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Irreverências No Feminino

By Marta Leal

Irreverências No Feminino

By Marta Leal

Mulher minha faz o que eu quero

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Não era bonita nem feia. Contam-me os que se cruzaram com ela que tinha uma graça especial quase imperceptível aos olhos dos mais desatentos. Afinal de contas, todos temos algo especial para quem está atento a nós.

Cresceu num mundo de princesas e finais felizes. Foi princesa, foi guerreira, foi cavaleira e há quem diga que havia dias em que era fada. Foi tudo o que se permitiu sonhar. Sonhou que seria possível ser uma mulher de sucesso, a melhor mãe do mundo e a melhor esposa de sempre. Sonhou que um dia ia mudar o mundo. Sabia que sim, sabia que conseguia porque sabia do que era capaz. Saltitou entre queres e poderes, entre seres e teres, entre ilusões e desilusões fruto de uma adolescência onde crescer é tudo menos fácil.

Cresceu. Cresceu da mesma forma que todos os caros leitores crescem com medos, com dúvidas, com certezas e com vontades. Percebe-se que em certos momentos cresceu com pressa de crescer.

Casa. Casa não com o homem ideal mas com o homem por quem se apaixonou. Afinal de contas é o amor que deve comandar a vida não é verdade? O que seria o homem ideal se não existisse amor. Um dia, algures no tempo percebe que não se reconhece, perdeu-se dos sonhos, das fadas e das princesas e de si, sobretudo de si mesma. Um dia percebe que se enjaulada em frases como “mulher minha não faz, não vai, não veste” como se o seu querer não tivesse qualquer valor, como se o seu ser fosse menos que nada.

Não se reconhece no medo, na vergonha, nas chantagens, nas ameaças, nas humilhações, nas agressões e nas lágrimas. Sobretudo nas lágrimas que quase por magia foram substituindo o seu sorriso. Não se reconhece na propriedade privada de um ser que a trata como dono onde o seu querer e o seu estar são submetidos às decisões do seu amo e senhor.

Não se reconhece naqueles que estando perto de assobiam para o lado, nos que lhe dizem que é mesmo assim e que na vida há que fazer sacrifícios, nos que assistem e não defendem, nos que apontam e julgam, nos que se estivessem no lugar dela fariam diferente.

Eu também não me reconheço nos que falam sem saber e nos que julgam sem actuar. Eu também não me reconheço num encolher de ombros constantes face a uma situação que precisa de ser alterada.

Eu não me reconheço numa passividade que permite a humilhação e a agressão. Deve ser por isso eu tenho um sonho de ajudar outras mulheres a perceberem que ninguém tem o direito das maltratar e das humilhar. Que ninguém tem o direito de as considerar propriedade privada.

Eu tenho o sonho de ajudar cada vez mais mulheres a perceberem que existe vida para além da que têm.

Cá Por Casa

Lá por fora fez ontem 13 anos que as Torres Gémeas caíram e que eu me questionei sobre o mundo em que vivemos, o mundo mudou desde então. O meu mundo mudou. Sucedem-se as expulsões de imigrantes ilegais em Angola e Obama vai definir plano de ofensiva contra estado islâmico. Óscar Pistorius foi ilibado de crime premeditado e enquanto kate está grávida o príncipe Carlos deseja que seja uma menina. Segundo uma sondagem no Reino Unido as mulheres preferem os gordinhos. Não sei porque se deram ao trabalho porque as minhas filhas já tinham chegado a essa conclusão e Peter Lynagh apostou com o companheiro de quarto que conseguiria passar 12 meses sem sexo em troca de 1.500 euros. Ganhou a aposta e multiplicou o dinheiro, que entregou a uma associação que apoia jovens do Camboja.

