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Irreverências No Feminino

By Marta Leal

Irreverências No Feminino

By Marta Leal

Planeia-se a vida e planeiam-se as compras de Natal

 

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Acredito que o sucesso se constrói e que é um processo continuo.  Acredito que não basta conseguir uma vez é importante que se esteja em movimento e acção constantes. No entanto, é importante sabermos o que queremos, para onde vamos e como vamos. Se não soubermos quais as variáveis que constituem o nosso movimento qualquer coisa, qualquer direcção, qualquer pessoa serve.

Do mesmo que não vestimos uma roupa dois números acima do nosso também não devemos seguir caminhos que nada tenham a ver connosco.

Mas redireccionem-se as letras para o que queria escrever. Redireccione-se e pense-se que para tudo é necessário planeamento e preparação. Planeia-se a vida e planeiam-se as compras de Natal. Este ano Cá Por casa começa-se pelos mais novos!

Cá por casa

 

Cá por casa o ritmo está aliado ao tempo ou bem que não tenho tempo para nada ou bem que me sobra tempo para o que mais quero. Acredito que o segredo esteja na escolha de prioridades e na organização atempada. "Prepara-te e não és apanhada desprevenida" é o meu lema. Prepara-te e vais ver  que o tempo é aquilo que quiseres.

 

Cá por casa definimos onde fazia sentido continuar e o que fazia sentido deixar. Alinham-se vontades e focamo-nos casa vez mais naquilo que nos faz feliz.  As risadas das filhas batem qualquer desafio diário, os ronrons dos gatos qualquer duvida que surja e as conversas das amigas qualquer desconforto aparente.

 

Reparo que quantos mais anos passam mais serena me sinto como mãe, como mulher, mas sobretudo como eu mesma. 

 

 

Culturas Diferentes, Sorrisos Iguais

Nesta altura do ano apetece-me sempre colocar os saltos altos de lado e fazer-me à estrada. Que é como quem diz fazer-me ao avião que eu cá gosto muito pouco de viajar de carro. Fazer-me ao avião significa na grande maioria dos casos viajar para uma capital europeia e calcorrear ruas horas sem fim. Gosto. Gosto de sentir outras culturas, outros seres e outros estares. Gosto de me sentar e observar, apenas observar.

 

Fala-se de viagens e recordo-me não das que fiz mas das que tenho vontade de fazer. Pudesse eu e a minha vida era passada de aeroporto em aeroporto, de país em país e de experiência em experiência. Gosto. Gosto da forma como somos todos tão iguais e ao mesmo tempo tão diferentes. Gosto do saborear de comidas em tons de arco-íris, gosto do palrear em línguas que não entendo e gosto de sorrisos universais.

 

A única coisa que não gosto é de fazer malas, afastar-me de um roupeiro inteiro para o reduzir  a um trolley. Demasiado doloroso ter que escolher entre peças quando o ideal era levarmos tudo connosco. Afinal de contas nunca sabemos o que nos poderá vir a fazer falta.

 

http://www.laredoute.pt/magazinedetendencias/index.php/culturas-diferentes-sorrisos-iguais/

 

Escrita Livre - Como falas Contigo?

Hoje vamos fazer as coisas de um modo diferente. Hoje vou-te pedir para avaliares a forma como falas contigo. Ao processo de falares contigo mesmo chama-se diálogo interno - aquilo que todos fazemos quando estamos acordados. O conteúdo dessa voz que nos acompanha constantemente é na maioria dos casos inútil. Critica-nos, avalia-nos e boicota-nos constantemente. Hoje proponho-te a "Escrita Livre".

 

Este exercicio vai servir por um lado para te conheceres e perceberes a forma como falas contigo mesmo e por outro lado é um execelente exercicio de limpeza mental. Ideal para momentos de grande confusão, pânico ou pressão.

 

Deixo-te apenas uma da forma de como podes praticar, no entanto, sugiro-te que adaptes o exercício a quem tu és e ao teu contexto.

 

  1. Escolhe um momento do dia em que sabes que vais ficar sozinho e sem perturbação de 10 a 15 minutos;
  2. Pega em Lápis/caneta e em folhas de papel;
  3. Começa a escrever;
  4. Agora que começaste-te não pares nem que escrevas coisas como "não sei o que escrever mais" ou "eu devia estar maluco quando fui na conversa da Marta Leal". Escreve tudo o que te venha á mente, tão rápido quanto conseguires;
  5. Não te censures, mesmo que te pareça muito estranho;
  6. Escreve, Escreve, Escreve - furiosamente;
  7. Para de escrever passados 10 minutos ou quando os pensamentos deixarem de fluir;
  8. Faz um intervalo de 5 minutos e vai fazer outra coisa qualquer;
  9. Volta e lê o que escreveste;
  10. Percebe aquilo que aparece;
  11. Racionaliza os pensamentos;
  12. Destrói as anotações.

