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Irreverências No Feminino

By Marta Leal

Irreverências No Feminino

By Marta Leal

Demasiado violento nascer mulher num mundo que nos trata assim

 

 

O movimento feminista iniciou-se no Séc. XIX e pretendia direitos e deveres iguais para a mulher e para os homens  quer fosse no domínio social, politico, jurídico e mesmo económico. Em 1909 é criada a Liga Republicana das Mulheres Portuguesas dirigida por três grandes mulheres a quem faço uma vénia e agradeço a luta - Maria Veleda, Adelaide Cabete e Ana de Castro Osório.
Em 1910 é promulgada a primeira Lei do Divórcio que diz que seja dado o mesmo tratamento ao marido e à mulher tanto em relação aos motivos da separação como aos direitos sobre os filhos. A mulher deixa de dever obediência ao marido e o crime de adultério tem o mesmo tratamento quando cometido por qualquer dos cônjuges. O dever de submissão das esposas aos maridos é suprimido e o acesso ao trabalho na administração pública é autorizado às mulheres. A escola torna-se obrigatória para crianças, meninas e meninos dos 7 aos 11 anos.
Em 1931 conquistámos o direito de voto em Portugal mas tínhamos de ter o ensino secundário completo ou formação universitária. Nessa altura os homens só precisavam de saber ler e escrever. 
Em 1974 foram abolidas todas as restrições ao género feminino. 40 anos depois continuamos em muitas casos a ter de trabalhar o dobro para provar que somos boas no que fazemos.  Continuamos a ser assediadas nos locais de trabalho e se nos queixamos estávamos mesmo a pedi-las. Somos espancadas e mortas por alguém que ainda se acha nosso dono embora a legislação diga o contrário.  Temos que levar com energúmenos idiotas se nos atrevermos a sair á noite sozinhas. Somos violadas e maltratadas sem que ninguém seja punido e em certos países somos obrigadas a casar em tenra idade apenas porque nascemos mulheres. . Em Portugal existem empresários  que obrigam as mulheres a decidir entre serem mães ou profissionais por um período de 5 anos? Em Portugal? Quer dizer que num país onde a população está envelhecida aqueles que deviam contribuir para a sua evolução estão a travá-la?  Quer dizer que não basta não termos as mesmas oportunidades ainda somos obrigadas a renunciar a um estado que nos é natural? E será que esses senhores também proíbem as mulheres de engravidarem? E será que esses senhores foram concebidos em laboratório? 
Violento. Demasiado violento nascer mulher num mundo que nos trata assim. Violento. Demasiado violento vivermos num mundo que continua a assobiar para o lado e a fazer que não vê. Demasiado violento viver  num mundo que aponta, julga, encolhe os ombros mas continua a permitir. 
Feminista? Se ser feminista  significa defender  a existência de uma sociedade onde a igualdade de oportunidades e de direitos entre géneros seja uma realidade então assumo-me como tal. Se ser feminista significa querer que eu e as minhas filhas tenhamos as mesmas oportunidades e os mesmos direitos na sociedade em que vivemos , então eu sou. Se ser feminista significa eu poder trabalhar e ser mãe sem ter medo de ser despedida não tenham qualquer duvida que sou!
Eu? Continuo assim, muito mãe, muito mulher mas sobretudo muito preocupada com um mundo onde o respeito de uns pelos outros começa a ser escasso. 
 

E porque mudar faz bem

 

Gosto de mudanças. Gosto especialmente de experimentar coisas novas e gosto de resultados novos. Isto acontece principalmente porque não tenho especial dificuldade em largar o velho para agarrar o novo. Manias. Manias de quem já não se importa de as ter. Não sei se por estar na década dos 40 ou apenas porque a irreverência me está no sangue.

 

E embora o inverno insista em prolongar a despedida eu sinto a vontade das mudanças de primavera. Sinto a vontade de arejar, de sacudir o pó e sentir o toque do sol. Sinto a vontade de mudar, não importa se muito se pouco. Apenas mudar. Mudei as roupas de sitio e mudei as letras de direcção. Alterou-se a imagem e alterou-se o menu do blog. Pudesse eu e fazia mudanças por esse mundo fora. Trocava lágrimas por sorrisos, armas por mais amor, fome por abundância e medo por serenidade.

