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Irreverências No Feminino

By Marta Leal

Irreverências No Feminino

By Marta Leal

Lidera pelo exemplo

Um consultório prático onde se fala de assuntos comuns, pessoas comuns e vidas comuns. Partilha, pergunta e dá o mote para a crónica seguinte ( martaleal_lifecoach@sapo.pt). A tua partilha nunca será divulgada, a não ser que assim o desejes,  mas o teu desafio e o teu exemplo podem ser o tema da próxima crónica, até porque as tuas experiencias podem ser a motivação de outros.

 

Desde já o meu agradecimento aos que tem escrito e aos que me inspiram diariamente.

 

Partilha e Motiva

 

Um consultório prático onde se fala de assuntos comuns, pessoas comuns e vidas comuns. Partilha, pergunta e dá o mote para a crónica seguinte ( martaleal_lifecoach@sapo.pt). A tua partilha nunca será divulgada, a não ser que assim o desejes,  mas o teu desafio e o teu exemplo podem ser o tema da próxima crónica, até porque as tuas experiencias podem ser a motivação de outros.

 

Desde já o meu agradecimento aos que tem escrito e aos que me inspiram diariamente.

 

Porque quando partilhas tudo fica muito mais fácil

Um consultório prático onde se fala de assuntos comuns, pessoas comuns e vidas comuns. Partilha, pergunta e dá o mote para a crónica seguinte ( martaleal_lifecoach@sapo.pt). A tua partilha nunca será divulgada, a não ser que assim o desejes,  mas o teu desafio e o teu exemplo podem ser o tema da próxima crónica, até porque as tuas experiencias podem ser a motivação de outros.

 

Desde já o meu agradecimento aos que tem escrito e aos que me inspiram diariamente.

 

 

Recordações escondidas

 

Não gosto de limpar a seco tal como não gosto que me falem a seco. Não gosto de espanadores fico sempre com a sensação de que o pó vagueia novamente pela casa tal e qual palavras que nos magoam vagueiam pela nossa mente por tempo indeterminado. Não gosto de certos cheiros de produtos de limpeza fico sempre com a sensação que aquelas essências foram misturadas sem cuidado e em vez de uma fragrância agradável temos tão e somente uma mentira velada por cheiros doces, enjoativos e nauseantes. Não gosto do toque do pano do pó tradicional arrepia-me tal como me arrepia morder um pêssego com pele. Gosto, contudo, do cheiro do produto que trata as madeiras. Uso e abuso dele mais pelo prazer do cheiro do que pelo prazer de limpar. Gosto de aspirar e sempre que o faço penso que devia aspirar problemas da mesma forma que aspiro o pó.

 

Sempre gostei de arrumar as ideias do mesmo modo que arrumo o nosso roupeiro das recordações. Não gosto de limpar mas gosto de encontrar tudo no lugar. Aqui encontramos passado, presente e até um futuro programado que nunca chegou a ser vivido. Lembras-te? Das viagens, dos projectos de casa e até dos filhos que íamos ter. Encontro aqui tudo seja em forma de letras, de imagens, de flores secas ou objectos que sozinhos parecem não ter nexo mas quando ligados a uma recordação fazem todo o sentido.

 

Há anos que faço o mesmo ritual prendo o meu cabelo já grisalho com aquela fita branca de que tanto gostavas, coloco aquele meu creme hidratante para evitar que a minha pele sofra agressões de qualquer tipo de pó. Sabes que continuo vaidosa? Ensinaste-me isso numa altura em que a minha auto estima simplesmente não existia. Ensinaste-me não só a gostar de mim mesma mas sobretudo a aceitar-me como sou. Hoje aceito todas as minhas rugas mas não consigo de deixar de pensar como seria aqui contigo, o que me dirias quando me lamentasse, a forma como me passarias a mão pelo rosto e me dirias que para ti continuaria linda. Coloco sempre aquela camisola azul escura que comprámos quando fomos pela primeira vez a Londres. Londres, perdi a conta das vezes que por lá passeámos, os espectáculos a que assistimos ou mesmo a insistência que tinhas em que fossemos para lá viver. Agora que penso nisso nem sei porque não o fizemos. As velhas calças pretas de algodão não resistiram a tantos anos de limpezas e lavagens. Até tu já implicavas que as vestisse. Recordaste da quantidade de vezes que me disseste para as deitar fora? Hoje tenho umas novas azuis escuras só para ser diferente.

