Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Irreverências No Feminino

By Marta Leal

Irreverências No Feminino

By Marta Leal

Cá Por casa

imagesCA0F3ENG.jpg

 

Há uns dias lia um artigo, bastante divertido,  sobre as diferenças entre pessoas com filhos e pessoas sem filhos e enquanto lia reconhecia-me nas pessoas com filhos mas percebi que me começava  a reconhecer em  alguns aspectos das pessoas sem filhos. É de facto o que acontece quando os filhos crescem e se tornam autónomos . E cá por casa isso acontece cada vez mais e de uma forma muito visível. Não posso mentir ao ponto de dizer que não tenho saudades de os ter debaixo da asa mas o que é um facto é que olhar para a forma como aprenderam a voar faz-me sorrir e muito.

 

Cá por casa recebemos durante uns dias dois estudantes da Letónia que nos possibilitaram uma experiência única. É tão fácil comunicar, aceitar e respeitar as diferenças quando temos disponibilidade para isso. A correria da semana, os sorrisos, os equívocos pela diferença de língua, a preocupação e a troca de experiências foram muito,  mas muito enriquecedoras. Mais enriquecedor foi perceber a dedicação e a entrega das filha do meio bem como a disponibilidade da filha mais nova para que se sentissem em casa. De salientar que também os 4 patas foram bastante receptivos e se deslocaram quase de forma traidora para as camas dos convidados.

 

Cá por casa continuamos assim, muito mãe, muito mulher, mas sobretudo eu mesma!

 

 

Cá por casa

Cá por casa costumo  dizer aos meus queridos clientes que devem anotar todas as ideias que têm, que devem aproveitar tudo o que lhes passe pela cabeça e registar. "Um dia vai-vos fazer falta e poder-vos-á fazer sentido". Digo e acredito mesmo até porque eu costumo praticar aquilo que falo. O único senão é que a minha tempestade de ideias surge quase sempre no momento do banho e passado alguns minutos é natural que me esqueça. A ultima decisão tomada é levar caderninho para a casa de banho.

 

Por falar em estratégias ando a ponderar começar a ser eu a cozinhar. Afinal de contas se não tenho jeitinho nenhum para a coisa pode ser que coma menos e os efeitos nefastos não se façam sentir. Percebam que não tem a ver comigo tem a ver com o desperdidico de roupa, apenas com o desperdicio de roupa.

 

Cá por casa na volta não vos deveria contar estas coisas porque afinal de contas deveria ser  um exemplo da perfeição porque coach que é coach não deve falhar.Se calhar podia fazer diferente mas se o fizesse não seria a mesma coisa.

 

Eu? Continuo assim muito mãe, muito mulher e sobretudo eu mesma.

 

 

Largar e deixar ir

 

 

Largar ou deixar ir normalmente envolve um pouco de perdão ou aceitação – seja contigo mesmo, com outra pessoa, uma situação ou mesmo algo desconhecido.

 

A aprendizagem e ironia é que independentemente do que seguras, está provavelmente a magoar-te ou a incomodar-te muito mais do que a outra pessoa qualquer. Estas coisas que nós “seguramos” com rancor, raiva e dor perseguem a nossa mente e impedem-nos de ser o melhor que podemos ser.

 

Deixar ir ou largar algo não quer dizer que perdoamos uma situação ou um comportamento, mas sim que iluminamos o nosso caminho. E quando deixamos seja o que for que nos está a incomodar para trás,  libertamo-nos e recuperamos energia que perdíamos a pensar no assunto.

 

Não necessitas de saber como largar algo, simplesmente tens que estar disposto a tal. Não podes alterar o passado, mas podes aprender com ele e mudar o que sentes seguindo em frente.

 

E lembra-te, seja o que for que aches difícil de deixar para trás é provavelmente aquilo que mais necessitas de largar!

INSTRUÇÕES: Enquanto tu podes não desejar fazer algo relativamente a isto de momento, fazer uma lista do que necessitas de largar vai chamar a tua atenção e vais naturalmente começar a largar as coisas que necessitas de deixar para trás. Portanto, escreve na lista abaixo o que estás a guardar para ti mesmo, o que te desacelera, o que te irrita e qualquer coisa que seja obstáculo para o teu caminho até à melhor pessoa que podes ser.

