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Irreverências No Feminino

By Marta Leal

Irreverências No Feminino

By Marta Leal

Sonhem. Sonhem muito como se não existisse qualquer impedimento

Sonhem. Sonhem muito como se não existisse qualquer impedimento. Sonhem como se de repente o mundo fosse vosso e nada nem ninguém vos impedisse de serem quem são. Sonhem de modo a que se sintam os reis/as rainhas do mundo. É isto que tenho por princípio passar a quem me procura diariamente, é isto que me move e que faz de mim quem sou, a minha capacidade de sonhar.

 

Sou uma sonhadora nata e isso não é novidade para ninguém. Gosto de sonhar mas gosto de concretizar. Perco-me nas mais variadas conjecturas, perco-me naquilo que para mim me faz sentido mas reconheço que tenho dificuldade em sonhar aquilo que me será impossível concretizar. Eu, a mulher para quem não há impossíveis reconheço que existem aqueles momentos em que me impeço de sonhar apenas por sonhar.

 

Hoje desafio-me, saio da minha zona de conforto e levo o sonho ao limite. Só por hoje imagino que em vez de um metro e meio tenho um metro e oitenta. Sou alta e espadaúda sem precisar de ser loura. Hoje imagino que todos os fatos compridos do mundo me ficam a matar.

 

http://www.laredoute.pt/magazinedetendencias/index.php/sonhar-fora-da-zona-de-conforto/

Momento de Reflexão em jeito de Moda

A tendência natural é para nos entranharmos numa rotina tão nossa que acabamos por nos esquecer daqueles a que chamamos de nossos. Os dias passam num ápice, os meses transformam-se em anos e pela ordem natural das coisas alguns vão ficando pelo caminho. Acalmem-se os leitores que estas palavras não são de tristeza mas sim de recordação.

 

Há dias em que penso muito naqueles que me são queridos e que já não estão entre nós, que é como quem diz no mundo dos vivos. De uma forma quase egoísta penso na falta que todos eles me fizeram quando tudo terminou. A única coisa que lamento é não nos ser permitido dizer-lhes o quanto nos fazem falta.

 

Hoje recorda-se a tia-avó que me ensinou a gostar de cinema, de teatro e de produção nacional. Recordam-se as histórias contadas e recontadas, os vestidos que se vestiam vezes sem conta e o chapéu que me fazia recuar no tempo. Hoje recordam-se os vestidos, os saltos altos e as pérolas.

 

Porque hoje, por aqui recorda-se aquilo que nos faz sorrir com requinte, sempre com muito requinte…

 

 

http://www.laredoute.pt/magazinedetendencias/index.php/momento-de-reflexao/

Pormenores

 

 

Enquanto a vida passa os gostos alteram-se. Percebo que, com o passar dos tempos, umas coisas se refinam, outras abandonam-se e a outras rendo-me, simplesmente rendo-me.

 

Voltemos ao presente. Voltemos ao aqui e agora. Voltemos ao ponto onde me aceitei como sou, onde gosto de mim simplesmente assim. Voltemos ao sorriso que trago nos lábios e ao amor que trago no coração. Voltemos ao momento da transparência e da autenticidade. Voltemos ao momento de gargalhadas sonoras, abraços sentidos e lágrimas de emoção. Voltemos a vitórias celebradas e a propósitos definidos. Voltemos àquilo que para mim é viver e reflicta-se onde começou.

 

Acredito que o começo verdadeiro está em quando nos aceitamos no todo. Fala-se de todo e recordo-me o quanto gosto do pormenor. Gosto. Gosto daquele pormenor que revela tudo o que pretendemos dizer quase como se falasse um pouco de nós.

 

http://www.laredoute.pt/magazinedetendencias/index.php/pormenor/

 

Há quem diga

Sou mulher como tantas outras mulheres. Quarentona, e conhecedora de que a idade é mais do que uma carinha “laroca”, um corpo ideal e horas perdidas em busca de uma perfeição, seja ela interior ou exterior. Sou mãe. Naturalmente mãe. Tão mãe que não me consigo imaginar sem o ser. Gosto dos meus. Gosto dos que fazem parte de mim. Por vezes perco-me nos sentires e perco-me nos decidires.

 

Espanto-me com os desafios. Paro. Hesito, sabendo que a solução é continuar. Por vezes apetece-me fugir. Certa de que a única fuga que existe é enfrentar a realidade. Alio-me à vida e caminho diariamente com um sorriso nos lábios, grata por estar onde estou e líder do que pretendo ser.

 

Há quem diga que a moda está errada, maltrata e nos torna seus escravos. Há quem diga até que quem liga a essas coisas de moda corre certos riscos de perder a intelectualidade e o amor ao próximo. Pois eu aqui afirmo, de uma forma veemente, que é verdade sim senhora. Acreditem que isso quase que me aconteceu. E não foi uma nem duas vezes. A última vez foi quando me tentei enfiar num vestido dois números abaixo daquilo que eu visto. Fui tão maltratada que foi um caso sério para sair de dentro dele, do vestido, entenda-se.

 

 

 

http://www.laredoute.pt/magazinedetendencias/index.php/ha-quem-diga/

 

 

 

 

 

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