leal

Cá Por casa

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Quando recuo no tempo sei que tive sorte em ter infância, em partilhar momentos únicos com pessoas únicas, em ter-me sido ensinado o valor da família e sobretudo o valor de nós próprios. Ao recuar no tempo recordo tradições, recordo histórias que achava que nada significam e que retive até hoje, recordo lengalengas e canções muitas canções.

 

Cá por casa percebo que são muitas vezes os filhos que me ensinam a parar, a questionar comportamentos e a mudar de rota. Há dias em que sei que era importante ter mais tempo e há dias em que simplesmente não me apetece usá-lo. Trabalha-se e preguiça-se assim como se não existisse amanhã.

 

 Gosto. Gosto de um mundo que nos oferece tanto!

Marta Leal

Cá Por casa

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Há uns dias lia um artigo, bastante divertido,  sobre as diferenças entre pessoas com filhos e pessoas sem filhos e enquanto lia reconhecia-me nas pessoas com filhos mas percebi que me começava  a reconhecer em  alguns aspectos das pessoas sem filhos. É de facto o que acontece quando os filhos crescem e se tornam autónomos . E cá por casa isso acontece cada vez mais e de uma forma muito visível. Não posso mentir ao ponto de dizer que não tenho saudades de os ter debaixo da asa mas o que é um facto é que olhar para a forma como aprenderam a voar faz-me sorrir e muito.

 

Cá por casa recebemos durante uns dias dois estudantes da Letónia que nos possibilitaram uma experiência única. É tão fácil comunicar, aceitar e respeitar as diferenças quando temos disponibilidade para isso. A correria da semana, os sorrisos, os equívocos pela diferença de língua, a preocupação e a troca de experiências foram muito,  mas muito enriquecedoras. Mais enriquecedor foi perceber a dedicação e a entrega das filha do meio bem como a disponibilidade da filha mais nova para que se sentissem em casa. De salientar que também os 4 patas foram bastante receptivos e se deslocaram quase de forma traidora para as camas dos convidados.

 

Cá por casa continuamos assim, muito mãe, muito mulher, mas sobretudo eu mesma!

 

 

Cá por casa

 

Cá por casa o ritmo está aliado ao tempo ou bem que não tenho tempo para nada ou bem que me sobra tempo para o que mais quero. Acredito que o segredo esteja na escolha de prioridades e na organização atempada. "Prepara-te e não és apanhada desprevenida" é o meu lema. Prepara-te e vais ver  que o tempo é aquilo que quiseres.

 

Cá por casa definimos onde fazia sentido continuar e o que fazia sentido deixar. Alinham-se vontades e focamo-nos casa vez mais naquilo que nos faz feliz.  As risadas das filhas batem qualquer desafio diário, os ronrons dos gatos qualquer duvida que surja e as conversas das amigas qualquer desconforto aparente.

 

Reparo que quantos mais anos passam mais serena me sinto como mãe, como mulher, mas sobretudo como eu mesma. 

 

 

Cá Por Casa

Lá por fora fez ontem 13 anos que as Torres Gémeas caíram e que eu me questionei sobre o mundo em que vivemos, o mundo mudou desde então. O meu mundo mudou. Sucedem-se as expulsões de imigrantes ilegais em Angola e Obama vai definir plano de ofensiva contra estado islâmico. Óscar Pistorius foi ilibado de crime premeditado e enquanto kate está grávida o príncipe Carlos deseja que seja uma menina. Segundo uma sondagem no Reino Unido as mulheres preferem os gordinhos. Não sei porque se deram ao trabalho porque as minhas filhas já tinham chegado a essa conclusão e Peter Lynagh apostou com o companheiro de quarto que conseguiria passar 12 meses sem sexo em troca de 1.500 euros. Ganhou a aposta e multiplicou o dinheiro, que entregou a uma associação que apoia jovens do Camboja.