Cá por casa

 

Cá por casa chega ao verão e as rotinas alteram-se. Entre praia, actividades e novas experiências os filhos saltitam enquanto a mãe se ajusta. A maternidade trouxe-me emoções que serão impossíveis de descrever por palavras, o amadurecimento trouxe-me a certeza de que ser mãe vai muito além do cuidar, desafiar e ensinar. Para mim ser mãe é sobretudo aceitar. Aceitar que os filhos são, querem e têm sonhos e vontades próprias. Ser mãe é aceitar que mais importante que excelentes notas são os valores, os princípios e a felicidade deles. Para mim ser mãe é permitir que sonhem, que avancem, que caiam e que se aprendam a levantar. Porque eu aceito e acredito que os filhos não são nossos, são deles próprios.

 

Hoje falo de futebol até porque aqui estou à vontade. Gosto de futebol, gosto de ver um bom jogo e gosto do ambiente de estádio. À hora do jogo Brasil/Alemanha estava a trabalhar e só me liguei ao mundo já o jogo tinha acabado. O resultado não me espantou até porque o futebol é um jogo onde uns perdem e outros ganham. Como um jogo que é em cada inicio existe sempre 50% de probabilidades de ambas as equipas ganharem.

 

O que me espanta? as reacções posteriores. O transformar heróis em bestas num segundo, a revolta de um povo que por um resultado futebolístico rouba, estraga e incendeia a bandeira que beijava antes do jogo começar. O que me espanta? que se continue a investir milhões num desporto quando existem pessoas a morrer á fome, que o mundo se desequilibre desta forma apenas porque outros valores se levantam.

 

O que me continua a espantar? a maldade gratuita, o deboche maldoso e o elaborar de teorias de conspiração contra aqueles que são diferentes, O que me continua a espantar? Numa altura onde se esperaria que vivêssemos um universalismo temos casa vez mais pequenos mundos xenófobos, racistas e homofóbicos. Como é que eu posso explicar isto de uma forma que o pessoal entenda? Malta, o planeta está por um fio e vocês estão preocupados com a cor do vizinho?

 

Eu? Continuo assim muito mãe, muito mulher mas sobretudo eu mesma.

 

 

 

 

Demasiado violento nascer mulher num mundo que nos trata assim

 

 

O movimento feminista iniciou-se no Séc. XIX e pretendia direitos e deveres iguais para a mulher e para os homens  quer fosse no domínio social, politico, jurídico e mesmo económico. Em 1909 é criada a Liga Republicana das Mulheres Portuguesas dirigida por três grandes mulheres a quem faço uma vénia e agradeço a luta - Maria Veleda, Adelaide Cabete e Ana de Castro Osório.
Em 1910 é promulgada a primeira Lei do Divórcio que diz que seja dado o mesmo tratamento ao marido e à mulher tanto em relação aos motivos da separação como aos direitos sobre os filhos. A mulher deixa de dever obediência ao marido e o crime de adultério tem o mesmo tratamento quando cometido por qualquer dos cônjuges. O dever de submissão das esposas aos maridos é suprimido e o acesso ao trabalho na administração pública é autorizado às mulheres. A escola torna-se obrigatória para crianças, meninas e meninos dos 7 aos 11 anos.
Em 1931 conquistámos o direito de voto em Portugal mas tínhamos de ter o ensino secundário completo ou formação universitária. Nessa altura os homens só precisavam de saber ler e escrever. 
Em 1974 foram abolidas todas as restrições ao género feminino. 40 anos depois continuamos em muitas casos a ter de trabalhar o dobro para provar que somos boas no que fazemos.  Continuamos a ser assediadas nos locais de trabalho e se nos queixamos estávamos mesmo a pedi-las. Somos espancadas e mortas por alguém que ainda se acha nosso dono embora a legislação diga o contrário.  Temos que levar com energúmenos idiotas se nos atrevermos a sair á noite sozinhas. Somos violadas e maltratadas sem que ninguém seja punido e em certos países somos obrigadas a casar em tenra idade apenas porque nascemos mulheres. . Em Portugal existem empresários  que obrigam as mulheres a decidir entre serem mães ou profissionais por um período de 5 anos? Em Portugal? Quer dizer que num país onde a população está envelhecida aqueles que deviam contribuir para a sua evolução estão a travá-la?  Quer dizer que não basta não termos as mesmas oportunidades ainda somos obrigadas a renunciar a um estado que nos é natural? E será que esses senhores também proíbem as mulheres de engravidarem? E será que esses senhores foram concebidos em laboratório? 
Violento. Demasiado violento nascer mulher num mundo que nos trata assim. Violento. Demasiado violento vivermos num mundo que continua a assobiar para o lado e a fazer que não vê. Demasiado violento viver  num mundo que aponta, julga, encolhe os ombros mas continua a permitir. 
Feminista? Se ser feminista  significa defender  a existência de uma sociedade onde a igualdade de oportunidades e de direitos entre géneros seja uma realidade então assumo-me como tal. Se ser feminista significa querer que eu e as minhas filhas tenhamos as mesmas oportunidades e os mesmos direitos na sociedade em que vivemos , então eu sou. Se ser feminista significa eu poder trabalhar e ser mãe sem ter medo de ser despedida não tenham qualquer duvida que sou!
Eu? Continuo assim, muito mãe, muito mulher mas sobretudo muito preocupada com um mundo onde o respeito de uns pelos outros começa a ser escasso. 
 

