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Irreverências No Feminino

By Marta Leal

Irreverências No Feminino

By Marta Leal

Burrices

Caminhavam dois burros, um com uma carga de açúcar, outro com uma carga de esponjas.

Dizia o primeiro: - Caminhemos com cuidado, porque a estrada é perigosa.

O outro argüiu: - Onde está o perigo? Basta andarmos pelo rastro dos que hoje passaram por aqui.

- Nem sempre é assim. Onde passa um, pode não passar outro.

- Que burrice! Eu sei viver, gabo-me disso, e minha ciência toda se resume em só imitar o que os outros fazem.

- Nem sempre é assim, nem sempre é assim... continuou a filosofar o primeiro.

Nisto alcançaram o rio, cuja ponte caíra na véspera.

- E agora?

- Agora é passar a vau.

O burro de açúcar meteu-se na correnteza e, como a carga ia se dissolvendo ao contato da água, conseguiu sem dificuldade pôr pé na margem oposta.

O burro da esponja, fiel às suas idéias, pensou consigo: - Se ele passou, passarei também - e lançou-se ao rio.

Mas sua carga, em vez de esvair-se como a do primeiro, cresceu de peso a tal ponto que o pobre tolo foi ao fundo.

- Bem dizia eu! Não basta querer imitar, é preciso poder imitar - comentou o outro.

Do livro: Fábulas - Monteiro Lobato - Editora Brasiliense

O homem que falava verdade

Narrativa de Filoxeno (436-380 a.C.), recontada por Grace H. Kupfer

 

Antigamente, reinava na cidade de Siracusa, na Sicília, um tirano cruel e vaidoso chamado Dionísio. Vivia cercado por uma corte de bajuladores, que não se atreviam a dizer senão elogios, embora o criticassem duramente pelas costas.

Uma das vaidades de Dionísio era se considerar poeta. Não perdia uma oportunidade de fazer versos. Reunia então os cortesãos e recitava suas últimas composições. Todos aplaudiam e expressavam admiração por seu gênio, louvavam a beleza da poesia e Dionísio ficava muito satisfeito.

O homem mais culto de Siracusa era um filósofo chamado Filoxeno. Dionísio já estava tão envaidecido pelos repetidos aplausos dos cortesãos que mandou chamar Filoxeno para que também ouvisse seus versos e louvasse seu talento de poeta.

Filoxeno se apresentou, ouviu os versos, e Dionísio mal podia esperar as palavras de admiração e louvor à sua arte. Mas, para espanto de todos, o filósofo afirmou que os versos eram tão maus que não mereciam ser chamados de poesia, assim como o autor não merecia o nome de poeta. Dionísio ficou fora de si diante de tamanha franqueza. Chamou os guardas, ordenou que acorrentassem Filoxeno e o levassem ao calabouço, destinado aos piores criminosos.

Quando a notícia chegou aos ouvidos dos amigos de Filoxeno, eles ficaram indignados. Como o tempo passava e o filósofo continuava preso, enviaram a Dionísio uma carta pedindo a liberdade de Filoxeno.

Talvez Dionísio temesse a ira de um bom número de súditos, ou talvez tivesse uma razão inteiramente diferente, como se verá. O fato é que Dionísio concordou em libertar o filósofo, com a condição de que viesse jantar com ele uma vez mais.

Filoxeno foi. Ao fim do grande banquete, na presença de todos os cortesãos, o rei se levantou e leu os novos versos de sua lavra. Queria que o filósofo, que só dizia a verdade, os ouvisse, pois achava-os excepcionalmente bons. Os cortesãos aduladores tinham a mesma opinião, a julgar por seus gestos e elogios. Apenas Filoxeno continuava em silêncio, sem nada dizer, sem que a expressão do rosto traísse seu veredicto.

Não era absolutamente o que Dionísio esperava. Controlou a impaciência tanto quanto pôde. Vendo que Filoxeno não se manifestava, o tirano dirigiu-se a ele com pretensa calma e, achando que ele não ousaria provocar novamente sua ira, disse: - Diga-me, Filoxeno, sua opinião sobre este meu novo poema.

De fato, ninguém esperava a resposta que ele deu. Pois, dando as costas aos participantes do banquete, Filoxeno dirigiu-se aos guardas e disse, em tom de repugnância: - Levem-me de volta ao calabouço!

Era a maneira mais clara de externar sua opinião. Sabendo que a honestidade resultaria em punição, escolheu o método mais direto. Preferia voltar à cela por sua própria vontade.