 

Já não tenho a mobilidade que tinha há uns anos. Deixei de me conseguir sentar no chão com as pernas dobradas à chinês. Ainda me rio do teu ar sempre que eu o fazia. Hoje limito-me a ajoelhar-me enquanto retiro todas as caixas e as limpo uma a uma. Sabes que deixo sempre para o fim a nossa caixa? A que contem tudo o que fizemos, o que fomos e que escrevemos um ao outro? Sim, é verdade. Depois da limpeza feita pego na nossa caixa despejo-a e, revivo todo o que fomos e tudo o que vivemos. Sabes que continuei a escrever-te? Todos os anos te escrevo uma carta depois de recordar e de reviver momentos, os nossos momentos aqueles que recordo como se fosse hoje. Faço isso no nosso cadeirão, aquele que mandámos fazer à medida para que ficássemos os dois bem juntinhos. Deixavas que lesse para ti enquanto as tuas mãos me afagavam o cabelo. Por vezes, deixavas-te ir para o mundo dos sonhos embalado pela minha voz e isso não me incomodava porque sabia que estavas ali comigo e para mim. Afinal não conseguimos cumprir a promessa de envelhecermos juntos, envelhecemos até a vida nos permitir que o fizéssemos. Não gosto desta parte, não gosto da parte em que recordo a tua morte. Mas para recordar o que vivemos tenho de recordar porque não continuámos a fazê-lo.

 

Volto a arrumar a nossa caixa no local que lhe está reservado. Fecho a porta do roupeiro das recordações e inspiro o ar a lavado que por ali se sente. Gosto do cheiro a lavado, gosto da imagem que fica, gosto da sensação de dever cumprido. Nestes dias limpam-se objectos e lavam-se almas. Gosto do que a minha alma sente, gosto … de voltar a sentir o que um dia senti. Sinto-te ali comigo como se nunca tivesses partido. Gosto apenas …

 

E tu como vives o teu passado?

Amor fora de Prazo

Inconstante a forma com o te olhava ultimamente, oscilando entre o amor e o ódio, entre o altruísmo e a cobrança, entre o desejo e a vontade, agora que caí em mim posso até dizer que te olhava com olhos de amor e coração em ódio ou será que era ao contrário? Se fores sincero sabes que é verdade, posso até apostar que sentias o mesmo. Sei que um dia sentia ser tudo para ti e no outro sentia que era menos que nada. Outro acordava apaixonada e noutros não te podia sequer ouvir.

 

Esfumou-se o amor entre decisões precipitadas e indecisões confirmadas, esfumou-se o amor entre promessas quebradas e vontades desiludidas. Quebram-se segredos cobram-se desejos que se misturam entre o meu e o teu quando deveriam ter sido desde inicio nossos. Falhámos ambos num conceito quando deveríamos termos, apenas, vivido momentos.

 

Entre raivas sentidas e sonhos desfeitos questionam-se veracidades de sentimentos quando se deveriam questionar veracidade de vontades. Entre lágrimas que não se sabe provirem de rios de nuvens de sonhos se de raiva ou de vingança colocam-se dúvidas sobre a veracidade dos factos, duvida-se de se ter sentido ou mesmo de se ter vivido.

 

Pensam-nos vitimas um do outro quando afinal somos vítimas de nós próprios. Procuramos culpas exteriores quando devíamos procurar perdões interiores. Acusamo-nos mutuamente sem nunca assumirmos a nossa percentagem de amor mal confeccionado, de dúvidas exageradas ou mesmo de certezas que nunca o foram. 

 

De repente percebo que nos esquecemos de olhares cúmplices, toques furtivos, sussurros velados que rapidamente se transformaram em corações em palpitação, em palavras cheias de significados, em beijos únicos e abraços de conforto. Esquecemo-nos de momentos em que nos entrelaçámos e fomos um do outro ou mesmo um e outro. Esquecemos que um dia fomos com a preocupação que temos em pensar no que poderíamos vir a ser.

 

Perguntas-me “O que aconteceu ao nosso amor?” Eu limito-me a responder que “ Acredito que ficou fora de prazo”

 

E tu como vives o teu amor? Dentro do prazo ou fora do prazo?

