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Irreverências No Feminino

By Marta Leal

Irreverências No Feminino

By Marta Leal

Aprendam-se novas perspectivas de vida

Hoje invertam-se, novamente, os papéis e vamos aprender com os filhos. Invertam-se os papéis e saiamos do papel de educadores e passemos a educandos. Difícil para alguns muito mais fácil para outros. Mas façamos a experiencia. Acredito que é na vulnerabilidade que está o segredo, acredito que é na autenticidade de sentimentos que conseguimos chegar a eles, aos filhos.

 

Avance-se e permitamo-nos ser crianças ou adolescentes. Aprenda-se novas perspectivas de vida. Recordem-se momentos onde nos divertíamos, onde o tempo era apenas o nosso tempo, onde o mundo era cor-de-rosa,  onde a vida era tudo menos difícil. Recordem-se aqueles momentos onde o coração batia forte e transformávamos pequenos nadas em muitos.

 

Invertam-se os papéis e permitamo-nos sentir que um dia, em algum momento, também fomos assim.

 

Eu? Continuo assim muito mãe, muito mulher mas sobretudo eu mesma

De mãe para pai

 

 

Salte-se da mãe para o pai e esclareça-se que achamos este papel igualmente importante. Façamos justiça aos pais que o são de forma intensa e assumem a sua presença. Fale-se dos pais que colaboram, brincam, educam, participam. Fale-se na cumplicidade de uma leitura de uma história ou de um caminhar de mão dada pelo parque.

 

Fale-se do orgulho de pai quando abraça e do orgulho de pai quando o é. Fale-se daqueles que são uma referencia na vida dos filhos. Gosto da forma como alguns pais o são. Sorrio ao observar o tom de voz a mudar e o sorriso a esboçar-se. Gosto de pais babados.

 

Fale-se de pais não por ser politicamente correcto mas porque acredito no papel importante que desempenham. Fale-se de pais porque não faz sentido falar da mãe sem falar do pai. Fale-se do pai porque por aqui falamos de família, um todo composto por muitas partes.

 

Eu? Continuo assim muito mãe, muito mulher, mas sobretudo, eu mesma.

Se o tempo parasse

 

 

 

Se o tempo parasse e eu pudesse escolher deixaria o emprego das 9.00 ás 18.00. Teria mais tempo para os meus filhos, dedicava-me á escrita a inspirar e a motivar os outros para que sorrissem mais, evoluíssem mais, fossem mais aquilo que querem ser.

 

Contava-lhes que é possível sermos felizes e que o facto de podermos liderar a nossa vida faz com que se lidere os nossos sonhos. Contava-lhes que acredito que o mundo precisa de união. Que acredito que nos devemos unir e respeitarmo-nos como pessoas e como parte integrante de um universo onde vivemos. Que era importante que nos aceitássemos nas semelhanças mas também nas diferenças.

 

Um dia com sabor a inspiração muita inspiração.

 

Marta leal

Se um dia me apresentasse

Se um dia me apresentasse começaria por dizer aquilo que sou. Começaria, então por dizer que sou mãe, sou mulher e sou eu mesma.

 

Mas não pensem que sou uma mãe qualquer. Eu sou apenas a melhor mãe do mundo. Pelo menos é o que os meus três filhos dizem e, acreditem ou não, a mais pequena até acrescenta que se tivesse outra mãe eu continuaria a ser a melhor mãe do mundo.

 

Sou mulher, sou cada vez mais mulher no meu ser, no meu estar, no meu sentir, na minha vontade. Gosto de ser mulher, aliás gosto de ser emocionalmente mulher ou mulher emocionalmente assumida.

 

Sou eu mesma no meu estar, no meu vestir, nas minhas decisões que complementam as minhas indecisões, nas minhas posturas e na forma como lidero a minha vida. Sou eu mesma no meu sorriso, nas minhas acções e nos meus quereres. Sou eu mesma nas minhas diferenças, nas irreverencias  e no assumir de contrastes.

 

Se um dia me apresentasse diria que sou assim e que gosto de ser quem sou: mãe, mulher e eu mesma.

 

Marta Leal

Dores

Por vezes conhecem-se dores que etiquetamos de insuportáveis. Sofremos, choramos e no momento seguinte percebemos que não são nada comparadas com outro tipos de dores.  Chego à conclusão que por vezes valorizamos pouco o que devíamos valorizar sempre.

 

Chora-se por amor e um dia chora-se de dor perante uma possibilidade de perda. Chora-se, reage-se, avança-se perante as inúmeras possibilidades que nos são colocadas. Somos fortes porque decidimos ser. Somos fortes porque decidimos não deixar a vida em suspenso.

 

Hoje sorrimos e suspiramos não de alívio mas de forma mais aliviada. As nossas dores são minúsculas quando comparadas às dores dos filhos. Grata por mais uma aprendizagem de vida. Grata por mais uma prova de força.

 

 

Marta Leal

Dias Magicos

Dias mágicos são aqueles em que o cheiro a terra molhada nos faz recuar no tempo. Gosto do cheiro a terra molhada. Dias mágicos são aqueles em que o som da chuva nos faz sorrir sem nenhuma razão aparente. Decido-me a voltar a ter uma lareira. Gosto do som da madeira a crepitar. Gosto ds pensamentos que surgem enquanto observamos o laranja das chamas. Sabiam que a o laranja é a cor da criatividade?

 

Mas mude-se de assunto e passe-se à magia dos dias que nos fazem bem. Mudemos de assunto e acreditemos que chova ou faça sol a magia está nos sorrisos dos nossos filhos, do romrom dos nossos gatos, num sorriso de um desconhecido, numa palavra de um amigo, nas nossas vontades e no que defendemos como verdades.

 

Gosto do cheiro a terra molhada...

Tempo

A sensação de que o tempo passa rápido não nos larga. Frequentemente,  falamos desse assunto quase sem darmos conta. Tal como falamos do tempo quando não existe mais nada para falar, mas isso são outras historias que me permito remeter para outras escritas. Dizia eu que a sensação de que o tempo passa rápido é uma constante na nossa, neste caso, minha vida. A certeza vem quando olhamos para os filhos e percebemos que cresceram.  A certeza vem quando nos embevecemos nos bebés dos outros conscientes de que serão saudades de um tempo que sabemos não voltar.

 

Gosto do tempo que tenho para mim. Gosto da flexibilidade de horários a que já me posso permitir. Gosto e sinto saudades de outros tempos. Prevalecem os “”gosto muito de ti e os “és a melhor mãe do mundo” só que a esta altura são alternados com “Ó mãe” “achas?” “já vou” e todas aquelas expressões que quem é pai ou mãe conhece tão bem. 

 

Gosto de os ver crescer, gosto de os ver evoluir, gosto daquilo que vivemos diariamente. No entanto, mentiria se dissesse que não sinto falta dos embalar ao colo, de os mimar e de os proteger.

 

Marta Leal

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