Cá por Casa

 

 

 

 

Cá por casa as solicitações são cada vez maiores e a necessidade de organização idem. Começam-se a fazer escolhas entre coisas que se gostam quando anteriormente se decidia entre o que se gostava e o que não se gostava. Entre família, trabalho e lazer resta um “niquinho” de tempo. Dorme-se pouco, dorme-se muito pouco. Valeram-me os jogos do Benfica que permitiram desmarcações de sessões e de palestras. Ele há males que vêm por bem!!!!

 

Continuo a circular entre o mundo rural e o mundo urbano. Gosto desta diversidade de sentires, de experiencias e de contactos. Tenho o melhor dos dois mundos e por enquanto é assim que vai ser.

 

Cá por casa confundem-me os que assumem compromisso e não cumprem. Sou capaz de dar o que tenho mas não gosto de ter de pedir o que é meu. No entanto, e para que conste se é para pedir, pede-se.

 

O ritmo acelerou tanto que os saltos altos estão a ser substituídos por sapatos mais confortáveis. Os pés revoltaram-se, protestaram e impuseram-se. Chega de horas em bicos de pés, disseram-me eles. E o tom de dor com que me avisaram foi de tal modo eficiente que a entrada em acção foi no dia seguinte. Acreditem, receei que entrassem em qualquer tipo de greve. Negociámos e o acordo está feito embora limitado a um determinado número de acontecimentos. Sim, porque cá por casa a elegância é sempre uma preocupação.

 

Por falar em ritmo acelerado e elegância deixem-me vos dizer que gostei muito da capa da vogue onde o nosso Ronaldo aparece como veio ao mundo. Não fosse o excesso de tratamento facial pelo Photoshop e eu diria delicioso, o atrevimento entenda-se.

 

 

Cá por casa continuo assim muito mãe, muito mulher e sobretudo eu mesma.

És a melhor mãe do mundo e mesmo que eu tivesse outra mãe continuavas a ser a melhor mãe do mundo

Cá por casa desejo a todas as mães um feliz dia. Cá por casa recordo sempre com um sorriso nos lábios outros dias das mães e guardo como frase de eleição a que a minha filha mais nova me costumava dizer "és a melhor mãe do mundo e mesmo que eu tivesse outra mãe continuavas a ser a melhor mãe do mundo".
Não previ ser mãe, não sonhava sequer ter uma família grande  e se querem que vos diga o meu foco estava numa carreira que tinha definido seguir. Há 20 anos engravidei pela primeira vez quando me tinha sido dito que poderia ser difícil ter filhos. A decisão foi fácil. Fui mãe e mandei a carreira esperar um bocadinho. Hoje tenho os filhos e a carreira.
Ser mãe para mim é permitir-lhes ser, fazer com que saibam saber escolher, deixá-los errar, deixá-los tentar, deixá-los cair, deixá-los experienciar e ajudá-los a realizar os sonhos. Influenciá-los pela positiva, motivá-los e inspira-los não apenas por palavras mas sobretudo com acções. Ser mãe para mim é estar cá para eles mas nunca me esquecer de mim. Ser mãe para mim é olhar para os meus três filhos e aceitá-los como são no todo e no particular.
Eu também tenho a melhor mãe do mundo até porque se tivesse tido outra mãe nunca seria quem sou. E tu és ou não a mulher mãe do mundo?

Cá por casa

Cá por casa devo confessar que  me  continua a fazer uma certa confusão os supra-sumos da inteligência. Aqueles que tudo sabem e tudo acertam. Os que nunca erram, os que têm certezas absolutas e que nunca mudam de opinião. Aqueles que julgam e impõe como se a continuidade do planeta dependesse disso. Sempre que me cruzo com alguém assim questiono-me sempre se estou a lidar com pessoas ou com autómatos.

