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Irreverências No Feminino

By Marta Leal

Irreverências No Feminino

By Marta Leal

Politicamente pouco correcta

Hoje assumo uma postura longe do politicamente correcto e assumo a irreverência que me caracteriza. Há uns dias ao ouvir um comentário sobre um colega de profissão senti-me incomodada. Hoje revelo-vos o que me incomoda. Sinto-me incomodada e permitam-me que vos confidencie. Incomoda-me a postura daqueles que se vestem de todos os saberes e de todas as verdades absolutas. Incomoda-me aqueles que se assumem pouco humanos porque não falham, nunca falham. Incomoda-me os que apontam, mas incomoda-me mais os que denigrem a imagem de outros de forma deliberada. Incomodam-me os que apontam os erros e não aplaudem as vitórias. Incomodam-me os que se escondem por detrás de saberes decorados, transmitidos por palavras desprovidas de sentimentos. Incomoda-me a incongruência entre o que se diz e o que se faz. Confundem-se as posturas entre o que se diz, o que se é e a forma como nos comportamos.

 

Não gosto quando ouço colegas de profissão denegrir outros colegas apenas porque sim. Não gosto quando se apontam defeitos que nada mais são do que diferenças num ser e num estar que nos caracteriza como pessoas. Não gosto quando se ataca apenas por se atacar. É feio, é muito feio principalmente quando adquirimos o saber para não o fazer. É certo que todos temos opinião, que todos julgamos, que todos questionamos e que muitas vezes discordamos. O meu lado humano não me permite que me exclua dos que o fazem. Mas será que isso nos dá o direito de denegrir o outro apenas pela diferença. Mesquinho, demasiado mesquinho quando a vitória de uns significa a derrota de outros. Meus caros, somos cerca de 7 mil milhões de habitantes no planeta terra. Não será muita pretensão quererem ajuda-los sozinhos? Compete-se demais para o exterior quando devíamos competir apenas para o interior. Compete-se quando se devia cooperar.

 

Medem-se vitórias e concentram-se forças no que os outros fazem quando se deviam concentrar forças naquilo que fazemos. Acredito que cada um de nós pode fazer a diferença. Acredito que cada um de nós pode dar o melhor de si mas também acredito que isso só é possível se o fizermos de uma forma autêntica e única. Acredito que um dia, talvez um dia, se pare para pensar em vez de se parar apenas e somente para apontar.

Dias Magicos

Dias mágicos são aqueles em que o cheiro a terra molhada nos faz recuar no tempo. Gosto do cheiro a terra molhada. Dias mágicos são aqueles em que o som da chuva nos faz sorrir sem nenhuma razão aparente. Decido-me a voltar a ter uma lareira. Gosto do som da madeira a crepitar. Gosto ds pensamentos que surgem enquanto observamos o laranja das chamas. Sabiam que a o laranja é a cor da criatividade?

 

Mas mude-se de assunto e passe-se à magia dos dias que nos fazem bem. Mudemos de assunto e acreditemos que chova ou faça sol a magia está nos sorrisos dos nossos filhos, do romrom dos nossos gatos, num sorriso de um desconhecido, numa palavra de um amigo, nas nossas vontades e no que defendemos como verdades.

 

Gosto do cheiro a terra molhada...

Uma questão de espírito

 

Há uns dias pediram-me para eu conservar o meu espírito. Há dias pediram-me para eu me conservar exactamente como sou. Gosto quando me pedem para não mudar. Gosto quando dão valor ao que sou e como sou. Mais do que me alimentar o ego alimenta-me a alma.

 

Pedem-me para não mudar na melhor altura: aquela em que eu me aceito exactamente assim. Mistérios das estradas, não de Sintra, mas da vida.

 

Marta leal

Entraves,

 

O facto de ser uma mulher prática tem por vezes inconvenientes insondáveis. As dificuldades, complicações e entraves deixam de fazer sentido e o “como” aparece nas mais variadas formas. Acredito sempre que existem vários caminhos para atingir o mesmo resultado, acredito que sou sempre capaz. Raramente vejo as dificuldades e se as vejo passo por cima delas facilmente.

 

Por vezes os outros acreditam que sou maluca, que não vou conseguir e que é melhor nem sequer olhar. insondáveis os pensamentos de quem não acredita. Achava que fazia isso por ser mulher afinal, faço isso por ser prática. Gosto de ser prática. Gosto da resolução dos desafios e gosto da forma como eles surgem.

 

E depois, existem os dias em que me sinto cansada, os dias em que me sinto vitoriosa e os dias em que me sinto bem como sou e como estou.

 

Marta Leal

Inconveniências

 

Entre irreverencias falo de inconveniências. Sou tolerante com os outros  e sou comigo . Gosto de pessoas que desafiam  a regra e mudam posturas. Gosto daqueles que se assumem como um todo e não como uma parte da sociedade. No entanto, confesso-me irreverente perante a inconveniência.

 

Confundo-me perante os que ultrapassam frequentemente as fronteiras dos outros e pisam onde não devem pisar.  Devo confessar que sou territorial no que diz respeito ao meu espaço, ao meu ser e ao meu estar. Sou irreverente na resposta aos que perguntam formas de ser, de vestir, de pentear ou de estar. Sou irreverente na resposta aos que perguntam, sobretudo, formas de viver. Solta-se o meu lado cabra e a ironia vem ao de cima.

 

Aceitem-se as posturas, as diferenças, os humores, as vontades e os desejos. Em suma, aceite-se apenas a diferença de mim para ti.

 

Marta Leal

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