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Irreverências No Feminino

By Marta Leal

Irreverências No Feminino

By Marta Leal

Quando o amor (des)acontece!

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Olhamos uma primeira vez e o coração dispara, as mãos suam e a racionalidade desaparece como por magia das nossas mentes. O tempo que antecede os encontros ou a possibilidade de nos encontrarmos é preenchido com suspiros e uma ansiedade extrema. Tudo em nós é desajeitado tudo no outro é perfeito. Achamos graça ao nariz grande, o andar desengonçado ou á forma como se maquilha. Ignoramos o sapato que, embora fora de moda, tem tudo a ver com ele/ela ou aquele som ruidoso que faz quando se assoa. Mas estamos apaixonados e quando isso acontece tudo no outro é perfeito, tudo no outro é natural.

 

As imperfeições não existem e o todo é muito mais que tudo o que sonhamos. A maioria das vezes desculpam-se atitudes, palavras e situações em nome de um bem maior - a nossa relação. Desculpamo-nos a eles e a nós e o tempo passa, passa demasiado rápido. Quando damos por isso implicamos com aquilo que nos conquistou seja o modo de estar, de ser ou de querer. Implicamos, acusamos, caluniamos, enganamos, achamos que somos donos do outro e esquecemo-nos de sermos donos de nós próprios.

 

E um dia sem que nada o indique percebemos que o amor acabou e não conseguimos encontrar uma explicação. Procuram-se as mais variadas razões, observamos a microscópio todos os momentos que podem estar na origem desse acontecimento, viramos todas as situações do avesso e esquecemo-nos de aceitar a única verdade, por vezes o amor morre. 

 

Raros são os casos em que ambos aceitam a situação e se afastam sem qualquer manifestação de raiva, ódio ou mesmo desejo de vingança. Na maioria dos caso um abandona e o outro sente-se abandonado. E, atenção, que quando falo de abandono refiro-me ao abandono da relação. Normalmente quem abandona a relação segue em frente enquanto o outro tem mais dificuldade em fazê-lo.

 

A maior parte das pessoas que me procura quer recomeçar uma vida porque terminou um relacionamento. Tem dificuldade em desapegar-se do que teve, julga, culpa, pergunta-se onde errou e não percebe que é exactamente isso que o/a impede de caminhar. Ficamos presos ao outro quando nos deviamos focar em nós. Agarramo-nos ao outro quando nos deviamos agarrar a nós: a quem somos e a quem queremos ser. E, quando tomamos consciência passaram anos, muitos anos e, nós impedimo-nos de viver, de amar, de crescer e de sermos felizes! 

 

Mais do que amar o outro sabias que é importante amares-te a ti?

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