 

Cá por dentro morreu a princesa Nono e Portugal encheu-se de “córderosa”. Resta-me deixar aqui os meus parabéns á Leonor pela mensagem de coragem que nos deixou, á mãe Vanessa e ao pai Jorge por terem feito diferente e nos terem lembrado de que a vida é efémera para tantos. O filme “E agora? Lembra-me” de Joaquim Pinto para representar Portugal como candidato ao Óscar de Melhor Filme estrangeiro da Academia de Cinema Americana. E pelo que parece houve um show de striptease nos Jardins da Associação Académica de Coimbra e agora meus caros reitores vai haver alguém responsabilizado ou vai-se desculpar com a tradicional “coisa” da idade? Judite de Sousa pede que a deixem chorar e os nossos famosos andaram nas compras na inauguração do novo espaço H&M. Siza Vieira exporta arquitectura lusa para a China e Fado de Mariza conquista prémio internacional.

 

Cá por casa as filhas voltaram ao ninho e o filho voltou para a universidade, as aulas começam para a semana e coach que é coach tem tudo organizado atempadamente. Cá por casa temos tudo pronto para uma entrada triunfal nas novas rotinas. A única coisa que ainda não voltou ao normal foi o meu cabelo. Sempre que olho com mais atenção sei que poderia viver nos anos 80 que ninguém iria olhar para mim com estranheza. O tempo anda temperamental e temo que esta humidade excessiva me encolha a roupa de Outono. Nos últimos tempos reforcei a ideia de que o trabalho e o sucesso estão alinhados, muito alinhados. Reinventam-se horários, estratégias e vontades, muitas vontades.

 

Eu? Continuo assim muito mãe, muito mulher mas sobretudo eu mesma.

Pessoas Comuns - Vidas Inspiradoras

Yasmine Mustafa Yasmine Mustafa – Antes: Uma imigrante nos Estados Unidos. Agora: Renovada e corajosa

Yasmine Mustafa saiu do Koweit para os Estados Unidos durante a Guerra do Golfo quando tinha apenas 8 anos. Depois de 22 anos a viver na América decidiu-se a viajar para tal como diz " conhecer a pessoa que sou sem um notebook".

Mais sobre as usas histórias por aqui http://myasmine.com/

 Ainda achas que não consegues?

 

Cá por casa

Cá por casa costumo  dizer aos meus queridos clientes que devem anotar todas as ideias que têm, que devem aproveitar tudo o que lhes passe pela cabeça e registar. "Um dia vai-vos fazer falta e poder-vos-á fazer sentido". Digo e acredito mesmo até porque eu costumo praticar aquilo que falo. O único senão é que a minha tempestade de ideias surge quase sempre no momento do banho e passado alguns minutos é natural que me esqueça. A ultima decisão tomada é levar caderninho para a casa de banho.

 

Por falar em estratégias ando a ponderar começar a ser eu a cozinhar. Afinal de contas se não tenho jeitinho nenhum para a coisa pode ser que coma menos e os efeitos nefastos não se façam sentir. Percebam que não tem a ver comigo tem a ver com o desperdidico de roupa, apenas com o desperdicio de roupa.

 

Cá por casa na volta não vos deveria contar estas coisas porque afinal de contas deveria ser  um exemplo da perfeição porque coach que é coach não deve falhar.Se calhar podia fazer diferente mas se o fizesse não seria a mesma coisa.

 

Eu? Continuo assim muito mãe, muito mulher e sobretudo eu mesma.

 

 

Impedimentos

Prendemo-nos demasiado ao que os outros pensam, ao que os outros esperam e ao que os outros querem. Perdemos demasiado tempo a pensar no outro quando era importante começarmos por pensar em nós. 
Sabias que a vantagem que todos temos nesta vida é a de sermos seres únicos, podermos pensar por nós e estarmo-nos profundamente nas tintas para aquilo que os outros pensam? Sabias que uma das vantagens que  temos na vida é aquele momento em que percebemos que podemos ser tanto num mundo onde se espera tão pouco? 
E agora se não tivesses impedimento nenhum qual seria o primeiro passo que darias?