 

Gosto. Gosto daquela ar "nojentinho" a olhar para mim quando do alto dos meus saltos e do meu metro e meio digo toda orgulhosa : Eu choro, eu irrito-me, eu falho, eu mudo de opinião e sabes que mais? É por isso que gosto tanto de mim, sou autêntica numa aprendizagem continua e num crescimento diário.

 

Até porque cá por casa continuo assim muito mãe, muito mulher e cada vez mais eu mesma.

 

 

 

 

 

Ter ideias não basta

 

 

 

Teres ideias não basta. Mas isso ja tu estás farto de saber. Para que a ideia se transforme é necessário que entres em acção. Mas claro está estou a ser um pouquito idiota porque essa conversa estás tu farto de ouvir. Sabes o que te impede de agir? Sabes mesmo?

  

Sabes o que te está a impedir de me escreveres a contar tudo? Então? Quando é que dás o primeiro passo e entras em acção?

 

Um dia acordei e tive uma ideia. Depois a essa ideia adicionei-lhe uma dose de loucura e de vontade. Não questionei sequer o que os outros poderiam pensar ou se alguém iria ligar ao que escrevi. A minha ideia respondia às perguntas que andava a fazer há muito tempo: De que forma posso ajudar mais pessoas? De que forma posso chegar a mais pessoas? De que forma as pessoas podem ser motivadas e inspiradas?

 

Desafiei a Sapo Mulher e aqui estou eu com um consultório de pessoa comum para pessoas comuns. Onde as pessoas podem colocar as questões e serem "treinadas" a serem pessoas felizes e a agirem rumo aos seus sonhos e ás suas conquistas.

 

Um consultório prático onde se fala de assuntos comuns, pessoas comuns e vidas comuns. Partilha, pergunta e dá o mote para a crónica seguinte ( martaleal_lifecoach@sapo.pt). A tua partilha nunca será divulgada, a não ser que assim o desejes,  mas o teu desafio e o teu exemplo podem ser o tema da próxima crónica, até porque as tuas experiencias podem ser a motivação de outros.

 

Por aqui continuo muito mãe, muito mulher e muito eu mesma.

Coaching

 

O coaching é um processo que tem como objectivo elevar o desempenho pessoal e/ou profissional de uma pessoa ou de um grupo de pessoas. Este processo envolve duas pessoas o coach e o coachee.

 

Este método foi-se desenvolvendo ao longo dos tempos e foi tendo influências das mais diversas áreas do saber como a Psicologia positiva, a terapia gestalt, a psicologia Comportamental, a teoria da inteligência emocional e a Programação Neurolinguistica.

 

Papel do coach

 

O papel do coach é o de fazer perguntas de modo a que o coachee encontre as respostas dentro dele para poder lidar da melhor forma com os desafios pessoais e profissionais. A função de um coach é ajudar o cliente a eliminar os obstáculos internos e a a conseguir expressar todo o seu potencial de modo a poder liderar a sua própria vida.

 

Neste processo é importante deixar de lado julgamentos o que não significa que não se olhe para a realidade para identificar a melhor forma de melhorar atitudes, escolhas e decisões.

 

O coach também vai contribuir para que se estabeleçam metas claras o que vai permitir a elaboração de uma plano de acção eficaz que se paute por resultados mais positivos.

 

No processo de coaching aprender não significa apenas obter mais conhecimento mas principalmente expandir a capacidade de acção para se atingirem os resultados pretendidos.

 

O profissional de coaching também contribui para o estabelecimento de metas mais claras. Isso permite a elaboração de um plano de acção mais eficaz e a obtenção de resultados mais positivos.

 

Mais sobre mim

foto do autor

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Mais visitados

    Arquivo

    1. 2015
    2. J
    3. F
    4. M
    5. A
    6. M
    7. J
    8. J
    9. A
    10. S
    11. O
    12. N
    13. D
    14. 2014
    15. J
    16. F
    17. M
    18. A
    19. M
    20. J
    21. J
    22. A
    23. S
    24. O
    25. N
    26. D
    27. 2013
    28. J
    29. F
    30. M
    31. A
    32. M
    33. J
    34. J
    35. A
    36. S
    37. O
    38. N
    39. D
    40. 2012
    41. J
    42. F
    43. M
    44. A
    45. M
    46. J
    47. J
    48. A
    49. S
    50. O
    51. N
    52. D
    53. 2011
    54. J
    55. F
    56. M
    57. A
    58. M
    59. J
    60. J
    61. A
    62. S
    63. O
    64. N
    65. D
    66. 2010
    67. J
    68. F
    69. M
    70. A
    71. M
    72. J
    73. J
    74. A
    75. S
    76. O
    77. N
    78. D