 

Cá por dentro morreu a princesa Nono e Portugal encheu-se de “córderosa”. Resta-me deixar aqui os meus parabéns á Leonor pela mensagem de coragem que nos deixou, á mãe Vanessa e ao pai Jorge por terem feito diferente e nos terem lembrado de que a vida é efémera para tantos. O filme “E agora? Lembra-me” de Joaquim Pinto para representar Portugal como candidato ao Óscar de Melhor Filme estrangeiro da Academia de Cinema Americana. E pelo que parece houve um show de striptease nos Jardins da Associação Académica de Coimbra e agora meus caros reitores vai haver alguém responsabilizado ou vai-se desculpar com a tradicional “coisa” da idade? Judite de Sousa pede que a deixem chorar e os nossos famosos andaram nas compras na inauguração do novo espaço H&M. Siza Vieira exporta arquitectura lusa para a China e Fado de Mariza conquista prémio internacional.

 

Cá por casa as filhas voltaram ao ninho e o filho voltou para a universidade, as aulas começam para a semana e coach que é coach tem tudo organizado atempadamente. Cá por casa temos tudo pronto para uma entrada triunfal nas novas rotinas. A única coisa que ainda não voltou ao normal foi o meu cabelo. Sempre que olho com mais atenção sei que poderia viver nos anos 80 que ninguém iria olhar para mim com estranheza. O tempo anda temperamental e temo que esta humidade excessiva me encolha a roupa de Outono. Nos últimos tempos reforcei a ideia de que o trabalho e o sucesso estão alinhados, muito alinhados. Reinventam-se horários, estratégias e vontades, muitas vontades.

 

Eu? Continuo assim muito mãe, muito mulher mas sobretudo eu mesma.

Cá por casa

 

Lá por fora temos notícias da execução de um jornalista e de seguida temos a contra notícia que poderá ter sido tudo encenado. Baralha-se um mundo onde o pensar já é muito pouco . De seguida temos desfile de prisioneiros na Rússia o que segundo o Governo não foi de modo algum humilhante. Cá por casa fiquei com a sensação de que estava a assistir a um qualquer documentário sobre uma época em que os direitos humanos não eram respeitados. Lá por fora terminamos em grande com a notícia de que a uma das minhas séries preferidas (uma família muito moderna) ganhou 3 Emmys. Resta-me dar os parabéns a quem me tem feito rir tanto.

 

Cá por dentro o Novo Banco começou já com publicidade apelando á confiança dos seus clientes. Depois de uma destas não sei se alguém pode confiar seja no que for. É por estas e por outras que eu continuo cliente CGD. José António Saraiva escreve um artigo sobre Emídio Rangel que me deu volta ao estômago. Somos todos livres de dar opiniões mas somos todos responsáveis por aquilo que dizemos publicamente. Feio muito feio denegrir a imagem de alguém contando confidencialidades e conversas de amigos.  Cascais esteve ao rubro com os confrontos no concerto de Anselmo Ralph. Diz quem lá esteve que o moço teve uma postura muito coerente e que procurou acalmar os ânimos. Conta-se que o governo quer continuar a aumentar os impostos quero acreditar que estamos a viver num mundo encantado onde vencem as bruxas más e perdem as gatas borralheiras.

 

Cá por casa a filha mais nova está de férias com o pai, a do meio continua na apanha da pera e o mais velho continua por cá. Os dias cheiram e parecem de Outono até porque a Oeste já temos dias com chuva. Desde que vim de férias que tenho a sensação de que o trabalho é constante e que o número de horas que me dedico ao que gosto tem vindo a aumentar. O penteado novo já está mais aceite, embora não totalmente. Os elogios foram tantos que acabei por me render às evidências.  Por aqui gosto de um mundo que é muito meu pela serenidade, verdade e aceitação. Por vezes perco-me das letras a favor de um dia-a-dia de inspiração. Nesses momentos obrigo-me a escrever tal como me obrigaria a comer se o deixasse de o fazer. A comida alimenta-me o corpo mas a escrita alimenta-me a alma.