Demasiado violento nascer mulher num mundo que nos trata assim

 

 

O movimento feminista iniciou-se no Séc. XIX e pretendia direitos e deveres iguais para a mulher e para os homens  quer fosse no domínio social, politico, jurídico e mesmo económico. Em 1909 é criada a Liga Republicana das Mulheres Portuguesas dirigida por três grandes mulheres a quem faço uma vénia e agradeço a luta - Maria Veleda, Adelaide Cabete e Ana de Castro Osório.
Em 1910 é promulgada a primeira Lei do Divórcio que diz que seja dado o mesmo tratamento ao marido e à mulher tanto em relação aos motivos da separação como aos direitos sobre os filhos. A mulher deixa de dever obediência ao marido e o crime de adultério tem o mesmo tratamento quando cometido por qualquer dos cônjuges. O dever de submissão das esposas aos maridos é suprimido e o acesso ao trabalho na administração pública é autorizado às mulheres. A escola torna-se obrigatória para crianças, meninas e meninos dos 7 aos 11 anos.
Em 1931 conquistámos o direito de voto em Portugal mas tínhamos de ter o ensino secundário completo ou formação universitária. Nessa altura os homens só precisavam de saber ler e escrever. 
Em 1974 foram abolidas todas as restrições ao género feminino. 40 anos depois continuamos em muitas casos a ter de trabalhar o dobro para provar que somos boas no que fazemos.  Continuamos a ser assediadas nos locais de trabalho e se nos queixamos estávamos mesmo a pedi-las. Somos espancadas e mortas por alguém que ainda se acha nosso dono embora a legislação diga o contrário.  Temos que levar com energúmenos idiotas se nos atrevermos a sair á noite sozinhas. Somos violadas e maltratadas sem que ninguém seja punido e em certos países somos obrigadas a casar em tenra idade apenas porque nascemos mulheres. . Em Portugal existem empresários  que obrigam as mulheres a decidir entre serem mães ou profissionais por um período de 5 anos? Em Portugal? Quer dizer que num país onde a população está envelhecida aqueles que deviam contribuir para a sua evolução estão a travá-la?  Quer dizer que não basta não termos as mesmas oportunidades ainda somos obrigadas a renunciar a um estado que nos é natural? E será que esses senhores também proíbem as mulheres de engravidarem? E será que esses senhores foram concebidos em laboratório? 
Violento. Demasiado violento nascer mulher num mundo que nos trata assim. Violento. Demasiado violento vivermos num mundo que continua a assobiar para o lado e a fazer que não vê. Demasiado violento viver  num mundo que aponta, julga, encolhe os ombros mas continua a permitir. 
Feminista? Se ser feminista  significa defender  a existência de uma sociedade onde a igualdade de oportunidades e de direitos entre géneros seja uma realidade então assumo-me como tal. Se ser feminista significa querer que eu e as minhas filhas tenhamos as mesmas oportunidades e os mesmos direitos na sociedade em que vivemos , então eu sou. Se ser feminista significa eu poder trabalhar e ser mãe sem ter medo de ser despedida não tenham qualquer duvida que sou!
Eu? Continuo assim, muito mãe, muito mulher mas sobretudo muito preocupada com um mundo onde o respeito de uns pelos outros começa a ser escasso. 
 

Na zona de conforto, quase tudo é rotina,


"Na zona de conforto, quase tudo é rotina, acostumei-me aos mesmos horários todos os dias, aos mesmos locais semana após semana, às mesmas pessoas mês após mês e aceitava as coisas como elas eram.
O conforto quase me reduziu a horas de levantar, deitar, horas de comer, horas de ir trabalhar, horas de ir buscar a filha...começou então o desconforto!
Precisava me sentir viva! Eu sentia que precisava de ajuda!
Foi nesta altura que procurei, ou por outro lado, encontrei a Marta!
A Marta foi e é uma amiga profissional a quem podemos confiar o que sentimos e o que somos, sem qualquer tipo de julgamento. Proporcionou-me um aconselhamento descontraído, soluções muito simples mas muito estratégicas e eficazes, levou-me ao encontro de novas perspectivas de vida e principalmente ajudou-me a reconhecer e aceitar o meu eu.
Obrigada Marta pelas curtas dez sessões que tive o privilégio de usufruir!

