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Irreverências No Feminino

By Marta Leal

Irreverências No Feminino

By Marta Leal

A Crónica de quem pergunta

 

“Divorciei-me há perto de 4 anos, ainda assim a  "presença" do meu ex-marido tem sido muito forte, julgo que por terem  sido 20 anos de união e de termos vivido um grande, grande amor, do  qual nasceram dois filhos. Aprendi que nada dura para sempre e que mesmo os grandes amores terminam… sinto-me impedida de sonhar. Não sonho, não tenho projectos e os meus objectivos são os de pagar as contas.”

 

Começa hoje a crónica de quem pergunta. Semanalmente vou escolher um assunto dos que me chegam para podermos falar sobre eles. Hoje fala a Isabel. Chamemos-lhe Isabel como poderíamos chamar Teresa ou Maria. A Isabel fala-nos, na primeira pessoa, de uma realidade muito presente nos nossos dias: o divórcio, a aprendizagem e os laços que se teimam em manter.

 

Os tempos de mudança não são fáceis. Mudança de vida, mudança de estatuto, mudança, muitas vezes, de condições financeiras. Muda tudo num abrir e fechar de olhos. Durante uns tempos, quase que nos sentimos impotentes perante tanta resolução a tomar. Mas o que é um facto é que nos sentimos mais impotentes perante tanta dificuldade criada não pelas situações mas por pessoas. Os outros. Aqueles que acreditávamos que nos apoiariam mas que nos surpreendem. Aqui depende de nós escolhemos lamentarmo-nos ou seguirmos em frente. Cientes de que os outros são apenas os outros.

 

O tempo vai passando, as novas rotinas instalam-se e a vida começa a ser vivida. De forma diferente mas vivida. Entre um mundo e o outro existem sonhos quereres e vontades que ficam para trás. Falta-nos a vontade, falta-nos preenchimento falta-nos qualquer coisa. Existem laços que não se cortam totalmente porque algo ainda nos liga ao mundo anterior, aquele que sonhámos que ia ser diferente.

 

A Isabel fala-nos  de uma vida sem sonhos e sem objectivos. Acredito que esse vazio esteja relacionado com uma grande falta de preenchimento. Quando fazemos por fazer e nos falta algo que nos faça sentir realizados, aquilo que nos faz acordar de manhã e que nos faz sentir borboletas no estomago.

 

 Lembraste-te de quando foi a última vez que sentiste isso? Lembraste daquilo que realmente gostas de fazer? Sabes aquilo que te poderá fazer mover montanhas? E quando leste estas perguntas o que é que te veio á cabeça?


 

Quanto a ti caro leitor, lembra-te que o teu desafio e o teu exemplo podem ser o tema da próxima crónica, até porque as tuas experiências podem ser a motivação de outros.

 

Escreve-me e partilha a tua história que pode ser igual à história de tantos outros

 

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