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Irreverências No Feminino

By Marta Leal

Irreverências No Feminino

By Marta Leal

A Galinha dos Ovos de Ouro

 

 

 

 

Há muitos muitos anos um camponês e a sua mulher tinham uma galinha que punha todos os dias um ovo de ouro.

 

Partindo do princípio que dentro da galinha havia uma quantidade enorme de ouro resolveram matá-la para poderem ficar com o ouro todo. Para surpresa deles ao abrirem a galinha viram que ela era igual a todas as outras.

Esopo

Pessoas Comuns - Vidas Inspiradoras

 

Matt Kepnes

 

Matt Kepnes – Antes: Um viajante Esporádico. Agora: Um viajante Eterno

 

Em 2005, Matt estava com um amigo na Tailândia quando se cruzou com alguns viajantes num autocarro. Ao ouvir as suas histórias sobre longas viagens, sentiu-se inspirado o suficiente para largar o seu emprego e procurar o seu lugar.

 

Em 2006 deu o primeiro passo e  lançou-se para uma viagem de 1 ano. Já se passaram 8 anos e ele continua a viajar. Já esteve em mais de 70 países e trabalhou em todo tipo de empregos para sustentar esta aventura. Neste momento ajuda pessoas e mostra-lhes que  que viajar não é tão caro como parece.

 

“Passou-me todo o tipo de medo pela minha cabeça, mas estar na estrada ensinou-me que a parte mais difícil é sair pela porta. O resto é fáci”,  diz ele.

 

Se estás a pensar fazer o mesmo pede ajuda ao Matt http://www.nomadicmatt.com/

O que tens estado a tolerar?

 

Temos tendência para ser arrastados e pressionados por coisas que, ao longo do tempo, se vão acumulando – e acabamos por desordenar as nossas ideias e consequentemente as nossas vidas.  Estás preparad@ para identificar o que tens estado a tolerar?


De momento, podes escolher entre fazer ou não fazer algo em relação a essas coisas, mas apenas escrevê-las vai-te alertar e vais naturalmente começar a lidar, consertar e resolver aquilo que te tem estado a impedir de evoluir. Por isso, faz uma lista das coisas que tens estado a tolerar em casa e/ou no trabalho, de forma a determinar o que tem estado a desorganizar as tuas ideias e a pará-lo!

 

Exemplos podem ser: Tarefas por cumprir, frustrações, problemas, o comportamento de outras pessoas ou até mesmo o teu, desordem, necessidades desconhecidas, limites ultrapassados, livros/DVDs atrasados, guarda-roupa desatualizado, problemas por resolver ou culpa, falta de exercício, hábitos de alimentação, ser indeciso, adiar coisas, falta de horas de sono, etc.

 

3, 2, 1

 

Começamos?

Por um mundo melhor

 
 
Hoje escolho juntar-me á 15ª marcha do orgulho LGBT. Hoje relembro a necessidade de chamarmos a atenção para a discriminação e para a intolerância á diferença. Hoje escolho estar do lado de uma minoria que muitas vezes é impedida de se mostrar por medo de represálias. Hoje estou do lado dos casais que são impedidos de demonstrar o afecto,  hoje estou do lado daqueles a quem foi recusada o direito á coadopção, de homens e mulheres que são presos e mortos por esse mundo fora, dos filhos que são expulsos de casa dos pais e de todos os que são apontados e insultados.  
 
Hoje estou lá especialmente por um mundo mais justo, mais equilibrado e mais tolerante. Hoje estou lá porque me recuso a encolher os ombros e a assobiar para o lado.

 

É impossível.

 

 " - Não consigo subir nesse morro - disse o menininho. - É impossível. O que vai me acontecer? Vou passar a vida inteira aqui no pé do morro. É terrível demais!

      - Que pena! - disse a irmã. - Mas olhe, maninho! Descobri uma brincadeira ótima! Dê um passo e veja se consegue deixar uma pegada bem nítida na terra. Olhe só para a minha! Agora, você veja se consegue fazer uma tão boa assim!

      O menininho deu um passo:

      - A minha está igual!

      -Você acha? - disse a irmã. - Olhe a minha, de novo, aqui! Eu faço mais forte que você, porque sou mais pesada e por isso a pegada fica mais funda. Tente de novo.

      -Agora a minha está tão funda quanto a sua! - gritou o menininho. - Olhe! Esta, esta e esta, estão o mais fundas possível!

      -É, está muito bom mesmo - disse a irmã - , mas agora é minha vez, deixe eu tentar de novo e vamos ver!

      Eles continuaram, passo a passo, comparando as pegadas e rindo da nuvem de poeira cinzenta que lhes subia por entre os dedos descalços.

      Dali a pouco, o menininho olhou para cima.