Permitiste que eu questionasse a minha vida

"De coração cheio e aberto, agradeço-te mais uma vez pelas sessões de coaching, foram preciosas, reveladoras, decisivas e catárticas. Permitiste que eu questionasse a minha vida, que eu redefinisse prioridades, que analisa-se o aqui e o agora, que traçasse metas e objectivos, que olhasse para o amanhã com fé e determinação, que trabalhasse  profundamente a minha identidade, que desenhasse os meus sonhos, que em abrisse sem pudor, que identificasse bloqueios, que superasse medos, que libertasse o meu verdadeiro EU. Confesso que todo esse trabalho foi longo e penoso mas foste incansável ao apoiar-me e contagiar-me  mostraste sempre extrema paciência e disponibilidade. As tuas perguntas pertinentes e intuitivas, as ferramentas que usavas e adequavas ao meu humor, a minha reflexão interior, ao meu cansaço inverteram tudo. Fizeram com que eu deixasse de pensar nos obstáculos e focasse toda a minha atenção, toda a minha energia, todo o meu amor nas soluções e na busca da minha felicidade"  Paula Ventura

 

 

Os desafios servem para encontrarmos soluções e crescermos numa vida que nada mais é do que um caminho para a aprendizagem e para o cumprir de uma missão nossa, só nossa.

 

Quando aceitarmos os desafios como degraus para atingirmos aquilo que tanto ansiamos vamos sorrir-lhes em vez de nos lamentarmos.

 

E tu qual é o degrau que estás disposto a subir?

Aprende a organizar-te


Sabias que a desorganização em que vives pode afectar a tua saúde? A ansiedade que te provoca o facto de teres coisas para fazer e/ou arrumar pode impedir-te de atingires os teus objectivos? Sabias que uma pessoa organizada tem mais hipóteses de atingir os seus sonhos do que uma pessoa desorganizada? Tens demasiadas tarefas e não sabes por onde começar? Sentes que estás a perder o controlo e a vontade?
 
Queres ajuda para te organizares pessolmente e profissionalmente? Muda o padrão, muda o comportamento e muda a atitude. Organiza as tuas tarefas, a tua casa, a tua carreira e as tuas relações.
 Objectivos:

- identificação das prioridades pessoais;
- avaliação do equilibrio entre as diferentes áreas da vida: profissional, saude, espritualidade, sonhos, familia e lazer;
- avaliação da coerencia entre prioridades e investimento de tempo, energia e dinheiro;
- definição de objectivos e planeamento de estratégias para mudança;
 Pedir uma ajuda não é sinal de fraqueza é sinal que estás pronto para seguir em frente!
 
Pergunta-me como martaleal@outlook.pt
 
 
 

A determinada altura dei por mim a esperar freneticamente por cada sessão

Sendo desconfiado de tudo o que ainda não experimentei, vi o coaching apenas como outro meio de auto-ajuda. Seria apenas mais uma ferramenta, que nos meus olhos de leigo em relação ao assunto, pouco ou nada ia contribuir para o meu crescimento pessoal.

A verdade é que se tornou algo bem maior do que o que eu estava a espera. A determinada altura dei por mim a esperar freneticamente por cada sessão.
A Marta é uma excelente profissional e, com o background que tem, consegue adaptar as sessões a cada um dos "pacientes". Não há duas pessoas iguais e senti que esse ponto foi dos mais valorizados durante as sessões.
Durante as sessões foram-me ensinadas ferramentas subtis que acabei por introduzir na minha vida, por vezes involuntariamente, que me permitem determinar "projectos pessoais" e checkpoints de evolução.
Algo que consigo crucial no coaching é a maneira como somos ensinados a lidar com o insucesso. Somos humanos, estamos longe da perfeição e por vezes as decisões que tomamos podem criar caminhos que nos levam ao insucesso de alguma das metas que criamos. Por sua vez isto pode criar sentimentos de impotência que nos levam a abandonar um projecto e a desperdiçar todo o caminho que fizemos até à data. Esta foi uma das maiores aprendizagens do coaching para mim: aprender a lidar com o insucesso e com a desilusão.
Em geral, foi uma experiência enriquecedora e acho que a única coisa que pode ser complicada é o processo de nos tornarmos independentes do coaching. Algo que é facilitado aplicando o que se aprendeu com a Marta." Nuno Lopes

 

O Nuno atreveu-se e divertiu-se. E tu? estás á espera de quê?