 

Não podendo mudar o mundo no geral mudo o mundo ajudo a mudar o mundo à minha volta. Motiva-se, inspira-se, capacita-se e sorri-se sempre e muito. Mesmo que no meio dos sorrisos por vezes surjam palavras de indignação.

 

Queres mudar? Sabias que a tua mudança começa apenas numa decisão?

Acredito que descobrimos a verdadeira magia de viver, quando descobrimos a magia do nosso ser

 

 

Gosto de surpreender porque um dia resolvi aceitar-me como sou, no ser e no estar. E ao faze-lo assumi-me no vestir muito próprio, no gosto pelos tecidos com bolas, nas risadas, nos sapatos, nas botas, na irreverência de um ser fora de comum para alguns e diferente para outros. Acredito que descobrimos a verdadeira magia de viver, quando descobrimos a magia do nosso ser. Acredito que o nosso mundo fica muito mais rico se vivermos quem somos e não aquilo que se quer que sejamos ou o que um dia imaginámos que queriam que fossemos.Acredito que o mundo fica mais rico quando nos convencermos que não nos devemos formatar por ninguém. Acredito que o mundo fica mais rico quando aceitarmos o outro assim num todo que o torna tão completo.

Dias

(imagem retirada da net)

 

Existem aqueles dias em que amanhecemos cedo e onde as expectativas crescem. Existem aqueles dias onde sabemos que nada nem ninguém nos pode parar. Existem aqueles dias em que podemos afirmar que sim, hoje é o dia. Existem dias em que sabemos que vamos ter um dia do "caraças".

 

Um dia com sabor a tamanho do mundo.

Mudar o Mundo

 

(imagem retirada da net)
 

Sou das que acredita que o mundo se pode mudar. Sou das que acredita que todos os dias cada um de nós pode mudar o mundo do outro. Sou das que acredita que facilmente se consegue colocar um sorriso no outro mesmo que o outro diga que não lhe apetece sorrir. Sou das que acredita que vale a pena mudar o mundo. Gosto. Gosto quando vejo o mundo mudar em encadeamentos perfeitos. Gosto, gosto quando encontro outros que acreditam no mesmo que eu.

 

Fale-se de mudança e avance-se com atitude.

 

Um dia com sabor a mudança.

 

Marta Leal

Enquanto o mundo gira

(imagem retirada da net)
 

E enquanto, o mundo gira assumo irreverencias e formas de ser. Aceito desafios diários e vivo uma vida que merece ser vivida. Enquanto o mundo gira aceito-me como sou, e pedem-me para nunca o deixar de o ser. Enquanto, o mundo gira, agradeço de coração aos que se foram cruzando comigo neste processo de transformação.

 

Sou assim e poderia não ser. Somos diferentes. Gostos, objectivos, crenças e valores. Vivências e experiências. Amores e desamores. Mentiras e verdades. Somos o que queremos  e somos apenas o que decidimos ser.

 

Sou mimada, sempre fui mimada com consciência de que o sou. Gosto de ser mimada por mim e pelos outros.

 

Um dia com sabor a mimo, muito mimo.

 

Marta Leal

Se um dia me apresentasse

Se um dia me apresentasse começaria por dizer aquilo que sou. Começaria, então por dizer que sou mãe, sou mulher e sou eu mesma.

 

Mas não pensem que sou uma mãe qualquer. Eu sou apenas a melhor mãe do mundo. Pelo menos é o que os meus três filhos dizem e, acreditem ou não, a mais pequena até acrescenta que se tivesse outra mãe eu continuaria a ser a melhor mãe do mundo.

 

Sou mulher, sou cada vez mais mulher no meu ser, no meu estar, no meu sentir, na minha vontade. Gosto de ser mulher, aliás gosto de ser emocionalmente mulher ou mulher emocionalmente assumida.

 

Sou eu mesma no meu estar, no meu vestir, nas minhas decisões que complementam as minhas indecisões, nas minhas posturas e na forma como lidero a minha vida. Sou eu mesma no meu sorriso, nas minhas acções e nos meus quereres. Sou eu mesma nas minhas diferenças, nas irreverencias  e no assumir de contrastes.

 

Se um dia me apresentasse diria que sou assim e que gosto de ser quem sou: mãe, mulher e eu mesma.

 

Marta Leal

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