Os cortesãos ficaram horrorizados diante de tão óbvia declaração. Apavorados aguardaram a reação de Dionísio. Mas o tirano, embora um poço de vaidade, tinha algum senso de humor e certo respeito pela coragem moral. Deixando os cortesãos trêmulos de medo, voltou-se com um sorriso para o imperturbável Filoxeno e deu-lhe permissão para ir em paz.

O Livro das Virtudes - William J. Bennett - Editora Nova Fronteira (pág. 295/296

Lidera pelo exemplo

Um consultório prático onde se fala de assuntos comuns, pessoas comuns e vidas comuns. Partilha, pergunta e dá o mote para a crónica seguinte ( martaleal_lifecoach@sapo.pt). A tua partilha nunca será divulgada, a não ser que assim o desejes,  mas o teu desafio e o teu exemplo podem ser o tema da próxima crónica, até porque as tuas experiencias podem ser a motivação de outros.

 

Desde já o meu agradecimento aos que tem escrito e aos que me inspiram diariamente.

 

Páginas Novas

- Acorde! - disse uma vozinha fina.

Tommy acordou e sentou-se. Ao pé da cama viu um menino da sua idade, todo de branco, como neve fresca. Tinha os olhos muito brilhantes e olhava direto para Tommy.

- Quem é você? - perguntou Tommy.

- Eu sou o Ano Novo! - disse o menino. - Hoje é o meu dia, e trouxe para você páginas novas.

- Que páginas? - perguntou Tommy.

- Páginas bem novinhas, pode Ter certeza! - disse o Ano Novo. - Tenho ouvido más notícias de você pelo meu pai…

- Quem é o seu pai? - perguntou Tommy.

- O Ano Velho, é claro! - disse o menino. - Ele falou que você fazia perguntas demais, e estou vendo que ele tinha razão. Ele também me disse que você guarda rancor, que às vezes belisca sua irmã mais nova e que, um dia, você jogou seu livro da escola no fogo. Agora, tudo isso tem que acabar!

- Ah, é mesmo? - disse Tommy. Ele ficou tão espantado que nem sabia o que dizer.

O menino fez que sim com a cabeça.

- Se não parar - disse ele - , você só vai piorar a cada ano, até virar o Homem Horrível. Você quer ser o Homem Horrível?

- N-não! - disse Tommy.

- Então você tem que parar de ser um menino horrível! - disse o Ano Novo. - Pegue as suas páginas!

E estendeu um maço do que parecia serem folhas de caderno, todas completamente brancas, como suas roupas.

- Todo dia, vire uma dessas páginas - disse - e logo você será um menino bom em vez de horrível.

Tommy pegou as folhas de papel e ficou olhando. Em cada uma, estavam escritas algumas palavras:

"Ajude sua mãe e seu pai!"

"Cate seus brinquedos!"

"Pare de sujar o chão de lama!"

"Seja bom para sua irmãzinha!"

"Não brigue com o Billy Jenkins!"

- Ah, não! - gritou Tommy. - Eu tenho que brigar com Billy Jenkins! Ele falou que…

- Adeus! - disse o Ano Novo. - Vou voltar quando estiver velho, para ver se você foi um bom menino ou um menino horrível. Lembre-se:

Se bom ou horrível vai ser,

Só você pode resolver.

Ele virou-se e abriu a janela. Um vento frio soprou, varrendo as folhas das mãos de Tommy.

- Pare! Pare! - gritou ele. - Diga-me…

Mas o Ano Novo tinha ido embora, e Tommy viu sua mãe entrando no quarto.

- Meu filho! - disse ela. - O vento está desarrumando tudo!

- Minhas páginas! Minhas folhas! - gritou Tommy.

Pulando da cama, procurou pelo quarto todo, mas não achou nenhuma.

- Não tem importância - disse Tommy. - Consigo ir virando-as do mesmo jeito, e juro que vou. Não vou virar o Homem Horrível.

E não virou mesmo.

Do livro: O Livro das Virtudes II - O compasso moral William J. Bennett - Ed. Nova Fronteira

Não sabes por onde começar?

A pedido de vários e depois de amadurecer a ideia resolvi aceder e criar um serviço de mentoring para a vida. Este  Programa de Mentoring assenta num relacionamento pessoal e de confiança estabelecido entre mim e aqueles que se atreverem.

