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Irreverências No Feminino

By Marta Leal

Irreverências No Feminino

By Marta Leal

Eu e o meu mundo

Hoje dia 07 de Outubro de 2013 o mundo gira ao som das notícias que informam que Nobel da medicina foi entregue a três cientistas, Washington está de portas quase fechadas, Scarlett Johansson tem uma queda aparatosa, Meryl Streep transforma-se em bruxa para novo filme e no Iraque temos uma senhora grávida de 13 crianças.

 

Cá por dentro consta que as pensões de sobrevivência vão passar a depender dos rendimentos, os professores e alunos invadiram o ministério da educação e o alargamento do horário da função pública não chegou a todos os serviços, e novos cortes se avizinham. O meu Sporting vence o Setúbal e o Lourenço da Casa dos segredos conta-nos que já foi mulher, Fátima Lopes lança um livro e o Factor X estreou ontem.

 

Cá por casa passei o fim-de-semana de workshops enquanto o mais que tudo corria a meia maratona. Cá por casa assumo-me uma anti-corrida e a favor da caminhada. Perdoem- me os mais fervorosos mas correr só atrás dos meus sonhos. Cá por casa estamos em semana de sessões de coaching diárias, associação de pais e mediação familiar, os gatos continuam a comer-me o sofá e eu a comer doces. Uma mão lava a outra e não contamos uns dos outros. Entre o campo e a cidade as novidades estão para breve mas isso são letras para outro dia.

 

Eu? Continuo assim muito mãe, muito  mulher mas sobretudo eu mesma. E tu? Como vai o teu mundo?

Pensamentos Soltos

Ao olhar á minha volta parece-me pertinente parar e reflectir. Um dia já me senti assim. Também a mim, me apeteceu ficar apenas por ficar. Parar de lutar e entregar-me aos desânimos e às tristezas. Um dia também já me apeteceu desistir e ficar apenas por ficar. Depois, bem, depois percebi que não são tristezas são apenas lições de vida que se podem tornar em grandes aprendizagens. Depois, percebi que era eu que decidia. Era eu que decidia entre cair e levantar, chorar e sorrir, parar e avançar. 

 

Marta Leal

Escrita

De repente apercebi-me que ao escrever seja o que for sou eu. Sou tanto eu que me deixo levar pelas minhas vivências, pelas minhas lutas interiores , pelas gargalhadas que dei e pelas lágrimas que deixei cair. Escrevo inspirada nos meus e nos que sem serem meus se cruzaram comigo. Escrevo sem me limitar.

 

Escrevo sem me limitar a numero de palavras, discurso eloquente, estruturas, tamanhos ou acordos ortográficos. Escrevo apenas numa criatividade solta de desejos contidos. Alinho-me com aquilo que todos nos devemos alinhar: a minha essência.

 

Marta Leal

Tempo

A sensação de que o tempo passa rápido não nos larga. Frequentemente,  falamos desse assunto quase sem darmos conta. Tal como falamos do tempo quando não existe mais nada para falar, mas isso são outras historias que me permito remeter para outras escritas. Dizia eu que a sensação de que o tempo passa rápido é uma constante na nossa, neste caso, minha vida. A certeza vem quando olhamos para os filhos e percebemos que cresceram.  A certeza vem quando nos embevecemos nos bebés dos outros conscientes de que serão saudades de um tempo que sabemos não voltar.

 

Gosto do tempo que tenho para mim. Gosto da flexibilidade de horários a que já me posso permitir. Gosto e sinto saudades de outros tempos. Prevalecem os “”gosto muito de ti e os “és a melhor mãe do mundo” só que a esta altura são alternados com “Ó mãe” “achas?” “já vou” e todas aquelas expressões que quem é pai ou mãe conhece tão bem. 

 

Gosto de os ver crescer, gosto de os ver evoluir, gosto daquilo que vivemos diariamente. No entanto, mentiria se dissesse que não sinto falta dos embalar ao colo, de os mimar e de os proteger.

 

Marta Leal

Cartão de Embarque

Existem momentos em que nos esquecemos do que nos dá verdadeiro prazer. Existem momentos em que nos perdemos algures em tarefas e nos esquecemos das letras. Depois, existem aqueles momentos em que a vontade aperta e nos decidimos voltar. Voltamos à escrita. Voltamos ao mundo dos Blogs mas voltamos de outra forma, noutro contexto, com outros conteúdos e com um gostar de nós diferente.

 

Volto,  consciente que ao mudar como pessoa mudei, também, a forma como escrevo, como ajo, como me exprimo e como  olho o mundo.  Volto, consciente, que gosto de me mover pelas letras da mesma forma forma como me gosto de me mover pela vida. Com um sorriso nos lábios e com um coração cheio.

 

Avancei na explicação e atrasei-me na apresentação. Sou mãe, sou mulher e sou eu mesma. Irreverente nos gostos e nas vontades. Feminina nos papéis, nos sorrisos e no ser.  

 

Sou assim,  como gosto de ser.

 

Marta Leal

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