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Irreverências No Feminino

By Marta Leal

Irreverências No Feminino

By Marta Leal

Culturas Diferentes, Sorrisos Iguais

Nesta altura do ano apetece-me sempre colocar os saltos altos de lado e fazer-me à estrada. Que é como quem diz fazer-me ao avião que eu cá gosto muito pouco de viajar de carro. Fazer-me ao avião significa na grande maioria dos casos viajar para uma capital europeia e calcorrear ruas horas sem fim. Gosto. Gosto de sentir outras culturas, outros seres e outros estares. Gosto de me sentar e observar, apenas observar.

 

Fala-se de viagens e recordo-me não das que fiz mas das que tenho vontade de fazer. Pudesse eu e a minha vida era passada de aeroporto em aeroporto, de país em país e de experiência em experiência. Gosto. Gosto da forma como somos todos tão iguais e ao mesmo tempo tão diferentes. Gosto do saborear de comidas em tons de arco-íris, gosto do palrear em línguas que não entendo e gosto de sorrisos universais.

 

A única coisa que não gosto é de fazer malas, afastar-me de um roupeiro inteiro para o reduzir  a um trolley. Demasiado doloroso ter que escolher entre peças quando o ideal era levarmos tudo connosco. Afinal de contas nunca sabemos o que nos poderá vir a fazer falta.

 

http://www.laredoute.pt/magazinedetendencias/index.php/culturas-diferentes-sorrisos-iguais/

 

Caminhos

Normalmente sei para onde vou, como vou e quando tenho de chegar. Por vezes paro. Distraio-me com isto ou com aquilo. Distraio-me sobretudo com o que é novo com o que de um modo ou de outro me pode trazer novos conhecimentos.

 

Sento-me, paro e observo uma paisagem, uma pessoa, uma conversa, uma atitude. Sinto cheiros e oiço sons que me tiram da realidade. Quero ficar ali. Quero ver, quero olhar e quero sentir. Converso com quem se cruza comigo. De umas pessoas gosto de outras nem por isso. Mas fico para observar, para conhecer, para me porem a pensar. Fico, sobretudo, para ouvir. Fico porque sei que vou crescer.

 

De repente lembro-me que tenho de continuar tenho um caminho traçado por  mim e é para lá que tenho de caminhar. Paro novamente. Agora só quero reter aquelas imagens no meu pensamento. Enquanto caminho vou reflectindo, sobre quem sou, sobre os que conheci e sobre o que vi. Choro e riu sozinha ao pensar em tantas recordações. Mas sigo sempre para onde tinha pensado ir. 

 

 Por vezes fico curiosa com outros caminhos. Hesito mas a curiosidade é mais forte. Desvio caminho vejo coisas novas e conheço novas pessoas. Demoro mais tempo é verdade mas enriqueço a minha caminhada.

 

Chego finalmente onde queria chegar. Chego mas reparo que chego acompanhada por alguns que se cruzaram comigo. Chego feliz pelo que vi e pelo que aprendi.

 

Chego e percebo que o que interessa não é só chegar … mas é principalmente o caminho que se percorreu.

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