      -Ei - disse ele - , nós estamos no alto do morro!

      -Nossa! - disse a irmã. - Estamos mesmo."

      Do livro: O Livro das Virtudes II - O compasso moral      

William J. Bennett - Ed. Nova Fronteira

Cá por casa

 

Cá por casa andamos num virote entre letras e palestras. Sucedem-se projectos e parcerias. Aceitam-se as que me fazem sentido colocam-se de lado as que por agora devem ficar paradas.  Acredito cada vez mais que o teu sucesso nasce da tua vontade, do tua dedicação e da tua persistência. Acredito cada vez mais que os teus resultados são proporcionais ao tempo que lhes dedicas.

 

Conhecermo-nos a nós mesmos é meio caminho andado para conseguirmos lidar com as nossas fraquezas. Cá por casa a resistência á mudança no que toca a penteados foi combatida e o resultado foi um penteado completamente diferente. Corta-se o cabelo mas não se corta a diferença aquela que quase toca a irreverência. Recuso-me, recuso-me cada vez mais a encolher os ombros e a fazer que não vejo. Recuso-me a ficar parada perante aquilo que me incomodano que diz respeito a direitos humanos. Acredito. Acredito mesmo que juntos podemos mesmo fazer a diferença.

 

Porque eu continuo assim muito mãe, muito mulher mas sobretudo eu mesma.

Vestidos para Agradar

 

Mudam-se os tempos e mudam-se as filosofias de vida. Descobrem-se novas formas de estar, recuperam-se aprendizagens e procuramos tudo o que nos faça sentido ou então procuramos tudo o que seja moda. Corremos de aprendizagem em aprendizagem e experienciamos. Corremos, contudo, o risco de nos perdermos. Proliferam novos mundos de contacto com o nosso eu interior, com o nosso eu superior, com os nossos guias ou mesmo com aquele deus que escolhemos adorar.

Proliferam novos mundos por descobrir. Proliferam novos conhecimentos que podem ter a fórmula mágica do sucesso. Porque é isso que todos queremos ter, sucesso. E que fazemos nós? Avançamos numa busca constante daquilo que nos faça feliz, daquilo que nos faça sentir bem. Buscamos a felicidade, perseguimos “sentires” e revemo-nos em mestres que insistimos em moldar.

 

Até aqui parece-me bem, parece-me sempre muito bem a procura de algo melhor, a procura do conhecimento ou mesmo a procura de novas vidas e de novos caminhos. Queremos tanto, que, tal como fizemos no passado, insistimos em vestir apenas para agradar quando devíamos vestir apenas aquilo que nos serve. Martelamos aprendizagens, seguimos rituais que não nos fazem sentido, apenas por obrigação. Forçamos discursos, movemo-nos pelas palavras e esquecemo-nos que o que nos deve mover é o exemplo. Vestimos para agradar quando devíamos vestir apenas o que nos serve.

 

Na maioria dos casos corremos o risco da não integração ou, melhor dizendo, da não consolidação da aprendizagem. Esquecemo-nos constantemente que tudo tem um tempo próprio para crescer, que tudo tem um tempo para amadurecer. Rápido. Queremos tudo demasiado rápido. Não nos sentimos melhor ao primeiro minuto, então vamos continuar à procura. Procuramos satisfação exterior quando devíamos procurar conhecimento interior. Perguntas como: Quem sou eu na realidade? O que é que quero da vida? O que tenho feito para tornar a minha vida melhor? O que me falta para chegar onde quero chegar? – são muito raras de ser feitas, até porque lidar com a realidade é duro,  lidar com a realidade causa dor.

 

Aprendemos sem sentir. Queremos à viva força ser pessoas diferentes e pessoas mais felizes. Procuramos incessantemente uma felicidade fabricada e esquecemo-nos que a felicidade não se procura, a felicidade vive-se na forma como lidamos com quem somos, com o que nos acontece e com as circunstâncias que temos ao nosso redor. Corremos de aprendizagem em aprendizagem, saltamos de filosofia em filosofia e na maioria dos casos esquecemo-nos dos valores e dos princípios que as regem. Debitamos saberes mas agimos de forma contrária. É esse o efeito de quem veste para agradar.

 

Quantas vezes adaptamos filosofias de vida e temos comportamentos contrários ao que profetizamos? Incongruentes, tornamo-nos muitas vezes incongruentes entre o ser e o estar. Queremos ser e depois comportamo-nos de forma completamente diferente. Julga-se, compete-se, aponta-se e acusa-se. Somos humanos, é claro que somos humanos.