Este ultimo passo é muito importante uma vez que é preciso convencer a tua mente que mais ninguém vai ler aquilo que escreveste. Este método funciona melhor quando é feito regularmente.

 

 Bora lá????

 

Primeiro estranha-se depois entranha-se ...

Gosto de rir. Gosto de sorrir e gosto de ser. Simplesmente ser. Sendo sem pretensões. Sempre que me pedem para escrever uma história inspiradora recordo todas as histórias que li em criança. Perdoem-me os mais apressados mas gosto de deixar fluir o pensamento. Recordo aventuras, corridas, saltos, escaladas, disparares … muitos disparates. Fecho os olhos e volto a sentir tudo outra vez. Gosto da liberdade que sinto. Gosto dos animais de estimação que tive. Gosto dos pais, dos avós, dos tios e dos primos. Gosto. Gosto de ser um pouquinho deles todos.

 

Tal como na escrita, na vida não sou uma pessoa linear. A rotina tem tendência a prender-me e a diversidade a atrair-me. Talvez por isso me digam que sou uma pessoa que primeiro se estranha e depois se entranha. É verdade. Acreditem no que vos digo. Sou diferente numa igualdade aparente.

 

Mas fale-se então de moda que é para isso que aqui estou. Em tempos saltava das botas directamente para as sandálias e das sandálias directamente para as botas. Sapatos estavam proibidos. Peço-vos que não me perguntem o porquê, até porque nem vos saberia responder com exactidão. Manias de mulher independente ou mesmo manias de pés pouco elegantes. Nos dias de hoje fiz as pazes com o formato de pés de que sou dotada e tornei-me numa amante de sapatos. Nos dias de hoje calço sapatos mas não pensem que calço uns sapatos quaisquer. Não. Passei do 8 para o 80 e nos dias que correm calço apenas sapatos de Cinderela. Quem sabe, com a esperança de um dia encontrar um príncipe encantado.

 

 

 

 

 

 

 

 http://www.laredoute.pt/magazinedetendencias/index.php/category/o-que-dizem-de-nos/made-in-blogger/irreverencias-no-feminino/

 

Como definir objectivos

 

Positivo: mencionar o objectivo de forma directa e positiva. Evitar formulações negativas ou mencionar aquilo que quer evitar, ou que não quer.

 

Avaliação: Procurar estabelecer a que evidencias sensoriais deverá manter-se atento, para verificar que se está a encaminhar para o objectivo ou se o atingiu. Pergunte-se o que verei, ouvirei e sentirei quando o objectivo for atingido.

 

Contexto:  Onde, quando e com quem?

 

Controle: Verificar se os resultados desejados dependem somente de si e estão sob o seu controle.

 

Ecologia:  O objectivo, uma vez alcançado, é apropriado ao seu ecossistema pessoal, á sua integridade e congruência?. Como afectará os seus interesses – família, amigos, profissão/trabalho?

As tuas experiencias podem ser a motivação de outros

Um consultório prático onde se fala de assuntos comuns, pessoas comuns e vidas comuns. Partilha, pergunta e dá o mote para a crónica seguinte ( martaleal_lifecoach@sapo.pt). A tua partilha nunca será divulgada, a não ser que assim o desejes,  mas o teu desafio e o teu exemplo podem ser o tema da próxima crónica, até porque as tuas experiencias podem ser a motivação de outros.

A Crónica de quem pergunta

 

“Divorciei-me há perto de 4 anos, ainda assim a  "presença" do meu ex-marido tem sido muito forte, julgo que por terem  sido 20 anos de união e de termos vivido um grande, grande amor, do  qual nasceram dois filhos. Aprendi que nada dura para sempre e que mesmo os grandes amores terminam… sinto-me impedida de sonhar. Não sonho, não tenho projectos e os meus objectivos são os de pagar as contas.”