 

Eu? Continuo assim muito mãe, muito mulher mas sobretudo eu mesma.

 

Cá por casa

Cá por casa regressámos de férias e devo confessar que contrariada, muito contrariada. Nada iguala a sensação de liberdade onde nos permitimos estar e ser sem qualquer condicionante.  Sorrio enquanto escrevo porque o que é um facto é que o trabalho preenche-me e realiza-me. Apesar de  não me ver sem fazer nada mais uns diazitos e tinha sido perfeito. 

 

Com o regresso vêm muitas novidades, muitas despedidas e muitas decisões focadas nos objectivos definidos no inicio do ano.   Avaliei e redireccionei e  aqui estou eu pronta para a acção, muita acção 

 

Uma das maiores novidades é um penteado novo baseado nas palavras "corte apenas as pontas" não quero nem pensar no que teria saído se eu dissesse "faça o que entender". Responsabilidade minha que como Coach que sou devia saber que o que dizemos nem sempre é o que o outro percebe.  

 

Cá por casa o filho mais novo mantém-se por aqui, a filha do meio anda na apanha da pêra e a mais nova tem girado tanto que até me deixa tonta. A última festa de pijama deu origem a uma cama partida e uma tarde de montagem e muita criatividade por parte da mãe. Temos cama montada com musica à mistura sempre que a filha se mexe a cama range.  A minha incapacidade para lidar com certos serviços começa a supreender-me, estive cerca de 3 horas para cancelar 2 serviços de telemóvel, é impressão minha ou o cancelamento de serviços demora muito mais do que a activação dos mesmos?

 

Eu? Continuo assim muito mãe, muito mulher mas sobretudo eu mesma.

Cá por casa

Cá por casa posso dizer que subi a mais uma montanha e que os últimos passos foram quase de gatas. Custou-me, arrastei-me e consegui. Na volta não devia escrever isto desta maneira. Se calhar o melhor modo era inspirar-vos de outra forma. Dizer-vos que não custa nada, que é fácil e que se faz com uma perna ás costas. Mas se vos dissesse isso ia mentir ou,  como agora se costuma dizer, alterar ligeiramente os factos.

 

Com a prova superada festejou-se a valer e sobre o dia seguinte só vos posso falar de um dia onde os sons estavam todos demasiado altos e os cheiros demasiado fortes. Opssssss. Se calhar também não vos devia contar isto porque é capaz de não me ficar bem,  mas o que é que querem cá por casa somos muito nós.

 

No entretanto,  marchei pela igualdade e pela diversidade, patrocinei um prémio no arraial pride, passeei pela baixa lisboeta e pelo Chiado e cheguei á conclusão que gosto do cheiro a cidade. A diversidade é algo que me atrai, podia até confessar-vos que a diversidade é algo que me seduz.

 

As noites estão a ser muito curtas e os dias muito longos. O saldo só não é negativo porque a falta de horas de sono provoca em mim uma tempestade criativa que me faz fazer mais e diferente.

 

Cá por casa? continuo assim, muito mãe, muito mulher mas sobretudo eu mesma.

 

 

 

Cá Por Casa

 

Cá por casa revoltei-me!!! revoltei-me perante um tempo inconstante e resolvi fazer diferente. Ora se o S. Pedro não me traz o verão levo eu o verão a S. Pedro, pensei eu. E lá andei de pezinho ao léu e roupinha mais fresquinha mesmo perante todas as adversidades temporais não fosse eu uma mulher que enfrenta desafios. Claro que perante uma escolha há sempre uma consequência e a minha foi uma "constipaçãozita"

 

Com o ano lectivo a terminar fico cada vez mais feliz por veres os filhos a crescer e a atingir os objectivos a que se propuseram. Os deles, não os meus porque para mim só assim faz sentido. E é sempre quando o ano lectivo termina que percebo o quão grandes eles estão e o quão depressa o tempo passa.  