O teu desafio pode ajudar outros

Um consultório prático onde se fala de assuntos comuns, pessoas comuns e vidas comuns. Partilha, pergunta e dá o mote para a crónica seguinte ( martaleal_lifecoach@sapo.pt). A tua partilha nunca será divulgada, a não ser que assim o desejes,  mas o teu desafio e o teu exemplo podem ser o tema da próxima crónica, até porque as tuas experiencias podem ser a motivação de outros.

 

Desde já o meu agradecimento aos que tem escrito e aos que me inspiram diariamente.

 

 

Mentes Brilhantes

 

Saio da conferência com a noção de que existem mentes brilhantes. Penso como deverá ser fascinante desenvolver esta ou aquela investigação e conseguir que a espécie humana evolua mais um pouco apenas por um trabalho que é meu. Penso em todos que ao longo deste processo de evolução da nossa espécie se dedicaram a estudos, combateram dogmas e provaram factos. Penso em todos que ano após ano se esforçaram, para que um dia o conhecimento e a compreensão sobre quem somos chegasse a um hoje com menos dúvidas.

 

A pergunta sobre a personalidade portuguesa que mais admiro ficou-me na cabeça. Entro no táxi e quase automaticamente vou vendo rostos e feitos enquanto tendo definir uma ordem de importância. Classifico-os um a um. Faço-o não apenas pela área em que se destacaram mas também pela forma de estar, ser e mesmo visibilidade pública. Penso na dificuldade que será atribuir prémios para este ou aquele feito. Imagino-me entre o júri dos prémios Nobel. Não deixo de sorrir perante uma mente fértil e uma criatividade sem limites que possuo e sem a qual não sei viver.

 

O trânsito está caótico e as pessoas correm apressadas debaixo de uma chuva que insiste em cair. Reparo na diversidade de fisionomias, nos passos mais ou menos apressados. Na generalidade dos casos são rostos tristes alheados do que os rodeia. Uns caminham sozinhos outros caminham com eles próprios. Cruzam-se sem se ver, contornam-se como se fossem objectos e seguem simplesmente em frente. Rostos !!! Apenas rostos.

 

Pergunto-me de onde virão e para onde caminham. Tento adivinhar vontades e escrutinar sonhos se é que existem sonhos. Tento mas não consigo. Impossível entrar na cabeça de todos, imaginar vidas cujas realidades eu desconheço. Impossível imaginar meios envolventes de rostos sem expressão. Impossível imaginar vidas de rostos que parecem apenas querer sobreviver quando era suposto viver.

 

Porque eu continuo assim muito mãe, muito mulher e, sem sombra de qualquer dúvida, muito eu mesma.

 

 

Inspira e Motiva

 

Um consultório prático onde se fala de assuntos comuns, pessoas comuns e vidas comuns. Partilha, pergunta e dá o mote para a crónica seguinte ( martaleal_lifecoach@sapo.pt). A tua partilha nunca será divulgada, a não ser que assim o desejes,  mas o teu desafio e o teu exemplo podem ser o tema da próxima crónica, até porque as tuas experiencias podem ser a motivação de outros.

 

Por aqui continuo muito mãe, muito mulher e muito eu mesma.

 

Porque por vezes sentimos que precisamos de um manual

 

Para os que sentem que precisam de um manual para se relacionarem com os filhos, para os que se sentem perdidos numa relação que não tem de ser difícil, para os que não sabem quem são e especialmente para os que se recusam a desistir.

 

Um consultório prático onde se fala de assuntos comuns, pessoas comuns e vidas comuns. Partilha, pergunta e dá o mote para a crónica seguinte ( martaleal_lifecoach@sapo.pt). A tua partilha nunca será divulgada, a não ser que assim o desejes,  mas o teu desafio e o teu exemplo podem ser o tema da próxima crónica, até porque as tuas experiencias podem ser a motivação de outros.

 

Por aqui continuo muito mãe, muito mulher e muito eu mesma.

Desafios


Os desafios servem para encontrarmos soluções e crescermos numa vida que nada mais é do que um caminho para a aprendizagem e para o cumprir de uma missão nossa, só nossa.

 

Quando aceitarmos os desafios como degraus para atingirmos aquilo que tanto ansiamos vamos sorrir-lhes em vez de nos lamentarmos.


E tu qual é o degrau que estás disposto a subir?

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