 

Começa hoje a crónica de quem pergunta. Semanalmente vou escolher um assunto dos que me chegam para podermos falar sobre eles. Hoje fala a Isabel. Chamemos-lhe Isabel como poderíamos chamar Teresa ou Maria. A Isabel fala-nos, na primeira pessoa, de uma realidade muito presente nos nossos dias: o divórcio, a aprendizagem e os laços que se teimam em manter.

 

Os tempos de mudança não são fáceis. Mudança de vida, mudança de estatuto, mudança, muitas vezes, de condições financeiras. Muda tudo num abrir e fechar de olhos. Durante uns tempos, quase que nos sentimos impotentes perante tanta resolução a tomar. Mas o que é um facto é que nos sentimos mais impotentes perante tanta dificuldade criada não pelas situações mas por pessoas. Os outros. Aqueles que acreditávamos que nos apoiariam mas que nos surpreendem. Aqui depende de nós escolhemos lamentarmo-nos ou seguirmos em frente. Cientes de que os outros são apenas os outros.

 

O tempo vai passando, as novas rotinas instalam-se e a vida começa a ser vivida. De forma diferente mas vivida. Entre um mundo e o outro existem sonhos quereres e vontades que ficam para trás. Falta-nos a vontade, falta-nos preenchimento falta-nos qualquer coisa. Existem laços que não se cortam totalmente porque algo ainda nos liga ao mundo anterior, aquele que sonhámos que ia ser diferente.

 

A Isabel fala-nos  de uma vida sem sonhos e sem objectivos. Acredito que esse vazio esteja relacionado com uma grande falta de preenchimento. Quando fazemos por fazer e nos falta algo que nos faça sentir realizados, aquilo que nos faz acordar de manhã e que nos faz sentir borboletas no estomago.

 

 Lembraste-te de quando foi a última vez que sentiste isso? Lembraste daquilo que realmente gostas de fazer? Sabes aquilo que te poderá fazer mover montanhas? E quando leste estas perguntas o que é que te veio á cabeça?


 

Quanto a ti caro leitor, lembra-te que o teu desafio e o teu exemplo podem ser o tema da próxima crónica, até porque as tuas experiências podem ser a motivação de outros.

 

Escreve-me e partilha a tua história que pode ser igual à história de tantos outros

 

Eu e o meu mundo

 

Hoje dia 30 de Setembro de 2013 o mundo gira ao som das notícias que informam que inflacção da zona euro abranda para 1,1%, a data da canonização de João Paulo II já está marcada e Xeque saudita defende que conduzir danifica os ovários das mulheres.Rui Costa conquista o mundo em bicicleta, no ténis João Sousa vence em Kuala Lumpur e com tantas vitórias se me falar alguma agradeço que me informem. Acorda-se com a notícia da morte de Cláudio Cavalcanti.

 

Cá por dentro consta que os rosas deram cabo dos laranja e que os que não se dirigiram às urnas rondam os 47%. Entre vitórias e derrotas adormeceu-se ao som de buzinas e de discursos mais ou menos inflamados. Marisa Cruz e João Pinto estão em guerra e para os interessados começou mais uma Casa dos Segredos.

 

Cá por casa o tempo começou a sobrar pela manhã. A correria da preparação de pequenos-almoços, mochilas e transporte de outros tempos deu lugar a um simples até logo mãe. O filho mais velho já votou e eu devo confessar que a nostalgia apareceu sem mais nem menos. Cá por casa somos cada vez mais resistentes aos cozinhados até porque o mais que tudo o faz de forma perfeita. Entre isto e aquilo continuamos dedicadas á inspiração e á motivação, ao ser e ao estar.

 

Eu? Continuo assim muito mãe, muito mulher mas sobretudo eu mesma. E tu? Quais são as tuas noticias?

Na escrita

 

Na escrita tal como na vida gosto de me deixar ir  pela curiosidade e pela vontade. Sabem? Gosto de me deixar levar pelas palavras tal  como gosto de me deixo levar pelos sonhos. É nos sonhos tal como nas letras que perco a noção do tempo e do espaço. Surpreendidos? Perdoem-me os mais cépticos mas todos nós temos alguma coisa que gostamos tanto de fazer que nos acaba por dominar. No meu caso são as letras. Deixo que pensem por si. Deixo que se alinhem e criem ideias, histórias, vontades e emoções. Deixo que sejam um prolongamento de mim mesma. Escrevo quase como não fosse eu mesma a escrever.

 

Escreva-se, viva-se e sonhe-se.

 

Eu? continuo assim muito mãe, muito mulher mas sobretudo eu mesma