 

Não quero com isto dizer que não devamos procurar, não quero com isto dizer que não devemos aprender. Claro que sim. Procura e aprendizagem são passos importantes no caminho da mudança e do crescimento individual. Acredito apenas que essa procura deve ser feita com consciência de que se procura, com consciência de quem somos e para onde queremos ir. Acredito também que toda a aprendizagem tem pontos comuns e pontos divergentes. Confusos? Passo a explicar. Toda a aprendizagem deve ser aplicada e adaptada a quem somos. Que é como quem diz, deve-nos fazer sentido e deve-nos fazer bem. Tal como quando compramos uma roupa, se não nos servir mandamos modificar, deveríamos fazer o mesmo com a aprendizagem que recebemos. Ajustar a quem somos, adaptar o que nos faz sentido e deixar de martelar o que não nos faz. Tornaria tudo mais simples, tornaria tudo muito mais coerente. Não sei mesmo se não facilitaria na relação com o eu e com o outro, até porque, ao sentirmo-nos confortáveis, sentimo-nos muito mais felizes. Lembram-se? A tal felicidade que insistimos em procurar e nos esquecemos de sentir?

 

Descobre-te. Conhece-te e aceita-te. Aprende "de cor" todas as tuas mais-valias e todas as tuas limitações. Enumera de trás para a frente tudo aquilo que és e decide-te por quem queres ser. Veste apenas aquilo que te serve!

És um bom comunicador?

 

O auto-conhecimento leva á melhoria e á mestria. Ao fazeres pequenas mudanças podes aumentar a tua eficácia e aumentar as tuas competências como comunicador. Responde ás seguintes perguntas:

  1. Costumas olhar as pessoas nos olhos?
  2. Estás atento á  postura do corpo e ás expressões faciais da pessoa com quem comunicas?
  3. Crias empatia e tentas compreender os sentimentos, pensamentos e acções do outro?
  4. Costumas deixar a pessoa terminar o seu pensamento, mesmo que já saibas o que a pessoa quer dizer?
  5. Costumas fazer perguntas para esclareceres as informações?
  6. Costumas sorrir e acenar com a cabeça para mostrares o teu interesse?
  7. Como te costumas comportar quando não gostas da pessoa que está a falar?
  8. Como te costumas comportar quando não concordas com aquilo que a pessoa está a dizer?
  9. Costumas ignorar as distracções á tua volta
  10. Costumas-te lembrar dos pontos importantes das conversas?
  11. Consegues manter-te neutro?

Agora para melhorares a tua comunicação cria um plano de acção. Depois, para cada pergunta cria um acção. Por exemplo: durante uma semana sempre que falares olha a pessoa nos olhos, na segunda semana olha a pessoa nos olhos mas fica atento á expressão corporal.

 

Acredito que descobrimos a verdadeira magia de viver, quando descobrimos a magia do nosso ser

 

 

Gosto de surpreender porque um dia resolvi aceitar-me como sou, no ser e no estar. E ao faze-lo assumi-me no vestir muito próprio, no gosto pelos tecidos com bolas, nas risadas, nos sapatos, nas botas, na irreverência de um ser fora de comum para alguns e diferente para outros. Acredito que descobrimos a verdadeira magia de viver, quando descobrimos a magia do nosso ser. Acredito que o nosso mundo fica muito mais rico se vivermos quem somos e não aquilo que se quer que sejamos ou o que um dia imaginámos que queriam que fossemos.Acredito que o mundo fica mais rico quando nos convencermos que não nos devemos formatar por ninguém. Acredito que o mundo fica mais rico quando aceitarmos o outro assim num todo que o torna tão completo.

E nada como o testemunho de uns para entusiasmar os outros

"Era uma vez uma menina que aceitou o desafio do coaching por mera curiosidade. Tinham-lhe dito que era uma excelente maneira de, com a ajuda necessária, arranjar estratégias para alcançar certos objetivos na vida. Então porque não experimentar?

Ao fim de apenas dez sessões, e muitas reviravoltas na sua pequenina vida, essa menina descobriu que cresceu muito, e que agora é uma mulher cheia de garra e força para enfrentar os seus medos e os obstáculos que por vezes querem chatear. Essa menina foi também descobrindo que aquelas sessões a ajudaram a tomar muitas decisões importantes e que aconteceram coisas fantásticas como consequência disso.

Mas mais importante de tudo, essa menina ganhou uma amiga muito especial, porque Marta, é isso que tu és. Nunca considerei que estivesse a ser, de alguma forma, avaliada ou questionada. Para mim o coaching foi como uma conversa descontraída, na qual se partilham experiências, ri-se, chora-se e faz-se um trabalho interno muito profundo e quase de forma inconsciente.

Martinha, estás a fazer um trabalho maravilhoso e dou-te toda a força para continuares. Devo-te muito. Obrigada por tudo, de coração!

Beijinho Doce,

Joana"

 

Obrigada Joana. E ainda me perguntam porque faço isto?