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Irreverências No Feminino

By Marta Leal

Irreverências No Feminino

By Marta Leal

O Carmo e a Trindade

 

Nada como um abanão na vida para nos fazer pensar. Habituamo-nos a viver  uma vida calma ou um perfeito reboliço. A períodos de calma e harmonia sucedem-se períodos de  conflitos internos e externos, parece que de repente tudo nos acontece ou como o nosso querido povo costuma dizer, existem momentos em que cai o Carmo e a Trindade.

 

Incrível. Incrível como o mundo se ajusta num vaivém e vaivém de acontecimentos como se de ondas se tratasse. Muitas vezes embrenhamo-nos num dia-a-dia de insatisfações contidas ou de satisfações vividas que não nos apercebemos do quanto tudo o que está nossa volta muda. Mudamos nós e mudam os outros. O segredo está em aceitarmos isso de uma forma natural e deixarmo-nos ir ao sabor da vida. Por falar nisso, sugiro-lhe caro leitor que por aqui se deixe ir ao sabor das letras.

 

 

 

Na escrita

 

Na escrita tal como na vida gosto de me deixar ir  pela curiosidade e pela vontade. Sabem? Gosto de me deixar levar pelas palavras tal  como gosto de me deixo levar pelos sonhos. É nos sonhos tal como nas letras que perco a noção do tempo e do espaço. Surpreendidos? Perdoem-me os mais cépticos mas todos nós temos alguma coisa que gostamos tanto de fazer que nos acaba por dominar. No meu caso são as letras. Deixo que pensem por si. Deixo que se alinhem e criem ideias, histórias, vontades e emoções. Deixo que sejam um prolongamento de mim mesma. Escrevo quase como não fosse eu mesma a escrever.

 

Escreva-se, viva-se e sonhe-se.

 

Eu? continuo assim muito mãe, muito mulher mas sobretudo eu mesma

Um Café e Um Donut

(imagem retirada da net)
Saboreia-se o café e trinca-se o donut num querer desprovido de bons hábitos alimentares. Saboreia-se o café e deliciamo-nos com a mistura de sabores do mesmo modo que nos deliciamos com a mistura de pensamentos. Gosto do cheiro do café acabado de fazer e gosto da sensação que este cheiro me provoca. 
Assumo-me de uma imperfeição quase perfeita no que toca a doces. Assumo-me de uma imperfeição quase perfeita no que toca a café. No fundo assumo-me naquilo que sou e não no que um dia achei que tinha de ser.
Irreverências á parte  o que é um facto é que por aqui aprende-se a saborear um café e um donut do mesmo modo que se aprendeu a saborear a vida: de forma simples, sem pressas e sem reservas. Despimo-nos de qualquer onda energética e permitimo-nos aproveitar o momento, apenas aproveitar o momento.
Marta Leal

Serenidade

 

(imagem retirada da net)
 

Gosto tanto de estar comigo que sinto a minha falta quando não consigo estar. E é nessa altura que me afasto e me recolho. Depois tenho aqueles momentos de prazer seja a caminhar, seja a ouvir o mar, seja a correr na praia. Sozinha eu e os meus guias, as minhas vivencias, os meus sonhos. E é aí que reside aquilo que eu considero ser a minha fonte de energia os momentos comigo que me permitem que esteja tão bem com os outros.

um dia com sabor a serenidade, muita serenidade.

Entrega

(imagem retirada da net)
 

Falava-se de entrega, daquela entrega despida de preconceitos e cuja magia reside na autenticidade do ser que transforma o estar em algo inimaginável. Fala-se da união dos corpos que se conhecem apenas porque houve um encontro de almas. Fala-se da entrega instintiva do sentir que transforma quereres em sorrisos.  Fala-se do ser misturado com o estar.

 

Entreguemo-nos à vida como nos entregamos ao prazer, de forma autentica e sentida. Entreguemo-nos à vida como nos entregamos à alma que nos conquistou, de forma total e intensa. Preencha-se as vontades como se preenchem os desejos. Seduzam-se os sonhos como se seduz aquele que queremos ter.

 

Um dia com sabor  a entrega, muita entrega.

 

Marta Leal

 

 

Encante-se

(imagem retirada da net)
 

Contrarie-se a adversidade, o cansaço e as indecisões. Contrariem-se os que dizem que não somos capazes, que não devemos ou mesmo que não podemos. Contrariem-se os que negativamente transformam o sol em chuva, os que tranformam os sorrisos em lagrimas e as vitorias em derrotas. Contrarie-se os que insistem em se arrastar em vez de caminharem.

 

Contrariem-se e viva-se o presente que merece ser vivido sem que o passado tropece no que um dia poderá ser o futuro. Depois, transforme-se a vida num conto de fadas onde podemos ser quem um dia decidimos ser. Depois, escolha-se a personagem que mais nos agrada, assumam-se posições a avance-se ! Caminhe-se pela vida como se caminhassemos pela floresta encantada . Respire-se os sonhos como se respira ar puro. Colha-se vitorias como se colhem flores e escolham-se as pessoas como se escolhem as arvores que nos servem de abrigo.

 

Um dia com sabor a historias de encantar.

 

 

Marta Leal

Fale-se do que nos faz ficar em silêncio

Sou de palavras. Alterno entre as  muitas e as poucas e devo confessar que raramente me fico pelo silêncio. Existe,contudo, um momento em que me sinto tão impotente que as palavras falham. Existe um momento em que sinto que por muito que diga nunca vai ser suficiente. Falo-vos de morte. Falo-vos de um tema que gostamos muito pouco de falar.

 

Perco-me entre palavras de consolo e sentires impossíveis de sentir. Acredito que de uma forma mais ou menos cultural tratamos mal este tema. Temos medo daquilo que sabemos ser uma certeza. Fugimos do assunto e evitamos qualquer tentativa de abordagem. Entre “lamentos” e “não sei o que dizer” estamos presentes nos cultos, reflectimos sobre o que vale a pena, prometemo-nos viver de outra forma, e depois regressamos à nossa vida e absorvemo-nos mais uma vez no nosso dia-a-dia.

 

Acredito cada vez mais que só faz sentido viver se o fizermos de acordo com o que somos, o que queremos e o que sonhamos. Acredito nas essências transparentes e nas autenticidades aparentes. Sem mascaras. Viva-se apenas o que somos sem medos dos ridículos da vida. Como gostaria de ser recordada?Como mãe, como mulher e como eu mesma.

 

Marta Leal

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