 

Mentoring e coaching são duas actividades que estão relacionadas. A diferença está em que no Mentoring o profissional já pode dar conselhos ou soluções para resolução dos problemas específicos do teu dia-a-dia.

O mentoring é um processo que não tem um tempo estabelecido para o seu fim enquanto o coaching é um processo com princípio, meio e fim.

Porque muitas vezes queremos avançar e não sabemos por onde começar. Porque muitas vezes sentimo-nos demasiado sozinhos para seguirmos em frente.

Como podemos funcionar os dois?  Conta-me o que queres e definimos um plano. Seduz-te? Manda-me um  email a perguntar mais pormenores e não te esqueças de teres um dia fora de série. E, se a tua mente já te está a dizer que pode ser muito caro porque não te atreves e confirmas?

 

 

Eu? Continuo assim, muito mãe, muito mulher mas sobretudo eu mesma.

 

Escolhas, sempre as escolhas

Uma mulher regava o jardim de sua casa e viu três velhos à sua frente. Não os conhecia e disse:

- Não creio conhecê-los, mas devem ter fome. Por favor, entrem em minha casa e comam algo.

Eles perguntaram:

- O homem da casa está?

- Não, respondeu ela.

- Então, não podemos entrar.

Ao entardecer, quando o marido chegou, ela contou o sucedido.

- Ora, diga-lhes para que entrem!

A mulher saiu e convidou os três.

- Não podemos entrar os três juntos, explicaram os velhinhos.

- Por quê?

Um dos homens apontou um dos companheiros e explicou:

- Seu nome é Riqueza. Logo indicou o outro: Seu nome é Êxito e eu me chamo Amor. Agora, entre e decida com seu marido qual dos três será convidado.

A mulher entrou e contou ao marido sobre o que ouvira. O homem ficou feliz:

- Que bom! E já que o assunto é assim, convidemos a Riqueza! Que entre e encha nossa casa.

A mulher não concordou:

- Querido, por que não convidamos o Êxito?

A filha que estava escutando veio correndo:

- Não seria melhor convidar o Amor? Nossa casa ficaria, então, feliz...

- Sigamos o conselho de nossa filha, disse o marido à sua mulher. Vá lá fora e convide o Amor a ser nosso hóspede.

A mulher saiu e perguntou:

- Qual de vocês é o Amor? Por favor, venha. Você é nosso convidado.

O amor avançou para dentro da casa e os outros dois o seguiram.

Surpreendida, a mulher perguntou:

- Convidei o Amor, por que o seguem? Também vão entrar?

Os velhos responderam juntos:

- Se tivesse convidado a Riqueza ou o Êxito, os outros dois ficariam de fora. Mas, como o Amor foi convidado, onde ele vai nós o seguimos.

Autor: Desconhecido

Feliz 2014

A caminho de 2014 despeço-me de 2013 com um sorriso enorme e um sensação de dever cumprido. Contam-se as vitórias, os abraços, os sorrisos, as conquistas e as derrotas. Contam-se os planos concretizados e aqueles que ficaram por concretizar. A caminho de 2014 festejo cada passo dado, cada desafio tido e cada pessoa que se cruzou comigo.

 

Cá por casa avanço para uns dias de férias mais que merecidos. Por aqui desejo-vos que vivam permitindo-se ser aquilo que são na realidade.

 

Eu? continuo a  preencher-me na mãe, na mulher e sobretudo em mim mesma.

 

Feliz 2014

O teu desafio e o teu exemplo podem ser o tema da próxima crónica

Um consultório prático onde se fala de assuntos comuns, pessoas comuns e vidas comuns. Partilha, pergunta e dá o mote para a crónica seguinte ( martaleal_lifecoach@sapo.pt). A tua partilha nunca será divulgada, a não ser que assim o desejes,  mas o teu desafio e o teu exemplo podem ser o tema da próxima crónica, até porque as tuas experiencias podem ser a motivação de outros.

 

O meu obrigada aos que me inspiram diariamente.

Partilha, pergunta e dá o mote para a crónica seguinte

 

Um consultório prático onde se fala de assuntos comuns, pessoas comuns e vidas comuns. Partilha, pergunta e dá o mote para a crónica seguinte ( martaleal_lifecoach@sapo.pt). A tua partilha nunca será divulgada, a não ser que assim o desejes,  mas o teu desafio e o teu exemplo podem ser o tema da próxima crónica, até porque as tuas experiencias podem ser a motivação de outros.

 

Desde já o meu agradecimento aos que tem escrito e aos que me inspiram diariamente.

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