 

Há uns dias ouvia alguém queixar-se de que o inquilino não pagava a renda e ficava todo enervado quando a renda lhe era pedida. O meu amigo, neste caso o senhorio, dizia-me que estranhava a reacção do inquilino que era como ele (senhorio) não tivesse o direito de lhe cobrar a renda a ele (inquilino). Cá por casa e em alguns anos nestas andanças só tive 2 desafios para receber as sessões que fiz. Eu entendo que possam existir dificuldades e também entendo que por vezes é desafiante lidarmos com o dinheiro mas o que é interessante é o silêncio, o esquecimento,  e o quase enfado perante a nossa insistência. Quase como se não tivéssemos o direito de cobrar aquilo que nos pertence por horas que trabalhámos. No meu caso considero que a responsabilidade e a aprendizagem são apenas minhas mas confundem-me estas quase trocas de papeis num mundo onde o objectivo é a mudança.  Fala-se em mudança e ajustam-se novas formas de trabalhar ou não fosse eu uma rapariguinha que aprende muito depressa.

   

Eu? continuo assim muito mãe, muito mulher mas sobretudo eu mesma.

Cá por casa

 

Cá por casa andamos num virote entre letras e palestras. Sucedem-se projectos e parcerias. Aceitam-se as que me fazem sentido colocam-se de lado as que por agora devem ficar paradas.  Acredito cada vez mais que o teu sucesso nasce da tua vontade, do tua dedicação e da tua persistência. Acredito cada vez mais que os teus resultados são proporcionais ao tempo que lhes dedicas.

 

Conhecermo-nos a nós mesmos é meio caminho andado para conseguirmos lidar com as nossas fraquezas. Cá por casa a resistência á mudança no que toca a penteados foi combatida e o resultado foi um penteado completamente diferente. Corta-se o cabelo mas não se corta a diferença aquela que quase toca a irreverência. Recuso-me, recuso-me cada vez mais a encolher os ombros e a fazer que não vejo. Recuso-me a ficar parada perante aquilo que me incomodano que diz respeito a direitos humanos. Acredito. Acredito mesmo que juntos podemos mesmo fazer a diferença.

 

Porque eu continuo assim muito mãe, muito mulher mas sobretudo eu mesma.

Cá por Casa

 

 

 

 

Cá por casa as solicitações são cada vez maiores e a necessidade de organização idem. Começam-se a fazer escolhas entre coisas que se gostam quando anteriormente se decidia entre o que se gostava e o que não se gostava. Entre família, trabalho e lazer resta um “niquinho” de tempo. Dorme-se pouco, dorme-se muito pouco. Valeram-me os jogos do Benfica que permitiram desmarcações de sessões e de palestras. Ele há males que vêm por bem!!!!

 

Continuo a circular entre o mundo rural e o mundo urbano. Gosto desta diversidade de sentires, de experiencias e de contactos. Tenho o melhor dos dois mundos e por enquanto é assim que vai ser.

 

Cá por casa confundem-me os que assumem compromisso e não cumprem. Sou capaz de dar o que tenho mas não gosto de ter de pedir o que é meu. No entanto, e para que conste se é para pedir, pede-se.

 

O ritmo acelerou tanto que os saltos altos estão a ser substituídos por sapatos mais confortáveis. Os pés revoltaram-se, protestaram e impuseram-se. Chega de horas em bicos de pés, disseram-me eles. E o tom de dor com que me avisaram foi de tal modo eficiente que a entrada em acção foi no dia seguinte. Acreditem, receei que entrassem em qualquer tipo de greve. Negociámos e o acordo está feito embora limitado a um determinado número de acontecimentos. Sim, porque cá por casa a elegância é sempre uma preocupação.

 

Por falar em ritmo acelerado e elegância deixem-me vos dizer que gostei muito da capa da vogue onde o nosso Ronaldo aparece como veio ao mundo. Não fosse o excesso de tratamento facial pelo Photoshop e eu diria delicioso, o atrevimento entenda-se.

 

 

Cá por casa continuo assim muito mãe, muito mulher e sobretudo eu mesma.

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